São Paulo mantém “fatia” de 20 jogadores que não estão mais no clube

O São Paulo detém, de acordo com seu balanço financeiro do ano passado, porcentagem de direitos econômicos de 20 jogadores que já deixaram o clube. A lista vai de William Gomes e Henrique Carmo, joias da base vendidas recentemente, a atletas menos conhecidos que sequer jogaram no profissional do Tricolor.

Os jogadores dos quais o São Paulo tem maior porcentagem em direitos econômicos são o zagueiro Nathan Mendes e os meias Artur e Galoppo. O Tricolor, mesmo com o trio em outros clubes, ainda mantém 50% de cada um deles. Se um dia forem vendidos, os atletas renderão valores aos cofres do Morumbis.

A lista contabiliza apenas os direitos econômicos que o São Paulo possuía até 31 de dezembro de 2025, data do “recorte” do balanço financeiro do ano passado. Jogadores que deixaram o clube em 2026 não estão nessa conta.

William Gomes faz comemoração inspirada em Free Fire — Foto: Reprodução X Porto

William Gomes faz comemoração inspirada em Free Fire — Foto: Reprodução X Porto

O São Paulo arrecadou R$ 283,7 milhões com negociações de atletas que estavam no clube em 2025 – como Henrique Carmo, Lucas Ferreira e Matheus Alves. Deste valor, 84,15% são referentes a jogadores formados nas categorias de base.

No balanço financeiro, o São Paulo também mostra a porcentagem que tem de cada jogador registrado pelo clube até 31 de dezembro de 2025 (clique aqui para ver). Os reforços desta temporada não estão na lista.

Veja, abaixo, a “fatia” que o São Paulo tem dos 20 jogadores ainda ligados ao clube mesmo depois de serem negociados:

Porcentagem que o São Paulo tem de jogadores que não estão no clube

Jogador Posição Clube atual Período no São Paulo Porcentagem
Dênis Junior Goleiro Ferroviária de 2015 a 2020 35%
João Adriano Atacante Oliverense (Portugal) de 2017 a 2021 20%
Palmberg Meia Real Murcia (Espanha) de 2015 a 2024 40%
Nathan Mendes Zagueiro Vitória de 2019 a 2022 50%
Ryan Felipe Atacante Atlético-MG em 2023 e 2024 30%
Talles Costa Meia Polissya (Ucrânia) de 2015 a 2023 20%
Talles Wander Atacante Sanjoanense (Portugal) de 2016 a 2023 40%
Gabriel Novaes Atacante Amazonas de 2016 a 2018 30%
Henrique Carmo Atacante CSKA (Rússia) de 2021 a 2025 25%
Igor Gomes Meia Atlético-MG de 2014 a 2022 10%
Artur Meia Houston Dunamo (EUA) em 2015 e 2026 50%
Kauê Alves Zagueiro Mafra (Portugal) em 2023 e 2024 40%
Pedro Vilhena Atacante Ferroviário de 2015 a 2023 20%
Wellington Rato Atacante Goiás em 2023 e 2024 20%
William Gomes Atacante Porto (Portugal) de 2021 a 2024 20%
Ythallo Zagueiro Botafogo de 2016 a 2024 30%
Erick Atacante Vitória em 2024 e 2025 20%
Galoppo Meia River Plate (Argentina) de 2022 a 2024 50%
Igor Vinicius Lateral-direito Santos de 2019 a 2025 20%
Thiago Couto Goleiro Sport de 2013 a 2022 35%

Fonte: Globo Esporte

Com jogos decisivos nas copas, São Paulo terá nove partidas em maio

O começo de maio marca um mês que pode ser decisivo para o rumo do São Paulo na temporada. Com uma maratona de nove jogos antes da pausa para a Copa do Mundo, o Tricolor terá partidas decisivas pela sua continuidade na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana.

O primeiro compromisso do São Paulo será já neste domingo, quando o Tricolor encara o Bahia, em duelo agendado para as 16h (de Brasília), no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, pelo Brasileirão.

Nesta quinta-feira, diante do O’Higgins, no Chile, o Tricolor entra em campo para iniciar a reta final da fase de grupos da Sul-Americana, competição na qual está quase classificado para o mata-mata. Atualmente, a equipe lidera o Grupo C com sete pontos. A equipe comandada por Roger Machado terá, em maio, os três últimos confrontos por esta fase do torneio para definir se avança ou, caso acumule resultados negativos, se será eliminada.

