São Paulo amarga maior jejum de vitórias na história do Choque-Rei

O São Paulo vive o maior jejum de vitórias na história do Choque-Rei. Após a eliminação na derrota para o Palmeiras por 2 a 1 na semifinal do Campeonato Paulista, o Tricolor alcançou a marca de 11 jogos consecutivos sem vencer o rival.

A última vitória do São Paulo no clássico aconteceu no dia 13 de julho de 2023, quando bateu o Palmeiras por 2 a 1, dentro do Allianz Parque, em confronto válido pela volta das quartas de final da Copa do Brasil. Desde então, foram sete derrotas e quatro empates.

No duelo mais recente, na Arena Barueri, Maurício abriu o placar para o Verdão e Flaco López ampliou. De pênalti, Calleri diminuiu a desvantagem. Os são-paulinos ainda reclamaram muito de um possível pênalti de Gustavo Gomez não marcado por Daiane Muniz quando a partida estava 1 a 0.

A próxima oportunidade do São Paulo de encerrar esse incômodo jejum será ainda neste mês de março. As equipes voltam a se enfrentar para mais um Choque-Rei no dia 21, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, no estádio do Morumbis, às 21h (de Brasília).

São Paulo na temporada
O São Paulo começou a temporada enfrentando crises dentro e fora de campo. No Campeonato Paulista, conseguiu se reerguer e ficar vivo até a semifinal, onde foi eliminado para o Palmeiras. Já no Brasileirão, aparece na vice-liderança, com dez pontos somados em três vitórias e um empate.

Casares fez contrato de R$ 5 mi ignorando alertas do jurídico

A gestão de Julio Casares no São Paulo ignorou vários alertas vermelhos do seu departamento jurídico sobre a empresa FGoal Marketing e Eventos e, contrariando os pareceres, concedeu exclusividade para exploração de alimentos e bebidas no Morumbis, em um contrato milionário.

A coluna teve acesso a documentos que mostram que o jurídico são-paulino apontou falta de experiência e histórico de mercado, falta de lastro patrimonial e financeiro da empresa e possibilidade de danos à reputação do clube. Em pelo menos três relatórios enviados às outras diretorias, foi apontada probabilidade alta de grande impacto negativo para o clube.

O contrato com a FGoal foi rescindido pelo São Paulo no começo de fevereiro, já na gestão de Harry Massis Jr. O clube alegou que identificou saques não autorizados nas suas contas, acessadas pela FGoal, totalizando quase R$ 200 mil. A empresa alega que as movimentações foram autorizadas, contesta a rescisão e entrou com ação cobrando R$ 5 milhões do clube.

Procurada pela coluna, a FGoal disse, por meio de seus advogados, que assinou um contrato regularmente com o São Paulo e que vinha cumprindo integralmente todas as suas obrigações. Acrescentou que qualquer questão relativa a relatórios internos ou compliance do clube compete ao São Paulo.

O São Paulo e a defesa de Julio Casares também foram procurados. A matéria será atualizada caso se manifestem.

Alerta de alto risco e danos ao São Paulo
A proposta de acordo de cessão à FGoal da exploração de alimentos e bebidas no Morumbi começou a ser analisada no São Paulo no final de 2022. Fontes do clube afirmaram à coluna que a empresa chegou por intermédio de Mara Casares, ex-diretora feminina e cultural, e do ex-diretor social Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé.

Na primeira análise, em novembro de 2022, a FGoal era uma microempresa de marketing digital, que sequer tinha alimentos e bebidas entre as suas atividades comerciais. O jurídico apontou a falta de experiência e expertise na área como um dentre vários problemas, e caracterizou o negócio como de alto risco para o clube. A empresa não tinha estrutura física, portfólio de clientes ou qualquer registro de empregados. Foram pedidas providências e novas informações.

Uma nova análise, em dezembro, manteve a caracterização de risco alto e o parecer contrário à contratação. O relatório apontou que não havia comprovação da prestação de serviços descrita em notas fiscais apresentadas pela FGoal, que a empresa seguia sem demonstrar expertise no segmento e representava risco alto para o clube.

