São Paulo refuta tentativa do Flamengo e dá a camisa 8 a Marcos Antônio

O São Paulo não fará nenhuma negociação por Allan, do Flamengo, que envolva a transferência de Marcos Antônio. Embora esteja ciente do interesse rubro-negro, o São Paulo crava que o jogador não será envolvido na negociação com o meio-campista, que é pretendido por empréstimo.

Em ato para dar ainda mais prestígio e importância ao jogador, a diretoria optou por transferir ao meio-campista a camisa 8 que pertencia a Oscar, que vai se aposentar. Nas duas últimas temporadas, o jogador vestiu a camisa 20.

Depois de atuar por duas temporadas emprestado ao São Paulo pela Lazio, da Itália, Marcos Antônio assinará no meio deste ano um contrato definitivo com o Tricolor, tendo valor de compra parcelado no período de quatro anos. O vínculo deve ser até o fim de 2028.

A compra
Por um acordo sacramentado ainda no ano passado, ele custará aos cofres tricolores o valor total de 4,2 milhões de euros (R$ 27,1 milhões). O São Paulo ficará com 100% dos direitos econômicos, enquanto a equipe italiana terá 20% em caso de lucro numa transação futura.

Para quitar a compra, o clube dividiu o valor em quatro parcelas iguais de 1.050.000 de euros (R$ 6,7 milhões). A primeira está prevista para setembro deste ano, enquanto as demais serão pagas nas temporadas de 2027, 2028 e 2029.

Alvo de interesse do Flamengo, Marcos Antônio tem acordo firmado com o São Paulo e não pretende desfazê-lo. Assim, caso algum clube queira sua contratação, terá de negociar diretamente com o Tricolor. Segundo a diretoria tricolor, não existe nenhuma intenção de negociá-lo.

Embora também esteja interessada na contratação de Allan, do Flamengo, a diretoria nega que possa ocorrer qualquer tipo de negociação casada. A contratação de Allan, se ocorrer, será por empréstimo.

Apontado por muitos torcedores como principal jogador do time em 2025, Marcos Antônio fez 45 partidas no ano, sem nenhum gol marcado, mas com seis assistências para os companheiros.

Olten muda data da votação do impeachment e aceita pedido de Casares

A reunião para discutir o impeachment de Julio Casares da presidência do São Paulo será apenas presencial, no Morumbis. O encontro, que seria realizado na quarta-feira, foi alterado para sexta-feira, às 18h30.

Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do clube, também decidiu nesta quinta que serão necessários 75% de votos favoráveis ao impeachment para que Casares deixe a presidência, como prevê o Artigo 58 do Estatuto Social tricolor.

A mudança no critério foi um pedido da defesa de Julio Casares. Inicialmente, como prevê o Artigo 112 do Estatuto Social, seriam necessários dois terços do Conselho para que o presidente fosse afastado.

Levando em conta o artigo 112, Julio Casares só deixaria a presidência, inicialmente, se 170 forem a favor do impeachment. Com o pedido da defesa aceito e o artigo 55 passando a valer, Casares terá que receber 191 votos para cair.

Em caso de aprovação, o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, deverá convocar uma Assembleia Geral em até 30 dias.

Nesse período, Casares ficaria afastado, e o vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos, assumiria o comando do clube até que os sócios, na votação convocada por Ayres, também votassem.

Na votação dos sócios, basta maioria simples, com diferença mínima, para que o impeachment seja aprovado. Nesse caso, Julio Casares é destituído definitivamente do cargo de presidente.

O vice-presidente Harry Massis Junior, então, assumiria o mandato de Casares até dezembro de 2026. A votação que definirá o novo presidente para o triênio 2027/28/29 será no fim do ano.

O que diz cada artigo do Estatuto do São Paulo:
Artigo 58: compete ao Conselho Deliberativo, observados os procedimentos deste Estatuto, do seu Regulamento Interno e do Regimento Interno do SPFC:
g) votar a destituição do Presidente e/ou Vice-Presidente Eleitos e dos integrantes do Conselho de Administração, na hipótese de pratica de atos contrários ao Estatuto Social, conforme procedimento descrito neste Estatuto e regulado no Regimento Interno do SPFC, sem prejuízo da competência legal da ratificação da destituição pela Assembleia Geral;

§2º Para aprovação das matérias constantes das letras “g”, “r” e “s” acima, exige-se quórum qualificado de pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) dos membros deste Conselho.

