Roger comanda primeiro treino e prepara São Paulo para pegar a Chape

O técnico Roger Machado iniciou oficialmente sua trajetória no comando do São Paulo na tarde desta terça-feira. No SuperCT, ele dirigiu o primeiro treinamento e começou a ajustar o time para o confronto com a Chapecoense, duelo que marca sua estreia pelo clube.

Acompanhado pelos integrantes da comissão, Roger conheceu as instalações do CT e, na sequência, fez sua apresentação ao elenco. Antes dos trabalhos no gramado, houve a exibição de um vídeo aos jogadores com informações sobre o adversário de Santa Catarina.

Após o aquecimento, Roger comandou um trabalho tático posicional para todo o elenco, seguido de um tático de 11 contra 11. O São Paulo encara a Chapecoense às 20 horas (de Brasília) desta quinta-feira, no Estádio do Morumbis, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

O novo treinador já teve seu nome regularidado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Com Roger Machado, chegam os auxiliares Roberto Ribas, James Freitas e Adaílton Bolzan, o preparador físico Paulo Paixão e o analista de desempenho Guilherme Nunes.

Roger Machado diz que São Paulo precisa pensar em títulos

Roger Machado foi apresentado como novo treinador do São Paulo no fim da tarde desta terça-feira, no CT da Barra Funda. O comandante do Tricolor chega para substituir Hernán Crespo, com contrato até o fim da temporada.

Em sua primeira entrevista coletiva como técnico do São Paulo, Roger Machado disse que quer que o clube pense em ser campeão. O treinador pediu para os jogadores manterem vivo o desejo de título. Crespo, antes de ser demitido, falou que a briga tricolor nesta temporada seria para fazer 45 pontos no Campeonato Brasileiro.

– Uma das primeiras coisas que falei com os atletas é que temos o dever de manter a chama sempre acesa da conquista de títulos. Um clube grande precisa sempre olhar para o primeiro lugar. Encontrei atletas muito disponíveis e sedentos de aprendizado que os levem a grandes vitórias. A gente percebe no olhar do atleta – disse Roger Machado.

O último trabalho do técnico havia sido no Internacional entre 2024 e 2025. O treinador comandou a equipe gaúcha em 75 partidas e conquistou 34 vitórias, mas não resistiu a uma série de maus resultados no Brasileirão.

No São Paulo, o técnico irá reencontrar Rui Costa, executivo de futebol do clube e um dos principais entusiastas de sua contratação. Na última década, os dois trabalharam juntos no Grêmio, onde Roger teve sua passagem mais marcante e participou da formação da base da equipe que conquistaria a Libertadores de 2017 com Renato Gaúcho.

A estreia do treinador será nesta quinta-feira, às 20h (de Brasília), contra a Chapecoense, no Canindé, em duelo válido pela quinta rodada do Brasileirão. O São Paulo é o segundo colocado da competição, e por isso Roger Machado, sem temer rejeição, quer superar logo a desconfiança de torcedores.

– Eu enxergo uma forma desse time jogar e quero que o torcedor se identifique e queira ir ao campo ver seu time jogar. Não há outra forma, é trabalho. Eu sei que tenho que conquistar a confiança do torcedor, nunca foi diferente. Tenho certeza de que ele vai me abraçar.

Roger Machado entende a rejeição da torcida e garante ter a receita para superá-la. O São Paulo, apesar das críticas nas redes sociais, não reconsiderou a contratação do treinador.

– Com muito trabalho. Na vida toda, uns chegam mais prestigiados, outros menos, mas todos conquistam a confiança do torcedor com trabalho e resultado. A avaliação do trabalho é o jogo. Eu gosto do prestígio interno, externamente a validação vem com os resultados, que às vezes acontecem mais ou menos, de uma forma que o torcedor se identifique dentro de campo, com a forma que o treinador propõe o jogo.

