Na estreia de Crespo, um choque de realidade da mediocridade do nosso elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não fossem as defesas de Rafael, que interceptou três finalizações importantes do Flamengo (apesar de ter falhado no segundo gol), a estreia de Hernán Crespo no São Paulo teria sido marcada por uma sonora goleada. O placar soou muito leve, principalmente após ter saído com um empate em 0 a 0 do primeiro tempo, para um time que não viu a cor da bola.

É verdade que a maxima “quando falta inspiração tem que sobrar transpiração” pode ser indicada para o time. Não falou vontade, nem raça, principalmente dos argentinos Enzo Dias e Alan Franco (que fez uma partida muito fraca).

Vi comentários nas redes sociais que o amplo domínio do Flamengo pode ser explicado pelo fator do time ter disputado o Mundial até semana passada enquanto o São Paulo estava em ritmo de treino. Me desculpem, mas isso é desculpa de quem é influenciado por essa diretoria maléfica, pois a reflexão é exatamente o contrario disso. O São Paulo, descansado, treinado, foi enjaulado por um time cansado e desanimado pela derrota no Mundial.

Ficou claro com a contratação de Hernán Crespo que a diretoria se conscientizou que montou um elenco pífio, com time remendado, DEM acabando com carreiras e, portanto, sobrou trazer um técnico para buscar 25 empates e talvez duas ou três vitórias para nos tirar desta zona desastrosa em que nos encontramos.

E a amostra está aí: enfrentamos o Flamengo com uma verdadeira retranca, digna dos tempos de Juventus da Javari, com 3-6-1, sendo que esse “1” era absolutamente ineficiente. Melhor teria sido, para esse esquema, o “1” ter sido Ryan. Ao menos tem mais velocidade, melhor domínio de bola e seria muito mais útil que André Silva.

Sinceramente, senti vergonha em ver o São Paulo em campo. Um time que escancara a ideia de ser mais fraco que os demais, de não conseguir encarar o Flamengo de igual para igual e sai da Capital paulista para empatar ou perder de pouco. Sim. Empatar ou perder de pouco. Conseguiu a segunda alternativa.

Nos sobra, no rescaldo do jogo, a certeza de que Pablo Maia foi mais um grande erro do DEM e a carreira dele foi encurtada, que Oscar, ganhando R$ 5 milhões (pagos pelo clube, não pelo patrocinador), não joga o futebol de alguém que ganha 10% disso; que Lucas Moura, assim como eu falei há quatro meses, ficaria parado por três ou quatro meses, fui xingado nas redes sociais, e a prova está aí: se machucou em março e, já em julho, ainda não se sabe quando ele volta; e que nossa sina vai ser brigar o ano inteiro para não cair, porém agora sem Rogério Ceni, nem Hernanes, em Muricy Ramalho para nos salvar.

Enquanto isso nossa diretoria malevolente, bem, essa desapareceu das redes sociais. Quem sabe retorne na quarta-feira, antes do jogo contra o RB Bragantino para depois, novamente, desaparecer.

10 comentários em “Na estreia de Crespo, um choque de realidade da mediocridade do nosso elenco

  1. Que ouvimos o Crespo falar que a diferença tecnica do flamengo e são paulo é grande isso nao precisaria ser dito pq antes desse jogo ja é evidente, quem foi para o mundial são paulo ou flamengo?
    A diferenca maior esta na gestao, são paulo falido e com gestão nociva, maléfica.
    Trocou treinador para que se o Crespo mesmo covarde que zubeldia, tem que treinar com omaior numero possivel da base para ver se pelo aparece menos alguma coisa melhor, chega de andre, Oscar chega desses jogadores refugos, flamengo deu gracas a Deus que Oscar veio para nos, e não adianta armar esse ferrolho defensivo que nso consegue nem empatar, desse jeito vamos rumo a Z4.

  2. Tem que esquecer libertadores e CdB e focar no brasileirão, usando reservas nas 2 competições. O atl mg quase caiu ano passado ao deixar o brasileirão de lado, inter e santos não acreditam em rebaixamento e caíram.

    A realidade: O time desse ano não tem brilho de campeão, infelizmente tá lembrando mto 2013, 2017, etc, anos que quase caiu, com a diferença que não temos um Hernanes iluminado ou Muricy vibrante e ídolo da torcida no banco de técnico p/ salvar. Temos um time titular só razoável e meninos da base como reservas, e eles não vão segurar o rojão.

    E outra: a diretoria precisa diminuir o vlr dos ingressos, o morumbis cheio é outra energia, e o time vai precisar.

    Espero que o clube acorde p/ essa realidade.

  3. O técnico sempre foi o menor dos problemas do São Paulo

    Chega dessa palhaçada de culpar técnico. Já virou desculpa esfarrapada pra encobrir a podridão estrutural que reina no Morumbi há mais de uma década. O problema do São Paulo não é tático, é político. Não é o esquema de jogo, é o esquema de poder. É a quadrilha travestida de diretoria, é o Conselho engessado, inútil, que serve pra aplaudir desastre e acobertar incompetente.
    Quantos técnicos passaram? Quantos foram queimados, usados como bode expiatório enquanto os verdadeiros culpados permanecem confortáveis em seus cargos, parasitando o clube? De Muricy a Ceni, de Bauza a Diniz, todos diferentes — e o resultado é sempre o mesmo. Não é coincidência. É sabotagem institucional.
    Enquanto o São Paulo continuar sendo comandado como um feudo de conveniências, um playground de cartolas vaidosos e conselheiros omissos, pode trazer Guardiola, Klopp ou Ferguson: vai dar no mesmo. Porque quem realmente atrasa o clube não está no banco de reservas — está nas salas do poder, blindado por décadas de acordos escusos e mentalidade ultrapassada.
    Quer mudança de verdade? Começa limpando o topo. Porque trocar técnico sem mudar o sistema é só maquiar cadáver.

    • Quem tem poder e QUER limpar o topo ????
      os sócios do clube ( porcos e galinhas entre eles ) que elegeram o topo ????
      os conselheiros ( porcos e galinhas entre eles ) que são cumplices dessa palhaçada ????
      QUEM ?????

      • A cúpula do São Paulo não vai se limpar sozinha. Ali é tudo blindado, amarrado por conchavos e interesses pessoais. Quem tenta mudar é triturado pelo sistema.
        Se a torcida não pressionar de verdade — de modo civilizado, nas redes, nos estádios, nas ruas — e se órgãos externos como o Ministério Público e o Tribunal de Contas não entrarem no jogo, nada muda.
        Ou vem a torcida e a Justiça, ou o clube continua refém dessa elite podre, trocando técnico pra esconder o buraco no teto. Acho que esse é o caminho. Você teria uma alternativa melhor?

        • Tentei procurar uma vírgula para remover deste seu comentário e também do anterior. Não encontrei.

          Parabéns pelo texto, Flávio!

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