Cauly pode enfrentar o Bahia? Entenda a situação do meia

O São Paulo enfrenta o Bahia neste domingo, dia 3, em um duelo marcado por reencontros e possíveis “leis do ex”. Entre as histórias da partida, a situação de Cauly chama atenção.

Emprestado pelo clube baiano até o fim do ano, o meia poderia, em um cenário comum, ficar fora do confronto por conta de cláusulas contratuais. Neste caso, São Paulo e Bahia acordaram previamente que o jogador pode atuar normalmente, sem a necessidade de pagamento de multa, o que amplia as opções de Roger Machado.

Diante das ausências de Danielzinho e Pablo Maia, o meia passou a ganhar mais espaço e minutagem, se tornando uma alternativa importante para o meio-campo tricolor neste momento da temporada.

Relembre como foi a negociação de Cauly
O São Paulo anunciou a contratação de Cauly, que pertence ao Bahia. O jogador chegou como empréstimo até o final deste ano.

Entre as condições, o Bahia pediu um valor de 500 mil euros pela cessão, porém, o Lance! ouviu que o dinheiro não sairá dos cofres do Tricolor.

Isso porque o São Paulo tem um crédito com a equipe nordestina, que chega de negociações antigas. Ou seja, abaterá este valor. Além da multa, Cauly chegou com uma cláusula prevê a compra obrigatória por 2 milhões de euros (cerca de R$ 12,3 milhões) caso metas sejam cumpridas, como a participação em 25 jogos. Até agora, o meio-campista soma 15 partidas pelo Tricolor.

São Paulo divulga balanço de 2025 com redução da dívida

O São Paulo divulgou em seu site oficial, nesta quinta-feira, o balanço financeiro de 2025. O documento mostra que o clube reduziu sua dívida total em R$ 110 milhões e registrou superávit de R$ 56 milhões, além de apresentar um aumento nos valores pagos em intermediação e a redução nos gastos com contratações para o futebol.

O São Paulo fechou 2025 com a dívida em R$ 858 milhões, R$ 110 milhões a menos do que os R$ 968 milhões de 2024, quando o déficit havia sido de R$ 287 milhões. De acordo com o documento, o Tricolor teve R$ 246,1 milhões em caixa no ano passado.

Mesmo com o superávit e a redução da dívida, o balanço financeiro do São Paulo foi reprovado pelo Conselho Deliberativo, em reunião realizada em março, por 210 votos a 24.

O balanço financeiro também mostra que o São Paulo investiu R$ 55,9 milhões no departamento de futebol em 2025. As contratações do Tricolor no exercício foram, em sua maioria, de atletas sem contrato com outros clubes ou por empréstimo. No ano anterior, o investimento havia sido de R$ 110 milhões.

Também para se enquadrar em novas diretrizes financeiras, o São Paulo vendeu mais em 2025. Foram R$ 283 milhões arrecadados com negociações de direitos econômicos, valor bem maior do que os R$ 93 milhões de 2024.

Em contrapartida, o Tricolor gastou mais com intermediação em vendas de jogadores. O balanço financeiro mostra que o clube pagou R$ 31 milhões a empresários. Em 2024, o valor gasto com isso havia sido de R$ 4 milhões. A venda de Lucas Ferreira ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, foi a que teve o maior valor pago por intermediação: R$ 11,8 milhões.

O balanço financeiro aponta que os aumentos dos gastos com intermediação são “diretamente proporcionais ao aumento das receitas com negociações de atletas.”

O documento também mostra que o São Paulo teve receita de R$ 1,1 bilhão e R$ 729 milhões de custos gerais com o futebol, sendo R$ 405 milhões de salários e direitos de imagem.

SP pede arquivamento de inquérito do MP que apura possível gestão temerária

O São Paulo entrou com um pedido de arquivamento do inquérito civil conduzido pelo Ministério Público, que apura possível gestão temerária no clube.

O Tricolor entende que prestou os esclarecimentos pedidos pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital.