Veja outras declarações de Roger Machado:

Contrato curto
– Eu avalio uma das poucas e grandes oportunidades que estou tendo como treinador. A felicidade de estar no São Paulo transborda pelo fato de que, sabendo do desafio, sabendo da grandeza do clube, do que iria encontrar nesse ambiente, os atletas que tenho para trabalhar, não me fez pensar em nada mais do que aceitar o convite. Independente do tempo de permanência do contrato, do cenário, de adversidade, o que bastou para mim foi receber o telefonema, perceber a grande oportunidade e aceitar esse desafio.

– Estamos adaptados a esse lugar, fazemos o máximo possível e a metodologia desenvolvida é baseada no pouco tempo de adaptação. É completamente possível desenvolver o trabalho mesmo com pouco tempo. No futebol, trabalhamos a várias mãos, os treinadores deixam um legado para que possamos assumir e desenvolver um trabalho.

Conversa com o elenco
– Eu vi todos os jogos. Mesmo estando fora do mercado, não é prospectar a vaga de alguém, mas analisar modelos, atletas, para seguir constantemente evoluindo. O que vi do jogo do São Paulo e do elenco que o clube tem é que é equilibrado, com características que permitem diferentes sistemas. Foi assim que o Crespo usou, com três zagueiros, linha de dois, tripé na frente, enganche, pontas com amplitude. São variações que permitem um leque maior e trabalhar com diferentes sistemas.

– A partir desse momento vou me aproveitar de muita coisa que já estava posta e começo a implantar questões importantes do meu jogo. Gosto de ter uma equipe equilibrada, mas que tenha uma vocação ofensiva. Isso foi um dos fatores determinantes para aceitar prontamente estar aqui. Eu me identifico com a forma historicamente que o São Paulo sempre jogou, procurando o gol, com jogo vistoso.

– Como atleta, muitas vezes estive no Morumbis e sei da dificuldade de jogar com a torcida enchendo a casa. A partir desse momento consigo colocar as minhas particularidades. O que posso dizer é que encontrei aqui um terreno muito fértil e jogadores com uma vontade absurda de fazer história nesse lugar.

– Uma das primeiras coisas que falei com os atletas é que temos o dever de manter a chama sempre acesa da conquista de títulos. Um clube grande precisa sempre olhar para o primeiro lugar. Encontrei atletas muito disponíveis e sedentos de aprendizado que os leve a grandes vitórias. A gente percebe no olhar do atleta.

– Vamos construir algo que nos leve à história desse clube. Você vê o olhar, o aceno de cabeça desses jogadores que querem fazer parte da história do São Paulo.

Desconfiança da torcida
– Com muito trabalho. Na vida toda, uns chegam mais prestigiados, outros menos, mas todos conquistam a confiança do torcedor com trabalho e resultado. A avaliação do trabalho é o jogo. Eu gosto do prestígio interno, externamente a validação vem com os resultados, que às vezes acontecem mais ou menos, de uma forma que o torcedor se identifique dentro de campo, com a forma que o treinador propõe o jogo.

– Eu enxergo uma forma desse time jogar e quero que o torcedor se identifique e queira ir ao campo ver seu time jogar. Não há outra forma, é trabalho. Eu sei que tenho que conquistar a confiança do torcedor, nunca foi diferente. Tenho certeza que ele vai me abraçar.

Como jogar
– Futebol se vence de várias formas. Taticamente, estruturalmente, eu tenho concepções sensivelmente diferentes do Crespo. Ele tem preferência muitas vezes por jogar com linha de três defensores, eu tenho preferência por atuar com linha de dois zagueiros.

– Vou fazer e propor atividades que consigam ter maior pressão na bola, entrar dentro do campo de ataque com compactações em espaço curto, com equilíbrio de defender e atacar. Muito disso estava nos planos do Crespo, mas não é trocar seis por meia dúzia.

– Na construção de uma equipe você coloca sua assinatura e o trabalho fica naturalmente diferente. Eu vejo meus colegas e sei, pela equipe, como ela é formada, quem é o treinador. Espero deixar a assinatura que sempre deixei nas minhas equipes.

