SP calcula aumento de 40% em receita com novo patrocínio no uniforme

O São Paulo está próximo de acertar com a Seguros Unimed como nova patrocinadora da equipe. A empresa estampará sua marca na barra traseira da camisa, em um acordo que deve representar aumento de cerca de 40% em relação à antiga parceira do espaço, a Blue Med, cujo contrato foi rompido por inadimplência em setembro do ano passado.

Os detalhes já foram definidos, conforme antecipado pelo ge. Os próximos passos são a análise pelo Conselho do clube e, posteriormente, a aprovação do contrato. A tendência é que isso ocorra nos próximos dias.

A empresa pagará R$ 15 milhões anuais em um contrato de cinco anos, totalizando R$ 75 milhões até 2030, ano do centenário do São Paulo. Internamente, o acordo é visto como mais um compromisso firmado para a temporada festiva, que também contará com outros patrocínios, como o da SuperBet, que ocupa o espaço máster na parte central do uniforme.

As negociações começaram ainda no ano passado, entretanto foram interrompidas durante a instabilidade política vivida pelo clube, que culminou na renúncia do então presidente Julio Casares.

A entrada de Harry Massis no cargo, em janeiro, ajudou a destravar as conversas. Internamente, a figura do atual presidente é vista como responsável por apaziguar a imagem do São Paulo no mercado e acelerar as negociações com novos patrocinadores. Nesse contexto, o contato com a Seguros Unimed foi restabelecido e avançou até o acordo.

Assim como as outras marcas estampadas no uniforme, a empresa terá seu logo aplicado na cor preta. A estratégia é praxe no clube e busca melhorar a visibilidade das marcas. Restam duas propriedades vagas na camisa: nas omoplatas e mangas.

São Paulo fica com menos da metade dos titulares de título inédito

A saída do meio-campista Alisson, anunciada com sua transferência para o Fluminense, evidencia o quanto o São Paulo mudou desde a conquista da Copa do Brasil de 2023. Sem o volante, o Tricolor passa a ter menos da metade dos titulares que estiveram em campo na final contra o Flamengo, jogo que marcou um dos capítulos mais simbólicos da história recente do clube.

Um título histórico e simbólico
A Copa do Brasil de 2023 representou muito mais do que uma taça para o São Paulo. Foi a maior conquista do clube desde o tricampeonato brasileiro (2006, 2007 e 2008) e, principalmente, o primeiro título da história são-paulina na competição, encerrando uma antiga lacuna na galeria de troféus.

Mudanças na formação
Na decisão daquele ano, o técnico Dorival Júnior escalou o São Paulo com Rafael, Rafinha, Arboleda, Beraldo e Caio Paulista; Pablo Maia, Alisson, Wellington Rato, Rodrigo Nestor, Lucas e Calleri. Passados pouco mais de dois anos, o cenário é bem diferente.

Apenas cinco jogadores seguem no clube: Rafael, Arboleda, Pablo Maia, Lucas e Calleri. Rafinha se aposentou do futebol, Beraldo está no PSG, Caio Paulista defende o Grêmio, Wellington Rato atua no Goiás, Rodrigo Nestor foi para o Bahia, e agora Alisson reforça o Fluminense.

O técnico Dorival Júnior também deixou o Tricolor pouco depois para assumir a Seleção Brasileira. Depois dele, vieram Thiago Carpini, Luís Zubeldía e agora a equipe é dirigida por Hernán Crespo.

Menos da metade permanece
Com a saída de Alisson, o São Paulo mantém menos da metade dos titulares daquela final histórica, reforçando um processo de renovação e reformulação do elenco desde a conquista. O time que levantou a Copa do Brasil entrou definitivamente para a história, mas hoje sobrevive mais na memória do torcedor do que dentro de campo.

 

São Paulo tem melhor início de temporada desde 2023

O São Paulo encerrou os 14 primeiros jogos da temporada 2026 com 61,9% de aproveitamento, desempenho superior ao registrado nos inícios de 2025 (52,4%) e 2024 (57,1%), embora ainda abaixo de 2023 (64,2%), que segue como o melhor recorte recente do clube. A marca foi alcançada antes da paralisação no calendário, motivada pela eliminação no Campeonato Paulista para o Palmeiras.

