São Paulo dá mostras que só sabe jogar no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a derrota para o Flamengo neste domingo no Maracanã nos leva a crer que só sabemos jogar no Morumbi. Em casa somos insuperáveis. Fora de casa, somos “franguinhos”. Fomos presas fáceis contra o Palmeiras, o Flamengo…Não vamos falar de Ayacucho, por favor.

Isso assusta muito porque temos uma sequência indigesta. Juventude, pela Copa do Brasil, RB Bragantino, pelo Brasileiro e Jorge Wilsterman, na altitude de La Paz.

Considero Rogerio Ceni culpado pelo fato. Ele, desde o início do ano, tem rodado o elenco, mostrando que não há time titular. Então jogando fora, contra um Flamengo, por exemplo, onde precisamos cuidar um pouco mais do sistema defensivo, não importando as tais saídas rápidas com os zagueiros, seria lógica a escalação de Arboleda e Miranda. Já vimos esse filme antes, quando Fernando Diniz inventou a dupla Diego Costa (que era volante) e Léo )que era lateral, porque Arboleda e Bruno Alves estavam falhando muito. Ficamos três jogos sem sofrer gols, porém depois começamos a levar 3 ou 4 por jogo. Parece que o filme se repete.

O São Paulo já ficou sem goleiro reserva no jogo de quinta-feira, contra o Everton. Neste domingo não tinha primeiro volante reserva. Ele não levou Luan e viu Pablo Maia errar redondamente no jogo, com passes errados. Então foi obrigado a improvisar Igor Gomes na função, quando tirou o garoto.

Na frente a insistência com Eder não tem os levado a nada. Melhor seria entrar com Luciano e Calleri. Mas a teimosia de Rogerio Ceni não permite que ele dê o braço a torcer e mude sua concepção. Foi isso que o fez cair no São Paulo outrora e, provavelmente, também no Flamengo.

Tomara ele reveja seus conceitos para o jogo de quarta-feira em Caxias do Sul. Ou começaremos a nos despedir da Copa do Brasil.

A vitória foi lógica. O que não foi lógico foi não ter goleiro no banco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, pouca coisa temos a comentar sobre o jogo desta quinta-feira, na vitória do São Paulo por 2 a 0 sobre o Everton. Absolutamente lógica, apesar do jogo modorrento que ambas as equipes fizeram.

Rogério Ceni optou por repetir basicamente o time que entrou contra o Ayacucho, só trocando Rigoni e Marquinhos por Juan e Toró. Não deu certo. A dupla foi um horror. Não participou de lances perigosos, não criou e ainda perdeu bolas bisonhas. Luciano teve que se virar sozinho lá na frente ou contar com chegadas pouco inspiradas de Talles Costa, Igor Vinicius e Reinaldo.

Luan, pesado, não conseguia dar mobilidade na saída de bola, o que sobrecarrega Igor Gomes. E o gol só saiu porque Reinaldo, mesmo lento, cobrou bem uma falta, causou tumulto na defesa chilena e Arboleda aproveitou e marcou.

No segundo tempo tudo igual. Rogério tentou mudar o ataque, colocando Rigoni e Gabriel Sara, mas pouco coisa se alterou

Thiago Volpi, lá atrás, dando sustos. Aliás, não sei se é por ruindade ou extrema má vontade. Acho que ele deve estar “putinho” por ter perdido a posição. Não é possível cometer o erro que cometeu no final do primeiro tempo, ao proteger ridiculamente uma bola pela linha de fundo, acabou perdendo do atacante chileno que quase fez o gol, não fosse a ruindade do jogador e a presença de Arboleda na área. Depois, no segundo tempo, uma clara bola onde ele deveria sair, ficou como um paspalho parado, na frente do atacante. Sorte que ele estava impedido.

Pior do que tudo isso nessa noite que só valeu pela vitória foi a atitude da comissão técnica. Quando o São Paulo foi para o Peru, levou três goleiros na viagem: Thiago Volpi, Thiago Couto e Young (aliás também levou todos os diretores adjuntos de futebol). Agora, em pleno Morumbi, relaciona só dois: Jandrei (que iria jogar) e Thiago Volpi. Aí jadnrei passa mal no vestiário, Volpi assume seu lugar e não temos um goleiro reserva, porque não havia mais tempo de relacionar o jogador e colocar na súmula. E Thiago Couto estava o Morumbi.