Velocidade no acerto
– Primeiro contato foi depois da saída do treinador. A decisão e o acerto foram rápidos por diversos fatores, entre eles a proximidade com Rui e a oportunidade que estava surgindo, muito importante para a minha carreira.

– Ver os jogos quando não estamos atuando é uma obrigação dos treinadores. Eu acredito que vejo por ano pelo menos 1000 jogos, de diferentes ligas, de todas as equipes que admiro, treinadores que admiro. É o aprimoramento da carreira.

– O acerto foi rápido pelo desejo dos dois lados. Tive que me apressar. Tenho a facilidade, desenvolvi a habilidade de colocar os jogos em velocidade dobrada, então consigo ver dois jogos em um, muitos em sequência.

Oscilações
– Por vezes eu sofro com essas críticas, mas a pergunta que sempre reflito nesse sentido é: que treinador não é demitido quando o trabalho perde fôlego? Em um momento eu respondi falando exatamente disso.

– É justo fazer uma avaliação em cima do treinador. Muitos fazem dessa forma: pega sua namorada, sua esposa, vai para o Nordeste, Salvador, onde nos 365 dias do ano faz sol, aí chega na época de chuva e diz que nunca mais volta à Bahia porque lá só chove.

– É retirar desse frame que ocorre a saída de todos os treinadores. Não sou só eu que saio quando o trabalho perde o fôlego, todo treinador.

– Eu costumo dizer que a virtude da chegada se transforma no defeito da saída, infelizmente.

Pelo que o São Paulo briga
– Eu coloco esse desafio na primeira prateleira, até porque o último treinador que passou por aqui e ganhou foi para a seleção. Eu sei o que o São Paulo pode me proporcionar. Esse desafio me move.

– Já estive em diferentes contextos, lugares, tipos de trabalho, melhor avaliado, nem tão bem avaliado, mas sempre a característica do meu trabalho foi valorizada internamente. Por isso, em 12 anos, sigo recebendo proposta de grandes clubes, pois a validação de quem trabalha comigo acontece no dia a dia, na conversa com o jogador.

– O que a gente controla é a qualidade do trabalho do dia a dia, e isso traz novas oportunidades. Estar no São Paulo é uma oportunidade de primeira prateleira e com uma dimensão de tudo que podemos conquistar, e alçar uma validação externa que eu persigo há 12 anos.

– Validar externamente com conquistas consideradas relevantes para que a gente possa estar em um outro contexto e eu não seja perguntado constantemente sobre rejeição, nível do meu trabalho, se a grandeza do clube está à altura do meu trabalho.

– É o lugar ideal, a oportunidade perfeita: marcar história aqui e me colocar em um outro nível.

Roger Machado é regularizado no BID e pode estrear quinta

Novo técnico do São Paulo, Roger Machado foi regularizado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF e já pode estrear pelo Tricolor. O gaúcho de 51 anos inicia sua primeira passagem pelo clube e assinou um vínculo válido até o fim de 2026.

O primeiro compromisso do treinador à frente do São Paulo está marcado para essa quinta-feira, quando recebe a Chapecoense, às 21h30 (de Brasília), no Canindé, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

Roger, que chega para assumir o cargo antes ocupado por Hernán Crespo, foi uma das principais opções do São Paulo. Um dia após a demissão do comandante argentino, as partes chegaram a um acordo pela contratação do treinador gaúcho, que desembarcou na capital paulista na manhã desta terça-feira e já comandou um treino.

O último trabalho de Roger Machado foi no Internacional, durante os anos de 2024 e 2025. Em sua primeira temporada, liderou o Colorado até a quinta posição do Campeonato Brasileiro e, no ano seguinte, conquistou o Campeonato Gaúcho.

Depois do título estadual, porém, o time caiu de desempenho, vencendo apenas 21 dos 47 jogos seguintes. Assim, Roger Machado foi demitido para a chegada de Ramón Díaz.