Em seguida, no domingo (10), o São Paulo visita o Corinthians, pelo Brasileirão, duelo seguido do jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil, diante do Juventude, fora de casa, na quarta-feira (13). A primeira partida terminou com vitória do São Paulo, por 1 a 0 e, em caso de derrota por um gol de diferença, a classificação às oitavas será decidida nos pênaltis.

Posteriormente, no sábado (16), o São Paulo encara o Fluminense, pelo Brasileirão, no Morumbis. Na terça-feira (19) da semana seguinte, a equipe recebe o Millonarios pela Sul-Americana.

Quatro dias depois, no domingo (24), novamente o São Paulo entra em campo pelo Brasileiro e recebe o Botafogo no Morumbis, partida que antecede o confronto contra o Boston River na terça-feira (26), pela última rodada da Sul-Americana.

Por fim, o São Paulo visita o Remo no domingo seguinte (30), pelo Campeonato Brasileiro, na última partida das equipes antes da pausa para a disputa da Copa do Mundo.

Veja a agenda de jogos do São Paulo em maio:
Domingo, 3 de maio de 2026
Jogo: São Paulo x Bahia
Competição: Campeonato Brasileiro
Hora: às 16h (de Brasília)
Local: Morumbi

Quinta-feira, 7 de maio de 2026
Jogo: O’Higgins x São Paulo
Competição: Copa Sul-Americana
Hora: às 19h (de Brasília)
Local: Chile

Domingo, 10 de maio de 2026
Jogo: Corinthians x São Paulo
Competição: Campeonato Brasileiro
Hora: às 18h30 (de Brasília)
Local: Neo Química Arena

Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Jogo: Juventude x São Paulo
Competição: Copa do Brasil
Hora: às 19h (de Brasília)
Local: Alfredo Jaconi

Sábado, 16 de maio de 2026
Jogo: Fluminense x São Paulo
Competição: Campeonato Brasileiro
Hora: às 20h30 (de Brasília)
Local: Maracanã

Terça-feira, 19 de maio de 2026
Jogo: São Paulo x Millonarios
Competição: Copa Sul-Americana
Hora: às 21h30 (de Brasília)
Local: Morumbi

Sábado, 23 de maio de 2026
Jogo: São Paulo x Botafogo
Competição: Campeonato Brasileiro
Hora: às 17h (de Brasília)
Local: Morumbi

Terça-feira, 26 de maio de 2026
Jogo: São Paulo x Boston River
Competição: Copa Sul-Americana
Hora: às 19h (de Brasília)
Local: Morumbi

Domingo, 31 de maio de 2026
Jogo: Remo x São Paulo
Competição: Campeonato Brasileiro
Hora: Não definido
Local: A definir

SP encaminha renovação de Calleri e trata situação de Lucas com cautela

O São Paulo avançou nas tratativas envolvendo Jonathan Calleri e Lucas Moura. Enquanto o clube encaminha a renovação do contrato do atacante argentino, atualmente válido até o fim de 2026, a situação de Lucas, que também tem vínculo até dezembro deste ano, é tratada com mais cautela, sobretudo por questões físicas do jogador revelado pelo Tricolor.

De acordo com apuração da reportagem da Gazeta Esportiva, São Paulo e Calleri já têm um acordo encaminhado, restando apenas ajustes finais. O modelo segue o mesmo adotado com Luciano: renovação por mais uma temporada, com metas que podem estender o vínculo automaticamente até 2028.

Após sofrer uma grave lesão no joelho esquerdo em 2025, que o tirou de grande parte da temporada, Calleri voltou a ser o principal nome do ataque tricolor. Em 2026, o atacante de 32 anos soma 11 gols em 23 partidas e é o artilheiro da equipe comandada por Roger Machado.

E o Lucas?
A situação de Lucas Moura é mais sensível. Apesar de também ter contrato até o fim de 2026, a diretoria são-paulina adota cautela antes de avançar em uma renovação.

Dois fatores pesam na negociação. O primeiro é o alto salário do jogador, considerado um entrave em meio ao cenário financeiro do clube. O segundo é a condição física recente: nas últimas temporadas, o atacante tem convivido com lesões frequentes, o que o tirou de momentos importantes.

Diante disso, o São Paulo pretende retomar as conversas durante a pausa para a Copa do Mundo, entre junho e julho.