Ora bolas, vai ser incompetente assim prá lá. E se Thiago Volpi tivesse alguma contusão? Jogaríamos sem goleiro. É verdade que colocar um jogador no gol ou ter Volpi é a mesma coisa, dada a má vontade com que Volpi está jogando. Mas gostaria de entender qual a razão disso? Não existe custo algum em colocar mais um jogador no banco. Épura incompetência, que poderia ter causado grandes danos ao São Paulo.

Enfim, ficou a vitória como coisa boa, porque o restante foi muito ruim.

Mais do que Calleri, vitória do São Paulo teve grande significado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, incontestável a vitória do São Paulo contrao Athletico-PR neste domingo, no Morumbi, na estreia do Campeonato Brasileiro. Tão incontestável quanto a química que Calleri tem com esse nosso manto sagrado.

Seria desnecessário vir aqui e falar sobre Calleri. Impressionante a ligação que ele tem com o clube, com a torcida. Tudo o que ele nunca fez na Europa, sempre fez aqui no Tricolor. Cada vez mais se torna real a máxima de que “toca no Calleri que é gol”.

Porém a vitória do São Paulo vai muito além de Calleri, tem amplo significado. Mostra, em meu ver, que o acontecimento na Arena Palestra foi mero acaso, foi uma derrota para um time que hoje é superior a todos os outros e, por mais que tenha perdido do Ceará em seu campo na estreia do Brasileiro, é, sim, favorito ao título. Mas fica a ressalva de que fizemos um jogo de campeões no Morumbi (contra o Palmeiras). Futebol que foi reeditado neste domingo.

O São Paulo jogou como gosta Rogerio Ceni: no campo do adversário. Não deu uma única chance para os paranaenses jogarem. Não correu riscos. E fez os gols naturalmente, jogando um grande futebol.

É impressionante – e que bom que é assim – a confiança que tem tido Diego Costa na zaga, se completado com Léo Wellington cresceu muito. Até acertou cruzamento. Rafinha é vontade, raça, determinação e técnica. Igor Gomes fez grande partida, ajudando na marcação e municiando o ataque. Alisson corre por todo o campo, um verdadeiro motorzinho. Enfim, Rogerio, ao que parece, encontrou o time.

Ainda faço algumas ressalvas, entnedendo que Luciano tem lugar no time, mas é inconteste que o São Paulo começou muito forte o Brasileiro. E o principal: mostrou, à primeira vista, que não vamos sofrer esse ano.

Exibição dos “veteranos” em Lima explica ascensão de Cotia

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi ridícula a atuação do São Paulo em Lima. Com um time tido como reserva – se bem que Rogerio Ceni roda o time em todos os jogos -, o São Paulo sofreu para ganhar do décimo colocado do Campeonato Peruano, o modesto Ayacusho.

Quando o jogo começou, parecia que iríamos meter uma goleada. Com cinco minutos já estava um a zero. Mas conseguimos a proeza de levar uma virada. Aliás, já seria proeza tomar gol desse time. Quanto mais dois. E Thiago Volpi, mais uma vez, falhando grotescamente. O empate veio logo depois, mas sofremos o segundo tempo inteiro para conseguirmos o gol da vitória que só veio depois dos 40 minutos.

Quais foram as evidências que ficaram desse jogo? Várias, a começar pelo fato de os trazer o entendimento do porquê a dupla de zaga ser Diego Costa e Léo, com Miranda virando reserva. Ele está sem velocidade, sem tempo de bola e falhando a todo momento. Outra constatação e a presença de Reinaldo, uma verdadeira avenida, e a razão de Wellington ser titular.

Na frente entendemos a razão de Rigoni ter perdido espaço e mesmo Luciano ter dificuldade em se firmar novamente como titular. Ainda voltando ao meio, está claro que Luan não está em condição de jogar. E no gol…bem, no gol… é Jandrei.

Vamos nos classificar na Sul-Americana. Somente o primeiro do grupo entra, mas nossos adversários são muito fracos. Porém, depois, não sei o que vai acontecer. Assim como volto a ficar temeroso com o Campeonato Brasileiro.

Da euforia à decepção. Do orgulho à humilhação. Mas não é hora de desmanchar o que foi feito.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, saímos da euforia que tivemos na quarta-feira, após aquela vitória brilhante sobre o Palmeiras por 3 a 1, a uma grande decepção, após a goleada sofrida neste domingo por 4 a 0. Mais do que isso, fomos do orgulho à plena humilhação.

O massacre que fizemos contra o Palmeiras no jogo de ida, foi idêntico ao feito pelo Palmeiras no jogo de volta. Com uma diferença: eles foram mais competentes. Afinal, ganharam o campeonato. Absolutamente merecido pela campanha quase irrepreensível que fizeram.

