A provável venda do meia Gabriel Sara ao Norwich, da Inglaterra, pode ser suficiente para que o São Paulo não precise negociar outros jogadores importantes do seu elenco nesta temporada.
O jogador de 23 anos tem proposta para defender o clube da segunda divisão inglesa e, assim como o São Paulo, já aceitou os números oferecidos. A oferta é equivalente a quase R$ 60 milhões, e a expectativa é de que a transferência seja concretizada nos próximos dias.
O acordo depende de detalhes burocráticos que estão sendo finalizados pelo agente do atleta, Carlos Leite. Assim que for concluído, cumprirá uma promessa estabelecida pela diretoria tricolor, a de não vender seus atletas mais promissores por menos de 10 milhões de euros, e aproximará o clube de outra meta, a de venda de direitos econômicos, estabelecida em R$ 142 milhões no orçamento deste ano.
Nos dois primeiros trimestres dessa temporada, o São Paulo diz ter acumulado R$ 44 milhões em negociações por atletas – vendas dos direitos de Tchê Tchê, Jean, Tiago Volpi, Marquinhos e Tuta.
Para o terceiro trimestre, influenciado pela janela de transferência do meio do ano, a principal da Europa, o clube estima R$ 70 milhões em vendas, valor que pode ficar muito próximo de ser alcançado com a venda de Sara. Para o último trimestre, a meta é de R$ 40 milhões.
Além da transferência de Gabriel Sara, o São Paulo mantém grande expectativa sobre a possibilidade de Antony ser vendido pelo Ajax. O clube tem direito a 20% do lucro que os holandeses obtiverem com o negócio – em 2021, pagaram 16 milhões de euros pelo atacante.
Há especulações sobre o futuro de Antony, muitas delas apontando a Inglaterra como provável destino. O São Paulo acredita ser possível arrecadar entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões dessa forma.
A diretoria tricolor crê que novas propostas chegarão por jogadores como Welington, Rodrigo Nestor e Igor Gomes, jovens formados em Cotia que se tornaram importantes no time de Rogério Ceni.
A venda de Gabriel Sara não impedirá novos negócios de serem feitos, mas afrouxa a corda no pescoço do clube, em crise financeira, que terá mais poder para barganhar caso outras ofertas apareçam.
O São Paulo também estima arrecadar valores menores até o fim do ano com a venda de direitos de atletas que estão em outros clubes e com o mecanismo de solidariedade para clubes formadores.