O promotor Paulo Destro, que conduz o inquérito pelo Ministério Público, reagiu alegando não reconhecer o recurso e que vai continuar com as investigações. O pedido, agora, vai para uma espécie de segunda instância do MP, que tomará a decisão de seguir ou não com o inquérito.

O ex-presidente Julio Casares também entrou com um pedido de arquivamento do caso por entender que se trata de um assunto interno do São Paulo, não permitindo a atuação externa nas investigações.

A investigação do MP se baseia em possíveis “atos administrativos com potencial dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento de terceiros ou familiares de dirigentes, e eventual utilização de recursos públicos ou benefícios fiscais, com risco de violação de direitos coletivos de relevante interesse social e lesão ao erário”, segundo o documento de abertura do inquérito.

Desde então, diversos dirigentes e ex-dirigentes foram intimados pelo Ministério Público a prestar esclarecimentos. O São Paulo pede que o inquérito não seja pautado por terceiros, como os denunciantes.

Enquanto seu colegiado não toma uma decisão, o Ministério Público mantém as investigações para apurar possível gestão temerária.

Fonte: Globo Esporte

Nota do PP: CAMBADA DE BANDIDOS. CHUPEM. O MP JÁ INDEFERIU! MARGINAIS CORRUPTOS QUE DOMINAM O SÃO PAULO!

Lucas avança em recuperação, e retorno contra o Bahia é analisado

Recuperado de uma fratura em duas costelas, o atacante Lucas pode ser relacionado pelo São Paulo para o jogo contra o Bahia, no domingo, às 16h, em Bragança Paulista, pelo Brasileirão.

O jogador será avaliado nos próximos dias pela comissão técnica.

Lucas treinou normalmente, sem restrições, na última quarta-feira, no CT da Barra Funda. Nesta quinta, novamente participou da atividade sem nenhuma limitação. O atacante ainda usa um colete de proteção nas atividades, por causa da fratura, mas pode sofrer choques e participa de todo o treinamento.

A comissão técnica do São Paulo ainda vai avaliar a evolução de Lucas nos próximos dias, até sábado, para definir se ele retorna contra o Bahia.

A previsão inicial era de um retorno mais adiante, mas a rápida melhora do atacante mudou os planos. Se for relacionado, o atacante ficará no banco de reservas.

O meia fraturou duas costelas no dia 18 de março, em duelo contra o Atlético-MG. As primeiras atividades no gramado começaram na última semana, mas ainda com restrições.

Com o avanço na recuperação, Lucas foi liberado para treinamentos sem nenhuma limitação e respondeu bem aos estímulos nos últimos dias.

O São Paulo ainda treina sexta e sábado antes de definir a lista de relacionados para o jogo contra o Bahia.

A provável escalação tem: Rafael; Lucas Ramon, Rafael Tolói (Alan Franco), Sabino e Wendell; Bobadilla, Danielzinho e Luciano; Artur, Calleri e Ferreira (Cauly).

Olten é afastado da presidência do Conselho Deliberativo

A Comissão de Ética do São Paulo recomendou a expulsão do presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres. Com isso Olten foi afastado provisoriamente da presidência do Conselho. João Farias Junior vai assumir.

A pauta ainda irá para votação no plenário e o trâmite será similar ao de Douglas Schwartzmann e Mara Casares — exigindo quórum de dois terços da casa em votação secreta para aprovação da suspensão.

O pedido foi protocolado pelo presidente do clube, Harry Massis, que acusa Olten de gestão temerária em meio ao embate envolvendo a reforma do estatuto. A Comissão de Ética analisou a representação e decidiu pelo prosseguimento do processo, com recomendação pela exclusão do dirigente do quadro associativo.

A partir de agora, Olten terá direito à defesa antes da votação no Conselho. Caso a maioria qualificada seja atingida, a decisão resultará em sua expulsão definitiva do quadro de sócios do clube.

Segundo a petição, o mandatário do Conselho Deliberativo fez uma manobra desrespeitando o estatuto do clube ao receber um parecer negativo a uma alteração do quórum para mudança do estatuto, como a aprovação de uma SAF. O pedido de revisão foi feito em dezembro, pelo ex-presidente Julio Casares.