Após encerrar a carreira de jogador em 2009, Roger Machado iniciou sua trajetória como treinador em 2011, no Grêmio. Na equipe gaúcha, integrou a comissão técnica fixa até 2014, quando assumiu o Juventude.

Até chegar ao Internacional, Roger Machado colecionou passagens por Grêmio, Fluminense, Bahia, Palmeiras, Atlético-MG e Novo Hamburgo. Além do Campeonato Gaúcho de 2025, o treinador conquistou outros dois troféus: o Campeonato Mineiro de 2017, pelo Galo, e o Campeonato Gaúcho de 2022, pelo Imortal.

Situação atual do São Paulo
Roger Machado terá de enfrentar um momento difícil do São Paulo, que passa por uma crise administrativa, com a saída do presidente Julio Casares e constantes investigações relacionadas a problemas fora de campo. Ele será obrigado a gerir diversos problemas, inclusive financeiros, além de investimentos limitados no elenco. Há uma dúvida, sobretudo entre os torcedores, se é o nome certo para o atual momento do Tricolor.

No entanto, o presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, exaltou a contratação de Roger Machado. “A chegada do Roger é fruto da nossa convicção, de tudo o que, junto da nossa diretoria de futebol, observamos e ouvimos sobre o trabalho dele. É um treinador que chega referendado por seu bom trabalho, que resultou em conquistas em diferentes clubes e em imenso respeito das pessoas que conviveram profissionalmente com ele”, celebrou o mandatário.

 

Torcida critica diretoria após contratação de Roger Machado

Após a torcida são-paulina criticar a decisão de demitir Hernán Crespo, na última segunda-feira, os protestos contra a diretoria tricolor continuam nesta terça. Depois do anúncio de Roger Machado como novo técnico, a ‘Torcida que Conduz’ subiu o tom das críticas e seguiu protestando contra as recentes decisões do clube.

Diversos torcedores publicaram fotos pedindo a saída da direção do São Paulo, com campanhas de “fora todo mundo”. Os mais criticados são Rui Costa, executivo de futebol do São Paulo, e Rafinha, ex-jogador e gerente esportivo tricolor.

Também foi citado Harry Massis Júnior, atual presidente do São Paulo. O mandatário chegou após o impeachment de Júlio Casares e, apesar de ter sido elogiado no início do mandato, também sofreu críticas após o anúncio de Roger Machado. “#ForaMassis, #ForaRuiCosta e #ForaRafinha”, comentaram alguns torcedores.

Além dos protestos contra a diretoria, Roger Machado também foi criticado pela torcida tricolor. “Mal chegou e pode ir embora. Roger Machado não dá”, disse um torcedor.

“Quando eu penso que a direção atual foi a pior da história, vem a atual e me surpreende”, protestou outro torcedor.

Roger Machado foi regularizado no BID (Boletim Informativo Diário) e pode estrear na próxima rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor volta a campo nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra a Chapecoense, no Canindé.

Alguém me disse

Casares II, a Missão. Estrelando Harry Massis. E para justificar o enredo do filme, Chapecó deve estar voltando para a Barra Funda. Talvez a alimentação no Morumbi não esteja muito satisfatória, ele volta ao futebol para ter pratos mais suculentos.

 

Paulo Pontes

Veja quanto vai custar ao São Paulo a demissão de Hernán Crespo

A decisão de demitir Hernán Crespo antes do fim do contrato vai custar aos cofres do São Paulo. Os contratos do Tricolor com o treinador argentino e sua comissão, que eram válidos até o fim de 2026, possuíam multas em caso de ruptura unilateral.

Para Crespo, o São Paulo precisará pagar cerca de R$ 1,8 milhão. O valor é referente a três salários do técnico argentino, sem contar os direitos de imagem.

Já os contratos com a comissão técnica de Crespo previam o pagamento de dois salários em caso de demissão. Os valores, somados, chegam a R$ 630 mil, também sem contar os direitos de imagem.