Artigo 112: o Presidente Eleito poderá ser destituído pelo voto favorável de pelo menos 2/3 (dois terços) da totalidade dos membros do Conselho Deliberativo.

Polícia investiga parceira de logística de 25 clubes em suposto esquema criminoso no SP

A Off Side, empresa responsável pela logística em jogos de times da Série A, é apontada como possível laranja no inquérito da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro no São Paulo. A investigação também se estende a diretores são-paulinos. Off Side, São Paulo, Carlos Belmonte e Rui Costa, citados pela Polícia, negam irregularidades.

O inquérito policial, ao qual o Estadão teve acesso, originado a partir de uma denúncia anônima, apura a contratação de empresas terceirizadas pelo São Paulo. É focado na Off Side, primeira pessoa jurídica citada na investigação. A suspeita é de que valores teriam sido desviados por meio de acordos com a companhia.

Em resposta à reportagem, a Off Side afirmou que “prestou serviços a relevantes clubes e entidades do futebol brasileiro e sul-americano, sempre mediante contratos formais, execução efetiva dos serviços, emissão regular de notas fiscais e absoluta transparência operacional e financeira”. (Leia a nota na íntegra no fim do texto)

Carlos Belmonte, Rui Costa e Nelson Marques Ferreira, ex-diretor e atuais executivo e diretor-adjunto de futebol, respectivamente, são citados na denúncia como pessoas que teriam obtido “ganhos irregulares” por meio do São Paulo, mesmo que a Off Side trabalhe com o clube há 20 anos. O inquérito levantou empreendimentos nos quais Carlos Belmonte tem participação e fez um perfil profissional de Rui Costa.

“Os fatos, antes nebulosos, ganharam contornos de um aparente esquema criminoso”, conclui o delegado Tiago Fernando Correia, da 3ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração e Combate à Lavagem de Dinheiro (Dicca) “A arquitetura dos fatos sinaliza para a existência de uma engrenagem delitiva”, completa, citando que há um “mosaico que indica que o clube pode ter sido sistematicamente lesado.”

A defesa de Rui Costa, representada pelo advogado José Roberto Soares Lourenço, informou que, entre sexta e segunda-feira, vai elaborar uma petição solicitando o acesso aos autos do inquérito. De antemão, ele afirma que o dirigente é inocente e que a Off Side trabalha com o São Paulo desde antes de sua chegada, em 2021.

A Off Side tem uma lista longa de clientes no futebol sul-americano, incluindo, além do São Paulo, Palmeiras, Santos e Flamengo. A reportagem do Estadão ouviu relatos positivos sobre os serviços prestados pela empresa. Sediada no Rio de Janeiro, a empresa tem como sócios Rodrigo Ernesto de Andrade Rego e Judite da Costa Flor.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi acionado para realizar uma análise de inteligência financeira da empresa e de seus sócios referente aos últimos cinco anos, visando rastrear o fluxo de supostos desvios.

No ano passado, houve um ruído na parceria do Corinthians com a Off Side. A empresa foi responsável pela logística do time desde abril de 2024, ainda na gestão Augusto Melo. Um contrato seria firmado para consolidar a parceria, mas pressão do Conselho de Orientação impediu o acordo.

O motivo do “rompimento” foi uma suposta irregularidade interna no processo de contratação. O clube não teria apresentado três orçamentos obrigatórios para o serviço e não teria sido feita a análise pelo setor de compliance.

Depois, a companhia voltou a prestar serviços ao clube, mas sem um acordo fixo como chegou a ser previsto anteriormente. Na final da Copa do Brasil, por exemplo, a Off Side foi responsável pela logística do time.

Posicionamento da Off Side
“A Off Side Logística Esportiva atua no mercado de logística esportiva desde o ano 2000, acumulando mais de 25 anos de atuação pautada pela idoneidade, profissionalismo e estrito cumprimento das normas legais e institucionais.

