Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate com o Palmeiras no Morumbi pode até parecer que representam dois pontos que perdemos em casa – e é fato – , mas temos que levar em consideração que enfrentamos um dos dois melhores times do País no momento em que estamos nos reestruturando, com novo técnico, nova mentalidade.
E partindo do pressuposto que Zubeldia fez apenas seu segundo jogo à frente da equipe, podemos dizer que ele foi aprovado. Conseguiu acertar o sistema defensivo, que era uma peneira com Carpini e se virou com a marcação no meio de campo, sem Pablo Maia que se contundiu na véspera do clássico, durante treinamento.
Se não foi possível colocar toda sua ideia em prática, Zubeldia mostrou que sabe ver o jogo. Encheu de jogadores do lado esquerdo da defesa, pois sabe que o Palmeiras ataca mais pela direita, sempre com três atletas; depois, com a saída de Wellington, ficou desprotegido com Michel Araújo e o Palmeiras, por sua vez, colocou Maike para dar velocidade ao setor. Zubeldia rapidamente colocou Ferreira e prendeu o lateral palmeirense lá atrás.
Puxei dois detalhes apenas para mostrar que já é possível sentir Zubeldia no time. E, pelas mudanças que estamos passando, de time desacreditado, pronto para lutar contra o rebaixamento, passamos para o patamar de time médio no Brasileiro, podendo, quiçá, atingir outro patamar no decorrer da competição. O que é fato que, ao menos por enquanto, aquele temor, diria quase pavor, de Z4 está afastado do meu coração.
O que preocupa, no entanto, são as contusões. Não passamos uma semana sem ter um novo hóspede no Departamento Médico, que continua sob comando de um pediatra. Agora foi a vez de Pablo Maia. Contusão em dois lugares que, se o tratamento for excepcional e os exames não detectarem fraturas, pode ser resolvida em um mês. Mas ontem mesmo já falaram em cirurgia, o que pode prolongar para três a quatro meses a ausência dos gramados. Se existirem fraturas, seis a sete meses. Ou seja: ele só voltaria no final do ano.
Essas contusões, a maioria musculares, vem atrapalhando o trabalho de vários técnicos, sucessivamente. Temos um departamento médico deficiente, com um Refis obsoleto, o que atrasa muito a recuperação. E às vezes, para não sofrer críticas pela demora, liberam os jogadores para voltarem antes do tempo. E depois os recebem de volta para novo tratamento.
Não sei como Zubeldia vai se virar com isso. Mas é bom ele ir se acostumando, porque o São Paulo é isso mesmo.