Mas temos que tomar muito cuidado com os extremos. Durante todo o Campeonato Paulista eu vinha dizendo que se classificar seria obrigação; ser primeiro do grupo seria obrigação; chegar às finais seria mérito.E tivemos esse mérito ao eliminar o Corinthians e vencer o Palmeiras no jogo de ida. Mas alguém confiava mesmo, integralmente no time? Quando eu disse que a confiança não era total, fui criticado aqui. Aí está a prova.

O extremismo a que me refiro é que não podemos ficar no time maravilhoso, imbatível, mas também temos que ficar distantes do time horroroso, sofrível. Não podemos jogar fora todo o trabalho que Rogério Ceni fez até agora. Acredito termos um elenco melhor que do ano passado e, após o Paulista, mesmo não sendo campeões como fomos em 2021, creio que não vamos sofrer tanto este ano com riscos de rebaixamento.

Aliás, talvez aí esteja o lado bom. O título de 2021 nos cegou, nos fez achar -e os jogadores também – que tínhamos voltado aos anos de ouro e que ganharíamos tudo naquele ano. Agora, com a derrota, a realidade nos bate à porta e sabemos que temos, sim, um bom elenco, mas não capaz de grandes títulos. Apenas suficiente para não sofrermos.

Quanto ao jogo, depois da derrota é fácil falar, mas talvez eu tivesse, como técnico, me preocupado um pouco mais com a defesa. Sabedor de que o Palmeiras viria para cima desde o início, entraria com Arboleda Miranda e Léo, Rafinha, Pablo Maia, Rodrigo Nestor, Alisson e Wellington; Marquinhos e Calleri. Sim, time totalmente defensivo, mas pronto para o contra-ataque. Mas agora Inês é morta.

Fica, para mim, o legado do trabalho desenvolvido. Em hipótese alguma defendo qualquer movimento no sentido de demitir Rogério Ceni. Vamos em frente, pois a vida é feita de vitórias e derrotas. Vou seguir a caminho do Campeonato Brasileiro com a quarta-feira na mente, deixando o domingo por conta do acaso.

São Paulo amassou Palmeiras e provou que pode jogar contra qualquer adversário

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, você não acredita com que satisfação pude escrever esse título. Há muito tempo não temos a sensação de estarmos voltando aos grandes dias. Claro que tudo isso pode passar. Afinal, ano passado ganhamos o Paulista quase invictos, com a final contra o Palmeiras e depois tivemos um ano sofrível. Mas creio que tudo será diferente.

Aliás, não quero saber o que vai acontecer lá na frente. Quero me prender aos últimos jogos e ao desta quarta-feira, principalmente. Digo os últimos jogos porque Rogerio Ceni, pela primeira vez esse ano, repetiu a escalação. E o time fez contra o Palmeiras o que já houvera feito contra o Corinthians: amassou os dois em seu campo e não deu chance alguma para correr riscos.

Os gols que tomamos foram: um por erro inacreditável de Jandrei e outro por uma extrema infelicidade de Calleri, pois a bola desviou em seu joelho. De resto, sobramos no jogo.

Esse estilo implantado por Rogerio Ceni de jogar no campo adversário é impressionante. Nos dois jogos isso ocorreu. Igor Gomes fechou o corredor da direita, junto com Rafinha, enquanto Alisson fechou o da esquerda, junto com Wellington. Mais do que fechar, ambos empurraram os adversários para trás. Dudu e Scarpa foram jogar de laterais. Marcos Rocha virou terceiro zagueiro. E sumiram no jogo.

Wellington ganhou todas as investidas sobre seus marcadores. O mesmo pode ser dito de Rafinha. Mais do que isso, Pablo Maia e Rodrigo Nestor dominaram o meio de campo e não permitiram uma única criação de jogada dos nossos adversários. Sem contar Calleri, que ganhou todas as bolas que disputou com os zagueiros palmeirenses. Aliás, Calleri tem uma química impressionante com nossa camisa. É jogador decisivo, não foge da luta e está sempre bem colocado.

Saímos da desconfiança, da zebra, para favoritos. Sei que tudo pode acontecer, mas não vejo hipótese de o São Paulo perder esse título. Já começo a colocar em minha prateleira o bicampeonato, 23º título paulista de nossa história. Os jogadores tem que calçar a sandália da humildade. Eu não,

Depois dessa vitória o São Paulo mostrou que pode jogar contra qualquer adversário.

