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Zubeldía reforça importância da Libertadores e destaca a força mental
O São Paulo venceu o Alianza Lima por 2 a 0 no Peru e está cada vez mais próximo da classificação às oitavas de final da Libertadores. Em entrevista coletiva após a partida, Luis Zubeldía valorizou a força mental da equipe são-paulina e destacou que elenco está alinhado em busca dos objetivos.
– Acho que o que está acontecendo com o André e com muitos jogadores também, é que estão tendo uma mentalidade consistente. Por que falo isso? Porque no último jogo percebi ele e o Ferreira um pouco mal pelo pênalti, e eles hoje fizeram um jogo muito bom. Isso mostra que a mentalidade da equipe está sendo firme, sabemos onde queremos ir, e isso é para todos. Estamos todos alinhados pelos objetivos – disse o treinador.
O São Paulo está invicto há 13 jogos na competição continental e não sabe o que é perder em todos os torneios há 12, quando foi superado pelo Palmeiras na semifinal do Paulistão, no dia 10 de março.
– Eles devem estar muito contentes agora (os torcedores), porque sabem da importância da Libertadores. O Brasileirão é uma maratona. O Brasil é um país muito grande, muda a temperatura, são equipes de quartas de final da Libertadores. Imagine como é difícil. E Libertadores jogamos contra os melhores representantes de outros países, mas estamos acostumados com times difíceis, porque jogamos contra times difíceis a cada três dias. E no Brasileiro tivemos méritos para ganhar algumas partidas nos empates que tivemos – prosseguiu Zubeldía.
Luis Zubeldía finalizou a coletiva de imprensa em Lima reforçando a importância das “pequenas conquistas” na Libertadores e valorizou o trabalho coletivo do elenco do Tricolor.
– Acho que fizeram um bom trabalho estratégico e com a bola tivemos melhores momentos, piores momentos, mas fizemos o futebol que sentimos. Campo aberto, com espaço, trabalhando por dentro em alguma situação, com Alves, Marcos… Esse é o nosso futebol. Se estou feliz? Estou muito feliz pelo São Paulo, porque a Copa Libertadores para nós significa algo importante. É importante ter agora dez pontos. Vamos pouco a pouco avançando – concluiu.
Para garantir a classificação, o São Paulo precisa somar um ponto em dois jogos ou torcer para que o Talleres vença o Libertad. Assim, o time avança para as oitavas da competição e depende apenas do resultado da última rodada da fase de grupos para definir se termina como primeiro ou segundo da chave.
O Tricolor volta a entrar em campo no domingo, dia 11, às 17h30 (de Brasília). O adversário será o Palmeiras, na Arena Barueri, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.
Lucas tranquiliza torcida após sentir dores no joelho
Lucas Moura tratou de tranquilizar o torcedor do São Paulo após a vitória por 2 a 0 contra o Alianza Lima, do Peru, pela quarta rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores. O camisa 7, que entrou no jogo na segunda etapa, foi flagrado reclamando de dores no joelho direito.
– Foi só um susto (a mão no joelho). Foi um choque leve, mas deu um susto. Estou bem e estou feliz de conseguir recuperar um pouco mais do ritmo para ajudar o São Paulo.
Lucas substituiu Matheus Alves no início da segunda etapa. O meio-campista, que já havia voltado a jogar no empate sem gols contra o Fortaleza, chegou a ficar dez partidas afastado por um trauma no joelho direito. Foi um longo período de angústia, que ele chegou a comparar a um “acidente de carro”.
Em Lima, o São Paulo venceu o terceiro jogo fora de casa na Libertadores e chegou aos dez pontos na tabela. Agora, enfrentará Libertad-PAR e Talleres-ARG, no Morumbis.
– Foi uma sequência importante. Sabemos como é difícil vencer todos fora de casa na Libertadores. A equipe deles pressionou, e a nossa conseguiu suportar bem. Poderíamos ter feito um placar mais elástico ainda – destacou.
O Tricolor volta a campo no domingo, contra o Palmeiras, em Barueri, pelo Brasileirão.
Craque do jogo, André Silva celebra noite inspirada e mira
Craque do jogo na vitória do São Paulo por 2 a 0 sobre o Alianza Lima, nesta terça-feira, em Lima, no Peru, André Silva comemorou a grande atuação no estádio Alejandro Villanueva e já mira a classificação para as oitavas de final da Libertadores com os dois jogos restantes da fase de grupos acontecendo no Morumbis.
