O São Paulo trata a Copa do Brasil como uma de suas prioridades nesta temporada. Em crise financeira, o Tricolor vê a competição como um caminho mais curto para chegar à Conmebol Libertadores do ano que vem e vai usar força máxima em todas as fases que disputar também pela premiação que ela oferece.
Na última semana, o São Paulo entrou em campo com reservas na partida contra o O’Higgins, pela quarta rodada da fase de grupos da Sul-Americana. Fora de casa e preocupado com o desgaste de seus principais jogadores, o técnico Roger Machado optou por priorizar os jogos que tinha pela frente.
Um deles é justamente o desta quarta-feira, contra o Juventude, às 19h (de Brasília), pela volta da quinta fase da Copa do Brasil, no Alfredo Jaconi. Depois de vencer por apenas 1 a 0 no Morumbis, o São Paulo tem uma mínima vantagem do empate fora de casa. E vai usar força máxima.
A Copa do Brasil, além de ser um caminho para a Libertadores, oferece premiações vistas pelo São Paulo como fundamentais para a temporada. Por disputar a quinta fase, por exemplo, o Tricolor recebeu R$ 2 milhões. Se avançar, recebe mais R$ 3 milhões. O campeão ganha mais R$ 78 milhões por levantar o troféu.
Sem dinheiro
O São Paulo vive, neste momento, uma grave crise financeira. Em um áudio vazado na última segunda-feira, o presidente Harry Massis disse que “não tem dinheiro” para demitir treinadores, respondendo à pressão pela saída de Roger Machado.
– Eu não vou trocar ninguém, é bom que você saiba e fala, eu não vou trocar ninguém. Não vou pagar mais uma multa. Estou pagando lá de trás, pagando multa do Dorival Júnior, do Zubeldía, que não tenho nada com isso. Paguei multa do Crespo da primeira passagem, que não tenho nada com isso. Está sobrando tudo para mim. Não tem dinheiro. Será que vocês não entendem isso? Nossa Senhora, vamos ter calma – disse o dirigente.
Dados obtidos pelo ge revelam que o clube ainda precisa pagar aproximadamente R$ 10 milhões a Hernán Crespo, Luis Zubeldía e Dorival Júnior.
No dia 31 de dezembro de 2025, data-base do balanço financeiro, o São Paulo registrava R$ 80,3 milhões em dívidas referentes a acordos trabalhistas e processos cíveis envolvendo cerca de 40 credores identificados, entre ex-jogadores, intermediários, empresas e escritórios de advocacia.
O São Paulo fechou 2025 com a dívida em R$ 858 milhões, R$ 110 milhões a menos do que os R$ 968 milhões de 2024, quando o déficit havia sido de R$ 287 milhões. De acordo com o documento, o Tricolor teve R$ 246,1 milhões em caixa no ano passado.
Mesmo com o cenário positivo ao fim de 2025, o São Paulo ainda vive em uma grave crise financeira. Por isso, trata a Copa do Brasil como uma grande possibilidade de voltar à Libertadores e ainda aliviar sua situação.