Obrigado São Paulo, pela noite espetacular que nos proporcionou.

Vitória de encher os olhos, de um time que sabe o que quer

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conquistou uma vitória de encher os olhos. Eliminou o Corinthians e está na final do Campeonato Paulista. Neste momento me permito ignorar o que aconteceu no ano passado, quando fomos à loucura pela conquista do Paulista e depois vivemos um ano de muito sofrimento. Quero apenas comemorar o feito e ver que temos um time concentrado, lutador, e que sabe o que quer. Méritos, sem dúvida alguma, também para Rogerio Ceni.

Tenho contestado muito suas escalações. Não concordei com o meio de campo formado por Igor Gomes e Gabriel Sara no primeiro jogo contra o Corinthians, e ele provou que eu estava errado. Neste domingo também teria entrado com Luciano ao invés de Eder. Mas, de novo, eu estava errado. Então, parabéns, Mito!

Ouso até dizer que Rogerio Ceni estrangulou o técnico português do Corinthians, e tem todas as chances de acabar com outro português na quarta-feira. É comum pessoas que se dizem são-paulinas, mas na verdade torcem pelo pior, afirmarem que Rogerio Ceni foi colocado no bolso pelo adversário. Foi assim na derrota contra o Palmeiras. Por que não dizem, agora, que ele embolsou o português do Corinthians?

Outra coisa: tenho sido muito crítico de Igor Gomes, mas vou dar minha mão à palmatória e reconhecer que ele foi fundamental fechando o corredor da direita e, com sua juventude, impediu o meio de campo, velho mas criativo, do Corinthians, fazer qualquer coisa.

Nosso único problema neste domingo foi Jandrei. Errou de forma grotesca e tem que repensar esses dribles que ele costuma dar. Na sua posição, qualquer erro é fatal. Fico imaginando se fosse Thiago Volpi. Hoje estariam debulhando o cara. Jandrei tem crédito, mas precisa tomar mais cuidado para não ficar no débito.

De resto, é comemorar muito. Como eu dizia, nossa obrigação era terminar em primeiro no nosso grupo, passar pelas quartas-de-final e chegar na semifinal. A partir daí, o resultado seria mérito. E tivemos essa vitória grandiosa.

Chupem, galinhas. Que venham os porcos!

A vitória veio com as modificações do segundo tempo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos na semifinal do Campeonato Paulista. Apenas obrigação, pois um num torneio desse nível, não se admitiria ficar de fora dessa fase. Mas a vitória só veio quando Rogerio Ceni reviu o erro inicial, do time que entrou em campo, mudou a tudo evoluiu da melhor maneira possível.

Concordo com os títulos dos diversos sites esportivos dando conta que Cotia resolveu o problema. Sim. Rodrigo Nestor, Pablo Maia, Marquinhos. Mas fica evidente que Calleri não pode ficar fora do time, a não ser que tenha problemas físicos, e que Luciano – e essa é a grande notícia – está recuperando seu futebol. Diria mais: Rigoni está voltando a ser o que era: quando não marca um gol, dá assistência para alguém marcá-lo.

Como sempre, logo de início, contestei a escalação de Rogeri Ceni. Apesar de ter gostado de ver Luciano começando o jogo, não admitia a presença de Eder em detrimento a Calleri. Também a insistência de Igor Gomes. Jogando contra um time que, teoricamente, viria recuado, poderia ter Alisson no meio, no lugar de Igor Gomes, com Rigoni formando o trio de ataque com Luciano e Calleri.

O São Paulo precisou sofrer, ver sua classificação em risco para Rogerio Ceni mudar e fazer o que todos queriam e achavam que seria o certo. As entradas de Rigoni, Calleri e Wellington trouxeram esse alento. A saída de Reinaldo só me deixou preocupado para o caso do jogo ir para os pênaltis. Mas Rogerio Ceni quis resolver logo. E na sequência colocou Nikão e Marquinhos, ou seja, um time completamente ofensivo, principalmente se valendo do fato de o São Paulo estar com um jogador a mais em campo.

Fica para nós a impressão, mais uma vez, de que o elenco é bom para esse nível de campeonato e que Rogerio Ceni está treinando o time, que todos sabem o que estão fazendo, independentemente de quem entra em campo. Um mérito, sem dúvida alguma.

Nossa obrigação foi cumprida. Agora é ver o que virá pela frente. Podemos exigir o título? Talvez, sim, como torcedores que somos. Podemos, em sã consciência, acreditar que ele virá? Se formos pelo coração, sim. Pela razão, já fica mais difícil.