A comissão legislativa se mostrou contrária ao parecer. Segundo o documento, Olten Ayres seria obrigado a enviar a resposta para ciência do Conselho Deliberativo, o que não aconteceu.

Olten Ayres anunciou, no fim do mês passado, uma nova comissão para discutir mudanças no Estatuto Social do clube, com prazo para apresentar propostas até 15 de maio de 2026. O grupo conta com nomes como o ex-presidente da CBF Rogério Caboclo, hoje conselheiro vitalício do São Paulo, e outros integrantes da casa.

Rafael revela ajuda secreta do avô e conta suas histórias de pescador

A rua estava toda pintada de verde e amarelo. Bandeiras penduradas nas casas. Ali, no meio de tudo, cada vizinho trazia uma cadeira e sentava em frente a uma única TV de 14 polegadas para assistir ao jogo da Seleção. Essa é minha primeira lembrança relacionada ao futebol.

Isso e um grito que vinha da televisão de tempos em tempos.

– Taffarel! Sai que é sua, Taffarel!
Aquilo ecoava dentro de mim. Taffarel… Rafael… Na época, eu tinha cinco anos e foi ali que tomei uma decisão: queria ser goleiro.

Só que a minha mãe… Minha mãe não queria, não (risos). Ela não gostava da ideia de ver o filho se jogando no cimento da quadrinha e levando bolada. Só que quando ela via, já era tarde: lá estava eu sendo o goleiro do time. E foi sempre assim.

Ela tinha certa razão em ter medo, sabe? Já quebrei o nariz três vezes, dedo então… Mas faz parte da profissão. Pois é, profissão. Não foi fácil convencê-los que eu podia associar a palavra goleiro à palavra profissão.

É que ninguém nunca jogou bola na minha família. Nem meus pais, nem meus irmãos, nada. Tudo que conquistaram na vida foi na base do estudo, e eles queriam me proteger. Hoje eu sou pai e entendo. Na época, não entendia muito, não. Eu fiquei mais de um ano na orelha do meu pai até conseguir o que queria. Viver do futebol era meu sonho.

O primeiro a perceber isso, até antes de mim, foi meu avô. Escondido do meu pai para não tomar uma bronca, ele arrumou um teste para mim no Tombense, time da cidade onde ele morava. Fui nas férias, fiz três treinos e passei. Pedi ao meu pai para ficar, morar com meu avô, mas ele não deixou.

Voltei para a minha escolinha e logo depois fui disputar um torneio no Espírito Santo. O Vasco me viu e me fez um convite. Eles ligaram para o meu pai e já pediram a conta dele para enviar o valor da passagem para o Japão, pois iriam disputar um torneio lá e precisavam de mim.

Eu estava do lado do meu pai, só escutando. Aí você imagina: eu, que só conhecia Minas Gerais e Espírito Santo, ir morar no Rio de Janeiro e viajar para o Japão? Loucura! Mas meu pai… Meu pai respondeu:

– Tá louco? Meu filho com 11 anos ir para o Rio de Janeiro morar sozinho? Não.

O próximo clube que surgiu foi o Cruzeiro. Na noite anterior à viagem para o teste, eu abri a bíblia em casa e fiz uma oração pedindo ajuda para passar no teste porque era aquilo que eu queria fazer da minha vida. Acho que foi naquela noite que percebi que as coisas estavam ficando sérias e que eu podia, mesmo, unir as palavras goleiro e profissão na minha vida. Eu passei no teste, mas meu pai também não me deixou ficar…

Reunião familiar
O cenário mudaria depois de uma noite em que meus pais se reuniram enquanto eu dormia. Os detalhes, claro, eu só soube depois, mas eles sentaram para discutir: e se o Rafael realmente tiver capacidade de se tornar um jogador profissional e a gente está barrando o sonho dele? Ele pode jogar isso na nossa cara o resto da vida, que não foi jogador por nossa culpa. Temos que dar esse suporte. E aí me deixaram fazer um teste de novo.