“A gente aqui trabalha com muita humildade e pé no chão. Primeiro a gente tinha que vir aqui, fazer nosso trabalho, ganhar o jogo. Temos agora dois jogos dentro de casa para também ganhar e fazer nosso trabalho. O São Paulo não olha para outros resultados, o São Paulo olha para si”, disse André Silva à ESPN.
A vitória fez o São Paulo ir a dez pontos, liderando o seu grupo na competição, e o aproximou da classificação para as oitavas de final. Para confirmar a vaga na próxima fase já nesta rodada, basta o Libertad ser derrotado pelo Talleres, nesta quinta-feira.
André Silva foi quem abriu o placar para o São Paulo, aos 35 minutos do primeiro tempo, aproveitando assistência de Matheus Alves. Já na reta final da etapa complementar, mais precisamente aos 43 minutos, o atacante foi às redes novamente, desta vez completando de primeira o passe açucarado de Luciano.
“Agradecer a Deus pela felicidade de estar aqui [no São Paulo]. Sem ele eu não sou nada. Agradecer a Deus, à minha família e ao meu grupo de trabalho”, comemorou o atacante.
Com os dois gols marcados, André Silva ampliou a vantagem na artilharia do São Paulo. Agora, o atacante soma dez gols na temporada, três deles na Libertadores, competição na qual também é o maior goleador de sua equipe.
Notas dos jogadores
Rafael: a bola não chegou a gol dele. 6
Ferraresi: mais uma grande partida, com uma única falha. 7
Ruan: sua melhor partida com a camisa do São Paulo, dominando a área. 8
Alan Franco: também se portou muito bem, virando um xerife. 7
Cedric: já fez partidas melhores, mas não cometeu erros. 6
Alisson: gigante, uma grande partida. 8
Marcos Antonio: destoa do time, mas não vai ficar no vermelho. 5
Alves: tem sérios problemas de definição. O São Paulo perdeu ao menos três oportunidades por erros de Alves. Só vai ficar na média pela assistência involuntária para o primeiro gol. 5
Enzo Dias: é titular da posição, indiscutivelmente. 6
Ferreirinha: partida regular, faltando sempre o toque final. 6
André Silva: dois gols, duas assistências, foi o cara do jogo. 10
Lucas: voltou melhor que no jogo passado. 6
Luciano: assistência para o segundo gol. 6
Ferreirão: participação direta no segundo gol. 6
Bobadilla: jogou pouco tempo. Sem nota
Zubeldia: classificou o time para a próxima fase com antecedência, está invicto no Brasileiro, sem os principais jogadores de um elenco fraco. 9
Paulo Pontes
São Paulo vence Alianza Lima e garante 100% como visitante na Libertadores
O São Paulo venceu o Alianza Lima por 2 a 0 nesta terça-feira, no estádio Alejandro Villanueva, em Lima, no Peru, pela quarta rodada do Grupo D da Copa Libertadores. André Silva foi o autor dos gols tricolores na partida.
Com o resultado, o São Paulo garantiu 100% de aproveitamento fora de casa na fase de grupos da Libertadores, já que também havia triunfado contra o Talleres, em Córdoba, na Argentina, e Libertad, em Assunção, no Paraguai.
A vitória fez o São Paulo ir a dez pontos, liderando o seu grupo na competição, e o aproximou da classificação para as oitavas de final. Para confirmar a vaga na próxima fase já nesta rodada, basta o Libertad ser derrotado pelo Talleres, nesta quinta-feira.
O Tricolor ainda tem mais dois jogos a serem disputados, ambos em casa. O Libertad é o vice-líder, com seis, e o Alianza Lima aparece na terceira colocação, com quatro pontos. Já o Talleres, lanterna, perdeu seus três jogos na Libertadores.
O São Paulo volta a entrar em campo no próximo domingo, às 17h30 (de Brasília), contra o Palmeiras, na Arena Barueri, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Já pela Libertadores o próximo compromisso do Tricolor acontece dia 14 de maio, às 21h30 (de Brasília), contra o Libertad, no Morumbis.
O jogo
O São Paulo demorou para levar perigo ao Alianza Lima. A primeira boa oportunidade do Tricolor aconteceu somente aos 25 minutos, quando Matheus Alves recebeu de Ferreirinha na entrada da área e decidiu testar o goleiro, soltando a bomba, mas mandando por cima do travessão.