Uma semana depois do segundo relatório houve uma intervenção de Antonio Donizete, o Dedé, então diretor social do São Paulo. Por e-mail, Dedé entrou em contato com o departamento jurídico e informou que, apesar dos relatórios, ele próprio endossava a qualidade dos serviços prestados pela FGoal e já tinha aprovado e encaminhado a contratação.

“Tendo em vista, o andamento e análise do novo contrato para a Operação A&B, para o próximo ano no estádio do Morumbi, tenho a expressar meu parecer positivo quanto a prestação de serviços da empresa FGOAL, por estar seguro que fará o melhor para o SPFC, pois presenciei seu trabalho, desde atendimento, limpeza e qualidade perante ao público, com dedicação e condições necessárias para um atendimento de excelência”, escreveu Dedé.

“Diante disto, agora prestará seus serviços de Cessionário na Operação A&B, a partir de agora no estádio do Morumbi, nos Jogos, Shows e afins, cujos documentos já foram certificados e inseridos no sistema de CONTRATOS, com minha aprovação e para o qual, solicito sua colaboração de encaminhamento, para devida efetivação do mesmo e para assinatura do Presidente Julio Casares”, finaliza.

Mesmo com os relatórios contrários e alertas emitidos, a FGoal passou, em 2023, a administrar alimentos e bebidas em jogos do São Paulo no Morumbis.

Em março de 2024 FGoal e São Paulo decidiram assinar um

novo contrato. Ao avaliar o negócio, o departamento jurídico do clube emitiu o terceiro relatório apontando a empresa como de alto risco, citando questões como falta de empregados, pendências fiscais em todas as empresas dos sócios e outros pontos problemáticos..

O relatório foi enviado para ciência e teve visto do então CEO do clube, Márcio Carlomagno. Apesar dele, o São Paulo assinou o novo contrato com a FGoal no dia 17 de maio de 2024, cedendo a exploração de alimentos e bebidas do Morumbi à empresa até dezembro de 2029.

Rescisão e ação judicial
Após o impeachment de Julio Casares, o São Paulo, sob a gestão de Harry Massis Jr., rescindiu o acordo com a FGoal de forma unilateral no dia 5 de fevereiro deste ano. A empresa foi à Justiça cobrando R$ 5,18 milhões pelo encerramento do contrato.

No processo, a FGoal utiliza a gravação de um pequeno trecho de uma reunião no qual a diretora jurídica do São Paulo, Erica Duarte, cita a mudança de presidência como razão para a rescisão. Segundo a empresa, o fim do acordo teria motivação política.

A coluna, entretanto, teve acesso à notificação de rescisão contratual enviada pelo São Paulo à FGoal. Nela, o clube detalha que identificou saques de mais de R$ 200 mil reais em contas pertencentes ao clube na plataforma de pagamentos usada no Morumbi e no clube social, feitos pela FGoal sem autorização contratual.

A FGoal afirma, no processo, que todas as movimentações tinham sido acordadas e autorizadas na gestão Casares, e eram parte do objeto da prestação de serviço ao clube.

 

Fonte: Uol

Nota do PP: ótima matéria, porém nada diferente do que já falamos há alguns meses.

São Paulo se despede do Paulista com números defensivos ruins

Eliminado para o Palmeiras na semifinal, o São Paulo encerrou sua participação no Campeonato Paulista com a pior defesa do torneio. Ao longo da campanha, a equipe sofreu 15 gols, número que a colocou ao lado do Primavera como a defesa mais vazada da edição.

Com os dois gols sofridos na derrota para o Palmeiras, o Tricolor Paulista ultrapassou a rebaixada Ponte Preta e o Capivariano, que encerraram o torneio com 14 gols sofridos cada. O São Paulo passou ileso defensivamente em apenas duas partidas no estadual: na vitória por 2 a 0 sobre o Santos e no triunfo por 1 a 0 diante do São Bernardo.

Contrastando com os números na defesa, o São Paulo teve o quarto melhor ataque do Campeonato Paulista. Foram 14 gols em dez jogos disputados, ficando atrás somente dos finalistas Palmeiras e Novorizontino e do Red Bull Bragantino.

Início ruim com derrotas expressivas
O início de temporada conturbado contribuiu diretamente para o número elevado de gols sofridos. As derrotas por 3 a 0 para o Mirassol na estreia, por 3 a 2 para a Portuguesa por 3 a 1 contra o Palmeiras pesaram negativamente no saldo defensivo da equipe.