E eu joguei na cara deles foi logo no primeiro dia (risos).

– Ih, você demorou muito para vir. Agora já temos cinco goleiros da sua categoria e estamos com dificuldade de mandar um embora. Agora você vai ter que provar muito mais para poder ficar – foi o que me disse o diretor do Cruzeiro quando voltei.

Na época, cada categoria tinha quatro goleiros. Eles já estavam com um a mais. E aí tinha eu. Peguei o telefone e liguei para os meus pais chorando:

– Tá vendo, vocês não me deixaram vir, agora não vou conseguir passar!

 

Não era verdade. O novo teste era de uma semana, mas me aprovaram no terceiro dia e já fui relacionado para o jogo seguinte. Era pra passar uma semana em Belo Horizonte e, no fim, já fiquei um mês direto na concentração. Meus pais precisaram ir até lá levar os documentos para minha transferência.

Morar longe de casa com 12 anos não foi fácil. Dá saudade e você acaba perdendo grande parte da sua infância. Acho que fui em umas três festas de 15 anos. A gente perde essa parte de confraternização. Mas eu amadureci muito rápido. Quando voltava para minha cidade, via meus amigos pensando em passar na escola, curtir a vida e brincar, enquanto eu já tinha uma responsabilidade muito grande, um trabalho, um propósito.

É difícil abrir mão da sua infância para ser jogador, mas se hoje eu vivo esse sonho foi graças à criança de 13 anos que teve coragem de enfrentar esses desafios. E eu sou grato a ela.
A primeira crise
Quando eu tinha 14 anos, fui promovido para a categoria de cima e jogava com meninos até dois anos mais velhos. Eu era só o terceiro goleiro, mas o treinador optou por me dar uma chance no intervalo de um amistoso.

Estávamos ganhando de 1 a 0. No meu primeiro lance, o cara chutou, e a bola passou entre as minhas mãos. Gol deles, empate e falha minha. Para o meu desespero, no último lance do jogo, eles conseguiram virar a partida.

Cara, era meu primeiro jogo na categoria, expectativa lá em cima e a frustração pelo desempenho. Saindo de campo, o treinador de goleiros encosta em mim e fala

– O treinador não vai mais confiar em você, coloquei minha mão no fogo para você ter essa oportunidade…

Eu não consegui segurar. Comecei a chorar, fui para o vestiário, tomei banho chorando e achando que era o final da minha carreira. Decidi que queria voltar para casa. Arrumei minhas coisas e ia saindo para a rodoviária, mas na base menor de idade precisava de autorização para sair sozinho.

Entre ligar para o diretor e para o meu pai, escolhi meu pai. Nem falei muito, só pedi para me autorizar porque estava com saudade e queria vê-los. Mas meu pai não caiu nessa.

– Peraí, com essa voz de choro? O que está acontecendo?

Contei chorando e falei: não queria mais jogar, queria voltar para casa e estudar. Meus pais ficaram duas horas e meia comigo no telefone neste dia. Eu estava decidido a desistir. Eles estavam decididos que eu não podia fazer isso.

– Na primeira pedra no seu caminho, na primeira falha, você vai desistir? Isso vai acontecer mais vezes na sua vida. Pessoas dizendo que você não vai conseguir, vai ter o tempo todo. É o momento de ser mais forte, levantar a cabeça e mostrar que eles estão errados. Agora é que você vai ficar. Não vou te liberar e não vou te aceitar em casa. Você vai provar pra esse treinador que você merece jogar. Vai provar que você é diferente.

Quando eu estava à beira de desistir do futebol, foram eles que me reergueram. Foram e ainda são a base de tudo para que eu pudesse jogar. Ligo para eles depois de cada jogo para saber o que eles acharam. Eles não perdem um. Depois de tanta preocupação quando eu tinha 11 anos, eles fizeram do meu sonho, o sonho deles.

