Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a tragédia estava anunciada e a profecia se concretizou. Desde o jogo contra o Botafogo o técnico Rogerio Ceni vinha alertando e procurando desculpas para o indesculpável.
Ao longo desta semana falei várias vezes nos jornais São Paulo e Tricolornaweb que todo o cenário apontava para uma tragédia, a qual eu não poderia e não posso aceitar. Mas com as desculpas de Rogério Ceni, a escolha por um estádio cuja grama nos é prejudicial, mas pela capacidade e a ganância da diretoria em ganhar mais direito, em detrimento do título, tudo isso levava a crer que a eliminação viria.
Também falei várias vezes – e não mudo meu discurso – de que dane-se a derrota para o Água Santa; dane-se uma eliminação na primeira fase da Copa do Brasil; dane-se a eliminação na primeira fase da Sul-Americana; mas não dane-se um possível rebaixamento no Brasileiro.
O time foi patético. Presa fácil para a retranca do Água Santa. Gramado maléfico para nós. O resultado foi a eliminação, recheada com contusão grave no joelho de Galoppo, e outras menos graves, como Wellington Rato e Wellington.
Mas, talvez, essas contusões (menos Galoppo) não sejam problema. Afinal, vamos ficar um mês sem jogar. Dá par tirar férias, curtir praias, montanhas e outras coisas mais. Afinal, todos devem estar extenuados por terem feito 13 partidas em três meses deste ano.
Nosso elenco é medíocre. Não consegue eliminar um simples Água Santa, com todo o respeito que o time de Diadema me mereça. Mas comparem folha de pagamento, estrutura, camisa, tudo o que quiserem. Não dá nem para começar.
E Rogerio Ceni tem muita responsabilidade nisso. Eu diria que muito próximo dos 90% (os outros dez divido entre jogadores e diretoria). Afinal, a diretoria trouxe os jogadores que ele pediu. O David, que ele exigiu, não pode perder os dois gols que perdeu no jogo; Mendez não pode perder um pênalti no momento mais decisivo do campeonato. Só para citar dois exemplos.
Um time sem padrão tático, que vive dos cruzamentos de bola parada ou dos lançamentos de Rafael e da dupla de zaga. Sim, porque Rogério pediu atacantes pelos lados, atacante de meio, volantes, zagueiros, laterais. Só esqueceu que um time tem que ter um meia. Sem esse jogador, nada se cria.
Quanto a diretoria, bem, uma folga nas redes sociais. Nenhuma postagem, nenhum consolo, nenhuma mensagem. E assim ficará por muitos dias, até aparecerem aquelas mensagens de “Juntos pelo São Paulo” e “Juntos por mais”.
Só temo que a tragédia do Paulista não tenha sido tão grande que não possa ser maior e irremediável no final do ano. Afinal, o jogo está aberto e dele não podemos fugir.