Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb a derrota do São Paulo para o Corinthians no Morumbi, neste domingo, não preocupa tanto quanto o reconhecimento do técnico Rogerio Ceni, de que houve erro no planejamento. Isso no dia 29 de janeiro, ou seja, início do início do início da temporada. Em outras palavras, entendo que podemos pegar o ano de 2023 e jogarmos na lata do lixo, observando-se a tortura a que seremos submetidos no Brasileiro, para não mergulharmos na série B.
Desde que as dispensas começaram e as contratações vieram vínhamos alertando aqui: precisamos de elenco para disputar os campeonatos, as um elenco que esteja apto a ser utilizado quando Rogerio precisar, não que fique impedido de jogar por algum motivo alheio às contusões e suspensões.
O que eu queria dizer com isso? Que o excesso de estrangeiros, que de certa forma já nos atrapalhou ano passado, viria com mais força. Afinal, mantivemos Calleri, Arboleda, Ferraresi e Gabriel, titularíssimos ano passado, e trouxemos Mendez (para ser titular) e outros que copletam o elenco, como Galoppo, Alan Franco e Orejuela.
Era evidente que o time iria ter problemas. Galoppo, que marcou dois gols na vitória contra a Portuguesa foi cortado, porque Alan Franco, Orejuela, Mendez, Calleri e Arboleda tinham que jogar. Então nos sobraram para reservas jogadores abaixo do nível que tínhamos em 2022.
Ao invés de outros estrangeiros, tivéssemos buscado jogadores no mercado nacional, a situação poderia ser bem diferente. Mas somente agora, depois dos questionamentos sobre a ausência de Galoppo e outros sobre a falta de Gabriel é que Rogerio Ceni admitiu o erro de planejamento.
Também, esperar o que de uma diretoria completamente amadora? Júlio Casares conseguiu destruir o estatuto em todos os sentidos. Além de patrocinar o “golpe” da reeleição, ao lado de Oltem Ayres de Abreu, tornou o departamento de Futebol amador, onde o diretor abnegado Carlos Belmonte, e seus eternos adjuntos (Nelson Ferreira e Chapecò) trabalham de graça, pelo amor ao clube. Sei.
No jogo contra o Corinthians, fizemos um primeiro tempo pífio. Rogério Ceni entrou com o time errado, com três volantes e três atacantes. Subentende-se que ele não queria criação de jogadas, mas bolas aéreas. Para isso contava com as descidas de Orejuela e Wellington. Só que eles erraram absolutamente todas as jogadas. Numa delas, de Orejuela, originou-se o segundo gol. Claro que com a intensa colaboração de Alan Franco e Rafael.
No segundo tempo, com as alterações feitas por Ceni, as coisas melhoraram. Chegamos ao nosso gol, colocamos uma bola no travessão, Luciano perdeu outro gol no finalzinho. Pelo segundo tempo, merecíamos o empate. Mas ficamos com a derrota.
Não coloco ainda na conta de que ganhamos de ninguém e perdemos quando deveríamos mostrar nossa força. Mas o campeonato está indo e o tempo para desculpas está acabando.
Só não acaba o tempo para a desculpa do “erramos no planejamento”. Esse erro não tem mais jeito.