Ao longo desse período, a empresa prestou serviços a relevantes clubes e entidades do futebol brasileiro e sul-americano, sempre mediante contratos formais, execução efetiva dos serviços, emissão regular de notas fiscais e absoluta transparência operacional e financeira. Sua atuação é exclusivamente voltada à logística terrestre, não realizando operações financeiras ou qualquer intermediação fora do escopo técnico de seus serviços.

A Off Side atende o São Paulo Futebol Clube há mais de 20 anos, em relação profissional contínua, baseada em critérios técnicos, planejamento operacional e rigoroso cumprimento das obrigações legais e contratuais, sem jamais ter sido envolvida em práticas irregulares ou ter sua conduta questionada por autoridades, ou parceiros institucionais.

Caso exista qualquer investigação ou solicitação de informações por órgãos de controle, a empresa recebe tais iniciativas com absoluta tranquilidade, certa de que qualquer apuração confirmará a lisura de sua atuação e a inexistência de repasses a dirigentes ou práticas ilegais.”

Posicionamento do São Paulo
“O clube informa que a empresa Off Side Logística Esportiva Ltda. foi eventualmente contratada para a prestação de serviços pontuais de logística esportiva, conforme demandas específicas, sem a existência de contrato continuado ou relação de exclusividade.

As contratações ocorreram de forma individualizada e sob demanda, sendo os serviços devidamente executados e formalizados por meio da emissão de notas fiscais, em conformidade com os procedimentos internos e a legislação aplicável.

Ressalta-se, ainda, que não foi identificada qualquer irregularidade nas contratações ou nos serviços prestados.”

Posicionamento de Rui Costa
“A defesa de Rui Costa dos Santos, representada pelo advogado José Roberto Soares Lourenço, informa que teve conhecimento da existência de Inquérito Policial envolvendo sua atuação no São Paulo Futebol Clube. Contudo, até o momento, não obteve acesso à íntegra do procedimento. Sendo assim, oportunamente prestará esclarecimentos acerca de seu conteúdo, fornecendo às autoridades competentes todos os elementos necessários à comprovação de sua inocência e da ausência de qualquer irregularidade no exercício de sua função.”

Posicionamento de Carlos Belmonte
“O escritório Cavalcanti Sion Advogados, na condição de defesa técnica de Carlos Belmonte, vem a público manifestar seu mais profundo repúdio ao teor de especulações baseadas em denúncia anônima e apócrifa.

É inaceitável que acusações desprovidas de qualquer lastro probatório ou fundamento mínimo sejam utilizadas para tentar macular uma honra construída ao longo de décadas. Denúncias anônimas, por natureza vazias, não podem servir de instrumento para a criação de narrativas fantasiosas.

Causa estranheza, mas não surpresa, que tais alegações tenham surgido precisamente no momento em que Carlos Belmonte decidiu se afastar dos quadros do clube e manifestar seu desejo de possivelmente concorrer à Presidência do São Paulo Futebol Clube em 2026. O uso do aparato investigativo como ferramenta de perseguição política é um ataque não apenas ao cliente, mas à própria democracia institucional do Clube.

Esta defesa confia no trabalho das autoridades, que certamente irá confirmar a inconsistência da denúncia em relação a seu cliente, que tem em seu currículo mais de uma década de dedicação ao São Paulo Futebol Clube, seu time de coração.”

 

Fonte: Estadão

Casares alega que afastamentodestituição requer 195 votos de 255 possíveis

O presidente do São Paulo Julio Casares apresentou uma petição ao Conselho Deliberativo do clube alegando que o processo de impeachment dele requer 195 votos no órgão para ser aprovado, e não 171 como tem vem sendo discutido dentro do clube.

A tese da defesa do presidente baseia-se no artigo 58 do estatuto do clube, parágrafo segundo.

“Para aprovação das matérias constantes das letras “g”, “r” e “s” acima, exige-se quórum qualificado de pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) dos membros deste Conselho”.

