Zubeldía lamenta chances perdidas do São Paulo no clássico

O treinador do São Paulo, Luis Zubeldía, lamentou as chances perdidas do Tricolor na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, na Arena Barueri, neste domingo.

— Na primeira parte, eles saíram como saem sempre, verticais, colocaram um time rápido, com os nomes que vocês conhecem. Eles tratavam de sair rápido, aproveitavam o gramado que conhecem bem, mas não tiveram situações claras. E, para a gente, nos custou administrar a bola, as transições foram a favor deles, mas não nos incomodaram. O segundo tempo mais aberto, eles tiveram situações claras, nós também, passa a ser importante a eficácia. O rival ganhou bem, mas tenho de parabenizar meus jogadores, jogamos bem com nossos recursos — disse o técnico são-paulino em entrevista coletiva.

Em outro momento, Zubeldía voltou a citar o gramado sintético da Arena Barueri como favorável ao Palmeiras e a lamentar as oportunidades não convertidas em gol.

— Estes são jogos que não são fáceis, mas batalhamos dentro dos recursos que temos. Um jogo disputado. Se pretendíamos a vitória, tínhamos de ter convertido as chances que tivemos. O gramado na primeira parte fez seu trabalho, há um time acostumado e outro não. Um time físico, com inversões, não deixa fácil a partida. Quem sabe os enfrentamos em alguma Copa Libertadores e Copa do Brasil no Morumbis.

Com oito rodadas, o São Paulo tem nove pontos, obtidos em uma vitória, seis empates e uma derrota. O time está próximo da zona de rebaixamento.

Para Zubeldía, o Tricolor poderia ter três ou quatro pontos a mais. O técnico ressaltou, contudo, que o campeonato é longo.

— São 38 datas, é uma maratona, terá êxito o time de melhor elenco, com mais recursos… Quiçá podemos estar nisso. As copas se podem ganhar equipes que não necessariamente têm elencos grandes. Vamos em busca do mais alto possível no Brasileirão e veremos no último mês, mês e meio, onde estaremos. O objetivo sempre é entrar na próxima Libertadores.

Outros trechos da entrevista coletiva
Sobre gol sofrido no fim

— Creio que tentaram por todos os lados, tivemos um bloco forte, demonstramos ser um time forte em bola parada, em cruzamentos, em vários pontos. Nos custou a ficar com a bola. Entre gramado, pressões individuais que eles fizeram, são dois aspectos a resolver. E não foi tão sensível para nós, tivemos de ter precisão, saber sair da pressão. E, na segunda etapa, cada um teve duas ou três chances claras. Quando pensamos que poderíamos ganhar, apareceu o goleiro deles. Eles têm recursos, apareceram Lopes, Roque… Temos de trabalhar para mais adiantar poder ganhar deles.

Sobre ausência do Lucas

— Não sei se vai ser titular, temos de pensar no jogo. Ao respeito do que aconteceu, ele falou comigo, está num processo de recuperação do joelho, essa lesão foi num gramado sintético, ele não teve boa experiência no gramado. Falou comigo, para jogar 10, 15, 30 minutos neste processo de estar bem, é correr riscos. Chamamos o departamento médico, a última coisa que queríamos era uma nova lesão no sintético. É algo a controlar nessa parte. Se vai jogar contra Libertad, vamos analisar a equipe.

Sobre Oscar e Pablo Maia

— Lamentavelmente, como não temos semanas longas, temos de botar os jogadores dentro dos jogos oficiais, não é o ideal. Poderia ter jogos mais leves, mas aqui não existe isso. A falta de jogo vão sentir, Lucas sentiu contra o Fortaleza, foi um pouco melhor contra Alianza. Oscar só com um treino de 30 minutos, não me deixaram usar mais isso. Ferreirinha hoje não era mais que 60 minutos. Coisas que falamos portas adentro, tomamos decisões em conjunto. Não é o cenário ideal.

Sobre lesões em jogadores

— Lesionaram jogadores, quando se está conhecendo um elenco, muda tudo e tem de pensar em outra estrutura. Mas vejo as coisas positivas. Quando eu era jogador e me lesionei, aconteceu algo bom para mim: ser treinador. Sou de olhar o copo cheio, sou otimista, busco soluções com análises. Demos chance a alguns jogadores e assim formamos um elenco que compete. Pode melhorar, mas compete. Hoje competimos com um time que está em primeiro de visitante. Competimos de igual para igual. Seguiremos trabalhando. Com os jogadores se recuperando, vamos estar mais fortes.

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