Situação no Brasileiro
No Campeonato Brasileiro, no entanto, o cenário é diferente. O São Paulo sofreu apenas dois gols em quatro jogos e passou sem ser vazado em duas partidas. O time ocupa o segundo lugar, com os mesmos dez pontos do líder Palmeiras.

Calleri encerra o Paulistão como referência ofensiva

O São Paulo se despediu do Campeonato Paulista no último domingo ao ser derrotado pelo Palmeiras por 2 a 1, na semifinal da competição estadual. Apesar da eliminação, o Tricolor encerrou com um destaque individual claro no setor ofensivo: Jonathan Calleri.

O camisa 9 terminou o Paulistão como o jogador com mais participações diretas em gols da equipe, somando cinco no total. Com cinco bolas na rede, o atacante argentino liderou a estatística mesmo sem dar assistências e foi o jogador que mais contribuiu para o ataque são-paulino.

Logo atrás de Calleri no ranking de participações ficou Luciano, com quatro contribuições diretas para gols, sendo dois tentos e duas assistências. Fechando o Top 3, Damián Bobadilla aparece com duas bolas na rede e um passe para gol.

Após um 2025 conturbado
Após viver um 2025 marcado por uma grave lesão no joelho esquerdo, Calleri retomou a titularidade na equipe de Hernán Crespo. Apesar de disputar posição com Tapia, que se destaca pelos gols importantes em clássicos, o argentino vem sendo a principal opção no comando de ataque.

Em sete temporadas pelo São Paulo, Calleri se consolidou como um dos maiores artilheiros do elenco atual. Ao todo, já marcou 86 gols em 239 jogos pelo Tricolor.

Como o São Paulo pretende usar folga no calendário após eliminação

Eliminado no Paulistão, o São Paulo terá um intervalo raro no calendário: 10 dias até a próxima partida, no dia 12, contra a Chapecoense, no Canindé, pelo Brasileirão.

O período é tratado internamente como uma espécie de intertemporada para recuperar jogadores e reequilibrar a parte física do elenco.

No início da temporada, o Tricolor se reapresentou no dia 2 de janeiro e fez a estreia contra o Mirassol no dia 10, com apenas uma semana de treinos. Com a Copa do Mundo em junho, o calendário ficou mais apertado, com as disputas simultâneas do Brasileirão e Paulista nos primeiros meses do ano.

A comissão técnica concedeu folga ao elenco nesta segunda-feira.

Os dois dias seguintes serão destinados apenas a trabalhos com atletas em recuperação. O Tricolor tem dois jogadores sob cuidados do departamento médico: Ryan Francisco, em transição física após lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, e Lucca, que trata dores na coxa esquerda.

Além dos casos clínicos, a comissão pretende administrar a carga do grupo após a maratona de jogos das últimas semanas, com o objetivo de prevenir lesões e preservar o elenco para a sequência da temporada. A reapresentação está marcada para quinta-feira.

O desgaste foi determinante para uma mudança na semifinal. Danielzinho, um dos destaques da equipe e peça da trinca do meio de campo, foi poupado de treinamentos ao longo da última semana e não iniciou a semifinal contra o Palmeiras.

— Danielzinho não estava 100%, estava com dor. Pediu substituição contra o Bragantino e ficou fora contra o Coritiba. A escolha foi o Luan, pelas características do rival, que joga muito na bola e precisamos de alguém fisicamente como o Luan. Pessoalmente, acho que deu certo — disse o treinador na entrevista coletiva.

O tempo de descanso foi valorizado por Crespo, que apesar da frustração pela derrota, tentou olhar o “copo cheio” e enfatizou a importância dos dias de descanso para a sequência no Brasileirão.

Vice-colocado do torneio, o São Paulo encara Chapecoense, Bragantino e Atlético-MG até reencontrar o Palmeiras, no Morumbis, pela oitava rodada do torneio.

— Temos que olhar sempre o copo cheio. Vamos ter alguns dias para recuperar forças, curar a ferida e continuar. Temos Chapecoense, Atlético-MG, Bragantino e Palmeiras. No Brasileirão estamos bem e temos que continuar. Acreditar no trabalho que fazemos todos os dias. Tentar fazer passar essa tristeza, sabendo que fizemos um trabalho muito importante e recuperamos jogadores — disse o treinador.