Reforçado, São Paulo intensifica preparação com foco no Bahia

O São Paulo treinou no SuperCT visando ao confronto com o Bahia, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. A atividade contou com a presença de Lucas, que, após participar do treino na última quinta-feira, voltou a trabalhar sem restrições nesta sexta. Além dele, os lesionados Marcos Antônio e Pablo Maia retornaram ao gramado pela primeira vez.

A equipe comandada por Roger Machado enfrenta o Bahia neste domingo, às 16h (de Brasília), no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista.

Desfalques e retornos
Após conviver com muitos problemas médicos nas últimas partidas, o São Paulo recebeu boas notícias nesta sexta-feira. Mais uma vez, Lucas treinou normalmente e pode reforçar a equipe no duelo contra o Bahia.

Marcos Antônio (lesão no músculo reto femoral direito) realizou corridas no gramado pela primeira vez desde a lesão, sofrida no dia 15 de abril. Já Pablo Maia (fratura na face) deu sequência ao processo de recuperação com atividades físicas no campo. O volante se recupera de uma cirurgia realizada no dia 10 de abril. Apesar da evolução, ambos ainda não devem ser relacionados para o confronto.

Por outro lado, Rafael Tolói segue como desfalque. O zagueiro permaneceu no REFFIS Plus tratando dores na panturrilha esquerda. Além dele, o atacante Ferreira continua em recuperação de um edema muscular e é ausência confirmada para o jogo.

Como foi o treino?
Os trabalhos começaram com a exibição de um vídeo pela comissão técnica de Roger Machado. Na sequência, os jogadores foram ao gramado para o aquecimento.

Depois, o elenco foi dividido em três equipes para um exercício tático. Enquanto dois times se enfrentavam, o terceiro realizava atividades de posse de bola em campo reduzido. Por fim, alguns atletas treinaram cobranças de falta.

Rafael recusa Cruzeiro e Bahia e já mira renovação de contrato no São Paulo

Goleiro do São Paulo, Rafael recusou duas investidas na última janela de transferências e já deixou claro ao clube: quer renovar contrato mais uma vez.

Em alta
O UOL apurou que o camisa 23 foi procurado por Cruzeiro e Bahia, dois clubes que foram ao mercado em busca de goleiros na última janela de transferências. O clube mineiro sondou a situação do jogador após a lesão de Cássio e considerou Rafael como uma das primeiras opções.

Mesmo valorizado e com procura, o goleiro optou por permanecer no Morumbis. Internamente, já até sinalizou o desejo de seguir no clube por mais tempo e se colocar como “referência” elenco.

O contrato atual, assinado em março do ano passado, vai até o fim de 2027. Embora o São Paulo ainda não tenha aberto conversas por uma nova extensão, o jogador se colocou à disposição para negociar assim que houver movimentação da diretoria.

Líder do setor
A decisão também passa diretamente pelo momento dentro de campo. Rafael vive uma de suas fases mais consistentes desde que chegou ao clube e é peça fundamental na solidez defensiva da equipe.

Na temporada, soma 26 gols sofridos em 26 jogos, números impactados pela oscilação do time no início do ano, ainda sob o comando de Hernán Crespo. Desde a chegada de Roger, são 12 jogos como titular e apenas nove gols contra.

No Campeonato Brasileiro, o São Paulo sofreu apenas 11 gols em 13 partidas e tem a 2ª melhor defesa da competição — desempenho pior apenas dos de Palmeiras e Flamengo, líderes com dez gols sofridos.

A consistência também aparece na Copa Sul-Americana, onde o São Paulo ainda não foi vazado. A segurança transmitida por Rafael se reflete até na utilização do elenco: o reserva Carlos Coronel só foi estrear recentemente, após quase cinco meses desde sua chegada.

 

Veja percentual de direitos econômicos que clube tem de cada jogador

O São Paulo disponibilizou o balanço financeiro de 2025 em seu site, nesta quinta-feira. Em um documento extenso, com mais de 70 páginas, destrincha diversas questões financeiras do clube, entre eles, os direitos econômicos sobre atletas do elenco.

O levantamento considera o elenco em dezembro de 2025, ainda na gestão de Julio Casares, e não inclui os reforços contratados para a atual temporada: Danielzinho, Carlos Coronel, Matheus Dória, Lucas Ramon, Cauly e Artur.

