Arboleda e Calleri voltam contra o Botafogo

O São Paulo finalizou nesta terça-feira, no CT da Barra Funda, a preparação para enfrentar o Botafogo, na quarta, às 18h30 (de Brasília), no Nilton Santos, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

As duas novidades do São Paulo para o confronto são o zagueiro Arboleda e o atacante Calleri. A dupla não esteve em campo no empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, no último domingo, no Morumbis, e está à disposição do técnico Luis Zubeldía.

Calleri estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo, enquanto Arboleda se recuperava de uma sobrecarga na coxa esquerda – ele havia sido substituído no intervalo do empate em 3 a 3 com o Allianza Lima, pela Libertadores, no meio da semana passada.

Na atividade desta terça-feira, Zubeldía comandou um trabalho posicional e de bolas paradas no CT da Barra Funda para definir o time que será titular contra o Botafogo.

Com o retorno de Calleri e Arboleda, o São Paulo deve entrar em campo nesta quarta-feira com: Rafael, Ferraresi, Arboleda, Alan Franco e Enzo Díaz; Alisson, Marcos Antônio e Luciano; Lucas Ferreira, Calleri e Ferreira.

O São Paulo ainda não venceu neste Campeonato Brasileiro: empatou com Sport, Atlético-MG e Cruzeiro. E está em 15º lugar na tabela de classificação.

Pablo Maia e Lucas Moura treinam com bola pela primeira vez desde lesões

Desfalque do São Paulo há mais de um mês, o meia Lucas Moura treinou com bola pela primeira vez no CT da Barra Funda. Ele teve a companhia do volante Pablo Maia, outro jogador que está no departamento médico, mas que tem tido boa evolução em sua recuperação.

Desde que se machucou em 10 de março, na eliminação do Tricolor contra o Palmeiras na semifinal do Paulistão, Lucas Moura já desfalcou a equipe em cinco partidas. E seguirá fora contra o Botafogo, nesta quarta-feira, no estádio Nilton Santos, pela quarta rodada do Brasileirão.

Lucas Moura deu uma arrancada no clássico contra o Palmeiras, foi parado com um puxão e, na queda, bateu o joelho direito contra o gramado sintético do Allianz Parque.

O clube tem divulgado o problema como um “trauma” no joelho para simplificar a situação, mas trata-se de um problema no ligamento posterior. Não houve ruptura, mas ele sofreu um movimento que causa dor em Lucas.

O tratamento nesta quase um mês tem sido convencional, que pode incluir repouso, compressão, gelo, analgésicos, anti-inflamatórios e um trabalho muito voltado para o fortalecimento muscular. Lucas tem feito, por exemplo, o uso de eletrochoques no local para minimizar a dor.

O jogador sente dores em alguns movimentos no joelho direito, o que impede a sua reintegração aos trabalhos no gramado. Ele será desfalque contra o Botafogo, no dia 16, e tem chances praticamente nulas de ser relacionado para o clássico de domingo, dia 20, contra o Santos, no Morumbis.

Neste momento, o clube trabalha com alguma esperança de tê-lo dia 23, em Assunção, contra o Libertad, pela terceira rodada a Libertadores, mas sua presença dependerá do fim das dores.

E Pablo Maia?
O volante passou por uma cirurgia ligamentar no tornozelo direito no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, no dia 28 de fevereiro, em razão da torção sofrida na vitória do São Paulo por 3 a 1 contra o São Bernardo, no domingo.

A tendência inicial era para um retorno apenas no segundo semestre, mas Pablo tem avançado bem na recuperação. A volta aos gramados antes da pausa do Mundial da Fifa em junho dependerá da liberação do cirurgião. O jogador, a princípio, ainda não tem data exata para reforçar a equipe.

Diretoria de Júlio Casares é a mesma de Carlos Miguel Aidar

A diretoria de Júlio Casares pouco ou nada se difere da que  foi montada pelo nefasto ex-presidente Carlos Miguel Aidar. Naquela gestão, Casares começou como vice-presidente de Marketing, mas assumiu a vice-presidência do clube quando Roberto Natel se afastou, com a diretoria já enfiada em denúncias de corrupção, que acabaram levando Aidar à renúncia para não ser “impechado”.

Meu amigo Alexandre Giesbrecht, no Anotações Tricolores, fez um levantamento – mais um brilhante – para que possamos fazer essa comparação.

