Justiça homologa perícia que confirma eleição de conselheiros em 2020

Uma perícia realizada judicialmente reforça a tese do São Paulo, que nega irregularidades na eleição para conselheiros do clube em 2020. O pleito elegeu 100 novos membros para o Conselho, com maioria entre os que faziam parte da chapa encabeçada por Julio Casares, eleito presidente do clube pouco tempo depois.

O laudo produzido pelo perito foi homologado em sentença do último dia 6 de maio.

Nele, o perito Raul Spigel afirma que, em recontagem de votos, conseguiu confirmar a eleição de 74 dos 75 conselheiros mais votados – os demais 25 são eleitos levando em consideração o tempo que é associado ao clube.

O laudo aponta uma única diferença entre os mais votados, de dois votos entre o 75º e o 76º, que ele reputa ao critério “subjetivo” do clube para anular cédulas durante a apuração oficial.

A perícia foi feita em ação de sócios do São Paulo que pediam a produção de provas sobre o pleito, que no dia apresentou problemas.

Segundo documento no qual a reportagem teve acesso, o grupo alega que os votos contabilizados não condiziam com os atribuídos aos candidatos, devido a um incidente no sistema de informática.

No pedido, cobrava-se perícia em duas fases: recontagem de votos nas cédulas e a segunda digital.

O São Paulo, por outro lado, defendeu-se ao dizer que os monitores mostravam um resultado anterior ao definitivo, algo alegado como prova pelos requerentes, e que esses aparelhos não constavam no sistema de apuração oficial.

O clube ainda relembra que fiscais de cada chapa estiveram ativos no pleito, que acabou sendo decisivo para a eleição de Julio Casares, ocorrida por votos de conselheiros semanas depois.

Para o São Paulo, a homologação das provas produzidas na ação reforça a lisura daquela assembleia.

Depois da eleição do novo grupo de conselheiros, Casares foi eleito pelo grupo e comandará o clube até o fim de 2023.

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