A equipe de Crespo volta a campo no próximo dia 12, quinta-feira, contra a Chapecoense, às 20h30, no Canindé. O São Paulo transferiu o mando porque não poderá atuar no Morumbis, que passará por manutenção no gramado.

São Paulo tem pausa no calendário para respirar e “curar ferida”

O São Paulo perdeu para o Palmeiras por 2 a 1 na noite do último domingo, na Arena Barueri, e deu adeus ao Campeonato Paulista na semifinal. Apesar da frustração da eliminação, o Tricolor terá uma pausa importante no calendário para respirar e “curar a ferida”, como colocou o técnico Hernán Crespo

O Tricolor paulista terá cerca de 11 dias até o próximo compromisso. O elenco ganhou folga nesta segunda-feira e se reapresenta totalmente na tarde de quinta-feira. Na terça e na quarta, os jogadores em recuperação irão ao SuperCT para dar sequência aos respectivos tratamentos.

“Temos que olhar sempre o copo cheio. Vamos ter esses dias para recuperar forças, energias, para curar a ferida. E continuar. Sabemos que temos uma sequência com Chapecoense, Bragantino, Atlético-MG e outra vez Palmeiras, para preparar antes da data Fifa. No Brasileirão, estamos bem, a ideia é continuar. Acreditar no trabalho que fizemos todos os dias e tentar fazer com que a tristeza passe, mas sabendo que fizemos um trabalho muito importante e recuperamos muitos jogadores nessa competição”, avaliou Crespo.

O São Paulo, agora, volta a campo apenas no próximo dia 12 de março, uma quinta-feira, quando encara a Chapecoense, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

Depois da eliminação, o elenco precisará reunir forças novamente para não deixar que a queda no Estadual afete a boa fase na Série A. O grupo, porém, já demonstrou que consegue se unir mais do que nunca em prol do São Paulo, como fizeram ao afastar o clube do perigo do rebaixamento e ainda levá-lo às quartas de final do Paulista.

“Aquele momento era outro jeito. Naquele momento, tínhamos problemas dentro e fora [de campo]. Dentro, não tínhamos jogadores recuperados e, fora, não quero falar, todos já sabem. Mas dentro, tínhamos a incerteza de saber se muitos jogadores lesionados gravemente voltariam bem. Tentamos dar minutagem e estávamos esperando que voltassem, e agora voltaram. Vamos dar um pouco de descanso à cabeça e à parte física”, comentou o treinador.

O que tirar de positivo?
Na visão de Hernán Crespo, o São Paulo pode tirar coisas positivas da campanha no Paulistão. A principal delas é a recuperação de jogadores importantes, como Calleri e Lucas, que estão ganhando mais minutos e recuperando o ritmo ideal. No último domingo, André Silva também voltou a jogar depois de quase sete meses fora.

Já para o executivo Rui Costa, o São Paulo não pode abrir mão de processos que foram consolidados durante a campanha no Estadual. O Tricolor, por exemplo, vinha de uma série invicta de oito partidas antes da derrota para o Palmeiras, mas evitava colocar a sequência positiva como escudo.

“A invencibilidade, um dia, terminaria. Terminou hoje, de maneira dura, contra um adversário que sempre queremos superar, numa competição que queríamos muito ganhar. Ela é um dado de realidade que não pode servir para que baixemos a guarda ou diminuamos o nosso empenho, compromisso. Foi isso que falamos no vestiário, presidente falou, o Hernán falou, eu falei. Nesse momento de dor e frustração, temos que reconhecer aquilo que está sendo feito de maneira correta e aquilo que precisamos evoluir”, afirmou o dirigente.

 

“Erramos em alguns momentos do jogo, mas o trabalho vem sendo desenvolvido, tem sido feito de forma competente. É isso que faz com que acreditemos que a dor de hoje pode nos colocar num caminho de conquistar algo importante esse ano”, finalizou,

O São Paulo, vale lembrar, ainda briga por três títulos na atual temporada: Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana.