Vamos lembrar a gestão Carlos Miguel Aidar, presidente:

Vice-presidente: Júlio Casares

Vice-presidente Social e de Esportes Amadores: Antonio Donizete Gonçalves (Dedé)

Vice-presidente de Comunicação e Marketing:  Douglas Schwartzmann

Diretor Secretário Geral: Harry Massis Jr

Diretor Jurídico: Leonardo Serafim

Diretor de Relação  Internacionais: Eduardo Alfano Vieira

Diretor de Esportes Amadores: Fernando Bracalle Ambrogi (Chapecó)

Diretor de Futebol de Campo Social: Themistocles Almeida Junior

Diretor de Estádio:  Carlos Belmonte

Diretor de Marketing: Douglas Schwartzmann /  Vinicius Pinotti

Diretor Feminina: Mara Casares

Diretor de Relações Institucionais: Dorival Decoussau

Diretor da Ouvidoria : Antonio Luiz Berlardo

Claro que na gestão Aidar (signatário do contrato da Far East)  existiam pelo menos mais uma dezena de diretorias, que não vem ao caso nessa matéria. Mas vamos comparar essas com a gestão atual de Júlio Casares (também signatário do contrato da Far East):

 

  • Antonio Donizete Gonçalves (Dedé) continua na mesma função, só que a nomenclatura diferente, porque o estatuto de 2017 eliminou vice-presidências e transformou em diretorias, mas com peso das antigas vices;
  • Douglas Shwartzmann, um dos signatários do contrato da Far East, hoje é Diretor Geral da Base, em Cotia;
  • Harry Massis Junior, vice-presidente;
  • Leonardo Serafim, signatário da Far East, é conselheiro vitalício, e diretor jurídico de fato (não de direito);
  • Eduardo Alfano: Assessor da  Presidência;
  • Fernando Bracalle Ambrogi (Chapecó), está na Diretoria de Futebol, na Barra Funda;
  • Themistocles Almeida Junior é o líder do grupo Participação, de Júlio Casares e atual Diretor Administrativo;
  • Carlos Belmonte, Diretor de Futebol (rasgando o estatuto);
  • Mara Casares, mantém a mesma função;
  • Dorival Decoussau; faz parte do DEM – Departamento de Excelência (ou Excrecência?) Médica;
  • Antonio Luiz Belardo; até outro dia estava no Futebol Feminino. Agora está em Cotia, cuidando da nossa Base. O filho dele está no Basquete. Mas como a modalidade será extinta no meio do ano, já começa a arrumar as malas para desembarcar, possivelmente, também em Cotia.

Portanto percebam: as pessoas que participaram de uma das gestões mais sórdidas, mais denunciadas por corrupção, estão hoje com Júlio Casares.

É hora de perceber que a narrativa criada por essa gestão não menos maléfica, de  jogar nas costas dos outros a responsabilidade pelo quadro que vivemos, é uma fake news sem tamanho.

 

Paulo Pontes

Entenda por que São Paulo ainda confia no trabalho e dá tempo ao técnico

O São Paulo ainda não venceu no Campeonato Brasileiro, tem só três vitórias nos últimos 10 jogos nesta temporada e viu, nas últimas semanas, a pressão sobre o técnico Luis Zubeldía aumentar. Independentemente dos resultados, porém, o treinador ainda tem a confiança da direção do clube.

Apesar das vaias nas arquibancadas e as diversas críticas nas redes sociais, o São Paulo vê motivos para acreditar que Zubeldía tem de seguir no cargo. O clube, ciente da pressão externa pela demissão, tem avaliado cenários, se reunido e discutido o que precisa ser feito para melhorar, mas não tem considerado a possibilidade de demitir o treinador.

Há alguns motivos para que o São Paulo não veja a demissão de Zubeldía como o melhor caminho a ser seguido.

Um deles é a análise de um recorte maior do trabalho, não apenas das últimas partidas. O Tricolor entende que Zubeldía, em um ano de trabalho, conquistou os principais objetivos dados a ele. Em 2024, classificou o São Paulo para a Libertadores desta temporada e foi eliminado das copas (do Brasil e Libertadores) em fases avançadas.

Na Copa do Brasil, o São Paulo caiu na semifinal para o Atlético-MG, que depois perdeu a final para o Flamengo. Na Libertadores, o Tricolor perdeu nas quartas de final, nos pênaltis, para o Botafogo, que acabou campeão. A análise da temporada passada, portanto, foi positiva.

