Crise fica insustentável e renúncia de Júlio Casares se torna inevitável

A crise do São Paulo ganhou contornos insustentáveis. A reunião do Conselho Consultivo nesta terça-feira pode terminar com um indicativo para o afastamento definitivo de Júlio Casares da presidência, mas por questões internas, o aconselhamento para uma renúncia já deverá ser apresentado. 

A reunião acontecerá no escritório de Ives Gandra Martins, na Alameda Jaú, com a presença de nove conselheiros consultivos: Leco, Carlos Miguel Aidar, Paulo Amaral, José Carlos Ferreira Alves, Marcelo Pupo, José Eduardo Mesquita Pimenta e Ives Gandra Martins. Fernando Casal de Rey (nos Estados Unidos), Paulo Planet Buarque e Milton Neves (senis) não comparecerão. 

Júlio Casares foi intimado a comparecer e vai falar na primeira parte da reunião. Depois vai sair da sala e os conselheiros vão tomar uma decisão. Não existe poder de veto, mas um parecer pode ter bastante peso. 

Júlio Casares está isolado. Na noite desta segunda-feira, no clube, conselheiros de seu grupo de apoio se reuniram com ele e pediram que ele renuncie; o grupo de Dedé, antes uníssono, está rachado; as organizadas (Independente e Dragões), antes aliadas, emitiram notas pedindo sua renúncia. 

As gravações das conversas indecentes entre Douglas Schwartzmann e Mara Casares, a citação a Júlio e Márcio Carlomagno, a apuração do COAF com saques em dinheiro para a conta de Júlio Casares de R$ 1,5 milhão, além de movimentações atípicas de R$ 11 milhões em quatro anos, deixa claro a quadrilha que administra o São Paulo, formada pelos mesmos Jacks que tentaram roubar o clube em 2015 com a Far East. O modus operandi é o mesmo e os atores também. 

No clube, as informações que me chegam dão conta de que ele já caiu. Mas não caiu. Na realidade, só se renunciar. E, ao que me consta, está por horas disso acontecer. 

Enquanto isso a oposição prepara Harri Massis para assumir a presidência, com pouquíssimas condições para isso. Mas será respaldado por pessoas do Vanguarda, seu grupo político, que tem, entre outros, Marcelo Pupo e Leonardo Serafim. É só para piorar um pouquinhos as coisas.

Tudo isso a cinco dias de nossa estreia no Campeonato Paulista em Mirassol. Os males causador por essa quadrilha ainda nos darão muitas consequências pela frente.

4 comentários em “Crise fica insustentável e renúncia de Júlio Casares se torna inevitável

  1. Casares não vai renunciar. E nem vai ser impedido. Vão acelerar o projeto de SAF com a Galápagos e ele só sai para ser o CEO dessa SAF. Vai cair pra cima. E no seu lugar entra outro preposto dessa quadrilha para empurrar tudo para debaixo do tapete.
    Esse é o SPFC atual…e futuro. Os poucos que querem resgatar o SPFC que um dia existiu não têm forças para mudar essa realidade

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