O elenco está aprovado. Para o Paulista. Depois é depois.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, terminamos a primeira fase do Paulista na liderança, no mínimo em terceiro lugar na classificação geral e tivemos uma mostra de que o elenco está aprovado. Mas não vou entrar na euforia do técnico Rogerio Ceni, quando diz que esse elenco dá orgulho ao torcedor. Devagar com o andor, porque o santo é de barro, alguém um dia falou.

Explico: no Campeonato Mundial Paulista do ano passado achávamos que tínhamos o melhor time do mundo, que seríamos campeões em tudo o que disputássemos. Afinal goleamos vários times e ganhamos do poderoso Palmeiras na final. Depois passamos o ano sendo humilhados por Fortaleza na Copa do Brasil, pelo próprio Palmeiras na Libertadores e flertando o tempo todo com a zona de rebaixamento. Nos esquecemos – ou não quisemos ver – que goleamos times da série C no Campeonato Mundial Paulista.

Portanto temos que baixar a bola. Entender, sim, que o elenco foi aprovado, mas para esse campeonato, onde jogamos contra times de série C e D. Apenas Corinthians, Palmeiras, Santos e RB Bragantino da série A e Ponte e Guarani da B. Aliás, perdemos de Bragantino, Palmeiras e Guarani, é bom não nos esquecer disso.

Antes, então, da extrema euforia, vamos aos fatos. O São Paulo cumpriu sua obrigação de se classificar para as quartas-de-final do Paulista, de ser o primeiro do grupo e tem obrigação de chegar à semifinal. Daí para a frente, vamos realmente testar se o elenco é bom, se o técnico é bom, se o esquema tático está aprovado e se podemos ter confiança para o que vem pela frente.

Dito isso, coloco como destaques Nathan, Talles Costa e Moreira, três jovens talentos que, bem trabalhados, poderão nos dar alegrias. E como grande decepção Nikão, jogador do empresário Pitombeira, ligado a Mariana Aidar. Não preciso, acredito, dizer mais nada.

Que venha o São Bernardo.

Obrigação cumprida

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo cumpriu sua obrigação. Nesta quinta-feira, no Morumbi, venceu o Manaus pela Copa do Brasil, se classificando para a terceira fase da competição.

Foi pouco, sim, mas valeu pela classificação garantida. Pior se tivéssemos morrido por uma zebra e sido desclassificados como Grêmio, Inter e Vasco, entre outros.

O primeiro tempo do São Paulo foi o que se esperava. Um time ofensivo, apertando o Manaus contra sua defesa e o time manauara jogando pelo empate, para empurrar a decisão para os pênaltis. Mas o São Paulo conseguiu abrir 2 a 0 no primeiro tempo e tranquilizou tudo.

Antes do jogo estranhei a escalação de Rogério Ceni. De novo ele colocou um time alternativo, com Diego Costa e Léo formando a dupla de zaga, deixando Arboleda e Miranda no banco; trouxe um meio de campo formado com três volantes (Pablo Maia, Andrés e Rodrigo Nestor) e fez de Reinaldo seu meia. Marquinhos totalmente aberto pela esquerda e Rafinha descendo bastante também faziam Reinaldo e Nikão entrarem pelo meio, com Eder enfiado como um 9.

É bom que se destaque mais uma partida brilhante de Reinaldo, seja como meia ou como lateral. Fez belas assistências e acertou a cobrança de escanteio exatamente onde estava Diego Costa. Outro a ser destacado é Rafiha, que fez grande partida, tanto na frente quanto atrás.

Depois do jogo, ouvindo a entrevista coletiva de Rogério Ceni, ouvi a explicação da saída de bola rápida que o time consegue com essa dupla de zaga, além de antecipar a ausência de Arboleda que será convocado várias vezes por sua Seleção.

Entendo, mas não aceito. O jogo contra o Botafogo no sábado não vale nada. Além do mais, nas quartas-de-final do Paulista vamos pegar o “fortíssimo” São Bernardo. Logo, não precisamos poupar tanto assim os jogadores e a Copa do Brasil é nosso objeto de desejo.

Mas Rogério também deixou claro na coletiva o que tenho notado há tempos, e comentado aqui com vocês. Ele fará uma “gestão técnica” lembrando Juan Carlos Osório. Será um time para cada jogo, olhando cada adversário. Enquanto estamos ganhando, tudo bem. Quando as derrotas começarem, aí as cornetas vão tocar.