A chegada de reforços para 2025, na visão da diretoria, principalmente diante das restrições financeiras, manteve o São Paulo com um bom elenco. O meia Oscar, os laterais-esquerdos Wendell e Enzo Diaz e o lateral-direito Cédric foram contratados para este ano.

Apesar disso, há o entendimento de que a queda recente de rendimento do São Paulo tem relação com problemas físicos dos principais jogadores do elenco. E que, mesmo assim, Zubeldía tem encontrado soluções que, em alguns momentos, deram resultado – como a mudança para a formação com três zagueiros, o espaço para Ferreirinha e a ascensão de Lucas Ferreira.

Oscar teve duas lesões seguidas na coxa esquerda, que o tiraram dos jogos contra Sport, Allianza Lima e Cruzeiro, enquanto Lucas não entra em campo desde a eliminação para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista, por causa de um trauma no joelho direito.

Justamente neste recorte, da queda no Paulistão, o São Paulo teve apenas uma vitória: 1 a 0 sobre o Talleres, na estreia da Libertadores, fora de casa.

Além deles, Pablo Maia, que era titular absoluto do Tricolor, se recupera de uma cirurgia no tornozelo direito, enquanto Luiz Gustavo teve, na semana passada, um tromboembolismo pulmonar e não tem previsão de voltar aos gramados.

Quem acompanha o dia a dia do CT da Barra Funda também diz, ao ge, que o trabalho de Zubeldía é bem feito. Além disso, o treinador tem um bom relacionamento com dirigentes e jogadores, o que pesa na decisão de sua permanência no cargo.

O São Paulo acredita que a sequência do trabalho e a volta de jogadores importantes, como Oscar e Lucas, podem mudar o cenário de Zubeldía no clube, apesar dos resultados ruins neste momento.

O Tricolor tem três empates no Campeonato Brasileiro e está em 15º lugar, com três pontos na tabela de classificação. Na Libertadores, é o vice-líder do Grupo D, com quatro pontos (uma vitória e um empate).

Os próximos rivais do São Paulo são o Botafogo, na quarta-feira, o Santos, no domingo, e o Libertad, na outra quarta-feira.

 

Fonte: Globo Esporte

MP aciona prefeitura e São Paulo FC na Justiça por CT da Barra Funda

O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública contra o São Paulo Futebol Clube (SPFC) e a Prefeitura da capital por descumprimento de um acordo firmado para o uso do Centro de Treinamento da Barra Funda, na Zona Oeste da cidade.

Segundo a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo, o clube e o município firmaram, em 2023, um termo que previa a construção de duas creches como contrapartida pela concessão da área de 44 mil m², localizada na Avenida Marques de São Vicente, nº 2.724, usada pelo time desde 1982.

De acordo com a ação, assinada pelo promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos, nem o clube nem a gestão Ricardo Nunes (MDB) cumpriram o que foi estabelecido. A prefeitura não disponibilizou os terrenos necessários para as obras, impedindo o início da construção das creches, que devem atender ao menos 160 alunos cada uma e custar até R$ 5 milhões por unidade.

O MP fala que, caso as creches não sejam construídas, o São Paulo FC poderá ter que pagar um aluguel retroativo de R$ 3 milhões por mês pelo uso do espaço sem a entrega das contrapartidas — o valor acumulado pode ultrapassar os R$ 100 milhões. A Promotoria também solicita que a Justiça determine o pagamento de indenização por “dano social” causado pelo uso indevido da área pública.

“Até a presente data, o Município de São Paulo insiste em não disponibilizar as áreas para que o São Paulo Futebol Clube construa os dois equipamentos públicos (creches), permitindo que o Clube utilize tão valorizada área pública como seu Centro de Treinamento sem as equivalentes contrapartidas”, escreveu o promotor.

O MP ainda afirma que o clube não está cumprindo outra cláusula do acordo, que previa visitas de alunos da rede municipal às instalações esportivas do CT. “Após diversas tentativas, a Secretaria Municipal de Educação não logrou êxito em estabelecer com o Clube um calendário de uso das instalações, apesar de alguns registros esporádicos de visitas de alunos”, diz o texto da ação.

“Ou seja, o São Paulo Futebol Clube está se beneficiando economicamente da utilização do espaço público ao longo de todos esses anos, em prejuízo da sociedade”, completou.

O que dizem a prefeitura e o clube
Procurado pelo g1, o São Paulo FC informou que, no momento, não vai se pronunciar sobre o assunto. O clube afirmou também que mantém diálogo com a prefeitura para garantir o cumprimento integral das contrapartidas previstas no acordo.