A demissão de Hernán Crespo e sua comissão técnica, portanto, vai custar ao São Paulo pelo menos cerca de R$ 2,43 milhões.

Se levados em consideração os direitos de imagem de todos os membros da comissão técnica de Crespo e do próprio treinador, os valores chegam a pouco mais de R$ 4 milhões.

O São Paulo entende que a multa pela rescisão contratual não leva em consideração os valores de direitos de imagem, mas o caso cabe discussão.

Quando contratou Crespo para sua segunda passagem pelo clube, o São Paulo ainda possuía em aberto valores da primeira passagem do treinador pelo Morumbis, em 2021. A dívida foi diluída nos salários do técnico argentino e vinha sendo paga regularmente pelo Tricolor.

Roger Machado espera “conquistar” o torcedor do São Paulo

Anunciado nesta terça-feira, o técnico Roger Machado falou suas primeiras palavras oficiais como técnico do São Paulo. Diante do protesto da torcida tricolor, o comandante falou que espera “conquistar” o torcedor e prometeu “vitórias e trabalho” na equipe do Morumbi.

“Torcedor são-paulino, hoje eu queria falar diretamente contigo. Eu sei do desafio imenso de trabalhar honrando as cores do São Paulo. É com uma alegria imensa que eu me junto a todos para que, durante esse caminho, eu consiga te conquistar, torcedor”, disse o comandante, em vídeo publicado nas redes sociais.

O treinador gaúcho chega para substituir o argentino Hernán Crespo, demitido na última segunda-feira. A decisão da diretoria foi baseada, principalmente, nas escolhas na derrota para o Palmeiras, relacionamento ruim com o elenco e cobranças aos executivos do São Paulo.

“As vitórias e o trabalho vão nos dar a oportunidade de que a gente se aproxime. E muitas vitórias nos darão a oportunidade de nos tornarmos campeões”, completou Roger Machado.

Último trabalho de Roger Machado
O último trabalho de Roger Machado foi no Internacional, durante os anos de 2024 e 2025. Em sua primeira temporada, liderou o Colorado até a quinta posição do Campeonato Brasileiro e, no ano seguinte, conquistou o Campeonato Gaúcho.

Depois do título estadual, porém, o time caiu de desempenho, vencendo apenas 21 dos 47 jogos seguintes. Assim, Roger Machado foi demitido para a chegada de Ramón Díaz.

São Paulo anuncia Roger Machado como novo técnico

A diretoria do São Paulo anunciou oficialmente a chegada do técnico Roger Machado para comandar a equipe principal. Aos 51 anos, o profissional assina contrato até o dia 31 de dezembro de 2026.

Roger Machado desembarcou em São Paulo na manhã desta terça-feira, deu suas primeiras palavras como treinador do Tricolor e comandará seu primeiro treinamento nesta tarde, às 16h (de Brasília).

O São Paulo afirma que Roger Machado já estará à frente do Tricolor no duelo com a Chapecoense nesta quinta-feira, às 20h (de Brasília), pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. No entanto, o comandante ainda não foi regularizado no BID (Boletim Informativo Diário).

Junto com o comandante, chegam os auxiliares Roberto Ribas, James Freitas e Adaílton Bolzan, o preparador físico Paulo Paixão e o analista de desempenho Guilherme Nunes. “Estou muito feliz e muito motivado com essa oportunidade. Sei que é um desafio muito grande e sei o tamanho do São Paulo. Chegamos muito confiantes para fazer um grande trabalho”, disse o novo técnico são-paulino.

Leia também: Roger Machado desembarca na capital paulista para assumir o São Paulo
São Paulo tem Roger Machado como principal alvo: prós e contras do treinador

O último trabalho de Roger Machado foi no Internacional, durante os anos de 2024 e 2025. Em sua primeira temporada, liderou o Colorado até a quinta posição do Campeonato Brasileiro e, no ano seguinte, conquistou o Campeonato Gaúcho.