Comparação com as últimas temporadas
Nos números, o São Paulo de 2026 soma oito vitórias, dois empates e quatro derrotas nos 14 jogos iniciais. Em 2025, o time havia acumulado seis vitórias, quatro empates e quatro derrotas, enquanto em 2024 foram seis vitórias, seis empates e apenas duas derrotas. Já em 2023, temporada de melhor aproveitamento, o Tricolor também venceu oito partidas, mas empatou três e perdeu três.

Mesmo sem repetir o índice de 2023, o rendimento atual mostra evolução em relação aos dois anos anteriores, especialmente no número de vitórias conquistadas logo no início da temporada, com um time que iniciou o ano sob o temor até de brigar contra o rebaixamento no Estadual.

Calendário mais enxuto
Uma diferença importante em relação aos anos anteriores está no formato do calendário. Com os estaduais mais enxutos, o São Paulo já disputou quatro jogos do Campeonato Brasileiro em 2026, mesmo ainda no recorte inicial da temporada. Trata-se de uma competição de nível técnico mais elevado em comparação aos torneios regionais, o que torna o aproveitamento de 61,9% ainda mais relevante.

Aproveitamento do São Paulo nos 14 primeiros jogos
2026: 8 vitórias, 2 empates, 4 derrotas – 61,9%
2025: 6 vitórias, 4 empates, 4 derrotas – 52,4%
2024: 6 vitórias, 6 empates, 2 derrotas – 57,1%
2023: 8 vitórias, 3 empates, 3 derrotas – 64,2%.
Agenda do Tricolor
Próximo Jogo: São Paulo x Chapecoense
Competição: Brasileirão 2026
Data: 12/3 – quinta-feira
Horário: 20h00
Local: Canindé (em São Paulo).

Por que Hugo sumiu no São Paulo mesmo após voltar de lesão

O volante Hugo subiu ao profissional no ano passado após ser campeão da Copinha, mas passou toda a temporada se recuperando após romper o ligamento cruzado anterior do joelho direito na final da competição de base. Mesmo recuperado, só foi relacionado duas vezes em 2026 e ainda não atuou.

O ge apurou que Hugo iniciou a temporada com o restante do grupo, mas no fim de janeiro notou-se uma necessidade de melhorar algumas valências físicas para evitar lesões musculares, uma vez que atletas que retornam de lesões graves e ficam muito tempo parados têm maior tendência a sofrerem com tais problemas.

Hugo passou cerca de duas semanas em trabalho individualizado com foco em fortalecimento e melhora física. Como ele vinha sendo apenas opção, o Tricolor aproveitou para utilizar esse tempo para recuperar o jogador totalmente e fazer trabalhos como foco em prevenção futura.

Esse tipo de procedimento, de ficar fora de treinos para prevenção de lesões, tem sido adotado com frequência neste ano com o novo Departamento Médico do São Paulo. Os atletas têm preenchido questionários de bem-estar de forma mais frequente para que sejam identificados qualquer tipo de desgaste que possa se tornar uma lesão.

Hugo já está à disposição de Hernán Crespo e retornou aos trabalhos normalmente no final de fevereiro. Ele não chegou a deixar de treinar em campo, mas não fazia todos os trabalhos com o restante do grupo.

O volante de 22 anos foi relacionado apenas para dois jogos: a estreia contra o Mirassol e a derrota para a Portuguesa, ambos pelo Campeonato Paulista.

O jogador é visto por Hernán Crespo como uma opção para a posição de primeiro volante, não a de segundo homem de meio, como jogou na Copinha. Ele concorre mais com atletas como Pablo Maia, Luan e Negrucci, do que com Djhordney – que estreou profissionalmente recentemente.

O Tricolor volta a campo no dia 12, contra a Chapecoense, no Canindé, pelo Campeonato Brasileiro. O São Paulo é vice-líder da competição, com 10 pontos em quatro rodadas.