Na semana passada, Julio Casares, presidente do SPFC, se reuniu com o prefeito Ricardo Nunes na sede da prefeitura para tratar do tema e de outras questões relacionadas ao entorno do estádio do Morumbi, na Zona Sul.

Em nota, a prefeitura informou que “as duas áreas já estão definidas: uma na Rua Paschoal Melantonio, s/n, no distrito Cidade Ademar, e a outra na Rua Conde de Itaguaí, no distrito Butantã. As demais tratativas para a construção estão em andamento”.

 

Fonte: Globo Esporte

Sub-19 do São Paulo empata com Tigres pela Dallas Cup, nos EUA

O sub-19 do São Paulo empatou em 1 a 1 com o Tigres, do México, nesta segunda-feira, no Toyota Soccer Center, em Frisco, no Texas, pela Dallas Cup.

O gol do Tricolor foi marcado por Nicolas, de pênalti. Com o resultado, o São Paulo se manteve na liderança do Grupo B da Dallas Cup, uma vez que venceu o Newcastle, da Inglaterra, na estreia, no último domingo, por 5 a 0.

A equipe sub-19 do São Paulo volta a campo na quarta-feira para enfrentar o Lonestar, dos EUA, no Richland College.

Autor do gol do São Paulo nesta segunda-feira, contra o Tigres, Nicolas viajará à Alemanha após a disputa da Dallas Cup para um período de intercâmbio no Stuttgart, clube com o qual o Tricolor possui parceria.

Cédric Soares vira um dos jogadores mais acionados no São Paulo

Contratado como uma aposta do São Paulo no início deste ano para a lateral direita, Cédric Soares precisou de pouco tempo para se transformar em um dos jogadores mais acionados pelo técnico Luis Zubeldía.

Até aqui Cédric disputou 12 dos 13 jogos que o São Paulo disputou desque ele estreou. O português só não entrou em campo no empate sem gols com o Sport, na estreia do Tricolor no Campeonato Brasileiro.

Dos outros 11 jogos, em sete Cédric Soares foi titular na lateral direita. O português ex-Arsenal também saiu do banco em outras quatro oportunidades.

No último domingo, no empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, no Morumbis, foi dos pés de Cédric Soares que saiu o cruzamento na medida para Ferreira abrir o placar para o São Paulo. Foi, inclusive, o primeiro passe para gol do lateral direito português defendendo o Tricolor.

Cédric Soares tem contrato com o São Paulo até o final deste mês, mas já possui um acordo apalavrado com a diretoria para estender seu vínculo ao menos até dezembro da atual temporada. Por ora não há qualquer temor em relação à possibilidade de ele não seguir no clube no segundo semestre.

Antes de decidir desembarcar no Brasil para defender o São Paulo, Cédric Soares vinha de um longo tempo sem atuar. Seu último jogo havia sido em março de 2024, quando ainda jogava pelo Arsenal, da Inglaterra. Foram mais de 11 meses sem disputar uma partida oficial.

São Paulo FC: narrativas que tentam esconder a realidade

Todo mundo gosta de notícias boas. Disse (em off) o ex-ministro Rubens Ricupero que “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”, num momento de sinceridade em que ele mesmo admite o erro, mas que nos remete ao que hoje chamamos de uma espécie de ‘guerra de narrativas’.

Se falo antes, mais alto e com as pessoas certas, se tornará verdade mesmo que não seja exatamente verdade. No futebol esse comportamento é clássico. Na semana passada vimos dois desses momentos com as informações e declarações sobre o Cruzeiro SAF e o São Paulo FC.

Já comentei sobre o clube mineiro, agora vamos de paulista.

Números do São Paulo FC no conselho
Primeiro, ainda que o balanço de 2024 não tenha sido publicado, alguns números vazaram quando foram apresentados ao conselho deliberativo do clube, que aprovou as contas por maioria.

Todo mundo gosta de notícias boas. Disse (em off) o ex-ministro Rubens Ricupero que “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”, num momento de sinceridade em que ele mesmo admite o erro, mas que nos remete ao que hoje chamamos de uma espécie de ‘guerra de narrativas’.

Se falo antes, mais alto e com as pessoas certas, se tornará verdade mesmo que não seja exatamente verdade. No futebol esse comportamento é clássico. Na semana passada vimos dois desses momentos com as informações e declarações sobre o Cruzeiro SAF e o São Paulo FC.