Na virada do ano, o São Paulo também contou com muitos jogadores deixando o clube. Ao todo, 11 atletas saíram ao fim de 2025, em movimentações que envolveram empréstimos, vendas e encerramentos de contrato, como parte do processo de reformulação do elenco.

No documento há o registro do São Paulo com 94 atletas. Dentre eles, 28 fazem parte do elenco profissional, e os demais pertencem às categorias de base. O levantamento aponta que o clube detém participação majoritária na maior parte dos contratos, mas divide direitos em nomes importantes.

O clube tem 100% dos direitos econômicos de apenas quatro jogadores: Cédric Soares, Rafael e Wendell, além do garoto Osório. Por outro lado, há casos de participação reduzida, como Luciano, com 50%, além de Calleri e Lucas Moura, ambos com 70%.

Veja os direitos do São Paulo sobre cada jogador do elenco (segundo balanço financeiro de 2025)
Goleiros

Rafael — 100%
Young — 90%

Laterais

Cédric Soares — 100%
Enzo Díaz — 60%
Igor Felisberto — 90%
Maik — 90%
Nicolas — 90%
Wendell — 100%
Zagueiros

Alan Franco — 80%
Moreira — 90%
Sabino — 80%
Osório — 100%
Matheus Belém — 90%
Rafael Toloi — 90%
Arboleda — 80%
Meias

Bobadilla — 60%
Negrucci — 90%
Hugo Leonardo — 80%
Luan — 95%
Lucas Moura — 70%
Pablo Maia — 85%

Atacantes

Ferreira — 65%
André Silva — 80%
Calleri — 70%
Lucca — 90%
Luciano — 50%
Tetê — 90%
Ryan Francisco — 90%

Fonte: Globo Esporte

Nota do PP: não é sensacional? Nós temos 100 por cento do Cedric e do Wendell. Bora lá vender para ganhar uma baita grana.

O que é discutido em reforma estatutária do São Paulo

Uma comissão formada por cinco membros discute, desde o fim de março, possíveis mudanças no Estatuto Social do São Paulo. Entre os pontos debatidos pelo grupo estão a flexibilização nas “amarras” para a transformação do clube em uma sociedade empresária, uma espécie de SAF, e mudanças grandes em questões de governança.

O ge conversou, nos últimos dias, com Eduardo Alfano, presidente da comissão, que é formada, também, por Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF, Vinicius Pinotti, Ruy Mauricio Tranquilli Barbosa e Orlando Rossini Junior – participa também um sócio do clube, o advogado Marcelo Rayes. O grupo tem até o dia 15 de maio para encerrar seus trabalhos.

Alfano disse, ao ge, que o ponto central da discussão da comissão é sobre governança. De acordo com ele, o grupo deve entregar, ao Conselho Deliberativo, uma proposta de reforma estatutária com aumento de poderes do Conselho de Administração e maior fiscalização sobre o presidente do clube.

– Estamos propondo que o presidente e o vice não façam parte do Conselho de Administração. Que os membros do Conselho de Administração sejam contratados por meio de empresas que contratam gestores. Estamos fazendo um Conselho de Administração que tenha poderes de destituição de gente importante no clube – disse Alfano.

Outro ponto amplamente discutido pelo grupo, de acordo com Alfano, é a flexibilização das “amarras” para a transformação do São Paulo numa “sociedade empresária”. O atual Estatuto Social do clube diz que são necessários 75% dos votos favoráveis à mudança para que ela vá para a Assembleia Geral. A intenção é diminuir este quórum.

Depois de finalizada, a proposta de reforma estatutária ainda precisa passar pelo Conselho Deliberativo. Se aprovada, irá também para Assembleia Geral para que os sócios do São Paulo votem.

Se passar por todos os ritos necessários para de fato valer, o novo Estatuto Social só entraria em vigor a partir de janeiro de 2027, no início do triênio da nova gestão do clube. Eleições presidenciais serão realizadas no fim de 2026.

Veja, abaixo, a entrevista do ge com Eduardo Alfano:

Que grupo é esse que foi montado? Qual o objetivo?

– A comissão de reforma estatutária não vai realizar uma reforma ampla. Existe a intenção de se trabalhar em pontos específicos do estatuto que são referentes a melhorar governança e eficiência da gestão. Esses são os pontos em que estamos debruçados.