Depois do título estadual, porém, o time caiu de desempenho, vencendo apenas 21 dos 47 jogos seguintes. Assim, Roger Machado foi demitido para a chegada de Ramón Díaz.

Após encerrar a carreira de jogador em 2009, Roger Machado iniciou sua trajetória como treinador em 2011, no Grêmio. Na equipe gaúcha, integrou a comissão técnica fixa até 2014, quando assumiu o Juventude.

Até chegar ao Internacional, Roger Machado colecionou passagens por Grêmio, Fluminense, Bahia, Palmeiras, Atlético-MG e Novo Hamburgo. Além do Campeonato Gaúcho de 2025, o treinador conquistou outros dois troféus: o Campeonato Mineiro de 2017, pelo Galo, e o Campeonato Gaúcho de 2022, pelo Imortal.

Situação atual do São Paulo
Roger Machado terá de enfrentar um momento difícil do São Paulo, que passa por uma crise administrativa, com a saída do presidente Julio Casares e constantes investigações relacionadas a problemas fora de campo. Ele será obrigado a gerir diversos problemas, inclusive financeiros, além de investimentos limitados no elenco. Há uma dúvida, sobretudo entre os torcedores, se é o nome certo para o atual momento do Tricolor.

No entanto, o presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, exaltou a contratação de Roger Machado. “A chegada do Roger é fruto da nossa convicção, de tudo o que, junto da nossa diretoria de futebol, observamos e ouvimos sobre o trabalho dele. É um treinador que chega referendado por seu bom trabalho, que resultou em conquistas em diferentes clubes e em imenso respeito das pessoas que conviveram profissionalmente com ele”, celebrou o mandatário.

Roger Machado chega a São Paulo para assinar com o Tricolor

Roger Machado chegou a São Paulo na manhã desta terça-feira para assinar contrato e ser oficializado como novo treinador do Tricolor. O vínculo será válido até o final desta temporada e o anúncio deve ocorrer nas próximas horas.

Ele já comanda o treino do time nesta tarde, às 16h, no CT da Barra Funda. A ideia do Tricolor é apresentar oficialmente Roger Machado ainda nesta tarde. Em suas primeiras palavras, o treinador se mostrou motivado e confiante.

– A minha sensação é de muita felicidade, de muita alegria. Eu sei que é um desafio muito grande. Eu sei o tamanho de São Paulo. E estou muito motivado, na história de todos, muito motivado com essa oportunidade.

Ele falou sobre a possibilidade de voltar a trabalhar com Rui Costa. O diretor executivo de futebol foi o principal entusiasta do acerto com o treinador, com quem já trabalhou no Grêmio.

– É por isso que as coisas aconteceram de uma forma tão rápida. Porque eu já conheço o Rui de outro momento, já trabalhamos juntos. Eu tenho certeza e sei a magnitude da experiência que eu estou começando agora. Mas eu me sinto totalmente preparado. E eu tenho certeza que a torcida vai comprar o trabalho e nós vamos conquistar grandes títulos.

O último trabalho de Roger Machado foi no Internacional. O treinador ficou no Colorado de 2024 a 2025 e deixou o clube com 73 partidas e 34 vitórias.

Antes, passou também por Grêmio, Juventude, Novo Hamburgo, Atlético-MG, Palmeiras, Bahia e Fluminense.

Veja outras respostas de Roger Machado:
São Paulo bem no Brasileirão
– Muitas vezes você pega equipes que começaram no Campeonato e ainda não estão em boa posição. Pegar o São Paulo na segunda posição, com a mesma pontuação. Isso faz com que você dê continuidade ao trabalho. Colocando essa cara dentro do trabalho. Mas sabendo que as coisas importantes é acolher que já foram feitas e bem feitas.

Recado ao torcedor
– O que eu gostaria de dizer para a torcida de São Paulo é que a minha motivação para estar neste momento no clube é muito grande. Eu sei que o desafio é importante. Eu sei do momento que eu chego no clube. Eu sei a importância de estar neste momento do clube. E penso que a gente pode colher grandes frutos juntos.