Aos poucos o time comandado por Luis Zubeldía foi começando a encaixar e na reta final do primeiro tempo conseguiu abrir o placar. Aos 35, a defesa do Alianza Lima tentou afastar o perigo com um chutão, mas Matheus Alves subiu mais alto que a marcação para cabecear ajeitando para André Silva bater no cantinho e colocar o São Paulo em vantagem.
Dois minutos depois, quase o segundo gol do Tricolor. André Silva recebeu na entrada da área e bateu forte, no canto, obrigando o goleiro a fazer boa defesa. No rebote, Alisson dominou dentro da área e levantou no segundo pau para Matheus Alves, que não conseguiu completar para o fundo das redes, vendo a bola carimbar a trave.
Antes do intervalo, o São Paulo ainda teve tempo para ir às redes novamente. Aos 42 minutos, Ferreira recebeu de Matheus Alves, invadiu a área e tocou na saída do goleiro, no cantinho, mas o árbitro marcou o impedimento milimétrico do atacante são-paulino, confirmado posteriormente pelo VAR.
Segundo tempo
Aos 15 minutos, Rafael caiu desacordado ao ficar com a bola, mas se chocar com Quevedo em uma disputa que também contava com Enzo Díaz por perto. O jogador recebeu atendimento médico e, segundos depois, conseguiu se levantar e, surpreendentemente, continuou em campo.
Enquanto Rafael recebia antedimento, Lucas Moura entrou na vaga de Matheus Alves. E foi justamente o camisa 7 que forçou a expulsão de Garcés ao fazer o desarme na saída de bola e ser derrubado pelo defensor para não sair na cara do gol, deixando o São Paulo com um homem a mais em campo aos 25 minutos do segundo tempo.
Logo na sequência, na cobrança de falta, Enzo Díaz levantou na medida para Alan Franco cabecear no segundo pau, carimbando a trave.
Antes do apito final, mais precisamente aos 43 minutos, o São Paulo ampliou novamente com André Silva para garantir os três preciosos pontos fora de casa. Luciano deu passe açucarado para André Silva, que bateu de primeira, por baixo das pernas do goleiro, assegurando a vitória e encaminhando a classificação para as oitavas de final da Libertadores.
FICHA TÉCNICA
ALIANZA LIMA 0 X 2 SÃO PAULO
Local: estádio Alejandro Villanueva, em Lima (Peru)
Data: 6 de maio de 2025, terça-feira
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Andres Matonte (URU)
Assistentes: Nicolas Taran (URU) e Carlos Barreiro (URU)
VAR: Andres Cunha (URU)
Gol: André Silva, aos 35 do 1ºT e aos 43 do 2ºT (São Paulo)
Cartões amarelos: Castillo, Trauco (Alianza Lima); Alan Franco, Ferraresi (São Paulo)
Cartão vermelho: Garcés (Alianza Lima)
ALIANZA LIMA: Viscarra; Huamán, Noriega, Garcés e Trauco; Castillo (Lagos), Lavandeira (Cari) e Gaibor; Quevedo (Delgado), Eryc Castillo e Guerrero (Barcos).
Técnico: Néstor Gorosito.
SÃO PAULO: Rafael; Ferraresi, Ruan Tressoldi e Alan Franco; Cédric Soares (Lucas Ferreira), Alisson, Marcos Antônio (Bobadilla), Alves (Lucas Moura) e Enzo Díaz; Ferreirinha (Luciano) e André Silva.
Técnico: Luis Zubeldía.
Opinião de são-paulino: durante o jogo Alianza Lima x São Paulo
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Lucas compara lesão a batida de carro e apoia Zubeldía
O atacante Lucas Moura é um dos mais experientes jogadores do atual elenco do São Paulo. Aos 32 anos, com passagens pelo futebol europeu e pela seleção brasileira, o jogador assumiu o papel de um dos líderes do elenco comandado pelo técnico Luis Zubeldía. É assim, aliás, desde seu retorno ao Brasil, em 2023.
Uma grave lesão no joelho direito, porém, tirou Lucas de combate nas últimas sete semanas. O atacante se chocou com o gramado sintético do Allianz Parque na derrota do São Paulo por 1 a 0 para o Palmeiras, pela semifinal do Campeonato Paulista, no dia 11 de março. Ele só voltou a jogar na última sexta-feira, por 25 minutos, contra o Fortaleza.