– Não vai haver nenhuma alteração proposta para o Conselho que impacte em processo eleitoral, conselho consultivo, assembleia geral de associados, até porque temos eleição neste ano e isso poderia, eventualmente, comprometer a aprovação de temas que são estruturais.

– Nós decidimos atuar, que foi, inclusive, o que conversamos na nossa primeira reunião, em pontos estruturais do Estatuto. O grupo foi instituído pelo presidente do Conselho, somos em cinco pessoas e estamos trabalhando firme. Ainda não temos o texto fechado, mas os pontos, os grandes temas, já estão definidos.

Como vocês se reúnem?

– Temos nos reunido presencialmente e virtualmente. Temos até o dia 15 de maio para entregar o texto para, aí sim, começar o processo interno no clube. Passa por outras comissões e apreciação dos conselheiros. Sendo aprovado, vai à Assembleia Geral de sócios.

O que você pode adiantar, do maior norte, do que mais estão buscando nessa reforma? O torcedor sempre que fala de reforma estatutária pensa em SAF. É uma reforma que visa de alguma maneira a SAF? Tirar amarras?

– Os temas podemos falar, sem problemas. Não sabemos o detalhamento porque estamos ainda na redação disso. É importante, e você vai entender isso, primeiro você apresentar no Conselho. Sobre a SAF. Nem estamos chamando de SAF, estamos chamando de sociedade empresária.

– Não vamos entrar no modelo da sociedade empresária. Houve uma reforma tributária recente e isso ainda está em discussão no Congresso, mas a partir de 2027 ainda é tranquilo, mas até 2032 o impacto é significativo.

– A diferença entre um clube associativo ou o que vira sociedade empresária, independentemente do modelo, sendo com uma parceira ou a totalidade do São Paulo ou qualquer outro modelo. Neste momento, não estamos propondo à apreciação do Conselho nenhum tipo de modelo.

– Estamos propondo termos quórum qualificado para que a discussão se inicie e para que eventualmente isso seja aprovado. Isso, sim, fará parte do nosso parecer. Mas não estamos encaminhando nenhum tipo de modelo.

– Isso deve ser feito no ano que vem. Nosso parecer terá um capítulo de conclusões em que vamos fazer sugestões para outras reformas estatutárias, que nós entendemos que devem ser objeto de uma próxima comissão. A partir do ano que vem. Aí, sim, entrando questões eleitorais, até do modelo da sociedade empresária. Não haverá nesta reforma este tipo de consideração, até porque o período de trabalho é de 45 dias. Não daria para avançar.

– Já identificamos que o Estatuto do São Paulo tem alguns pontos que quando essa discussão chegar de modo mais profundo terão de ser ajustados.

 

A SAF então não vai ser discutida nessa reforma?

– O modelo da SAF não será discutido. Mas vamos recomendar que isso seja feito já em 2027. Até porque precisamos ter isso resolvido em 2028 certamente, por conta da reforma tributária.

– Qual é o entendimento da Comissão para o que diz o Estatuto hoje sobre SAF? Quais são as amarras hoje no Estatuto para um caso de um grupo interessado em comprar o São Paulo?

– Se o modelo, que será discutido, for um modelo parecido com esses das SAFs mais conhecidas no Brasil… Não dizendo que esse será um modelo. Primeiro, precisaria aprovar no Conselho Deliberativo, e aí a aprovação tem um quórum muito elevado.

– Essa é uma preocupação dessa comissão. A reunião não tem quórum para ser instalada. Então, estamos falando que é uma discussão importante e terá que ter um quórum para ter a reunião.

– Fundamentalmente, a questão é essa. Estamos tentando deixar a discussão, no âmbito do Conselho, possível de ser aberta e possível de ser feita. É isso que estamos, neste momento, conversando. Num segundo momento, possivelmente em 2027, aí essa ou outra comissão, quando se debruçar sobre modelos, vai identificar o que melhor atende as necessidades do São Paulo. E outros itens serão abordados.

– Existe outra possibilidade que é através dos sócios, um quinto de sócios, fazerem diretamente uma solicitação. Isso não passa pelo Conselho. É direto na Assembleia de sócios. Essa é uma segunda possibilidade. Mas não estamos mexendo com isso.

O objetivo da comissão, então, é diminuir essas amarras?

– Hoje você tem um quórum alto e tem a possibilidade de um pequeno grupo de conselheiros não permitir que sequer seja discutido. Estamos discutindo para chegar num número que seja razoável. E sempre lembrando que o Conselho não dá a última palavra.

