Júlio Casares repete Juvenal Juvêncio e planeja golpe no São Paulo

Amigo são-paulino, o tempo passa, o tempo voa, mas a poupança Bamerindus contininua numa boa. Lembram-se do comercial? Era dos tempos de Juvenal Juvêncio. Pois hoje tudo se repete.

O Conselho Deliberativo votará no próximo dia 18, algo que tramitou em absoluto sigilo e está prontinho para ser aprovado: entre outras coisas, reeleição do presidente e aumento do mandato dos conselheiros eleitos de três para seis anos.

O modus operandi de Júlio Casares e seus comparsas se equipara ao de Juvenal Juvêncio. Se não vejamos:

Juvenal Juvêncio foi eleito para um mandato de dois anos, com direito a uma reeleição. No meio do caminho fez um planejamento secreto para mudar o estatuto, cooptou dezenas de conselheiros ficando com um rolo compressor sobre quem ousasse se opor, e acabou aprovando, de forma secreta, a mudança estatutária. Com isso o mandato do presidente passou de dois para três anos, com direito a uma reeleição, e dos conselheiros de três para seis anos.

Juvenal conseguiu se reeleger, manter sua maioria expressiva ao final do segundo mandato e partiu para o terceiro. A defesa jurídica, mentalizada e colocada em prática por elementos como Carlos Miguel Aidar e Leonardo Serafim (réus em ação do Ministério Público), fez todos engolirem a história de que ele havia sido eleito para três anos (e não reeleito) por um novo estatuto e que, portanto, estaria apto a ser reeleito.

Me lembro como se fosse hoje que fui muito crítico a essa perpetuação. O Tricolornaweb berrou demais. Um dia, no São Paulo, fui levado pelo então diretor social, Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, para conversar com Juvenal. Ambos tentaram me convencer da correção da interpretação do estatuto. Não me curvei. E isso meu causou alguns processos financiados por Juvenal Juvêncio. Ganhei todos.

Pior: uma mudança de estatuto demanda debate, sugestões dos sócios, aprovação no Conselho e ratificação, ou não, na assembleia geral. Juvenal não fez nada disso.

Com Leco no poder, elaborou-se um novo estatuto. Nele o mandato do presidente ficaria em três anos, sem direito à reeleição. Os conselheiros também teriam mandato de três anos.

Agora, depois de conseguir um número gigantesco de conselheiros (cordeiros) a lhe apoiar, tal qual Juvenal Juêncio, Júlio Casares se prepara para dar o mesmo golpe. Na surdina, aliado a Olten Aires de Abreu Filho, formulou um novo estatuto, que será votado no próximo dia 18, em total sigilo, e se prepara para se autorizar a se eleger em 2024 (novo estatuto) e, consequentemente, se reeleger em 2027. A perpetuação do poder.

Oltem Aires de Abreu Filho, é bom que se lembre, é o presidente do Conselho Deliberativo. Quando ele se elegeu, garantiu transparência nas sessões do CD, colocando até transmissão pela TV São Paulo. Agora faz tramitar em total sigilo um golpe estatutário.

Júlio Casares mostra cada vez mais que está intrinsecamente ligado a réus do MP, como Carlos Miguel Aidar e Leonardo Serafim. E por que não, Douglas Shwartzmann. Mais uma vez não cumpre o que promete, pois uma vez, conversando comigo, disse que o mote de sua campanha seria “30 em 3”, ou seja, 30 anos em três. O mais engraçado é que o marqueteiro Júlio Casares não consegue nem criar algo novo. Repete o golpe de seu mestre supremo. Ditador tal qual fora Juvenal.

Canalhas. Isso é o que são. Tomaram o São Paulo para si. Estão afundando cada vez mais o clube. O time se debatendo para não ser rebaixado e a podre política fedendo mais que ralo de esgoto.

O fim do São Paulo está próximo. Acho que ainda estarei vivo para assistir. Triste, muito triste. Eu ainda entro em depressão por ver o time perdendo. Enquanto eles tramam golpes na clube.

11 comentários em “Júlio Casares repete Juvenal Juvêncio e planeja golpe no São Paulo

  1. Perfeita análise, Paulo Pontes.

    A começar pelo absurdo completo de sigilo de uma reforma Estatutária que será votada pelo Conselho Deliberativo.

    Os Conselheiros são representantes dos sócios e, por que não, também dos torcedores.

    Para que um Conselheiro possa votar mudanças no Estatuto ele deveria, ANTES DE VOTAR, discutir as propostas com seus eleitores.

    Além disso, mas não menos importante, a decisão autocrática de se votar uma grande variedade de medidas em bloco, e não por alteração no Estatuto.

    Explico. A votação em 18/11 será para aprovar ou reprovar o pacote de emendas. As propostas não serão votadas individualmente.

    Exemplifico: um Conselheiro / eleitor poderia ser favorável à reeleição, mas contrário à redução do número total de Conselheiros. Não poderá votar separadamente esses temas e terá que escolher entre o SIM para tudo ou o NÃO para todas as propostas.

