Eliminação escancara o que é o São Paulo nos dias de hoje. Mas vale a frase: eu já sabia!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está fora da Libertadores. Perdeu, no Morumbi, para a LDU, por 1 a 0. Conseguiu jogar 180 minutos contra o um time do submundo do futebol da América do Sul – que dirá do mundo – tomar três gols e não fazer um único. Ah, mas eu já sabia.

Mais uma humilhação entre tantas que temos juntado desde 2010, quando o finado Juvenal Juvêncio deu o primeiro golpe no estatuto para se perpetuar no poder. A partir daí seguiram-se gestões desastrosas, como Carlos Miguel Aidar, Leco e, agora, Júlio Casares, o pior deles. Destruíram a instituição, pensaram em si próprios, se esbaldaram de recursos, arrasaram os cofres tricolores, nos colocaram no segundo patamar do futebol brasileiro, por vezes até mais baixo, deixando de brigar por títulos e rastejando nas proximidades do Z4, sendo salvos ora por Muricy Ramalho, ora por Rogério Ceni, ora por Hernanes.

De positivo uma torcida que nunca deixou de acreditar, porque sempre foi a torcida da fé, que conduz – não a que é conduzida – mas a real, que nesta noite fatídica de quinta-feira, no Morumbi com clima de Libertadores, extrapolou o que estava guardado há algum tempo e mandou Júlio Casares TNC. Bradou o #Foracasares que temos propagado há tempos. Até porque este sujeito está apoiando todos os presidentes desde 2006. Portanto é o único, entre todos (inclusive o finado) que agrega em seu currículo a total cumplicidade pelo estágio que fomos colocados.

Um presidente que pegou um estatuto profissional, feito em 2017, e deu um golpe para se reeleger. Que fraudou este estatuto ao colocar na diretoria de Futebol um abnegado, que entende deste esporte o tanto quanto eu, de frequentar arquibancadas e torcer desesperadamente pelo time. E para por aí. Ou seja: não é do ramo (como dirigente, apesar de se colocar como bom para cacete).

E Crespo? Esse não tem culpa. Foi muito criticado por colocar Rigoni na lateral direita. Mas, convenhamos, precisava atacar, precisava marcar gols. Quem ele poderia colocar? Que centroavante, um nove de verdade? Que meia, mas um 10 de verdade? Que elenco tem em suas mãos?

Crespo é o menos culpado de tudo. Tem feito milagre com esse elenco mequetrefe. Já fui muito criticado aqui por rebaixar a qualidade do nosso elenco. Mas o que dizer, o que elogiar? Nem de raça posso falar, porque até isso faltou nesta quinta-feira.

Estamos fora da Libertadores. Levantemos mãos aos céus pelas primeiras dez partidas de Crespo, o efeito que revigorou o time, que fez com que conseguíssemos seis vitórias consecutivas. Ou hoje estaríamos, inevitavelmente, na zona de rebaixamento.

Pobre São Paulo. Sua imensa torcida, constituída por mais de 20 milhões de torcedores, não merece os dirigentes que tem e o que eles estão fazendo com essa SAGRADA INSTITUIÇÃO. #FORACASARES. #FORABELMONTE.

7 comentários em “Eliminação escancara o que é o São Paulo nos dias de hoje. Mas vale a frase: eu já sabia!

  1. Dia difícil né amigos… imagina pra mim que já sabia, tinha avisado aqui que não passaríamos e pra piorar com ingresso comprado não pude comparecer devido a uma crise renal daquelas que não desejamos nem a nossos inimigos…

    Esse SPFC atual é a cara total da gestão Casares e Belmonte, não é azar e sim a gestão. Reparem que nada de bom funciona, não é coincidência.

    E não tenho nada de positivo de momento pra falar sobre esse clube.

  2. Essa frase classica “Eu ja sabia” é otima no momento em que vivemos a anos, e infelizmente seguimos a risca o hino vivemos das glorias do passado 20 do ultimo titulo libertadores e mundial e se nao mudar essa atual gestao vamos continuar assim ate quando acordarem que nao cabe mais esse tipo de gestao danosa e malefica.
    PP fala que Crespo nao tem culpa 100% e esta tirando leite de pedra concordo, mas ele tem sua parcela de culpa pq ele tem algumas opcoes e prefere ser conservador e isso esta matando seu trabalho, falta ousadia, falta coragem, sabendo que precisaria fazer no minimo 2 gols e me vem com 3 zagueiros e com laterais que sao so marcadores, um meio de campo fraco esse ponto chave em muitos times, e o ataque o que dizer, depender de Rigoni e Luciano para alguma coisa é pedir demais, e ferreirinha o nosso X1 que nunca completa nenhuma jogada para seus companheiros entao estamos no limbo mesmo, 2025 acabou, ainda nao, pq ainda tem boa parte do brasileiro para pelo menos terminar entre os 6 primeiros para tentar uma libertadores 2026, que tb de que adianta entrar so para avançar e ganhar alguma grana a mais para depois ser eliminado e humilhado.
    E Tiago Nunes deu um nó no sao paulo mostrou que com ate menos que nos consegue avançar e como eles estao chamando LDU de eliminador de gigantes, botafogo ate pode ser mas sao paulo gigante ja foi a mais de 20 anos, e deve estar pensando nunca foi tao facil chegar a semi final, nao precisou de muito, 2 erros no 1o jogo 2×0 e 1 erro no 2o jogo 1×0 e ja era.

