O técnico Rogério Ceni falou, logo após jogo contra o Juventude, pela 14ª rodada do Brasileiro, que o São Paulo precisava “sobreviver” nos torneios que disputava até a abertura da janela de transferências.
Com um elenco fragilizado por lesões, a preocupação do treinador se justifica pela condição de investimento do clube em busca de reforços, que depende das perspectivas esportivas no time na temporada.
Nesta quinta-feira, o São Paulo enfrenta o Palmeiras no jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, um duelo importante para definir como a diretoria irá se comportar a partir da próxima semana, quando a janela de registro de atletas se abre no Brasil, a partir do dia 18.
O Tricolor venceu o jogo de ida por 1 a 0 e precisa de um empate para avançar no confronto do Allianz Parque, às 20h.
A classificação na Copa do Brasil fará com que o São Paulo admita gastar mais para reforçar o time nesse meio do ano.
O São Paulo já se classificou para as quartas de final da Copa Sul-Americana. Em agosto, enfrenta o Ceará. A avaliação é de que o elenco atual é suficiente para tentar esse título.
No Brasileiro, o São Paulo é o sétimo colocado, com 23 pontos, quatro a menos do que o Athletico-PR. No torneio, o objetivo do time é terminar ao menos entre os seis que conquistavam vaga na Libertadores de 2023 – objetivo que ainda é bastante plausível neste momento.
A classificação na Copa do Brasil é a que pode turbinar os investimentos.
O torneio nunca foi conquistado pelo clube, dá uma vaga ao campeão na próxima Libertadores e ainda tem alta premiação em dinheiro que pode servir de retorno aos gastos com novos atletas.
No orçamento do São Paulo, aprovado ano passado, a previsão era de que o time chegaria ao menos às quartas de final da Copa do Brasil – isso impacta na previsão de receitas com premiações.
Se passar pelo Palmeiras, o clube receberá mais R$ 3,9 milhões para disputar as quartas de final – valor que sobe para R$ 8 milhões na semi e a R$ 60 milhões ao campeão.
Por enquanto, o São Paulo acertou a contratação apenas do atacante Marcos Guilherme, que já treina com o elenco, mas ainda aguarda a abertura da janela para ser registrado. Ele, porém, não poderá ser utilizado na Copa do Brasil por já ter defendido o Santos no torneio.
O jogador chegou de graça, já que estava livre após rescindir contrato com o Internacional – um modelo de contratação que tem sido prioridade no Morumbi por causa da crise financeira do clube.
O Tricolor ainda vasculha o mercado em busca de um zagueiro, um volante e um outro atacante, posições que a diretoria e a comissão técnica consideram mais carentes.