– Ainda tem a Assembleia. O que estamos buscando é que tenha um quórum para ter um amplo debate, a troca de ideias, para que se considerar adequado a gente caminhe.

– O São Paulo tem um artigo que diz que em caso de sociedade empresária, o clube tem que manter a maioria. E isso, na verdade, o que acontece… Amanhã, aparece um fundo, um milionário, um grupo… Vai haver um acordo de acionistas. Esses pontos serão ajustados neste acordo.

– No ano que vem, quando definir um modelo, se o modelo for 100% do São Paulo, não precisa mexer no Estatuto. Se for um aporte externo, esse artigo será debatido. Mas neste momento, se a gente mexe nisso, talvez se complique o que é importante, que é abrir a possibilidade de discussões.

Você disse que o foco é discutir governança. O que você pode adiantar sobre essa parte da proposta de reforma?

– A grande alteração que estamos propondo é justamente na governança do clube e como isso vai tomar conta da gestão do clube. Eu trabalho com planejamento estratégico há 40 anos. E o Olten (Ayres, presidente do Conselho Deliberativo) foi muito feliz na composição da comissão que presido, porque temos advogados, economistas, eu sou engenheiro, mas com especialização nesta área, empresários…

– Estamos conseguindo olhar vários temas. Existe no mercado, de forma geral, uma confusão do que é governança e gestão. O problema do São Paulo nunca foi a gestão. Foi a governança que não temos. A governança que dá o rumo e o ritmo da gestão. A diretoria executiva é responsável por executar o plano de ação que a governança definiu. Os objetivos que quer atingir.

– Não temos isso. Nosso grande trabalho nessa comissão é reformular totalmente o Conselho de Administração. Não vou poder te dar todos os detalhes, mas estamos propondo que o Conselho de Administração tenha um número de conselheiros independentes maior que o número de conselheiros da casa.

– Estamos propondo que o presidente e o vice não façam parte do Conselho de Administração. Que os membros do Conselho de Administração sejam contratados através de empresas que contratam gestores. Estamos fazendo um Conselho de Administração que tenha poderes de destituição de gente importante no clube. O compliance ficaria abaixo do Conselho de Administração, e não abaixo do presidente.

– Estamos trazendo a ouvidoria como área subordinada ao compliance, e, portanto, subordinada ao Conselho de Administração. Estamos falando de uma auditoria permanente. Enfim, é uma mudança completa. Esquece o que temos hoje lá. Não é mais a mesma coisa.

– Se nós conseguirmos aprovar isso, e sabemos da dificuldade que vamos enfrentar, pode ter certeza de que é uma virada de página estrutural na história do São Paulo.

Os conselheiros independentes seriam remunerados?

– O Estatuto atual, e isso não estamos mexendo, mantém a possibilidade de serem remunerados. E queremos que sejam. Porque queremos os melhores. Hoje, quem escolhe o conselheiro independente é o presidente do clube. Vai ter critério. Não posso chamar o Bruno porque é meu amigo.

– Quem vai aprovar isso é o Conselho. E não o presidente. Ou seja, é independente-independente. Não tem mais a mão do presidente. Até porque eles vão fiscalizar o presidente. Não tem o mínimo sentido o presidente aprovar alguém desses caras. É uma revolução do Conselho de Administração do São Paulo. Tem que ser pago.

Como vocês pretendem convencer os conselheiros a tirar esse poder todo do presidente?

– O Estatuto é presidencialista. Temos de tirar um pouco disso do Estatuto. Como estamos pensando em fazer isso? Colocando o Conselho de Administração para tomar conta. Ele que vai estabelecer e aprovar o orçamento, por exemplo. Vai cobrar que seja cumprido. Estamos colocando, também, na nossa proposta, balancetes trimestrais obrigatórios.

– O balancete vai ter que ser apresentado e justificado para o Conselho de Administração, Fiscal e Deliberativo a cada três meses. O Conselho de Administração pode até pedir a destituição do presidente, que teria que ser referendado pelo Conselho Deliberativo, claro.

O presidente não vai ter mais voz no Conselho de Administração?

– Não vai ter, nem ele nem o vice. Tiramos ele e o vice do Conselho de Administração e colocamos dois independentes. Então ficaram quatro da casa e cinco independentes. O que está acontecendo: colocamos sobre o presidente, entre aspas, alguém tomando conta dele. Coisa que hoje não existe.

