Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a instabilidiade do time do São Paulo continua muito intensa. Mesmo assim, e graças, principalmente, a Zubeldia e Lucas, na pior das hipóteses vamos para a Pré-Libertadores, pois não podemos mais ser alcançado matematicamente e perder vaga no G6 (considerando que uma vaga é do Flamengo, pela Copa do Brasil). Se perdemos os três jogos que nos restam (Grêmio, Juventude e Botafogo) e o Cruzeiro, sétimo colocado, ganhar os quatro que lhe faltam, ficaremos empatados em pontos e vitórias e a decisão sera no saldo de gols (hoje nós temos 13 e eles tem 2). Como o sétimo colocado é o sexto na classificação para a Libertadores, o oitavo, que é o Bahia, não pode nos alcançar, porque são 13 pontos a diferença. E vejam que ainda podemos herdar a classificação no “G-4” se o Botafogo for campeão da Libertadores.
Mas a grande instabilidade do time assusta e preocupa muito. Fomos capazes de ir do inferno ao céu nesta noite de sábado, em pleno Morumbi, contra um Atlético-MG que só pensa naquilo – a decisão da Libertadores -. Poupou alguns jogadores, mas levou a campo Hulk, um verdadeiro inferno na vida de Rafael. Com ele e Paulinho, os mineiros nos ameaçaram com uma grande goleada dentro de casa. Gol aos 20 segundos, em cobrança de falta de Hulk, com rebote aproveitado por Paulinho e outro aos 18 minutos, com falta cobrada por Hulk e cabeçada de Paulinho.
Em ambos os gols houve falha gritante de Ruan. No primeiro, era ele quem dava condição para Paulinho marcar. No segundo, foi ele quem subiu com Paulinho, e não conseguiu alcançar. Ele ainda cometeria mais algumas lambanças ao logo do jogo.
Mas foram 20 minutos de inferno para o São Paulo. O time perdido em campo, totalmente desconcentrado e desorientado. Durante a transmissão eu e Dario Campos temíamos pelo pior, ou seja, uma grande goleada. Afinal, com Rafinha improvisado na esquerda e Alisson no meio voltando de grave contusão, nosso sistema defensivo estava uma verdadeira peneira.
Por sorte veio o gol do São Paulo, com 24 minutos. Escanteio cobrado por Igor Vinicius, gol contra de Fausto Vera. Esse gol recolocou o São Paulo no jogo. O time começou a pressionar, ocupar o campo do Atlético, já que os mineiros recuaram em demasia tentando garantir o resultado. E o time começou a criar oportunidades.
André Silva acertou a trave, depois fez um bom voleio obrigando Everson a fazer grande defesa, mas numa confusão no campo do São Paulo, Igor Vinicius pega a bola e arranca para o campo de ataque. Serve Lucas que dá um passe perfeito para André Silva, que também fez o movimento perfeito e empata o jogo, ao apagar das luzes do primeiro tempo.
E o São Paulo continuou pressionando, perdeu gol, teve mais algumas oportunidades. Daria para dividir o primeiro tempo em dois: 20 minutos em que o Atlético-MG merecia aplicar uma sonora goleada; 25 minutos onde o São Paulo merecia ter virado e aplicado uma goleada, tal o volume de jogo.
Os primeiros dez minutos do segundo tempo foram de intensidade de ambos os lados, mas depois, aparentemente, os dois times ficaram satisfeitos com o empate e amarraram o jogo até o fim. Ainda teve uma bola na trave, em chute de Luiz Gustavo. Mas foi só.
Essa instabilidade gigante é que me preocupa. O time varia entre o céu e o inferno de um jogo para o outro. Agora fez isso dentro da própria partida.
Par esse ano não almejamos mais nada, até porque chegar ao G-4 não depende mais de nós (ao menos virtualmente, apenas matematicamente). Mas temos que começar a planejar 2025 para que seja um ano menos sofrível, com um pouco mais de protagonismo. Estou de saco cheio de ser coadjuvante.