    Infelizmente a grande maioria do Conselho apoia incondicionalmente a atual gestão, e votará como for decidido pela cúpula de seu partido, sem aprofundar a análise, sem debater, sem ouvir a opinião de sócios ou torcedores, sem questionar os méritos de cada proposta e sem se opor ao processo pouco democrático.

    Flavio Marques

  2. Sou torcedora do SPFC desde que me entendo por gente. Meu pai, que hoje descansa próximo ao seu time de coração, me apresentou um SPFC que já não conheço mais. É a velha política a se instalar, já há tempos , no meu time querido.
    Ela corroa tudo que encontra por perto, com suas falcatruas, interesses escusos,
    minando uma estória de glórias que se eternizou dentro dos corações são paulinos.
    Que tempos são estes que se apoderam do certo, da transparência, dos direitos, da
    liberdade de escolha, a qual querem estes Srs.se locupletar? Muito triste ver meu clube nesta situação e em mãos nefastas que não o querem largar. Viva o SPFC!! meu grito de louvor há de sobreviver um dia.

  3. Nesse país, ha muito tempo
    não dá para confiar em ninguém.
    Tudo mudou muito e para pior.
    Estamos referendando bandidos,
    e eles estão no comando, são o poder,
    dominam.

  4. Não estou surpreso, ainda mais quando vi que o Jack estava ainda mais influente dentro do SPFC.

    Falta a cereja do bolo. Ah é o rebaixamento. Eles vão conseguir!!!

  5. Ref.: 12/11/2021
    “Júlio Casares repete Juvenal Juvêncio e planeja golpe no São Paulo”.
    Caro Paulo Pontes.
    Entendo perfeitamente a necessidade do jornalista informar seus “seguidores”, antigamente seriam leitores ou ouvintes, neste caso específico aos associados e não aos torcedores.
    Pois.
    Antes de tudo, quero deixar claro que sou um torcedor de arquibancada, há 65 anos, do time do clube SPFC, isto significa que após os 90 minutos nada mais me liga ao SPFC, somente o que acontecerá na próxima partida, nada parecido com que vivem os associados do clube, detentores de seus desígnios.
    Assim, sempre confiei nos dirigentes do clube, imaginando que estavam fazendo o melhor pelo time que sempre torci.
    A partir do JJ comecei a ter dúvidas sobre esta minha forma de pensar, pois, não me transmitia confiabilidade, sua verborragia afetada me dizia ser um sujeito muito, mas muito menor do que seus antecessores, creio que não errei.
    Tanta prepotência aliada à safadeza e incompetência, criou um tal de soberano, hoje soberano em dívidas e mal feitos.
    O pior desta situação é que o sujeito fez escola, a partir daí o clube passou a ser o modelo JJ de ser, com negociatas, falcatruas, compadrios, ou seja o clube passou a ser um meio de vida de gente sem escrúpulos, o clube passou a ser mais mencionado em páginas policiais do que esportivas e sociais.
    Todavia, como um simples torcedor não estava ao meu alcance algo que pudesse mudar tal situação, isto, a meu ver, competia e compete aos associados que tinham e têm o poder para tal, pois em momento algum da história abriram mão disso.
    Ocorre que hoje quase 50% dos associados não são são paulinos, levando-me a crer que o time para qual sempre torci passou a ser controlado por um clube frequentado e dirigido por pessoas que pouco ou nada se importam com o que lhes deu origem.
    Assim, por não acreditar mais no clube em relação a forma de dirigir o time de futebol, que a meu ver deveria ter sua administração independente com participação do sócio torcedor, este verdadeiro são paulino, me resta lamentar pelos pouquíssimos Paulo Pontes do quadro associativo e pelos milhões de torcedores de boa fé que enfrentam e enfrentarão momentos constrangedores, que o diga os verdadeiros cruzeirenses.
    Um fraterno abraço tricolor.

  6. Se o objetivo é deixar o cargo menos exposto às pressões por quê não só aumentar o tempo de presidência de 3 para 5 anos SEM reeleição? 3 anos de fato é pouco mas a manutenção do tempo de 3 anos e ainda permitindo reeleição ao meu ver só prestigia o continuísmo e fortalece as coligações políticas que atuam no futebol do SPFC. Espero que seja revisto.

    Acho que seria pertinente estabelecer metas claras de gestão, que independente de quem ocupasse a cadeira deveria cumprir. Ex. aumentar a internacionalização do clube, aumentar os ganhos com marketing no yt, Instagram, etc. Metas e objetivos perenes que não ficariam ao sabor da opinião do presidente.

  7. Obrigado pela informação Paulo.
    Não espero mais nada desse clube. A instituição parece ter sido tomada por uma quadrilha cujos objetivos visam apenas interesses pessoais e escusos. Isso há anos. Definitivamente o projeto desse bando é acabar com o São Paulo. Devem estar soltando fogos com a situação do time.
    Tenho duas cadeiras cativas no Morumbi, compradas pelo meu saudoso pai no momento da inauguração do estádio, como forma de ajudar a construção de uma história. Hoje, não vale mais a pena. Triste situação.
    Vou colocá-las a venda.
    Não quero mais fazer parte disso.
    Abraços

Deixe um comentário para Aldo Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.