O item “g” mencionado é a destituição do presidente. Um quorum qualificado de 75% do conselho significa 195 votos dentre 260 membros, algo praticamente impossível. Como cinco membros do conselho faleceram e ainda não foram substituídos, o quorum possível é, na verdade, de 255 conselheiros.

A interpretação da oposição e dos autores do pedido de impeachment de Casares, que será votado no próximo dia 14 de janeiro, é outra.

Ela se baseia no artigo 112 do Estatuto.

“O Presidente Eleito poderá ser destituído pelo voto favorável de pelo menos 2/3 (dois terços) da totalidade dos membros do Conselho Deliberativo”.

Dois terços equivale a 171 votos – cenário difícil, mas considerado mais factível.

A posição da defesa de Casares é que, diante da duplicidade, permanece a interpretação mais favorável ao réu – um princípio fundamental do direito.

A tese de Casares já foi encaminhada aos 57 autores do pedido de impeachment, para manifestação. Uma decisão definitiva pode acontecer ainda hoje.

O que deve ser salientado, no entanto, é o edital de convocação feito pelo presidente do Conselho Deliberatovo, Olten Ayres de Abreu. 1ele se baseia e cita apenas o artigo 112 que prevê o quorum de 2/3 (dois terços), ou seja, 171 votos. Veja abaixo a convocação:

 

REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA – CONSELHO DELIBERATIVO
OLTEN AYRES DE ABREU JUNIOR, Presidente do Conselho Deliberativo do SÃO PAULO
FUTEBOL CLUBE, no uso de seus poderes e atribuições, em observância ao estabelecido
nos artigos 63, 79 e 112, e seus parágrafos e dispositivos estatutários complementares,
do Estatuto Social, vale-se da presente para convocar as Senhoras e os Senhores
membros do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, para comparecerem à
Reunião Extraordinária que será realizada no próximo dia 14 de janeiro de 2026, para
atender a seguinte ORDEM DO DIA: “Aprovar ou rejeitar, mediante votação secreta, os
pedidos de destituição do Presidente da Diretoria do São Paulo Futebol Clube”.
1.
A presente reunião será realizada em formato presencial, no auditório
Monsenhor Doutor Francisco Bastos, nas dependências do Estádio Cícero Pompeu de
Toledo. O formato presencial garante a máxima irrefutabilidade do voto secreto,
protegendo a autonomia do Conselheiro votante. Além disso, a presença física permite
a fiscalização transparente e mútua de todo o processo eleitoral, da votação à apuração,
conferindo maior solenidade, profundidade à discussão de um tema de tamanha
importância, e assegurando a autenticidade dos votantes, o que é essencial para a
segurança jurídica e a inquestionável legitimidade da decisão final, honrando a
interpretação teleológica do Estatuto Social do SPFC que, ao prever o voto secreto, visa
à proteção plena do ato.
2.
A reunião terá início às 18:30hs do dia 14 de janeiro de 2026, em primeira
convocação, sendo que, não havendo o número estatutário de participantes, se
aguardará até as 19:00hs. A votação será encerrada após duas horas do seu início.
3.
Cópia dos pedidos de destituição apresentados à Presidência do Conselho
Deliberativo, bem como a Ata da Reunião proferida pelo Conselho Consultivo na forma
do artigo 79 do Estatuto Social e dos demais atos formais praticados no âmbito do
procedimento interno em referência, serão disponibilizados no sistema virtual Deallink
(dataroom) cujas instruções de utilização foram encaminhadas aos e-mails dos
Conselheiros e serão disponibilizadas para consulta na Secretaria dos Conselhos.
São Paulo, 06 de janeiro de 2026.
OLTEN AYRES DE ABREU JUNIOR
PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO

 

Portanto, qualquer alteração que seja feita no artigo, é passível de anulação da sessão judicialmente. Além do mais, ao tomar essa medida, Júlio Casares ratifica que está completamente desesperado. Nesta quinta-feira os grupos encabeçados por Carlos Belmonte (Legião), Vanguarda (Macelo Pupo), Participação (Themis, menos ele, que permanece fiel ao chefe) e Sempre Tricolor (Chapecó), anunciaram que desembarcaram da coalizão. Ficaram apenas os grupos Movimento São Paulo (Dedé) e Força São Paulo (Olten).

