Palmeiras cita “arbitragem desastrosa” e decide cancelar entrevistas

O clima o Choque-Rei após a vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o São Paulo foi quente, no Allianz Parque. Em decorrência da confusão envolvendo jogadores, gandulas e outros funcionários dos clubes, o Palmeiras decidiu cancelar a entrevista coletiva do técnico Abel Ferreira e outras manifestações de jogadores, na zona mista.

O clube citou “arbitragem desastrosa”, comandada, neste domingo, pelo árbitro Raphael Claus.

“Em função das tristes cenas ocorridas após o jogo, potencializadas por mais uma arbitragem desastrosa, e para evitar que o clima de hostilidade iniciado dentro de campo se estenda para fora das quatro linhas, a direção do Palmeiras decidiu que seu treinador e seus atletas não darão entrevistas neste domingo. O clube lamenta que mais uma importante vitória em clássico seja ofuscada por temas que não condizem com a lisura e os valores do esporte”, disse.

A briga começou com uma suposta provocação de um gandula palmeirense. Os jogadores são-paulinos não digeriram bem a situação e foram tirar satisfação com o funcionário do clube rival, que acabou sendo protegido por atletas do Verdão.

A partir de então começou a troca de empurrões e ofensas, com os seguranças de Palmeiras e São Paulo tendo de entrar em campo para evitar que os atletas chegassem às vias de fato.

Alguns deles, inclusive, se exaltaram mais que outros, como, por exemplo, Rodrigo Nestor e Zé Rafael. Os dois meio-campistas foram um para cima do outro, e a situação só não ficou pior porque havia muitos representantes dos dois clubes para tentar apaziguar a confusão.

Rato reprova conduta de rivais e prevê ‘climão’ no condomínio

Wellington Rato reprovou a conduta de alguns jogadores do Palmeiras após a derrota do São Paulo no Choque-Rei deste domingo, por 2 a 1, no Allianz Parque, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Depois do apito final, uma grande confusão se formou ainda no gramado devido a algumas provocações por parte dos palmeirenses. Wellington Rato, entretanto, não concordou com o tipo de comemoração feita por alguns de seus rivais, prevendo um clima constrangedor nos próximos dias no condomínio em que muitos atletas são-paulinos e palmeirenses residem.

“Todo mundo mora aqui perto, se vê no dia a dia. Tem uns que querem fazer uma graça porque estão jogando na casa deles, querem fazer uma graça para a torcida. Aí no outro dia se encontra no prédio e aí? Aí pode gerar uma confusão maior. Tem que saber ganhar, saber aproveitar a vitória, mas não faltar com respeito ao adversário”, disse Wellington Rato ao Premiere.

Questionado sobre quem seriam os principais responsáveis pela confusão no gramado e também no túnel que dá acesso aos vestiários, Rato preferiu não se estender.

“Um monte aí”, respondeu, sem entrar em detalhes.

Os ânimos, de fato, estavam à flor da pele após o apito final. Isso porque o Palmeiras marcou o gol da vitória no último lance da partida, graças a uma falha grotesca do goleiro Rafael, que saiu do gol na intenção de socar a bola, mas não a alcançou.

Para Wellington Rato, no entanto, a falha individual do goleiro, que até pouco tempo atrás estava defendendo a Seleção Brasileira na Copa América, não influenciará no duelo decisivo que o São Paulo terá na próxima quinta-feira, contra o Nacional, do Uruguai, pela volta das oitavas de final da Copa Libertadores.

“[A falha do Rafael não tem] Nenhum [efeito]. Aconteceu aqui hoje, já foi. É trabalhar para que não aconteça de novo”, concluiu.

Choque-Rei termina em tumulto, troca de empurrões e confusão

O Choque-Rei terminou em tumulto neste domingo, no Allianz Parque, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Passado o triunfo do Palmeiras sobre o São Paulo por 2 a 1, com o gol da vitória saindo no último minuto, as duas equipes protagonizaram uma grande confusão dentro e fora das quatro linhas.

A briga começou com uma suposta provocação de um gandula palmeirense. Os jogadores são-paulinos não digeriram bem a situação e foram tirar satisfação com o funcionário do clube rival, que acabou sendo protegido por atletas do Verdão.

A partir de então começou a troca de empurrões e ofensas, com os seguranças de Palmeiras e São Paulo tendo de entrar em campo para evitar que os atletas chegassem às vias de fato.

Alguns deles, inclusive, se exaltaram mais que outros, como, por exemplo, Rodrigo Nestor e Zé Rafael. Os dois meio-campistas foram um para cima do outro, e a situação só não ficou pior porque havia muitos representantes dos dois clubes para tentar apaziguar a confusão.