– É difícil cravar (que o gramado sintético causou lesão). Não tem como saber. O que posso afirmar é que foi um impacto muito grande. Os médicos me disseram é que foi um “trauma de painel”, que eles chamam, “lesão de painel”. Como quando você está dirigindo um carro, bate e o painel do carro bate muito forte aqui nesse joelho.
– Foi isso o que aconteceu. Quando caí, bati muito forte no chão e aí acabou causando muita dor. No dia seguinte não conseguia nem dobrar a perna direito. É difícil saber se no gramado natural iria ter menos impacto ou não. São coisas que não temos como cravar – disse Lucas.
Em Lima, no Peru, Lucas atendeu o ge para falar sobre temas atuais no São Paulo: a pressão sobre o trabalho do técnico Luis Zubeldía; o coro de atletas contra gramados sintéticos, do qual é um dos líderes; a ascensão de garotos revelados em Cotia e agora titulares da equipe; e a volta aos jogos depois do período afastado pela lesão no joelho direito.
ge: Como foi o período sem jogar? Foram quase dois meses fora…
– Muito difícil. A pior parte para um atleta é não poder jogar, ficar fora. É ficar impossibilitado de fazer o que mais ama. Desde quando voltei, foi a lesão mais complicada, que demandou mais tempo de recuperação, quase sete semanas fora.
ge: O gramado sintético do Allianz teve algum impacto nessa lesão? Os médicos te passaram algo de que se fosse num gramado natural poderia não acontecer algo como foi?
– É difícil cravar. Não tem como saber. O que posso afirmar é que foi um impacto muito grande. Os médicos me disseram é que foi um “trauma de painel”, que eles chamam, “lesão de painel”. Como quando você está dirigindo um carro, bate e o painel do carro bate muito forte aqui nesse joelho.
– Foi isso o que aconteceu. Quando caí, bati muito forte no chão e aí acabou causando muita dor. No dia seguinte não conseguia nem dobrar a perna direito. É difícil saber se no gramado natural iria ter menos impacto ou não. São coisas que não temos como cravar.
ge: E como você se sente agora? Ainda tem dores?
– Sinto um pouco de dor ainda, mas é natural. Todo atleta vive com dores (risos). O que mais estou sentindo é a falta de ritmo, me sentindo meio “peixe fora d’água ainda”. Mas vou recuperando e lidando com as dores também.
ge: Foi a lesão mais chata da sua carreira?
– Foi uma das. No Tottenham tive uma bem chata no calcanhar esquerdo já no meu período final lá. Essa foi chata também, mas poderia ter sido algo muito pior. Foram semanas difíceis, meu habitat é dentro de campo. Mas agora estou recuperado, preciso de alguns jogos pra recuperar a forma física, mas o pior já passou.
ge: Neste período que você ficou fora, o São Paulo não perdeu, mas enfileirou alguns empates… E a gente percebe um movimento, principalmente nas redes sociais, de pressão sobre o Zubeldía. Como vocês, atletas, recebem e lidam com isso? Como é o trabalho com ele no dia a dia?
– O contato com ele é o melhor possível. O treinador tem totalmente o apoio do elenco. O dia a dia com ele é muito agradável, muito bom. Todo mundo gosta muito dele. Ele joga junto, vibra junto. A questão dos empates é aquilo de copo meio cheio ou meio vazio. Óbvio que acaba incomodando, falei isso contra o Fortaleza. Muitas vezes o desempenho tem sido melhor do que os resultados. Não estamos conseguindo combinar isso e acabamos cedendo gols no fim dos jogos…
– Criamos e não marcamos, por exemplo. É claro que incomoda. A gente sempre quer a vitória. Tenho certeza de que estamos crescendo, evoluindo como grupo e contamos com o retorno de jogadores, como Oscar, Arboleda, também para melhorar nosso nível.
ge: Por causa da sua lesão, alguns garotos passaram a ser utilizados. Lucas Ferreira, Alves… Como você, um jogador que também saiu de lá, vê o surgimento desses garotos de Cotia? E como você ajuda eles com sua experiência?
– O São Paulo tem uma mina de ouro em Cotia. Gosto de estar com eles, gosto de incentivar, estar perto, ajudando. Minha relação com esses meninos é a melhor possível. Procuro ajudar no que posso. Às vezes uma situação num treino, um posicionamento. Ou no jogo, um lance… Enfim, toques normais que a gente aprende. Erros que eu também cometia quando era mais novo, que posso passar para eles. Muitas coisas aprendemos ao decorrer da nossa carreira e são coisas normais no futebol.
ge: Como você está prevendo esse jogo contra o Alianza Lima, importantíssimo para já encaminhar uma classificação para a próxima fase?