Já comentei sobre o clube mineiro, agora vamos de paulista.

Números do São Paulo FC no conselho
Primeiro, ainda que o balanço de 2024 não tenha sido publicado, alguns números vazaram quando foram apresentados ao conselho deliberativo do clube, que aprovou as contas por maioria.

Se de um lado o clube do Morumbis apresentará uma receita recorde de R$ 731 milhões, e muito disso certamente é fruto do trabalho do marketing e do comercial, de outro virá acompanhada de um déficit – lembrando que associação tem déficit e não prejuízo – de R$ 278 milhões.

Além disso, foi indicado que a dívida ao final de 2024 teria chegado a assustadores R$ 968 milhões. Tudo isso a ser confirmado, analisado e eventualmente ajustado, assim que as demonstrações financeiras forem publicadas. Elas constarão do relatório anual sobre as finanças dos clubes, que deve ser publicado entre o final de maio e o início de junho.

Ah, na esteira das boas novas veio o anúncio da renovação do contrato de patrocínio da casa de apostas, com um número gigante – R$ 1 bilhão! –, mas que na prática é de cerca de R$ 660 milhões e o restante são bônus de performance.

Vamos então analisar o que tem por trás dos poucos números e das narrativas.

SPFC: receita recorde
Se o número se confirmar, os R$ 731 milhões são relevantes, considerando que no passado não houve nenhuma grande negociação de atleta, então é possível que a receita recorrente seja relevante.

Mesmo sem a abertura dos dados dá para inferir que boa parte do crescimento veio das receitas comerciais, com casas de apostas, Morumbis, mais patrocínios.

Mas no final foi tão inócuo que o tema foi ofuscado pelo déficit e pela dívida.

Déficit: narrativas que escondem o problema da gestão
A partir das receitas e com R$ 278 milhões de déficit, a conta básica de soma e subtração não deixa erro: custos e despesas somaram R$ 1,09 bilhão. Isso mesmo: mais de R$ 1 bilhão em custos e despesas. E dá-lhe narrativa:

“Mantivemos um elenco competitivo”. Pergunte ao são-paulino se ele acha isso. Elenco competitivo não é necessariamente elenco caro, mas sim elenco equilibrado e estruturado da forma correta.

Ideia de jogo, que leva ao treinador adequado, que precisa de um elenco compatível. Ou seja, falta gestão esportiva para fazer mais, com menos. E faz tempo.

“Pagamento de juros”: Uma dívida gigantesca, e talvez a maior dívida bancária do futebol brasileiro, feita também pela gestão e grupo político atual, é de se esperar que as despesas financeiras seriam grandes.

Inclusive porque dizer que as dívidas são para cobrir “fluxo de caixa” é uma falácia. Fluxo de caixa é necessidade momentânea, a dívida vem e vai. No caso do São Paulo, a dívida só aumenta porque ela é estrutural, para cobrir buracos de orçamento, não gaps de fluxo de caixa. Narrativas, narrativas…

“Pagamentos de tributos, alguns oriundos da pandemia”: As dívidas têm data de vencimento. Esses tributos foram pagos ou apenas registros que viraram dívida para ser paga em algum momento? De novo, peguem os clubes que entraram a pandemia organizados e vejam como estão hoje.

“Mudança no registro da base”: essa serve para todos os clubes. Era um erro da regra contábil que permitia ao clube “retirar” o custo da base das despesas e lançá-lo como intangível, que viraria “despesa” ao longo do tempo.

Por exemplo, o efeito das baixas de registros de atletas das categorias de base em 2023 foi de R$ 22 milhões. Ou seja, o impacto real foi de R$ 18 milhões entre o que se fazia até 2023 e o valor de 2024, o que representa 6% do déficit do ano.

Dívidas que não param de crescer
Se o clube fala em R$ 968 milhões de dívida é porque o valor efetivo é maior. Como falei na coluna sobre os resultados de Flamengo e Palmeiras, os clubes costumam usar o conceito de liquidez para tratar dívidas, e quando as contas são refeitas, o número é sempre maior.

A conferir.

E dívida não brota em árvore – nem dinheiro. Então, ela é fruto dessa gestão equivocada que sobrepassa gestões e não tem fim no São Paulo.

Plano de reconstrução do São Paulo
E daí temos mais narrativas. Nessa hora, em qualquer clube, é sempre igual: para esconder notícia ruim mostra-se uma notícia boa.