São Paulo quer renovar naming rights do Morumbi

O São Paulo quer retomar as conversas para a renovação dos naming rights do Morumbis com a Mondelēz, empresa do ramo alimentício que tem como uma de suas marcas o chocolate Bis. O atual contrato se encerra em dezembro deste ano.

Assinado em 2023, o acordo total prevê R$ 75 milhões ao São Paulo, sendo R$ 25 milhões por ano. Segundo apuração do ge, a diretoria pretendia iniciar as conversas com a companhia em novembro do ano passado, mas a Mondelēz passava por um momento de incerteza financeira pela crise global do cacau. Uma colheita catastrófica em 2024 elevou o preço da commodity no mercado internacional.

A avaliação no clube é que o cenário começa a se estabilizar, o que reabre espaço para uma negociação. A Mondelēz tem prioridade na renovação, e a tendência é que o presidente do São Paulo, Harry Massis, se encontre com o CEO da companhia, Maximiliano Cortez, nas próximas semanas. Internamente, o patrocínio é considerado um case de sucesso, e o clube espera ampliar os valores no próximo contrato.

Durante o período em que as conversas ficaram paralisadas, a diretoria chegou a ser procurada por empresários da BYD, montadora chinesa de veículos elétricos.

A empresa prospectou possíveis negócios no clube, que iam de espaços no uniforme até os naming rights do estádio. As tratativas, porém, foram interrompidas após a saída de Julio Casares.

Internamente, dirigentes do Tricolor avaliam que o momento é favorável para avançar em negociações com patrocinadores. Durante a instabilidade política que levou à renúncia de Julio Casares, empresas demonstraram receio de fechar acordos com o clube.

Dupla é responsável por metade dos gols do São Paulo na temporada

Não é de hoje que a dupla formada por Calleri e Lucas Moura é responsável por boa parte dos gols do São Paulo. Após passarem 2025 no departamento médico, os atacantes marcaram metade dos tentos do Tricolor na temporada.

O argentino marcou sete dos 20 gols da equipe no ano. Já Lucas Moura, revelado em Cotia, balançou a rede outras três vezes. Assim, 50% dos gols do São Paulo foram marcados pela dupla.

Calleri é o grande artilheiro do São Paulo nas duas competições. Com cinco gols no Paulistão, o argentino se firmou no time titular após uma temporada lesionado. No Brasileirão, ele já balançou a rede duas vezes em quatro partidas.

Dupla + Luciano?
A estatística do ataque do São Paulo fica ainda melhor ao adicionar Luciano. Ele também balançou a rede três vezes e, somado a Calleri e Lucas Moura, os jogadores registram 13 dos 20 gols do Tricolor, totalizando 65% dos tentos marcados pela equipe de Hernán Crespo.

Ao incluir as assistências, o trio de ataque são-paulino participou de quase todos os gols da equipe na temporada. Lucas deu uma assistência e Luciano distribuiu três. Assim, o trio soma participação em 17 dos 20 gols do Tricolor, o equivalente a 85%.

Com novidades, São Paulo faz treino tático de olho na Chapecoense

O São Paulo realizou um treino tático na manhã deste domingo e deu sequência à preparação para o jogo contra a Chapecoense. As promessas Ryan Francisco e Paulinho participaram das atividades comandadas pelo técnico Hernán Crespo no gramado do SuperCT.

Apesar de não estarem 100% recuperados, os dois atacantes já voltaram a trabalhar com bola. Ryan Francisco, sensação na última temporada, não joga desde julho do ano passado, quando rompeu o ligamento cruzado anterior e teve uma lesão no menisco do joelho esquerdo.

O jovem promissor realizou trabalho físico e técnico com o restante do elenco, mas ainda não foi liberado para jogar com contato.

Já Paulinho, destaque da Copinha desta temporada, teve um estiramento ligamentar do joelho esquerdo na decisão do torneio de base e não entra em campo desde janeiro. Após tratamento conservador, só agora ele está de volta aos gramados.

O atacante foi a campo acompanhado da fisioterapia e realizou exercícios individuais, seguido de uma corrida linear.

Além dos dois jogadores, um grupo de atletas do CFA de Cotia integrou a atividade de Hernán Crespo. O São Paulo realizou treino tático, com foco em enfrentamentos de 11 contra 11, em dois blocos de treinamento.