A realização do avô
Meu avô não gostava muito de futebol, talvez por isso ninguém na minha família tenha jogado. Ele só assistia novela e, quando eu comecei com essa história de bola, falava que só veria um jogo meu quando passasse na televisão. Só que naquela época os jogos de base não eram transmitidos. Ele não conseguia me ver jogando no Cruzeiro.

Depois, ele começou a ter problemas de saúde e faleceu quando eu tinha acabado de subir para o profissional do Cruzeiro.

Muito tempo depois, eu conversava com uma tia que morava com ele e ela me contou algo que eu não soube na época. Em seus últimos dias de vida, ele ficou muito feliz porque pôde me assistir jogar: nós chegamos à final da Copa São Paulo e essa partida em específico era transmitida na TV.

Eu não sabia, mas ainda em vida ele pôde me ver jogar e ser campeão. Saber disso me deixou muito feliz porque foi ele que acreditou no meu sonho quando nem imaginava que aquilo se tornaria o sonho da minha vida.

Eu fiz mais de 100 jogos pelo Cruzeiro, tive muitos bons momentos, ganhei maturidade para entender que, mesmo quando não jogava, o meu trabalho era importante para o grupo. Aprendi que você estar entre os 11 titulares é uma escolha do treinador, mas o que você é no dia a dia, o que você pode agregar para o todo, é uma escolha sua. Isso que tento passar aos mais jovens.

A depressão e a culpa
Eu tive umas sete reuniões com o Cruzeiro, conversas de todas as maneiras e até mesmo o presidente me falou que o único jeito seria entrando na Justiça. Ele não via possibilidades de me deixar resolver de forma amigável. Tanto que acho que foi o único que fez acordo com o clube depois. Sou muito grato ao Cruzeiro, vivi uma história maravilhosa e guardo com muito carinho. E, então, veio o Atlético.

A rivalidade em Minas Gerais é muito grande. Eu sabia das consequências de trocar o Cruzeiro pelo Atlético, das porradas que ia levar, mas era importante para meu desenvolvimento profissional. Eu estava preparado para a decisão que tomei, mas minha família não estava.

Eu falava para minha mãe não ver nada, mas sabe como é mãe. Ela via e não aceitava aquilo: me ligava, pedia para contar o que tinha acontecido de verdade, querendo me defender e com raiva daquilo tudo. E eu falava pra ela:

– Mãe, nós sabemos o que aconteceu, mas por mais que explique, temos que entender o contexto, as pessoas estão magoadas, elas não querem entender.

Ela não concordava e, quando vi, tinha entrado em depressão e teve que tomar remédios. Pô, ver minha mãe sofrendo por uma decisão minha… Não era fácil.

Torcedores, que nem são torcedores, são bandidos, descobriram o telefone da minha esposa, começaram a ameaçar, falar que iam matá-la, a família dela, que sabiam onde eles moravam…

Vejo minha esposa entrando em um quadro de depressão, minha mãe já com depressão, meu pai triste… Foi um dos momentos mais difíceis da minha carreira porque uma decisão minha tinha afetado muito as pessoas que eu amo. E eu não podia fazer nada. Isso mexeu comigo.
Eu tive que ser forte porque era a única opção que tinha. Forte por mim e forte por eles. Segurar a barra e esperar as coisas melhorarem. O tempo traz conforto e as coisas foram ficando mais tranquilas. Vivi coisas especiais no Atlético, títulos também.

Foi uma fase que me ensinou a ser forte e a superar. Foi de muita aprendizado. Hoje, a gente absorve muito menos tudo que vem de fora.

O sorriso que mudou tudo
A Bruna estava grávida, a gente tinha acabado de mudar de casa em Belo Horizonte, o Atlético tinha recém-renovado meu contrato por mais três anos, o Rodrigo Caetano dizendo que eu não ia sair porque era muito importante para o projeto dele. E aí veio o São Paulo.

Eu estava viajando quando o Fábio, meu empresário, me ligou. Coloquei no alto-falante e ele falou que tinha uma possibilidade de São Paulo. Fiquei feliz pela oportunidade e desliguei o telefone.