Rui Costa critica VAR após pênalti não marcado: ‘Não podemos aceitar’

Em coletiva de imprensa, o executivo de futebol do São Paulo, Rui Costa, criticou o pênalti não marcado para o São Paulo, após bola no braço de Gustavo Gómez, em derrota para o Palmeiras por 2 a 1, na semifinal do Campeonato Paulista, na Arena Barueri.

Não é possível que o VAR não tenha recomendado que ela ao menos tivesse o privilégio, porque é um privilégio ter essas imagens, de verificar 5, 10, 70 vezes (essas imagens). Nas 70 vezes, seria pênalti. (…) Não podemos aceitar que isso seja algo comum, normal.
Rui Costa, executivo de futebol do São Paulo.

Diretor reforçou direcionamentos sobre o VAR
Ainda em coletiva, Rui mencionou que não houve nenhum direcionamento ao São Paulo sobre uma mudança de orientação ao VAR para interferir menos no jogo. O executivo ainda endossou a regra da bola no braço.

O lance da mão do zagueiro adversário: se a bola bateu no braço, é pênalti. Se tiver que marcar 7, 4, 3 pênaltis porque houve o movimento, tem que marcar. (..) Muito menos houve qualquer tipo de orientação e recomendação para nós que o VAR mudaria sua interpretação e atuação.
Rui Costa

São Paulo pode mandar mais jogos no Canindé em 2026

O São Paulo pode — e deve — mandar seus jogos mais vezes no Canindé ao longo desta temporada. O clube paulista tem contrato com a Live Nation para a realização de shows no Morumbis, o que inviabiliza a disponibilidade do estádio para determinadas partidas no ano.

Este cenário acontece neste exato momento. O Morumbis foi palco de duas apresentações da banda de rock AC/DC nos últimos dias 24 e 28 de fevereiro. Ainda há mais uma programada para a próxima quarta-feira (04). Após os shows, o gramado do estádio será totalmente trocado, deixando o São Paulo sem um local para mandar seus jogos.

Com isso, o São Paulo chegou a um acordo com a SAF da Portuguesa e irá mandar a partida contra a Chapecoense, válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, no Canindé. A mudança já foi, inclusive, formalizada pela CBF.

Rui Costa, diretor de futebol do São Paulo, explicou a situação. A diretoria já havia considerado o Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, mas optou pelo Canindé. Diante da indisponibilidade do Morumbis devido ao calendário de shows, a tendência é que o time tricolor mande mais jogos no estádio na zona Norte da capital.

“É uma tendência que sejam no Canindé, sempre pensando no acesso do nosso torcedor. Deixando claro que nós não podemos jogar no Morumbis, e por isso vamos jogar lá. É uma tendência que os jogos do São Paulo sejam no Canindé”, afirmou Rui Costa em coletiva no último domingo.

“Tínhamos cogitado Campinas, mas por questões operacionais, de parcerias financeiras e custos, entendemos que o melhor caminho é o Canindé. Os jogos que o São Paulo não puder atuar no Morumbis deverão ser lá”, concluiu.

Segundo soube a reportagem, o São Paulo tinha até mesmo um princípio de acordo com a Portuguesa para mandar uma eventual decisão do Paulista no Canindé, uma vez que não teria o Morumbis. O clube, por sua vez, acabou ficando fora das finais ao ser eliminado pelo Palmeiras, no último domingo, na semifinal.

O calendário de shows programados no Morumbis conta, até o momento, com outras duas atrações internacionais: The Weeknd, nos dias 30 de abril e 1º de maio, e Harry Styles, nos dias 17, 18, 21 e 24 de julho.

O São Paulo, vale lembrar, renovou contrato recentemente com a Live Nation. Ainda na gestão de Julio Casares, em maio de 2025, o clube do Morumbis estendeu o acordo com a produtora de eventos até 2031.

Situação na temporada
Depois de cair na semifinal do Paulista, o São Paulo irá recolher os cacos. O Tricolor tem os próximos dez dias para recuperar as energias e se preparar para a retomada do Campeonato Brasileiro, em que enfrentará a Chapecoense no próximo dia 12 de março.

Crespo lamenta eliminação do São Paulo, mas exalta campanha

Um desfecho negativo, mas com um caminho proveitoso. Foi assim que o técnico Hernán Crespo analisou a derrota do São Paulo para o Palmeiras por 2 a 1 na semifinal do Campeonato Paulista, neste domingo.