Mesmo assim, há divisões internas nestes grupos. Ao menos oito conselheiros do MSP e 15 do FSP já afirmaram que votarão pelo afastamento de Casares. Dentro do Participação, no entanto, o desembarque não foi total e ainda existem 22 conselheiros que abaixam a cabeça para o chefe.

 

Paulo Pontes

Calleri e Lucas treinam bem, mas Enzo Díaz deve ficar fora de estreia

Hernán Crespo abriu para a imprensa, pela primeira vez na temporada, uma parte do treinamento realizado no CT da Barra Funda. Em preparação para a estreia no Campeonato Paulista, no domingo, contra o Mirassol, às 20h30, no Maião, o técnico levou a campo praticamente o grupo inteiro.

Apenas três atletas não participaram das atividades: os atacantes Ryan Francisco e André Silva, que se recuperam de lesões no joelho, e o volante Luan, que se recupera de cirurgia no músculo adutor direito. O trio, então, começa a temporada como ausência certa.

Quem também não deve participar do primeiro jogo é o argentino Enzo Díaz. Por causa da cirurgia de hérnia inguinal realizada em novembro, o jogador tem participado da pré-temporada com algumas restrições, o que deve tirá-lo da estreia. Assim, Wendell será titular, com Nicolas no banco de reservas. Nesta quinta, Enzo foi a campo e participou de todo o treinamento físico que a imprensa teve acesso.

Duas boas novidades para o torcedor são as situações de Calleri e Lucas Moura. O atacante, que fez cirurgia no joelho em abril do ano passado, já havia voltado a treinar com bola em dezembro e, segundo relatos “está voando” na pré-temporada. Assim, seu retorno ao time deve ser natural.

No caso de Lucas Moura, que conviveu com problemas no joelho direito em 2025, o camisa 7 também tem treinado sem restrições e não reclamou de dores durante a maratona de treinos de janeiro.

A tendência é que ambos começam a ganhar minutagem já nos primeiros jogos do Paulistão.

Um possível São Paulo para a estreia pode ter Rafael, Ferraresi, Arboleda e Alan Franco; Cédric Soares (Maik), Pablo Maia, Danielzinho, Marcos Antônio e Wendell; Ferreira (Tapia) e Luciano.

Rodriguinho ainda treina
O meia Rodriguinho, que tem venda encaminhada para o Red Bull Bragantino, ainda frequenta as atividades do São Paulo. O clube precisa assinar o contrato para concluir a venda do jogador.

O valor da venda não foi revelado, mas Rodriguinho assinará por cinco anos no Braga.

São Paulo tenta a contratação do zagueiro Matheus Dória

O São Paulo tem conversas com um representante do zagueiro Matheus Dória, de 31 anos, e pode acertar com o zagueiro canhoto para reforçar o elenco.

O jogador, que tem contrato com Atlas, do México, até junho de 2027, negocia uma saída antecipada e vê o Tricolor com bom destino para jogar em 2026. Em 2015, ele teve uma rápida passagem pelo Morumbis, quando atuou por 18 jogos e marcou dois gols. O jogador gosta muito do clube.

Neste momento, há dois entraves para a conclusão de um acordo: a pedida salarial inicial, que neste momento está acima do que o São Paulo se planejou para pagar para um reforço da posição; e a concorrência de outros clubes. O Internacional, por exemplo, chegou a tratar com o jogador.

A negociação com o jogador foi revelada pelo jornalista Jorge Nicola e confirmada pelo ge.

Em entrevista à Central do Mercado, da ge tv, na semana passada, Dória revelou bastidores das tratativas e confirmou que já há conversas com diferentes clubes brasileiros. Segundo ele, a condição atual facilita a saída do Atlas, inclusive com possibilidade de abrir mão de valores para se liberar.

– Eu tive bastante conversa com empresários, com diretores de clubes também. Até o próprio Santos me buscou em agosto, ficou de falar comigo agora também no fim do ano. Tem alguns times que me consultaram para ver minhas condições. E a condição é que agora eu consigo sair livre lá. Eles têm uma dívida. Eu posso abrir mão disso e vir pra cá livre. Já tenho uns três, quatro clubes que realmente falaram. Agora que deve começar mesmo as negociações – revelou

Flamengo demonstra interesse na contratação de Marcos Antônio

O Flamengo demonstrou interesse na contratação de Marcos Antônio, do São Paulo. A ideia do clube rubro-negro é envolver o meia na negociação de Allan, que está na mira do Tricolor. A princípio, a equipe paulista recusou a investida.

O São Paulo fez uma proposta para contratar Allan por empréstimo. O Flamengo vê com bons olhos a saída do volante, mas os termos do negócio não agradaram à diretoria rubro-negra. O que o clube carioca fez foi sondar a possibilidade de o Tricolor aceitar negociar Marcos Antônio. Além da cessão de Allan, o Fla ofereceria uma compensação financeira. A informação foi publicada primeiramente pelo jornalista Venê Casagrande.

Marcos Antônio estava emprestado pela Lazio (Itália). O meia bateu as metas contratuais, e o clube tricolor exerceu a compra dos seus direitos por 4,2 milhões de euros (R$ 26,3 milhões) — o São Paulo ficará com 100% dos direitos econômicos, enquanto a equipe italiana terá 20% em caso de lucro numa transação futura. Os paulistas não têm interesse em envolvê-lo na negociação por Allan e só aceitariam conversar se houver uma proposta financeira considerável.

A negociação, então, está estagnada, já que o Flamengo também não vê vantagem em liberar Allan sem receber nada em troca. O contrato do volante com o Fla termina em dezembro de 2027. Ele está na lista de negociáveis, mas o clube gostaria de receber uma compensação e entende que precisará reforçar o meio-campo, já que perderá Saúl por alguns meses — o espanhol passará por uma cirurgia no calcanhar esquerdo.

Por outro lado, o clube paulista passa por um momento de instabilidade na administração. No dia 14 de janeiro, será votado o impeachment do presidente do São Paulo, Julio Casares. Assim, as conversas com o Flamengo só devem avançar depois que o futuro tricolor for resolvido.

Para quitar a compra de Marcos Antônio, o São Paulo dividiu o valor em quatro parcelas iguais de 1.050.000 de euros (R$ 6,7 milhões). A primeira parcela está prevista para setembro deste ano, enquanto as demais serão pagas nas temporadas de 2027, 2028 e 2029.

Alguém me disse

Há dúvidas no Conselho Deliberativo sobre o número mínimo necessário para afastamento de Júlio Casares da presidência. Um artigo diz que é um terço do número de Conselheiros (171); outro que são três quartos (190). Se valer a primeira interpretação, acredito firmemente que o número será alcançado. Se for a segunda…

 

Paulo Pontes

Impeachment de Casares: como é a votação e quem vai assumir o São Paulo

Na quarta-feira, dia 14 de janeiro, a partir das 18h30 (de Brasília), o futuro do São Paulo começa a ser definido com a votação do impeachment do presidente Julio Casares, no Morumbis.

Mas como funciona esse processo? O que precisa para o mandatário ser destituído? E o que acontece se o impeachment for aprovado? E se não for? O ge explica abaixo:

A votação
De acordo com o Artigo 112 do Estatuto Social do São Paulo Futebol Clube, o presidente é afastado preventivamente se dois terços dos conselheiros votarem a favor da destituição.

Atualmente, são 255 conselheiros. Portanto, Julio Casares só deixará a presidência, inicialmente, se 170 forem a favor do impeachment. A votação é secreta e ocorre presencialmente.

Se for reprovado no Conselho
Caso a votação a favor do impeachment não atinja 170 conselheiros, Julio Casares continua no cargo e se mantém na presidência até o fim do seu mandato, previsto para o fim de 2026.

Se for aprovado no Conselho
Em caso de aprovação do impeachment de Julio Casares, o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, deverá convocar uma Assembleia Geral em até 30 dias.

Nesse período, Casares ficaria afastado, e o vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos, assumiria o comando do clube até que os sócios, na votação convocada por Ayres, também votassem.