– Dentro do parecer, temos uma solução para contrato. Estamos propondo. O que ocorre é que o mundo do futebol diz que não tem condições de fazer isso previamente porque atrapalharia negociações. O mundo é muito dinâmico e tal. Mas estamos dando um jeito de dar ciência rapidamente depois que o contrato foi assinado.

– E, como vamos ter gente olhando o orçamento a cada três meses e o Conselho de Administração tem atribuição mensal, vai ter que seguir o orçamento. Se não seguir, vai ter que justificar. Contratou tal jogador estourando o orçamento por quê? Uma das atribuições que também estamos dando é dispensar diretor executivo.

– Quando sair isso, vocês vão ver que é outro São Paulo. O Estatuto presidencialista que existe hoje, claro que ainda tem muita coisa para ajustar, mas ele não mais existe. É difícil de aprovar? Vamos ver. É uma questão de conversar, entenderem que é um novo clube. E eu tenho percebido uma boa vontade muito grande dos conselheiros em serem também protagonistas dessa mudança.

– Eu vou ao Conselho apresentar item a item e tenho esperança que vamos conseguir aprovar.

Não vai haver nenhuma sugestão de mudanças em termos eleitorais, como forma de eleição, mandato de presidente, reeleição?

– Nada, nada… Embora nas nossas recomendações para 2027 tenhamos várias recomendações que vamos colocar destas linhas. E vamos dizer que não mexemos agora por estarmos a seis meses da eleição.

Essas mudanças, se aprovadas, entram em vigor imediatamente ou só no próximo mandato, a partir de 2027?

– Entrariam em vigor a partir de janeiro de 2027. Uma das críticas que se faz em relação ao trabalho da comissão, que não seria o momento, não é cabível. Porque se não fizermos agora e fizermos em 2027, vamos ficar mais três anos com o Estatuto do jeito que está.

– De verdade, o que estamos mexendo não atrapalha o presidente que for no próximo mandato. Este tipo de argumento é de quem não quer mexer nas coisas. Estamos trabalhando em cima de governança, gestão e controle interno.

– Nossa ideia é responsabilizar quem tem responsabilidade. Você se candidatou a ser conselheiro de administração? Vai ter o ônus e o bônus. É isso que esperamos que ocorra com as mudanças que estamos propondo. Se conseguirmos aprovar as propostas que estamos fazendo, tenho plena convicção que vamos entregar ao São Paulo um Estatuto mais ágil, robusto, muito mais alinhado com aquilo que o São Paulo está precisando.

– Não é um Estatuto presidencialista e pronto. Vai ter uma instância acima do presidente, com gente de fora do São Paulo, que vai tomar conta. É isso o que estamos propondo e acho que vai de encontro com aquilo que a torcida quer, também.

– Eu acho muito improvável que alguém diga que essas mudanças não são boas.

– Muitos falaram que estávamos ali para chancelar um modelo de SAF que vinha do Olten. A bem da verdade, o presidente do Conselho participou por 10 minutos da nossa primeira reunião, quando ele agradeceu que tenhamos aceitado e desejou boa sorte no nosso trabalho.

– Ele em nenhum momento pediu algum tema, falou para fazermos assim ou assado. Nada, absolutamente nada. Entendemos que às vezes sai uma notícia meio truncada ali ou aqui e isso acaba atrapalhando um pouco aquilo que queremos fazer. Isso é algo que realmente pode gerar algum ruído e alguns conselheiros mesmo sem entender o que estamos falando ter alguma pré-disposição a votar contra.

– Não estamos apresentando modelo algum, muito menos um modelo que o Olten teria imposto.

Fonte: Globo Esporte

SP defende sete anos de invencibilidade como mandante contra o Bahia

O São Paulo entra em campo neste domingo defendendo uma marca importante diante do Bahia: o Tricolor não perde para o adversário como mandante há sete anos. A última derrota são-paulina em seus domínios para o clube baiano aconteceu em 2019.

Desde então, o São Paulo disputou cinco partidas como mandante no confronto e manteve a invencibilidade, com três vitórias e dois empates. Nesse período, venceu o Bahia por 2 a 0 em 2025, por 3 a 1 em 2024, empatou por 0 a 0 em 2023, triunfou por 1 a 0 em 2021 e ficou no 1 a 1 em 2020.