  3. Paulo, desculpe-me o texto longo, mas preciso desabafar. Escrevi ontem, logo após a eliminação.
    Estou triste, claro que estou. Mas, pensando melhor, o que me domina não é apenas a tristeza; é a revolta. A indignação. E, acima de tudo, o cansaço. Estou cansado de ver o São Paulo sendo destruído ano após ano. Não há mais quem aguente. Nem eu tenho mais vontade de escrever aqui nesse espaço que generosamente Paulo Pontes oferece a nós torcedores, ou em qualquer outro lugar, porque a sensação é de enxugar gelo. Nada muda. E quando muda, muda para pior. São anos de vexames, eliminações trágicas e derrotas que se tornaram banais. O torcedor, que se acostumou a ver o São Paulo em finais de Libertadores e Mundiais, hoje é obrigado a se conformar com campanhas medíocres e aplaudir algumas parcas vitórias em que parece que tudo pode mudar para melhor. Mas não muda. É para pior. Não adianta culpar técnicos que entram e saem, nem jogadores medíocres, na sua maioria, que se arrastam em campo e não conseguem acertar um passe de três metros. O problema está muito além disso. É estrutural, mas também é ético e moral. É a sequência interminável de gestões criminosas, dominadas por interesses pessoais, vaidades e conchavos políticos. Dirigentes que usam o clube como trampolim, que tratam o São Paulo como se fosse um negócio privado, um feudo de poucos. A ética foi rasgada, a moral virou palavra vazia, e o São Paulo passou a ser comandado por quem não tem escrúpulo nem compromisso com sua história. A dívida é um retrato fiel do desastre: em 2015, girava em torno de R$ 270 milhões; hoje já chega perto de R$ 1 bilhão. É um crescimento obsceno, fruto da incompetência e da irresponsabilidade.
    Para tapar os buracos, venderam a base como nunca. Antony, David Neres, Casemiro, Lucas Moura, para falar dos mais antigos, jogadores que saíram antes de amadurecer, como se a base fosse um caixa eletrônico, não um projeto esportivo. E dentro de campo, a humilhação virou rotina. Em 2019, eliminação na pré-Libertadores. Em 2020, derrota para o Mirassol em casa no Paulista. Em 2022, houve uma final perdida por 4 a 0 contra o rival. Só para ficar nesses vexamos que me lembro agora. Tem outros, é claro. Em cada temporada, um vexame novo para a coleção.
    Até quando ganhamos, como em 2023 na Copa do Brasil, o brilho não dura: a irregularidade e a mediocridade logo voltam a dominar. O torcedor, que sustenta o clube com paixão e dinheiro, é tratado como um estorvo. Sócio-torcedor enganado com promessas de benefícios, arquibancadas desprezadas, comunicação oficial reduzida a propaganda enganosa. Criaram um abismo entre quem manda e quem ama. E o pior é a impotência. Não existe transparência, não existe democracia interna. O Conselho Deliberativo virou uma confraria fechada, onde os mesmos grupos se alternam no poder e garantem que nada mude. O torcedor não tem voz, não tem instrumentos para reagir. É como assistir ao desmoronamento da própria casa sem poder segurar os tijolos que caem.
    Hoje, ser são-paulino é carregar nas costas a memória de um gigante e conviver com a realidade de um clube apequenado. É olhar para a história do tricampeão do mundo e enxergar, no presente, um São Paulo endividado, desmoralizado e conduzido por gente que não tem nem capacidade, nem vergonha, nem ética, nem moral.
    E eu? Estou cansado. Mas não é um cansaço qualquer: é aquele que não dá trégua. Porque sei que, se eu me calar ou simplesmente tentar descansar, nada vai melhorar. Pelo contrário: cada silêncio, cada desistência, cada noite em que o torcedor baixa a cabeça só dá mais espaço para que eles destruam ainda mais. O São Paulo, nas mãos de quem está hoje, não estagna — ele apodrece. #FORA CASARES!!! Abraço.

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