Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a derrota do São Paulo para o Internacional no Morumbi, nesta terça-feira, foi apenas mais uma humilhação, mais uma vergonha, entre todas as que temos passado nos últimos anos. Mas, falando em últimos anos, qual a novidade, pois há tempos o clube está sem rumo?
A torcida gritou e xingou vários jogadores. Curiosamente, o xingamento foi dirigido apenas a jogadores que estão em fim de contrato. Sabendo-se da ligação do comando da Independente com a diretoria, será que não foi algo “mandado”, para ajudar na definição de renovar ou não os contratos? Reinaldo, Rafinha, Eder… Bem curioso, não é?
A torcida também cantou: “vergonha, vergonha, time sem-vergonha”. Mas será mesmo que só o time é sem-vergonha? E a diretoria? /será que vocês sabem que, apesar dos inúmeros empréstimos feitos, dinheiro que entrou com premiações e outros mais, o clube ainda não pagou os jogadores? O alarde feito pelo diretor de Futebol, Carlos Belmonte, foi apenas de pagamento parcial.
O fato é que os jogadores estão há meses sem receber; alguns há anos (sim, porque provêm do acordo de Leco durante a pandemia).
O clube está sem rumo. Tem um elenco rachado, alguns jogadores descompromissados, uma comissão técnica que não fala a mesma língua, uma diretoria de futebol que, ou se cala por desconhecimento do assunto ou por omissão e falta de comando, e um presidente que tem como única preocupação a reeleição, pouco se importante com o resto.
Uma diretoria que não consegue vir a público e explicar como entra tanto dinheiro e as contas não são pagas, os salários não são quitados. E a torcida ainda xinga os jogadores.
Seria lógico falar: vergonhas, vergonhas, time e diretoria sem-vergonhas.
Não vamos para a Libertadores. Melhor assim. Não vamos passar vergonha sendo eliminados, de novo, na pré-Libertadores. E acordem, ou, com base em toda essa desorganização e nau sem rumo, nosso trágico caminho está traçado para 2023.
Ainda é tempo, Júlio Casares. Faça um bem para toda a coletividade são-paulina. Pegue seu boné e vá embora. Você pode conseguir a proeza que seus antecessores Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aindar e Leco não conseguiram: nos levar para a série B no próximo ano.