Quando eu olho para a Bruna, ela está me encarando e diz:

– Eu nunca vi esse sorriso no seu rosto. Não sei por que, mas você tem que ir para lá.
Eu não tinha percebido o sorriso. Foi ela. Ligo de novo para o Fábio e peço:

– Faz um favor? Não sai de lá sem conseguir fechar esse negócio.

Foi uma confusão danada, mas deu certo. Agradeço a ele, ao Rodrigo Caetano e ao Atlético, que entenderam que era um pedido pessoal.

Eu fui muito bem recebido no São Paulo. Cheguei com uma responsabilidade muito grande de vestir a camisa que foi do Zetti, do Rogério Ceni e de tantos outros. Mas, ao mesmo tempo, tive o Rui (Costa) e o Muricy que sempre acreditaram em mim. Então, todo aquele nervosismo de chegar ao São Paulo acabou diluído por essa confiança. E fez com que eu quisesse retribuir em campo.

Eu vivo um sonho de vestir essa camisa.
No São Paulo, a pressão é o tempo todo para você ganhar e toda derrota é momento de crise e difícil de gerenciar. Mas não vejo como uma dificuldade. É uma honra.

Vivi tantos momentos mágicos, mas se tivesse que escolher um seria a final da Supercopa por estar com minha família no estádio. Ainda mais da maneira como foi, nos pênaltis e comemorando um título.

Foi aqui que vivi meu ápice de chegar à seleção brasileira e conhecer o cara que me despertou para ser goleiro: Taffarel. Nem nos meus maiores sonhos podia imaginar que isso poderia acontecer na minha vida.

 

Completar 200 jogos com essa camisa só me faz relembrar o quão realizado eu sou aqui. Falo isso de verdade. Eu amo vir aqui treinar, jogar, sou tão grato ao torcedor que sempre depositou confiança em mim. Passamos por muitas coisas nesses 200 jogos e espero passar por muitas mais, muitas conquistas. Agora vamos dobrar a meta! E se chegarmos nos 400, a gente dobra de novo.

Já falei: se o São Paulo quiser um contrato vitalício, minha assinatura eles já têm.
O dono da balança
A cada 15 dias, no máximo, eu preciso ir para minha terapia, que é pescar. Às vezes, quando está corrido, eu treino pela manhã e vou à tarde. Ali, eu me desligo do mundo. Agora ando indo com o Tolói e o Coronel, dois mato-grossenses muito mentirosos. Olha, é cada história (risos).

Eu não conto mentiras, não. Um dia, quando parar de jogar e for levar meus netos para pescar, eu nem penso em contar de futebol para eles. Não… Eu quero mesmo é contar do tamanho dos peixes que eu já peguei!

E é o seguinte: a balança é minha, a régua é minha e o tamanho é meu. Já peguei peixe de uns 60 e poucos quilos. Você tá rindo, aí? Não tá acreditando? Mas eu tô falando a verdade. É que a balança vai até 40kg só, mas daí para frente é meu olho clínico para peixe, mesmo…

 

Fonte: Globo Esporte

 

Rogério Ceni é freguês do São Paulo como treinador

Neste domingo, o São Paulo enfrenta o Bahia às 16h (de Brasília), no Morumbis, em jogo válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor Paulista, invicto há três jogos, reencontrará Rogério Ceni, ídolo histórico do clube, que atualmente treina a equipe baiana.

Ídolo
Ceni tem uma vasta história no Morumbi e é considerado por muitos torcedores como o maior ídolo do São Paulo, clube em que começou na carreira, tanto como jogador quanto fora dos gramados.

Em sua primeira passagem como treinador do clube, em 2017, o ex-goleiro comandou a equipe por 35 jogos. Após períodos em Fortaleza, Cruzeiro e Flamengo, Rogério retornou ao São Paulo em 2021 e permaneceu no cargo até abril de 2023, estando à beira dos gramados em outras 107 ocasiões.

