Vitória obrigatória que nos dá alívio, apesar da corda ainda estar perto do pescoço

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o jogo de seis pontos e conseguiu se afastar do Z4, de maneira um pouco mais consistente. A vitória no clássico nos havia dado um respiro, mas a rodada do fim de semana nos colocou, de novo, a dois pontos do Z4. Agora fiamos cinco, mas temos o maior número de jogos do Brasileiro, enquanto a grande maioria tem um ou dois jogos a menos. Portanto, a corda ainda está próxima do nosso pescoço.

Mas, não sendo pessimista e olhando o futuro com um pouco de otimismo, entendo que se vencermos o Fluminense domingo, ainda que percamos do Internacional em Porto Alegre, voltando a vencer o Vitória – outro jogo de seis pontos – no Morumbi, poderemos jogar um segundo turno com mais tranquilidade, mantendo certa regularidade, sem entrar em desespero. Mas isso se largarmos de mão as Copas para nos dedicarmos apenas ao Brasileiro.

No jogo contra o Juventude temos que destacar, mais uma vez, atuações de Bobadilla, que parece ter encontrado seu futebol como Crespo; Marcos Antonio, outro que era uma irritação para mim em campo e parece ter evoluído com o novo técnico; e Luciano, em posição que rende muito, segundo atacante, resolvendo os problemas de gols para o time.

Também parece claro que Crespo não vai abrir mão de sua convicção de jogar com três zagueiros em hipótese alguma. E isso me parece bom. Apesar de não gostar deste sistema tático entendo que o São Paulo casou-se com ele desde 2005, quando ganhou Libertadores, Mundial e três Brasileiros jogando com três zagueiros.

Mas para dar opção a ele, precisamos de mais um zagueiro no elenco. Na eventualidade de uma contusão ou suspensão por cartão, teremos apenas um no banco. E nesse caso específico não teremos ninguém para outra eventual substituição. O elenco é curto, eu sei, mas deveria ser melhor planejado. Porém, pensar em planejamento numa diretoria intrinsecamente ligada a interesses de empresários, é querer demais.

Vamos ver como nos portamos contra o Fluminense para saber se podemos continuar confiantes ou nos preparar para mais sofrimento pela frente.

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