 

Fato é que enquanto a confusão dentro de campo havia cessado, no túnel que dá acesso aos vestiários um outro tumulto se formou. Gustavo Gómez até chega a direcionar um dos seguranças que estava separando a briga dentro das quatro linhas para ir até o outro foco de jogadores.

A confusão prosseguiu no túnel que dá acesso aos vestiários, mas a imprensa ficou impossibilitada de acompanhar o desenrolar do caso, uma vez que não é permitida a entrada nas dependências utilizadas pelos atletas.

Após todos se dirigirem para os vestiários, o árbitro Raphael Claus foi até a cabine do VAR para assistir algumas imagens do túnel que foi palco de um dos focos das confusões para identificar os protagonistas e relatar na súmula da partida.

Notas dos jogadores

Rafael: falou no gol anulado e muito no segundo gol. 2

Ferraresi: bem na zaga, melhor ainda na lateral, participando do gol do São Paulo. 7

Arboleda: esteve razoaelmente bem, mas participou da falha no segundo gol e teve um erro grosseiro no primeiro tempo. 4

Sabino: dentro das suas limitações, não comprometeu. 5

Moreira: falta  experiência, tanto que deu condição para o primeiro gol do Palmeiras. 4

Bobadilla: se virou por ali. 5

Rodrigo Nestor: horrível, completamente desligado do jogo. 2

Michel Araújo: outro que não consegue encaixar uma boa partida. 2

Wellington Rato: o melhor em campo. 7,5

André Silva: pelo pivô que fez para Luciano marcar, fica com 5

Ferreira: jogou pouco tempo. Sem nota

Patryck: fazia uma boa partida, quando houve  a fatalidade. 5

Luciano: entrou, marcou o gol. Mas, cumprindo o prometido para a “família”, chutou a bandeira do adversário, ganhou amarelo e foi expulso. Parabéns, família. Tá ligado? 1

Lucas: jogou pouco tempo. Sem nota

Calleri: jogou pouco tempo. Sem nota

Luiz Gustavo: jogou pouco tempo. Sem nota

Alan Franco: jogou pouco tempo. Sem nota

Max Cuberas: fez o que o chefe mandou. 6

 

Paulo Pontes

 

Palmeiras bate SP com gol nos acréscimos e volta a vencer no Brasileiro

Neste domingo, o Palmeiras venceu o São Paulo, por 2 a 1 em duelo válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Todos os gols saíram no segundo tempo. Flaco López fez os dois para o Verdão, enquanto Luciano marcou para o Tricolor, no Allianz Parque, em São Paulo (SP).

Com isso, o Verdão voltou a vencer no Brasileirão depois de quatro jogos e se mantém no G4, com 41 pontos. O Tricolor, com 38, caiu para o sexto lugar.

Antes de voltar a pensar no Brasileiro, Palmeiras e São Paulo têm compromissos válidos pelas oitavas de final da Libertadores. O Verdão entra em campo na quarta-feira para enfrentar o Botafogo, no Allianz Parque, às 21h30 (de Brasília). O Tricolor recebe o Nacional, do Uruguai, às 19 horas de quinta-feira, no Morumbis.

Depois disso, as equipes entram em campo pelo Campeonato Brasileiro no fim de semana. No sábado, Palmeiras enfrenta o Cuiabá, às 18h30, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas. O São Paulo duela com o Vitória, no Morumbis, no domingo, também às 18h30.
Primeiro tempo movimentado, mas sem gols

As equipes começaram o jogo com muita cautela. O Palmeiras teve a primeira chegada aos seis minutos do primeiro tempo. Depois de cobrança de escanteio de Raphael Veiga, Flaco López tentou de voleio e mandou com perigo por cima da meta de Rafael. Minutos depois, o argentino recebeu de Caio Paulista e foi travado. No rebote, Richard Ríos bateu mal na bola e mandou o chute para longe. O São Paulo acabou tendo problema e perdeu Ferreirinha aos dez minutos. Por volta dos 15 minutos, o Palmeiras recuperou a bola, Estêvão acionou Lázaro que chegava pelo meio e o camisa 17 finalizou fraco para defesa de Rafael.

Pouco depois, o Alviverde teve chance com Raphael Veiga, que mandou uma bomba da entrada da área, no canto, e Rafael defendeu. O São Paulo finalizou pela primeira vez aos 26 minutos e ficou perto de abrir o placar. Wellington Rato levou a melhor, invadiu a área, mas perdeu o ângulo após cobertura de Weverton. Na sequência do lance, Nestor achou André Silva na entrada da área e o atacante finalizou bem, levando perigo à meta do goleiro palmeirense, que fez a defesa no canto. