São Paulo tenta resolver problema de fluxo de caixa para pagar atrasados

O São Paulo tenta resolver seu problema de fluxo de caixa para pagar os direitos de imagem atrasados dos jogadores. Há parcelas em débito entre dois e três meses, de acordo com a situação de cada atleta.

O Tricolor costuma pagar pacotes de três meses para jogadores que recebem parte dos salários nos direitos de imagem. O atraso com os atletas gera insatisfação e atrito nos bastidores da diretoria.

Não há uma previsão clara de quando o São Paulo quitará a pendência, embora o clube acredite que a situação financeira para o segundo semestre estará controlada.

O pagamento deste atraso nos direitos de imagem dependerá da entrada de dinheiro imediato no caixa do São Paulo. Seja por antecipação de receitas, valores a receber por contratos de televisão ou vendas realizadas, entre outros.

Paralelamente a isso, o Conselho Deliberativo votará em reunião na próxima terça-feira (dia 2 de julho) sobre os contratos de empréstimos pegos pela diretoria com diferentes bancos. Trata-se de uma ratificação de acordos anteriormente aprovados pelo Conselho de Administração, em maio, e de uma questão estatutária.

Parte desse dinheiro já entrou no caixa do São Paulo. Ou seja, na visão do clube, a aprovação (ou não) por parte dos conselheiros destes empréstimos não muda em nada a situação dos jogadores. Não há uma associação da aprovação dos empréstimos ao pagamento dos atrasados.

No começo da gestão do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, a diretoria foi autorizada pelo Conselho Deliberativo a pegar empréstimos em bancos. A medida serve para, em casos de necessidade, o clube não ficar “engessado” à espera de uma aprovação dos conselheiros.

Mas, por uma questão estatutária, dependendo do valor e se o tempo de vigência dos contratos ultrapassar o mandato da gestão (nesse caso até 2020), os acordos precisam ser submetidos ao Conselho de Administração e ao Conselho Deliberativo. Alguns bancos também exigem essa ratificação dos respectivos órgãos.

Nos bastidores, conselheiros acreditam que a reunião será agitada, mas não creem em uma reprovação, embora haja opositores que sejam contra a medida.

Crise financeira

O problema financeiro do São Paulo ocorre por alguns motivos. As trocas de treinadores geraram no total 11 contratações para 2019.

Além disso, as eliminações na Copa Libertadores e na Copa do Brasil fizeram o São Paulo ter de readequar seus gastos. O clube contava em seu orçamento com a classificação até as quartas de final dos dois torneios, o que renderia dinheiro em premiações e bilheteria.

Desde a contratação do técnico Cuca o São Paulo discute uma redução dos gastos no futebol. A saída de Diego Souza teve a ver com essa mudança de perfil, pois o treinador quer trabalhar com um grupo mais jovem. A transferência do centroavante também aliviou a folha salarial.

Esse também é um dos motivos para o clube liberar Nenê, Jucilei e Bruno Peres da reapresentação com o grupo, em Cotia. Biro Biro, por sua vez, rescindiu contrato.

Jucilei e Nenê estão liberados para sair do São Paulo — Foto: Fred Gomes

Jucilei e Nenê estão liberados para sair do São Paulo — Foto: Fred Gomes

Para fazer dinheiro na janela internacional de transferências e também equilibrar as contas, o São Paulo conta com algumas negociações: as vendas de Arboleda, David Neres (do Ajax para outro clube) e Lucas Perri.

O zagueiro foi eliminado com a seleção do Equador, tem sondagens e admitiu que provavelmente sairá do Tricolor (sua reapresentação está marcada para domingo). O atacante do Ajax tem vários interessados, mas o clube holandês estuda tentar segurá-lo, e o goleiro treina com o grupo em Cotia, depois de o Crystal Palace não exercer a opção de compra do empréstimo.

Fonte: Globo Esporte

Um comentário em “São Paulo tenta resolver problema de fluxo de caixa para pagar atrasados

  1. É a tal da reação ao invés da ação.
    Reação às besteiras anteriores que não geraram resultados com novas besteiras na tentativa de desviar incapacidade dos dirigentes responsáveis pelas contratações.
    Tivesse alguém no clube responsável para uma análise fria sobre essas contratações e, ao menos uns 80% delas não teriam sido efetuadas.
    Mas é o S.Paulo, um clube que já foi referência no mundo, sendo destruído lentamente por incapacidade e vaidade da velharada que se sente dona do pedaço.
    A continuar sem uma mudança profunda de dentro pra fora, com certeza, não teremos um time de futebol que justifique o passado. Talvez até mesmo o clube possa ser destruído por más administrações e roubalheira geral.
    Imaginem um clube deste tamanho que não produz um fluxo de caixa condizente pra pagamento de seus profissionais! Não estamos nem falando em investimento, tipo uma reforma em seu estádio, há muito ultrapassado; estamos falando de pagamento de pessoal!
    Já já vem a mágica: vender uma meia dúzia de garotos, por merreca, pra esconder tanta burrice trabalhando junto.
    Mas é o São Paulo . . .

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