– Sem dúvidas, o objetivo é chegar, fazer um grande jogo. Conseguir garantir essa classificação, levar os pontos para casa. Temos totais condições para isso. Mas vai ser um jogo duríssimo. No Morumbis fizemos um excelente primeiro tempo, mas, como qualquer um de Libertadores ou de outras competições, se você deixar o adversário gostar do jogo, ter esperança e crescer, vão complicar como fizeram conosco lá (o jogo terminou empatado por 2 a 2).
– Vamos entrar concentrados, ligados, se tivermos a chance de matar o jogo temos que matar. Estamos preparados para fazer um bom jogo e levar os três pontos para casa.
ge: Vai de titular?
– Não sei, ainda vamos treinar (o treino da última segunda-feira, já em Lima). Vamos ver o que o treinador tem em mente. Mas vou fazer de tudo para ajudar o grupo, seja como titular ou no decorrer da partida, estou pronto para ajudar.
ge: Neste período em que você ficou fora, mudou muito o jeito de o time jogar. Como você acha que pode se encaixar?
– Vai depender muito do adversário sempre. Zubeldía encontrou um jeito, mas temos outras opções. Ele tem usado Ferraresi como lateral, entrando com três zagueiros, é importante ter variações. Em relação a mim, posso jogar onde for, pela direita, pela esquerda, pelo meio. Importante é ajudar o São Paulo e ele sabe que pode contar comigo nisso. Mas vai depender dos pontos fortes e fracos do adversário. Vamos conversar e definir onde sou produtivo.
ge: Perguntamos sobre o gramado sintético. É um movimento que vocês fizeram. Queria saber em que pé está isso. Se vocês jogadores continuam conversando… As manifestações num primeiro momento foram maiores, é natural que vá diminuindo com o passar do tempo. Como tem sido isso? Vocês conversam?
– A gente conversa sobre o tema ainda, mas agora é difícil pensar em um próximo passo. Lançamos o movimento para vermos a repercussão e o que poderia ser feito por parte de entidades, presidentes. Não foi um movimento pequeno, teve uma repercussão gigantesca. Infelizmente, algumas pessoas desviaram o foco.
– Levaram como uma briga da gente contra os times que têm sintético, como Palmeiras, Botafogo e outros. Eles não têm culpa. Estão no direito deles, a lei permite, está tudo certo. Puxaram para esse lado que não foi legal. Envolveram o clubismo. Nosso ponto é totalmente técnico.
– Na nossa visão, e talvez na maioria dos jogadores, das pessoas que entendem um pouco de futebol, sabemos que esse tipo de gramado muda completamente o jogo, é outro estilo de jogo, é outro futebol, outro esporte. Nosso ponto foi justamente esse, mas ficamos um pouco de mãos atadas. Se a Fifa permite, a CBF não sei no que pode interferir nisso.
– Mas é em relação a ajudar o futebol. Ter gramado sintético num futebol tão importante que é o nosso acho que desvaloriza nosso esporte. Nenhuma das principais ligas usa gramado sintético, e acho que a gente tem condições de fazer um gramado natural decente para que o nosso futebol seja valorizado.
– Vi muita gente falando que eu prefiro um gramado natural ruim do que um sintético. Óbvio que tem muitos gramados ruins no Brasil, mas só se for para as Séries B, C, D do Brasileiro… Na minha opinião, na Série A não tem nenhum gramado tão ruim a ponto de justificar ter um gramado sintético.
– Se tiver um, dois, três no máximo. Mas é mais fácil, na minha opinião, cuidar desses três gramados, deixar minimamente decente para que não precise ter gramado sintético. Acho que temos força para isso, o futebol brasileiro tem força para isso. Mas esperamos os próximos passos, os próximos capítulos.
ge: Abrimos a entrevista usando uma brincadeira do seu filho com você. E imagino que ele já esteja numa fase que acompanha, interage, se interessa pela sua carreira. Como é para você?
– Ele gosta muito de ver meus lances. Quando eu estava no Tottenham, ele não entendia muito, praticamente nada sobre futebol. É um momento muito bacana que estou vivendo com ele. Ele vivencia muito tudo isso, gosta muito, gosta de ir no Morumbis. Sabe o nome de todos os jogadores e vive isso. Ele gosta de jogar também, diferente do meu filho mais novo, por exemplo, que nem quer saber o que é esporte.
