Oscar e Lucas conquistaram juntos um título internacional pelo São Paulo

Antes de ganharem o mundo como jogadores profissionais, Lucas Moura e Oscar conquistaram, ainda na base do São Paulo, um título de peso internacional contra equipes de outros continentes.

Disputado na Espanha, o Mundialito Sub-17 de 2008 deu ao São Paulo o bicampeonato do torneio num título que teve Oscar como protagonista e Lucas, ainda Marcelinho, apenas como espectador.

Nomes cercados de expectativa desde a base, eles faziam parte de uma delegação que contava ainda com o atacante Henrique Almeida, que foi artilheiro do torneio, o volante Casemiro, hoje no Manchester United, e o ex-volante Wellington, que jogaria pelo Tricolor por várias temporadas.

Hoje trintões, Lucas e Oscar lutam para vencer um título juntos pela equipe principal do Tricolor, onde foram formados. Para isso, encaram na próxima segunda-feira o Palmeiras, na semifinal do Paulistão, em jogo único no Allianz Parque.

Há quase 17 anos, eles dividiram hotel e vestiários no título que contou com vitória nos pênaltis contra o Barcelona na semifinal após um empate sem gols, e vitória por 2 a 1 na final contra o Espanyol.

Mas só Oscar, nascido em 1991, foi a campo. Lucas, de 1992, não teve chance de jogar.

– Lucas era o mais jovem do nosso grupo, uma grande promessa. Ao chegarmos lá, percebemos que os times do mundo todo tinham ido com idade máxima e vimos que, do ponto de vista físico, era um risco colocá-lo para jogar, a gente tinha de preservá-lo – lembrou Adriano Titton, hoje supervisor de Análise de Desempenho do São Paulo e na época preparador físico da base.

Esse fato, porém, não tirou de Lucas Moura a satisfação pelo título, conquistado pela segunda vez pelo clube brasileiro. Depois do apito final na vitória contra o Espanyol, mesmo sem ter jogado por um segundo sequer, Lucas atravessou o campo inteiro de joelhos, pagando uma promessa pessoal.

– A promessa dele não era uma promessa individual, era uma promessa coletiva. Isso mostra como já era a cabeça do Lucas – completou Titton.

Oscar, o melhor jogador
Além de Barcelona (semifinal) e Espanyol (final), o São Paulo enfrentou CA Madrid, Albacete Balompié e Cruz Azul do México na primeira fase. Nas quartas, passou pelo Villareal.

Em seis jogos, foram quatro vitórias, um empate e uma derrota, com 13 gols marcados, seis deles de Henrique. Oscar, que marcou um e deu duas assistências, foi eleito o melhor jogador do torneio, que era conhecido como “Mundial de Clubes de La Comunidad de Madrid Sub-17”.

Lucas, o sonhador
Assim como Casemiro, também nascido em 1992, Lucas tinha apenas 16 anos nesta conquista.

Na véspera da final, o jogador sonhou que entraria no segundo tempo e marcaria o gol do título. Esse fato foi comentado com algumas pessoas da comissão, mas não com o técnico Zé Sérgio, que só ficaria sabendo do sonho posteriormente.

Sem essa informação, o treinador optou por outros atletas, e Lucas não entrou. O Tricolor venceu os espanhóis por 2 a 1. Henrique e Diego marcaram, ambos com passes de Lucas Gaúcho.

No ano seguinte, em 2009, a base do São Paulo voltou a viajar para o torneio em busca do tri. Já sem Oscar e com Lucas protagonista, a equipe foi até a semifinal, mas caiu para o Rayo Vallecano.

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