Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está mais vivo do que nunca na Libertadores. Parece que o time aprendeu a sofrer, sem matar os torcedores do coração e depois renascer num jogo onde parecia que sairia goleado e exterminado na Copa.
O primeiro tempo foi patético, um dos maiores massacres que me lembro da história recente do time. O Botafogo afundou o São Paulo, que não conseguia passar do meio de campo. Foram duas bolas no travessão, duas ótimas defesas de Rafael, jogador da defesa e do meio de campo se atirando na frente dos chutes dos cariocas. Um verdadeiro inferno.
Zubeldía quis se precaver para não bater de frente com o Botafogo, que reconhecidamente joga o melhor futebol do Campeonato Brasileiro no momento, e entrou com três zagueiros, formando uma linha de quatro no meio de campo, colocando três atacantes. A ideia inicial era que Rafinha e Wellington não fossem ao ataque e fizessem uma linha de marcação, com Luiz Gustavo e Bobadilla. Sabino e Alan Franco também não deveriam ir para a frente.
O que se imaginava era que Lucas fosse o articulador de contra-ataques, que encontrariam William Gomes em velocidade, que por sua vez partiria em diagonal para encontrar Calleri. O desenho tático era esse. Mas não deu nada certo.
Primeiro porque Lucas estava numa noite de pouquíssima inspiração; segundo porque William Gomes nitidamente sentiu o peso da partida e a forte marcação; e Calleri, bem, está numa má fase de dar dó.
O São Paulo deve levantar mãos aos céus, a todos os santos que se juntaram ao Paulo para garantir o empate em 0 a 0.
No segundo tempo, enfim, tivemos jogo. Zubeldía posicionou o time mais na frente, a força física do Botafogo também diminuiu, porque veio o cansaço, e as substituições feitas pelo nosso técnico surtiram efeito positivo: Rato deu mais combatividade pelo setor direito do que fazia Rafinha, também cansado; Ferraresi ocupou bem o lado direito, já que Alan Franco não dava conta por ali; Michel Araújo entrou muito bem, fez o verdadeiro papel de ala, deu assistência, envolveu marcação, fez uma grande partida. Só Luciano que foi mais do mesmo.
Em resumo, daria uma nota 0 para o primeiro tempo e 10 para o segundo. Porém, o importante foi que conseguimos trazer o empate, que reputo, um grande resultado e temos tudo para decidir a nosso favor no Morumbi e chegar a um não esperada, mas muito sonhada semifinal de Libertadores.
Quero aproveitar para deixar meus sentimentos ao presidente do São Paulo, Júlio Casares, pelo passamento da d. Maria, sua genitora, aos 96 anos, ocorrida nesta quarta-feira. Força, Júlio