Se for aprovado na Assembleia Geral
Na votação dos sócios, basta maioria simples, com diferença mínima, para que o impeachment seja aprovado. Nesse caso, Julio Casares é destituído definitivamente do cargo de presidente.

O vice-presidente Harry Massis Junior, então, assumiria o mandato de Casares até dezembro de 2026. A votação que definirá o novo presidente para o triênio 2027/28/29 será no fim do ano.

 

Harry Massis Junior, vice-presidente do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Se for reprovado na Assembleia Geral
Caso os sócios não confirmem o desejo da maioria do Conselho Deliberativo, Julio Casares continua no cargo e se mantém na presidência até o fim do seu mandato, previsto para o fim de 2026.

Ainda não há candidatos confirmados para o pleito do fim do ano, que vai definir o presidente do Tricolor para as próximas três temporadas.

Entenda o caso
Conselheiros do São Paulo protocolaram em 23 de dezembro um requerimento com 57 assinaturas pedindo a convocação de reunião extraordinária para discutir o impeachment de Julio Casares.

O documento foi registrado pelo grupo que reúne membros da oposição do São Paulo, o Salve o Tricolor Paulista, com a assinatura também de 13 pessoas de situação.

A pressão em Casares aumentou com a reportagem do ge que revelou exploração clandestina de um camarote do Morumbis envolvendo dois diretores da situação, hoje afastados.

Em áudio, Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitiam participar de um esquema para uso ilegal de um camarote no show da Shakira, em fevereiro de 2025.

Enquanto o caso ganhava destaque, a Polícia Civil já mantinha uma inquérito aberto atuando em algumas frentes de investigação, uma delas sobre supostas irregularidades no departamento de futebol, e outra em relação às contas bancárias do São Paulo Futebol Clube e de Julio Casares.

A Polícia Civil investiga, por exemplo, a razão do recebimento de R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro nas contas de Julio Casares. Outra investigação tenta explicar a razão de 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões.

Casares reage a ataques e movimenta bastidores após denúncia

Julio Casares, presidente do São Paulo, tem procurado assegurar nos bastidores às várias correntes políticas do clube que comprovará origem lícita dos depósitos em dinheiro vivo na sua conta bancária, revelados pelo UOL e alvo de investigação policial.

Internamente, Casares tem mantido que não há qualquer irregularidade nas movimentações financeiras questionadas e trabalha para reunir documentos e explicações capazes de esclarecer a procedência do dinheiro.

Preparado pela equipe de advogados que o representa na investigação, ele levou algumas dessas justificativas à reunião de anteontem no conselho consultivo, que recomendou contra o seu afastamento.

Dentre os pilares da sua defesa, estiveram os argumentos de nada na investigação liga os depósitos recebidos diretamente ao São Paulo, e que nada também comprova que eles teriam origem ilegal.

A avaliação do presidente, compartilhada com aliados, é de que o debate público ganhou contornos pessoais, extrapolando a análise dos fatos e se transformando em ataques diretos à sua honra, dentro e fora do clube.

A pressão sobre ele se refletiu também nas interações do dirigente com a comunidade tricolor. Nas últimas horas, Julio Casares deixou um grupo de WhatsApp de sócios do São Paulo. Isso aconteceu após provocações e ofensas relacionadas à investigação.

A saída do grupo foi interpretada por pessoas próximas a ele como um sinal do desgaste emocional provocado pela escalada das acusações.

Por meio dos seus advogados, Casares também pediu acesso ao inquérito que investiga o suposto esquema de camarote clandestino no Morumbi – ele não foi citado nem figura entre os investigados – em uma tentativa de mapear a tempestade que atinge o clube.

Além disso, o presidente reuniu mais de 300 prints de mensagens e comentários publicados em redes sociais, muitos deles contendo ofensas e acusações consideradas graves. Todo o material foi encaminhado ao seu advogado, que avalia as medidas jurídicas cabíveis diante do que o dirigente classifica como ataques injustos e difamatórios.

Apesar do momento muito conturbado, Casares segue dizendo a pessoas próximas que não renunciará. Sua defesa, formada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, também é categórica, afirmando que ele enfrentará as acusações tanto dentro do São Paulo como na Justiça.

 

Fonte: Uol