– O Miguel gosta de estar junto comigo, perguntar de futebol: “papai, vai jogar contra quem? Onde é que vai ser? Você vai jogar? Papai, faz um gol para mim…”. Isso é muito bacana. Poder passar esse amor pelo futebol e pelo São Paulo e ver que ele gosta é bem bacana.
ge: Ele já entende as dificuldades do futebol? Como quando você fica sete semanas sem jogar, ou quando perde, chega triste em casa…
– Ele entende um pouco. Pergunta: “papai, por que você não vai jogar?”. E eu digo: “papai machucou, está dodói, mas logo estou de volta”. E ele diz que quer me ver jogando. Mas é bacana, me dá muita força para poder entrar em campo e dar meu melhor. Sei que ele vai estar torcendo. Às vezes num jogo difícil, ruim, que perdemos, fica chateado: “poxa, São Paulo perdeu, né…”. Mas é muito bacana isso, são coisas que não têm preço.
Fonte: Globo Esporte
AeroCasares leva grande comitiva para Lima
O AeroCasares levou uma grande comitiva de conselheiros para Lima. Provavelmente eles deverão ficar no banco de reservas para o jogo contra o Alianza Lima, pela Libertadores. Ou então, qual a função destes seres nocivos à instituição lá?
Vejam as fotos de todos sorridentes;
Aí temos torcedores de outros times, Dedé (Diretor Social), Vinicius de Medeiros, diretor de Esportes Olímpicos, Marcelo Pupo, secretário geral, vários conselheiros recém elevados a vitalícios. Covenhamos, “tudo a ver” com um jogo da Libertadores.
Isso explica a razão do time ter ido dois dias antes para Lima, afinal se fosse em cima da hora não daria compra para os passeios dos conselheiros, e de ser voo fretado, porque dá para encher o avião com gente que não tem o que fazer.
Cada vez mais percebemos a razão do clube estar no fundo do poço financeiramente.
Paulo Pontes
Lucas Ferreira chega a número de jogos que William Gomes levou dez meses
Autor de um dos gols do São Paulo na vitória por 2 a 0 contra o Libertad, no Paraguai, na rodada passada da Conmebol Libertadores, o atacante Lucas Ferreira deve ser mais uma vez titular do Tricolor no duelo contra o Alianza Lima, no Peru, nesta noite, às 19h (de Brasília), pela quarta rodada.
A partida será a 14ª do garoto de 19 anos na equipe profissional do São Paulo, a sétima como titular. Um número que mostra como o clube mudou de 2024 para 2025 por causa das saídas no elenco, situação que causou alterações no projeto esportivo para jogadores que surgem em Cotia.
Na temporada passada, o atacante William Gomes levou dez meses para fazer 14 jogos. Ferreira, em 2025, demorou quatro meses.
Hoje no Porto, o garoto atuou em 7 de fevereiro contra a Ferroviária no Paulistão sob o comando de Thiago Carpini e só chegou ao 14º jogo em 2 de dezembro, em derrota contra o Grêmio na 36ª rodada do Brasileirão. No fim do ano, jogou mais duas vezes e totalizou 16 duelos e três gols na temporada.
William Gomes, em 2023, já havia participado de três partidas, mas foi apenas em 2024 que passou a ser visto como peça do elenco. No caso de Lucas Ferreira, campeão da Copinha deste ano como um dos destaques, a promoção definitiva veio ao lado de nomes como Matheus Alves e Ryan Francisco.
Alves, que também deve começar a partida nesta noite, chegará ao jogo número 12 pelo São Paulo. Ryan Francisco, que ainda está atrás na briga por uma vaga, soma nove jogos e dois gols marcados.
Em entrevista exclusiva ao ge, o meia Lucas Moura elogiou a formação de atletas do São Paulo:
– O São Paulo tem uma mina de ouro em Cotia. Gosto de estar com eles, gosto de incentivar, estar perto, ajudando. Minha relação com esses meninos é a melhor possível. Procuro ajudar no que posso. Muitas coisas aprendemos ao decorrer da nossa carreira. Todo mundo sai ganhando – afirmou.
Com contrato até 31 de julho de 2028, Lucas Ferreira ainda tem salário de base e conta com uma multa contratual baixa para o mercado brasileiro. Por isso, deve renovar nos próximos dias com um aumento salarial. O Cruzeiro, por exemplo, foi um dos clubes que sondou o jogador tricolor.