Na carreira, Ceni enfrentou o São Paulo em 13 oportunidades, das quais perdeu 11. Nos outros dois jogos, Rogério venceu uma vez e empatou outra. Contra Roger Machado, no entanto, o retrospecto é equilibrado. Foram nove confrontos, com três vitórias para cada lado e três empates.

Carreira como jogador
Como jogador, Rogério passou a carreira toda (1990–2015) no São Paulo. Foram 1237 jogos oficiais pelo clube e 131 gols marcados, além de 18 títulos conquistados.

 

Suspeitas levam SP a adiar patrocínio e cogitar demissão de Eduardo Toni

O São Paulo considerou suspeita uma intermediária que receberia comissão de mais de R$ 4 milhões no novo contrato de patrocínio com a Unimed, retirou a empresa da operação e discute internamente, em meio a pressões políticas, a demissão do diretor de marketing Eduardo Toni. O patrocínio prevê R$ 45 milhões por quatro anos.

O departamento é o responsável por concorrências, negociações e contratações de patrocínios para o time de futebol.

A intermediária em questão é a New Honest Corretora, corretora de seguros que já prestava serviços ao São Paulo, fazendo corretagem de seguro saúde de jogadores e funcionários do clube. Além da corretagem, a New Honest tem, desde 2022, “intermediação e agenciamento de negócios” como um dos seus objetos sociais.

A reportagem não localizou nenhum processo judicial relevante ou acusações de irregularidade envolvendo a corretora ou seus sócios.

A comissão foi alvo de análise, com participação direta do presidente Harry Massis Jr.

Procurado pela reportagem, Toni disse que concedeu à empresa, em 2025, um mandado para captar patrocínios para o clube. A empresa tinha bom trânsito na área e já fazia a corretagem dentro do São Paulo.

“Tínhamos uma seguradora com esse patrocínio, a Blue. Quando começaram a ter problemas financeiros, achamos que seria interessante manter o São Paulo nesse segmento. Tivemos algumas dificuldades em estabelecer os contatos, e a Lúcia nos ajudou”, explicou o diretor.

Lúcia é Lúcia Martins, corretora da New Honest. A empresa tinha, até 2025, como única sócia e proprietária Amanda Martins, filha de Lúcia. A diretoria do São Paulo decidiu aprofundar as investigações depois de constatar que a corretora tinha sede registrada no Morumbis e capital social de R$ 1 mil.

“Trabalho com corretagem de seguros há 38 anos. A sede hoje é no Morumbis porque temos um escritório lá, com contrato de aluguel. Não é necessário ter um capital social grande para fazer corretagem de ações”, disse Lúcia à reportagem.

A New Honest recebeu autorização de Eduardo Toni para captar patrocínios para São Paulo no dia 15 de setembro de 2025, ainda durante a gestão de Julio Casares

Dois dias depois de receber a autorização, a corretora teve a entrada de um novo sócio em seu quadro social, chamado José Luis Diniz, que assumiu imediatamente 99% do capital social. A alteração logo depois do acordo foi vista como suspeita pelo São Paulo.

Questionada, a New Honest explicou que Diniz é marido de Lúcia, e padrasto de Amanda – a empresa é administrada pela família. A entrada, segundo eles, nada teve a ver com o São Paulo.

A corretora aluga um espaço no Morumbi, pagando em torno de R$ 1.500 mensais. O valor, considerado baixo, foi outro ponto de atenção levantado dentro do clube.

Fechado em março deste ano, o contrato de patrocínio do São Paulo com a Unimed previa pagamento de R$ 45 milhões por quatro anos, e já chegou para a presidência com previsão de comissionamento de R$ 4,5 milhões para a New Honest.

A corretora afirma que trabalhou efetivamente na intermediação, e detalhou à reportagem datas de reuniões, locais e nomes das pessoas com quem mantinha contato na Unimed. A empresa possui uma carta da própria Unimed confirmando a atuação. Também foram detalhados contatos com outras concorrentes, como Porto Seguro e Notre Dame.

