Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é impressionante o que esse time do São Paulo consegue fazer com seu torcedor, aquela Torcida que conduz. Nos dá a alegria de um título inédito, a Copa do Brasil, para ficar nos nossos anais, e uma goleada sofrida para nosso grande rival regional, também para ficar gravado na história.
A cada dia que passa consigo entender a mudança de comportamento do time jogando dentro e fora do Morumbi. Em espaço de quatro dias fizemos uma partida grotesca contra o Goiás e uma outra brilhante contra o Grêmio; mais quatro dias e outra partida tenebrosa, onde o Palmeiras só não aplicou a maior goleada de todos os tempos porque parou de jogar, teve dó do campeão da Copa do Brasil.
Atribuo a Dorival Jr toda a responsabilidade por essa derrota. Não estou aqui cornetando e pedindo sua demissão, muito menos falando que não serve para o São Paulo. Mas faço a crítica pontual. Ele nunca poderia ter entrado com Gabriel como primeiro volante, deixando a frente da defesa livre,
Desde o primeiro momento o Palmeiras tinha uma jogada clara: Murilo trazia a bola da defesa e lançava em diagonal para o lado direito, onde aparecia Myke. Caio e Michel Araújo nunca estavam ali. Beraldo tinha que sair para cobrir, Diego Costa ficava sozinho na área. Aí foi uma festa. Fizeram um, que foi anulado. Em jogada idêntica fizeram o segundo, o terceiro (dois que valeram) e continuaram o massacre.
Ah!, massacre não, pois tivemos 60% de posse de bola. Tem gente que acha que isso é importante. Eles deram oito chutes a gol, cinco entraram. Nós demos quatro chutes a gol, todos para fora.
Vamos combinar: o Palmeiras veio para o segundo tempo para deixar o tempo passar, sem nos pressionar. Não foram as entradas de Rodrigo Nestor (ainda no primeiro tempo) e Mendez que deram sustentação ao meio de campo do São Paulo.
Mas Luciano foi provocar os jogadores do Palmeiras. Ao 38 minutos do segundo tempo dá um chute no joelho do adversário. Não foi expulso porque o árbitro ficou com pena do São Paulo.
Naquele momento critiquei Luciano na transmissão e disse que isso poderia gerar revolta dos palmeirenses. E foi o que aconteceu. Em dois minutos fizeram mais dois gols. E pararam de novo.
Não vou citar riscos de rebaixamento, mas lembro que o Corinthians, que poderia terminar a rodada no Z4, pode terminar a próxima na nossa frente, sem perdermos em Curitiba e eles ganharem em Itaquera do Santos.
Mais uma vez a constatação: parece que a Copa do Brasil caiu no nosso colo de uma forma que nem Freud conseguiria explicar. Me parece que nossa realidade é a que vimos nesta quarta-feira, não a que vimos em setembro.