Além da sequência positiva, o retrospecto recente também mostra consistência defensiva do São Paulo no duelo. Nos cinco jogos, o Tricolor Paulista balançou as redes sete vezes e sofreu apenas dois gols.

A última derrota em casa aconteceu na Copa do Brasil de 2019, quando o Bahia saiu com a vitória por 1 a 0 no jogo de ida das oitavas de final. Naquela ocasião, inclusive, o São Paulo perdeu o segundo jogo pelo mesmo placar e foi eliminado da competição nacional.

São Paulo demite Eduardo Toni, diretor de Marketing

Eduardo Toni não é mais diretor de marketing do São Paulo. O profissional se reuniu com o presidente Harry Massis nesta quinta-feira à noite, entregou o cargo e deixou a função depois de cinco anos.

Toni estava à frente do departamento de marketing do São Paulo desde 2021. Ele confirmou o pedido de demissão e em um comunicado enviado à reportagem por WhatsApp o agora ex-diretor do clube confirmou a saída:

“Encerro meu ciclo no São Paulo após 5 anos e 4 meses de muito trabalho, empenho e dedicação. Aceitei esse desafio em 2021 principalmente por amor ao São Paulo. Nestes 64 meses sob meu comando, aumentamos o faturamento da área de marketing em mais de 10x, fizemos um turn around na marca, iniciamos um resgate da área de MKT.

Não há em todos os negócios feitos neste período nenhuma conduta ilegal, não há nenhum valor desviado, não há nada de errado. Recebi apoio de vários parceiros comerciais do São Paulo, o que me orgulha e acaba com qualquer suspeita sobre a minha ilibada reputação.

Infelizmente o ódio e a disputa fraticida da política interna do São Paulo minam a continuação de qualquer trabalho e colocam em risco o futuro da instituição.

Agradeço a todos que colaboraram nesta jornada, em especial os membros da área de MKT do SPFC, grandes profissionais e amigos.”

Imbróglio
O desligamento ocorre em meio a um momento de pressão vivido por Eduardo Toni, após o Conselho de Administração do São Paulo vetar um acordo de patrocínio com a Unimed. O órgão identificou a participação de uma intermediária no negócio, a corretora de seguros New Honest, com sede no mesmo endereço do Morumbis.

O acordo de patrocínio costurado pelo ex-dirigente previa o recebimento de R$ 45 milhões em três anos para que a Unimed estampasse a parte traseira do uniforme. Desse valor, R$ 4,5 milhões, cerca de 10%, seriam pagos pelo São Paulo à New Honest, em três parcelas anuais de R$ 1,5 milhão.

Conselheiros discordaram da intermediação por entenderem que a New Honest não é uma empresa habituada a esse tipo de operação e refizeram o documento sem essa cláusula. Um novo acordo deve ser votado nos próximos dias, já sem a previsão de intermediação.

Cauly pode enfrentar o Bahia? Entenda a situação do meia

O São Paulo enfrenta o Bahia neste domingo, dia 3, em um duelo marcado por reencontros e possíveis “leis do ex”. Entre as histórias da partida, a situação de Cauly chama atenção.

Emprestado pelo clube baiano até o fim do ano, o meia poderia, em um cenário comum, ficar fora do confronto por conta de cláusulas contratuais. Neste caso, São Paulo e Bahia acordaram previamente que o jogador pode atuar normalmente, sem a necessidade de pagamento de multa, o que amplia as opções de Roger Machado.

Diante das ausências de Danielzinho e Pablo Maia, o meia passou a ganhar mais espaço e minutagem, se tornando uma alternativa importante para o meio-campo tricolor neste momento da temporada.

Relembre como foi a negociação de Cauly
O São Paulo anunciou a contratação de Cauly, que pertence ao Bahia. O jogador chegou como empréstimo até o final deste ano.

Entre as condições, o Bahia pediu um valor de 500 mil euros pela cessão, porém, o Lance! ouviu que o dinheiro não sairá dos cofres do Tricolor.

Isso porque o São Paulo tem um crédito com a equipe nordestina, que chega de negociações antigas. Ou seja, abaterá este valor. Além da multa, Cauly chegou com uma cláusula prevê a compra obrigatória por 2 milhões de euros (cerca de R$ 12,3 milhões) caso metas sejam cumpridas, como a participação em 25 jogos. Até agora, o meio-campista soma 15 partidas pelo Tricolor.