Vitória. E o Morumbi estava mais leve, mais colorido, sem nuvens grafites

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, parafraseando meu amigo Edson Lapola, as nuvens grafites se dissiparam e foram para longe do Morumbi. E o estádio ficou mais vivo, mais alegre, mais colorido, mais claro, mais emocionante. O São Paulo, pouco a pouco, está voltando para os braços de onde nunca deveria ter saído: seus torcedores.

Encaixamos a segunda vitória consecutiva (Flamengo, no Brasileiro e agora Santos, no Paulista), melhoramos nosso astral, aumentamos a autoconfiança e, de quebra, nos afastamos da incômoda situação em que no encontrávamos no Paulista.

O São Paulo foi melhor o tempo todo. Dominou o Santos desde o primeiro minuto. A expulsão – justa – de Gabriel Menino só facilitou um pouco as coisas.

Marcos Antonio, muitas vezes criticado por mim, foi o melhor em campo. Com ocupação de todo o terreno, estando em todos os pontos do campo onde a bola estava, encontrou boas viradas de jogo – apenas um erro – pequenos toques laterais, sem qualquer erro e um passe certeiro, verdadeira assistência, para o gol de Luciano. Antes ele já havia feito algo semelhante com o mesmo Luciano e com Bobadilla, mas ambos perderam o gol.

Aliás o meio campo do São Paulo encaixou. Jogando sem um cabeça de área, os antigos e famosos brucutus, Crespo deixou o setor leve, que evolui junto com o time e vai afundando o adversário em seu campo. E ele pode fazer isso porque conseguiu postar bem a defesa, já que Alan Franco, Arboleda e Sabino estão com perfeito entendimento lá atrás.

Mas aí alguns podem perguntar: por que essa melhora agora, se eram os mesmos jogadores do ano passado (exceção a Danielzinho)? Não sei se houve pagamento dos atrasados (pelo que me consta, ainda não). Mas a crise política (policial) do São Paulo afetou os jogadores e era impossível desenvolver trabalho com todo o noticiário que envolveu o clube.

Agora, com a Organização Criminosa parcialmente afastada (ainda faltam alguns saírem), o time pode se preocupar apenas em jogar. E quando encaixa uma virada sobre o Flamengo, o melhor time das Américas, a confiança aumenta muito e o São Paulo volta a ser São Paulo.

Me emocionei com o gol de Luciano. As lágrimas vieram aos olhos. Eu pude sentir novamente o prazer incomensurável que é torcer pelo São Paulo. Pena que aquele que um dia foi meu melhor amigo tenha deixado de ser são-paulino, porque quem faz o que ele fez com o clube não pode dizer que ainda torce por esse time. E, até por isso, em breve terá que deixar de frequentar estádios, pois estará cumprindo sentença pelo que causou de prejuízo ao São Paulo. Junto com seus comparsas.

E não vai demorar. Até onde eu sei, a Polícia está em fase avançada em alguns processos, mas o de Carlos Belmonte e Nelson Ferreira é o primeiro da fila e o indiciamento ocorrerá nos próximos dias.

Força, Ministério Público. Força, Polícia. Força meu São Paulo.

4 comentários em “Vitória. E o Morumbi estava mais leve, mais colorido, sem nuvens grafites

  1. Jogamos contra dois times. Um, não entrou em campo. O outro, é inexpressivo atualmente.
    Não temos um médio time que faça valer, minimamente, a grandeza da nossa camisa.
    Mas é bom NAO VER AQUELES BOSTAS que administravam o SPFC, e o time, pelo menos, ficou mais leve.
    O cheiro dos bostas esta no ar, mas a descarga foi dada.
    Novos rumos em prol de dias bem melhores.

  2. O que você descreve é mais do que duas vitórias. É reconexão. O São Paulo Futebol Clube voltou a respirar o mesmo ar da arquibancada. O Morumbi deixou de ser cinza não por causa das nuvens, mas porque o time voltou a jogar para alguém, e esse alguém somos nós. A vitória sobre o Flamengo foi o gatilho simbólico: virar contra o melhor time das Américas não é só resultado, é recado. Contra o Santos, veio a confirmação: domínio, controle, ideia clara. A expulsão ajudou? Claro. Mas ajudou quem já estava mandando no jogo. Paulo, você foi cirúrgico ao falar do meio-campo. Sem brucutu, sem freio de mão puxado. O time flui porque pensa. Marcos Antônio, que não pode ser vendido em nenhuma hipótese, jogou como quem entende o espaço e o tempo, coisa de jogador maduro, não de operário da bola. E o passe para Luciano foi poesia simples: sem firula, sem pose, direto no coração do gol. Mérito também de Hernán Crespo, que desmontou o medo antes de desmontar o adversário. Defesa ajustada, confiança atrás, leveza no meio, coragem na frente. Futebol não é só tática: é clima. E clima se constrói quando o vestiário deixa de ser refém de manchete policial. Sobre o resto, você disse na lata, como tem que ser. Quem sequestra clube, quem transforma paixão em projeto pessoal, não é torcedor. É outra coisa. E a justiça, ainda que lenta, mas andando, vai separar o que é arquibancada do que é banco dos réus. As lágrimas no gol do Luciano dizem tudo. Aquilo não foi só uma vitória. Foi o reencontro com um sentimento que estava exilado. Torcer de novo sem vergonha, sem raiva, sem nó no estômago. Parabéns!!

    • Foi uma bom jogo, o jogo da virada contra flamengo foi surpreendente, contra o Santos era possível ganhar pq eles nao estão la essas coisas e com expulsão do tal de menino ajudou muito a vitória, só nao foi goleada pq perdemos muitos gols e começamos admistrar acabou ficando perigoso por isso pois um gol do Santos bastava por eles e volta ao jogo, ganhamos e saímos da incomoda ao rebaixamento, mas agora é ganhar esses 2 jogos faltantes e nao serão fáceis pq nao sabemos se vão continuar jogando como os 2 jogos vitoriosos ou seremos o velho são paulo que sóbria para nao cair.

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