Fluminense oficializa contratação do meia Alisson

O Fluminense anunciou nesta sexta-feira a contratação do meia Alisson, de 32 anos. O jogador, que estava no São Paulo, assinou contrato de empréstimo com o Tricolor das Laranjeiras, com opção de compra, válido até o final da temporada. Ele se apresentou no CT Carlos Castilho, realizou exames médicos e já vestirá a camisa 25.

“Estou muito feliz de iniciar uma nova etapa na minha carreira, em mais um gigante como é o Fluminense. A camisa caiu muito bem. É um privilégio enorme defender essa camisa”, declarou o meia. Ele também agradeceu a confiança depositada em seu futebol e prometeu ser “mais um guerreiro” para ajudar seus novos companheiros em campo.

“As expectativas são as melhores possíveis. Venho muito motivado, muito feliz. É um privilégio poder trabalhar novamente com um treinador que foi muito especial para mim”, completou.

Trajetória de Sucessos
Alisson construiu sua carreira com passagens marcantes por diversos clubes do futebol brasileiro. Formado nas categorias de base e profissionalizado no Cruzeiro, onde atuou entre 2007 e 2017, conquistou dois títulos brasileiros, uma Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro.

Após uma breve passagem pelo Vasco, transferiu-se para o Grêmio, permanecendo de 2018 a 2021, período em que levantou a Recopa Sul-Americana e quatro Campeonatos Gaúchos. Em 2022, juntou-se ao São Paulo, sendo peça fundamental nas conquistas da Copa do Brasil e da Supercopa do Brasil.

Experiência na Seleção
O meia também acumula experiência em competições de base pela Seleção Brasileira, tendo sido campeão do Torneio Internacional de Toulon em 2014 com a equipe Sub-20.

Massis visita Cotia e tem reunião com diretores da base

O presidente Harry Massis visitou o CFA Laudo Natel, em Cotia, na última quinta-feira. O mandatário do São Paulo participou de reuniões para tratar do futuro do centro de treinamento da base e também acompanhou as modernizações feitas no complexo.

“Hoje foi um prazer estar aqui em Cotia, vendo esse lugar maravilhoso. A cada dia fica mais bonito. Com toda essa equipe que nos recepcionou, está cada vez melhor. Vimos muitas melhorias que foram feitas e que a maioria dos conselheiros e da torcida não conhece. Na minha opinião, este CT é o melhor do Brasil”, disse Massis.

“Não temos igual em outro lugar em se tratando de base. Desde os diversos campos a uma fisioterapia maravilhosa, uma academia totalmente equipada e moderna e um hotel fantástico. Fizemos um encontro muito proveitoso”, completou.

Ao lado de Massis, a reunião contava com o diretor José Roberto Canassa, o diretor adjunto José Innocêncio, o executivo da base Marcos Biasotto, o gerente administrativo do CFA, Sérgio Rocha, o gerente do estádio do MorumBIS, Mauro Castro, o diretor executivo de infraestrutura, Eduardo Rebouças Monteiro, e o diretor executivo de marketing, Eduardo Toni.

Além do encontro, Massis também fez um tour pelo CT. Os diretores percorreram as instalações do CFA, vendo as melhorias e discutindo possíveis novos investimentos.

Canassa destaca a base
Canassa celebrou a visita de Massis e destacou a importância da vinda do mandatário. “O presidente é muito bem-vindo aqui em Cotia, para que veja de perto o que é a nossa ‘galinha dos ovos de ouro’. Ele viu todos os lugares, e me impressionou a vontade dele de investir no CFA. Teremos outras reuniões sobre investimentos, com o departamento de marketing atuante, para que consigamos os recursos para as reformas necessárias por meio de patrocínios, sem mexer nos cofres do clube”, afirmou.

“Este é um ano difícil porque temos eleição no clube, e queremos entregar para o novo presidente algo muito melhor do que o que está aí: com redução de despesas, investimentos em andamento e reformas encaminhadas. Vamos tentar entregar, para quem tiver a felicidade de ser eleito após o Massis, um clube muito melhor do que o que pegamos”, completou Canassa.