Quartas: Audax e São Paulo se encontram pelo fim de cordialidades

O duelo entre Osasco Audax e São Paulo nas quartas de final do Campeonato Paulista pode marcar o fim de algumas “cordialidades”. A primeira delas, embora falte o anúncio oficial da Federação Paulista de Futebol (FPF), é a decisão dos osasquenses de mandar o confronto no Estádio José Liberatti. Nada de vender o mando para a capital paulista pelo dinheiro!

Sendo assim, o Tricolor será desafiado pela 11 vez na temporada a vencer fora de casa, uma nova chance de quebrar a cordialidade de um visitante camarada. Até aqui, só triunfou no primeiro compromisso, um amistoso contra o Cerro Porteño (PAR) em Assunção. Depois, foram sete empates – todos em 1 a 1 – e quatro derrotas, sendo a última para o São Bento, no domingo.

A fase são-paulina como visitante é tão ruim que apenas oito gols foram marcados fora de casa, sendo quatro de Paulo Henrique Ganso. O Maestro segue como a grande esperança da equipe no ano e contra um rival ofensivo como o Audax, a aposta é que exista mais espaço para o camisa 10 trabalhar.

Para fechar a lista de cordialidades que podem ser quebradas está o histórico do confronto entre os times. Até aqui, o São Paulo goleou o Audax duas vezes: em 2014 e 2015, ambas na primeira fase do Paulistão e no Morumbi. É a chance de Fernando Diniz provar que o estilo de jogo inovador, sem chutões e de toques envolventes, não é fogo de palha.

Curiosamente, o Tricolor também não vivia momentos brilhantes quando atropelou os osasquenses nos dois últimos anos. A diferença é que, nesta temporada, os problemas do time de Edgardo Bauza parecem crônicos e não resultado de má fase. Do lado do Audax, o moral e a confiança estão elevados como nunca para as quartas de final. E ter o São Paulo dividido com as decisões na Libertadores pode ajudar ainda mais – os tricolores pegam o River Plate (ARG) na quarta-feira, no Morumbi, e precisam vencer para manter as chances de classificação.

DE OLHO NO AUDAX
​O Osasco Audax está na elite do futebol paulista pela terceira vez consecutiva. E mais: com o mesmo técnico e a mesma ideia de jogo, cada vez mais consolidada. Foram 24 pontos em 15 rodadas e o terceiro melhor ataque com 25 gols (atrás apenas de Corinthians e Santos). Chamou a atenção ainda o fato dos comandados de Fernando Diniz terem vencido uma equipe grande pela primeira vez na história.

A vitória sobre o Palmeiras foi um marco para quem tenta criar um estilo de jogo ofensivo e inovador. É preciso ressaltar também que pelo segundo ano seguido os osasquenses brigam pela artilharia do Paulistão. Depois de Rafael Longuine, agora é Rodrigo Andrade quem briga pelo posto, com oito gols, três a menos do que Roger, do Red Bull Brasil.

Fonte: Lance

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