Toni também confirma que a empresa teve atuação importante na aproximação entre as partes, estava autorizada a isso e diz que não houve absolutamente nada ilícito no negócio – a remuneração seria destinada apenas à New Honest pelo trabalho feito, sem qualquer tipo de desvio.

Para além de suspeitas levantadas, a prática está sendo questionada internamente dentro da diretoria. A avaliação é de que o departamento de marketing do São Paulo é bem remunerado e equipado, e não deveria precisar de intermediários, em especial de pequeno porte e sem especialidade em marketing, para captar patrocínios no mercado com altas comissões.

Depois das suspeitas, a aprovação do contrato entre São Paulo e Unimed foi retirada pelo presidente Harry Massis Jr. da pauta de reunião do Conselho de Administração do clube na última sexta-feira. Houve discussão sobre a situação durante a reunião, com o apontamento das suspeitas e pressão em Toni pela atuação.

Depois dela, São Paulo acionou a Unimed, e pediu a retirada da intermediária do acordo. O clube se prepara para fechar diretamente com a operadora nos próximos dias, nos mesmos termos pactuados inicialmente.

A New Honest diz que tem sua atuação para conseguir o patrocínio amplamente documentada por e-mails, mensagens e reuniões, e irá apresentar as provas se necessário.

Fonte: Uol

Nota do PP: nós demos essa informação no STSP de segunda-feira. Porém não há nada de exclusividade na matéria do Uol. Porém, como o texto que estou publicando é deles, dou o devido crédito.

SP empata com o Cuiabá e vê jejum no Brasileirão Sub-20 aumentar

Nesta quarta-feira, no CT Manoel Dresch, São Paulo e Cuiabá empataram em 2 a 2 em jogo válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro sub-20. Os gols do Tricolor foram marcados por Juan Potes e Kaio Santos, enquanto Pedro Felipetto e Aiyran fizeram para o time de casa.

O Tricolor, que recentemente mudou de treinador, chegou ao quarto jogo seguido sem vencer na competição.

Situação do confronto
Com oito pontos, o Cuiabá segue na 17ª colocação da competição. Por outro lado, o São Paulo é o 13º, com 10 pontos conquistados.

📝RESUMO DO JOGO
🟡🟢 CUIABÁ 2 X 2 SÃO PAULO 🔴⚫
🏆 Competição: Campeonato Brasileiro Sub-20 | (9ª rodada)
🏟️ Local: CT Manoel Dresch
📅 Data: 29 de abril de 2026 (terça-feira)
⏰ Horário: 16h (de Brasília)

Gols

⚽ Juan Potes, aos 4′ do 1ºT (São Paulo)
⚽ Pedro Felipetto, aos 12′ do 1ºT (Cuiabá)
⚽ Aiyran, aos 14′ do 2ºT (Cuiabá)
⚽ Kaio Santos, aos 43′ do 2ºT (São Paulo)
Como foi o jogo?
O São Paulo abriu o placar logo no início do jogo, aos quatro minutos. Davi recebeu pela esquerda e cruzou para Juan Potes, que dominou na pequena área e bateu com categoria. Oito minutos depois, a zaga do Tricolor errou em saída de bola e Pedro Felipetto bateu colocado no cantinho direito para empatar.

No segundo tempo, aos 14 minutos o Cuiabá pressionou na saída de bola e conseguiu recuperar a posse no campo de ataque. Na definição do lance, Aiyran recebeu e bateu cruzado para virar o jogo. O empate do São Paulo veio aos 43, quando Angelo invadiu a área e cruzou para Kaio, que bateu de primeira para marcar.

Próximos jogos
Cuiabá

Vitória x Cuiabá | 10ª rodada do Camp. Brasileiro sub-20
Data e hora: 06/5 (quarta-feira), às 15h (de Brasília)
Local: Barradão
São Paulo

São Paulo x Bahia| 10ª rodada do Camp. Brasileiro sub-20
Data e hora: 06/5 (quinta-feira), às 15h (de Brasília)
Local: CT Marcelo Portugal Gouvêa