Conheça seis características marcantes do novo técnico do São Paulo

Edgardo Bauza assinou contrato de um ano com o São Paulo nesta quinta-feira. Experiente, o técnico argentino de 57 anos terá um grande desafio pela frente ao assumir o comando do time paulista depois de uma temporada em que a equipe teve quatro treinadores.
Um dia após a contratação de Bauza, o UOL Esporte ouviu jornalistas para traçar o perfil do novo comandante são-paulino. Na lista estão Paulo Vinícius Coelho, o PVC, Vitor Birner. André Rocha e Nico Berardo, setorista do San Lorenzo do Diário Olé.

Para eles, o São Paulo acertou na escolha. “Gostei da Bauza. São Paulo estava em encruzilhada, sem ideia. E essa ideia foi boa”, disse PVC, que ressaltou ainda os dois títulos da Libertadores conquistados pelo argentino (em 2008, com a LDU, e em 2014, com o San Lorenzo). Birner, por sua vez, dá importância a uma característica de Bauza. “O São Paulo tem agora um treinador com rodagem, que não admite jogador andando em campo. Ele gosta de time de guerreiros e ainda conhece bem o futebol sul-americano”, disse.
Já Berardo classifica Bauza como um treinador moderno. “Ele é o Mourinho sul-americano: ganhador, inteligente, tático e com uma grande leitura de jogo e dos rivais que enfrenta”, afirmou.  André Rocha faz uma comparação com o colombiano Juan Carlos Osorio, que comandou o São Paulo em 29 partidas. “Bauza é estrategista como Osorio, porém mais pragmático”, afirmou.

Times com saída rápida para o ataque

Bauza é conhecido na Argentina como um treinador equilibrado. Em entrevista ao Olé durante a passagem pelo San Lorenzo, o treinador afirmou que não era possível ganhar sem saber se defender. O grande trunfo de suas equipes é a rápida transição defesa-ataque. “As equipes têm muita explosão pelos lados do campo para ser forte no ataque, além da criatividade de um camisa 10 bem sólido”, disse Berardo. “Ele não pode ser chamado de retranqueiro, nem de ofensivo”, frisou Birner.

Direto na relação com jogadores

Segundo o setorista do San Lorenzo no Diário Olé, Bauza é direto na comunicação com os jogadores. O mesmo se aplica à imprensa e aos dirigentes. “Ele aceita críticas e entende o mundo do futebol como poucos. Sua relação com os jogadores é muito boa, principalmente porque é direto. Ele não tem meias-palavras. E a sua relação com a imprensa é similar”, disse.

Times com raça e rei do mata-mata

O São Paulo, com Bauza no comando, deve se tornar um time mais copeiro, com mais raça. “É uma aposta coerente. Pode ser a solução para acabar com a falta de competitividade do time, caso a direção der o respaldo necessário no dia a dia do clube”, afirmou o jornalista. O argentino mostrou traços dessa característica na Libertadores 2014, por exemplo. Naquela ocasião, o San Lorenzo terminou a fase de grupos na 15ª colocação, com apenas oito pontos. Depois, no mata-mata, eliminou Grêmio, Cruzeiro, Bolívar e Nacional-PAR. Em 2008, com a LDU, ele fechou a participação na segunda fase em 11º lugar. Depois, passou por Estudiantes, San Lorenzo, América-MEX e Fluminense.

Treinador moderno e pragmático

De acordo com André Rocha, o treinador argntino soube se atualizar nos últimos anos. O fato tornou possível a adaptação ao esquema tático do adversário, “Bauza ganhou sua primeira Libertadores com a LDU em 2008 com três zagueiros. Time rápido e versátil. Seis anos depois, o bi do técnico argentino com o San Lorenzo acompanhando a evolução tática do futebol e trabalhando num 4-2-3-1 com bom posicionamento defensivo, intensidade, transição rápida e movimentação do trio de meias atrás do atacante.Na final do Mundial com o Real Madrid, a variação para o 4-1-4-1 para negar espaços ao favorito”, afirmou.

Adepto de sistemas com três zagueiros

Bauza foi campeão da Libertadores pela primeira vez com um sistema com três zagueiros. No San Lorenzo, precisou adaptá-lo por causa da falta de opção do elenco. “Seu sistema ideal é o 3-5-2, mudando para um 3-4-1-2 ou o 3-4-2-1. No San Lorenzo não conseguiu colocar isso em prática, poqreu não contava com jogadores para implementar esse sistema. Ele chegou a escalar o time assim, mas não funcionou, por isso escolheu o 4-4-1-1”, explica Berardo.

Jovens em campo? Em alguns casos, sim

Apesar de não usar muitos jogadores da base, Bauza não hesita em lançar jovens atletas no time principal. Foi dessa forma que o atacante Ángel Correa surgiu na equipe do San Lorenzo, aos 19 anos. O treinador argentino também foi responsável por oportunidades dadas ao atacante Héctor Villalba, que, aos 21 anos, ainda defende o San Lorenzo. “Ele prefere os jogadores mais experientes, mas soube dar um lugar a Correa, que hoje está no Atlético de Madri e a Héctor Villalba, usado como meia pela direita. Ambos eram juvenis quando ele chegou”, explicou Berardo.
Fonte: Uol

3 comentários em “Conheça seis características marcantes do novo técnico do São Paulo

  1. Pelo que li é um treinador que não fica pressionando para contratar medalhões, se adapta ao que tem. Em função do plantél ele altera o esquema de jogo, já usou o 3 5 2, é o que prefere, o 3 2 3 2 o 4 4 2 e até o 4 1 4 1 na final do mundial contra o Real, ou seja joga com o que tem e não fica enchendo o saco e dando desculpa. A minha alegria e esperança é grande, a diretoria fez o que foi o possivel, não poderia ser melhor. E o melhor é que ele encara os medalhões numa boa, acabou com as panelas e estrelísmo que existia no São Lourenço, para nós isso é se suma importancia..

  2. O Técnico me parece ser uma boa escolha, assim como foi com o Osório, mas o dificil vai ser ver Reinaldo, Bruno, Carlinhos entre outros, ano que vem no elenco do Soberano.

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