Apesar de lamentar a eliminação, o treinador são-paulino analisou positivamente a trajetória no Paulistão, depois de um início de campanha em que o time chegou a correr risco de rebaixamento.

— Não é fácil vir jogar aqui contra o Palmeiras, tem grandes qualidades, jogadores de grande hierarquia. Talvez não tivemos na frente a qualidade que pretendemos, encontrar facilmente Lucas e Luciano. Tentamos de todo jeito. Controlamos muito bem eles. Começamos a fazer o padrão do jogo na segunda parte do primeiro tempo. Eles fazem 1 a 0 no rebote. As características deles são essas, sabem aproveitar pequenos detalhes que erramos. Sabíamos que não poderíamos cometer.

— É valorizar o que fizemos até aqui. Estamos tristes, ninguém gosta de perder. Essa competição me deu um grupo muito unido e recuperamos jogadores como Calleri, Lucas, Enzo, André Silva. O caminho é muito positivo. Todos sabem o que o São Paulo vai fazer e brigar. O resultado não é legal, mas o percurso feito foi legal.

Segundo Crespo, o Palmeiras construiu a vitória em cima de erros do São Paulo, que poderia ter tido uma maior precisão e cuidado melhor dos detalhes na partida.

— Faltou um pouco de precisão. Nesse tipo de jogos, os detalhes fazem a diferente. Eles aproveitaram, no primeiro gol era um lateral pra nós que perdemos a bola e virou um bate rebate. No segundo, uma bola parada que não marcamos como poderíamos marcar. Eles tem hierarquia para te fazer pagar caro quando comete erros. Essas situações temos que aprender e o caminho é claro. O grupo sabe, está unido e vai trabalhar. A temporada é longa.

Crespo explicou que escalou Luan como titular porque Danielzinho, que vinha tendo boas atuações, não estava 100% fisicamente.

— Escolha foi pelo Luan em cima das características do rival, que joga na bola longa e precisávamos de um jogador fisicamente como o Luan. Pessoalmente, acho que deu certo. Eles tiveram dificuldades. Mas depois o jogo muda. Tivemos que arriscar com Danielzinho porque o jogo precisava de outra coisa.

Com a eliminação no Paulistão, o São Paulo só voltará a jogar no dia 12, às 20h (de Brasília), contra a Chapecoense, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor é o vice-líder, atrás do Palmeiras, com três vitórias, um empate e dez pontos conquistados.

— Temos que olhar sempre o copo cheio. Vamos ter 12 dias para recuperar forças, para curar a ferida e continuar. Temos Chapecoense, Atlético-MG, Bragantino e Palmeiras. No Brasileirão estamos bem e temos que continuar. Acreditar no trabalho que fazemos todos os dias. Tentar fazer passar essa tristeza, sabendo que fizemos um trabalho muito importante e recuperamos jogadores.

Calleri lamenta eliminação do São Paulo com gol cedo

O atacante Jonathan Calleri deixou o gramado extremamente insatisfeito com a eliminação do São Paulo no Campeonato Paulista. O Tricolor foi derrotado pelo Palmeiras por 2 a 1 neste domingo, na Arena Barueri, e se despediu do Estadual na semifinal. O argentino descontou de pênalti para a equipe são-paulina.

O São Paulo saiu atrás no placar logo aos sete minutos de jogo. Em uma falha de marcação geral, Vitor Roque encontrou Maurício na área, que concluiu a gol. Calleri lamentou o gol concedido logo no início da partida, que alterou os planos tricolor no decorrer do jogo.

“Trabalhamos duas semanas de um jeito e, com sete minutos, tomamos um gol de uma forma que não podíamos tomar. Foi um jogo onde entregamos o primeiro tempo. No segundo tempo jogamos muito bem, mas não conseguimos sair com a vitória”, afirmou em entrevista à TNT.

Agora, o São Paulo precisará recolher os cacos. O Tricolor paulista terá pouco mais de uma semana para se recuperar da queda no Estadual e se preparar para a retomada do Campeonato Brasileiro, quando enfrentará a Chapecoense. A bola rola no próximo dia 12 de março, no Morumbis.

“É seguir trabalhando, dando continuidade ao trabalho e tentando fazer o que fizemos nos primeiros dez minutos”, concluiu o centroavante.