E eis que aparece o “contrato bilionário” de cinco anos com a casa de apostas e a declaração em redes sociais pessoais do presidente e não as do clube de que “já temos garantidos R$ 2 bilhões de recebíveis até 2030”, sem contar bilheteria, sócio-torcedor e venda de atletas.

Parece lindo, mas vamos lá: se dividirmos R$ 2 bilhões por cinco anos (2026 a 2030), estamos falando de R$ 400 milhões anuais.

Se usarmos uma média de R$ 100 milhões entre sócios e bilheteria, a conta vai a R$ 500 milhões. Patrocínios diversos, entre licenciamento de marca e ações menores, falamos em mais R$ 50 milhões. Logo, a conta vai a R$ 550 milhões. Temos o social e o estádio com mais R$ 100 milhões; e a conta vai a R$ 650 milhões de receitas anuais estimadas para os próximos anos, a valores de hoje.

Ou seja, ceteris paribus – sempre quis usar essa expressão num texto, que se aprende na primeira aula de economia básica –, estamos falando de R$ 650 milhões potenciais contra R$ 731 milhões de receitas de 2024. “Wow!”, diria surpreso algum locutor esportivo.

Te surpreende? A mim, não.

Narrativas que se criam para mostrar que está tudo bem. E que são ampliadas pela ideia de que “se tivesses vendido mais atletas seria melhor”.

Quais atletas?

As melhores vendas recentes foram divididas com outros clubes – Beraldo – ou revendas – Antony – e não formações recorrentes.

Ah, mas a narrativa diz que “o investidor grego chegará colocando bilhões na base e não precisaremos vender o clube”.

Ou seja, mais um efeito esporádico para salvar o clube, e não ações de reconstrução real, corte de custos, otimização das estruturas, mudança completa e radical das pessoas e do sistema político do clube, para oxigenar e levar ideias que tornem o São Paulo FC novamente vanguarda.

Posso mostrar isso para quase todos os clubes no Brasil.

Falei na semana sobre uma SAF, agora uma associação, e se adicionarmos nomes de outros clubes e SAFs e embaralharmos com o que está descrito acima, teremos o mesmo resultado.

O futebol brasileiro ainda acredita que se transformará na Premier League. Tem potencial – marcas, torcida, interesse – para se tornar uma liga relevante.

Uma pena que no cenário atual tem mais é que se preocupar com o cometa.

Fonte: Inteligência Financeira – Cesar Grafietti

Nota do PP: acho que é desnecessário acrescentar alguma coisa à análise, a não ser mostrar, mais uma vez, o que esse “egrégio” Conselho Deliberativo fez aprovando este balanço. Garanto que se fosse na casa deles (ou delas) colocaria a mulher (ou o marido) para correr.

São Paulo se reapresenta ainda sem perspectiva de contar com retornos

O São Paulo se reapresentou na manhã desta segunda-feira no CT da Barra Funda para iniciar sua preparação para o próximo compromisso da temporada, que acontece quarta-feira, às 18h30 (de Brasília), contra o Botafogo, no estádio Nilton Santos, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

Os jogadores que atuaram na maior parte do tempo contra o Cruzeiro, no último domingo, realizaram um trabalho regenerativo e de força preventiva. As atividades aconteceram tanto nas dependências internas do CT quanto no campo.

Arboleda, que se recupera de uma sobrecarga muscular na coxa esquerda, participou de atividades no Reffis Plus e também correu no gramado, assim como Pablo Maia e Lucas, que tratam uma cirurgia no tornozelo direito e um trauma no joelho direito, respectivamente. Oscar, por sua vez, se limitou a tratamento nas dependências internas do CT.

Justamente por isso, a tendência é que o técnico Luis Zubeldía não conte com nenhum dos lesionados para o duelo de quarta-feira contra o Botafogo. Com apenas mais um treinamento antes de viajar ao Rio de Janeiro, o comandante argentino mais uma vez terá de lidar com esses importantes desfalques, todos considerados titulares da equipe.

Os demais atletas do São Paulo participaram de um treino em espaço curto focado em posse de bola nesta segunda-feira. Em seguida, houve um jogo em dimensões reduzidas alternando com estímulos de aceleração.

O Tricolor finaliza nesta terça-feira sua preparação para enfrentar o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro. Com três empates nas três primeiras rodadas, a equipe comandada pelo pressionado Luis Zubeldía precisa reagir urgentemente.