Ricardo Oliveira e Pato fazem duelo à parte no San-São da Vila Belmiro

Ricardo Oliveira e Alexandre Pato. Um já é veterano, mas mostra no Santos que a facilidade para marcar gols não diminuiu com o passar do tempo. O outro redescobriu no São Paulo o prazer de jogar futebol e ser artilheiro. Sem dúvida, a disputa entre os atacantes é o maior confronto do clássico que será disputado nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, às 22h.

Montagem Ricardo Oliveira e Alexandre Pato (Foto: Montagem sobre foto da Agência Estado)Ricardo Oliveira e Alexandre Pato são duas das atrações do jogo desta quarta, a partir das 22h (Fotos: Agência Estado)

Na tabela de goleadores da temporada, o santista leva vantagem, já que balançou 28 vezes as redes adversárias, sendo 15 no Campeonato Brasileiro. Já o são-paulino tem o melhor ano da carreira, com 21 gols marcados, sendo oito no Nacional. Ao analisarmos os outros dados dos dois jogadores, há uma superioridade do são-paulino (confira no quadro abaixo).

Ricardo Oliveira finaliza mais ao gol rival e erra menos passes, mas pega menos na bola, já que atua na função de referência do ataque santista, ao contrário de Alexandre Pato que, como joga aberto pela esquerda e em muitos lances volta para buscar a bola, é mais participativo.

Por aproveitamento, o índice de finalizações certas do camisa 11 são-paulino é superior ao rival e ainda tem mais assistências. Ele ainda ajuda mais na marcação, tendo mais roubadas de bola. Disciplinarmente, é mais comportado que o santista.

Ricardo Oliveira foi contratado no início da temporada e, como havia dúvida sobre sua condição física, aceitou um contrato curto, até o final do Campeonato Paulista, com salários muito abaixo do mercado. Seu desempenho foi tão bom (terminou como artilheiro do Estadual, com 11 gols) que teve o vínculo renovado até o final de 2017.

Info RaioX Oliveira (Foto: Infoesporte)
Info RaioX Pato (Foto: Infoesporte)

O que chama a atenção é que, apesar da idade, Ricardo Oliveira se mostra muito bem preparado. Tanto que é o segundo jogador do elenco que mais jogou na temporada, com 46 jogos. Somente Victor Ferraz (48) está na frente.

O ano de Alexandre Pato mudou no São Paulo com a chegada do técnico Juan Carlos Osorio que, além de priorizar o jogo ofensivo, aceitou a sugestão do atleta, que pediu para deixar de atuar como centroavante e passar a jogar aberto pela ponta.  A irregularidade, que era a principal característica do jogador, ficou para trás. Pato passou a ser decisivo.

Como ainda pertence ao Corinthians, ele quase foi negociado no final da janela de transferências, mas acabou permanecendo no São Paulo que, a partir de agora, tenta encontrar uma maneira de viabilizar dinheiro para contratar o jogador em definitivo no começo de 2016.

O santista pediu todo cuidado com o são-paulino no confronto desta quarta-feira.

– É um jogador que dispensa qualquer comentário, pelo talento que tem, pelo desempenho que tem feito nessa temporada. Merece toda atenção, já que está muito motivado. Certamente, vai dar muito trabalho para nós – disse Ricardo Oliveira.

Já Pato deixou claro que ainda está na briga pela artilharia, mesmo estando muito atrás do rival.

– O Ricardo é um artilheiro nato, faz muitos gols e acho que essa briga pela artilharia é muito sadia. Ele tem os objetivos dele e eu tenho os meus. Espero cada vez mais marcar gols para ajudar o São Paulo e quem sabe lá na frente eu possa ser premiado com a artilharia – ressaltou.

O atacante tricolor ainda falou da expectativa para o duelo deste meio de semana.

– O clássico é um jogo muito especial, espero que a chuva pare até amanhã e que as pessoas possam ir ao estádio. Vai ganhar aquele que souber jogar o jogo, que aproveitar os detalhes. Tenho certeza que nós estamos indo muito bem preparados e atrás da vitória – afirmou.

O curioso é que os dois estiveram muito perto de serem companheiros na atual temporada. Isso porque o contrato de Ricardo Oliveira com o Santos terminou em maio e o Tricolor chegou a conversar com o jogador, que seria o substituto de Alan Kardec, que sofreu grave lesão no joelho em abril. No entanto, a proposta do Peixe foi superior e o camisa 9 acabou permanecendo na Baixada Santista. Enquanto o clube do Morumbi oferecia um vínculo até dezembro de 2016, o Peixe fechou até o final de 2017. As ofertas salariais eram bem parecidas.

Fonte: Globo Esporte

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