Único a apoiar técnico, Adalberto usa força com Juvenal para manter Ney

Depois de muita pressão da torcida e dos resultados ruins na temporada 2013, Ney Franco ainda é técnico do São Paulo graças a Adalberto Baptista. O diretor de futebol, protegido do presidente Juvenal Juvêncio, é o único na cúpula no departamento a querer a permanência do treinador até o fim do Campeonato Brasileiro.

Juvenal tem a palavra final de tudo, adora bradar que o clube é controlado pelas mãos dele, mas ouve atentamente as opiniões de seu dirigente mais próximo, colocado por ele no cargo em meados de 2011 – era do departamento de marketing anteriormente.

Adalberto concentrou todo o poder de contratar e vender. É considerado um ótimo negociador e ganhou pontos com o mandatário por trazer Luis Fabiano e Paulo Henrique Ganso. No entanto, o estilo centralizador e de difícil relação pessoal não agrada a alguns conselheiros.

O próprio presidente já tem suas restrições ao trabalho de Ney. O voto de confiança dado após a queda na Libertadores está sendo repensado. O técnico agrada ao dirigente por colocar em campo alguns garotos do CT de Cotia, porém, caiu no conceito com as seguidas atuações ruins da equipe.

A favor da demissão estão dirigentes da velha-guarda e eternos aliados de Juvenal: João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol, e Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vice do clube. Ambos já mostraram até publicamente não concordar com os métodos do treinador e são favoráveis à troca para tentar fazer o time brigar pelo título nacional no segundo semestre.

O futebol deixou de ser o único foco de Juvenal para analisar a troca de treinador. A contratação de Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro pelo Tricolor, poderia amenizar a irritação da torcida e dos associados. Em 2014, o clube passará por eleições e uma crise agora prejudicaria a situação no pleito. O atual presidente já descartou entrar em nova disputa e tenta encontrar um substituto.

Leco, que desponta como um dos favoritos ao posto, foi o grande articulador da queda de Muricy após a eliminação do time da Taça Libertadores de 2009. Por conta disso, perdeu a força que tinha no futebol. Jesus Lopes, antes poderoso, acabou deixado de lado com a presença de Adalberto.

Enquanto Juvenal não decidir o que fazer, Ney Franco continuará. Na próxima quarta, a cabeça dele estará à prêmio novamente na partida contra o Grêmio, em Porto Alegre. Uma vitória ou até um empate significará alívio. Um revés pode fazer o presidente virar os ouvidos para outro lado.

Fonte: Globo Esporte

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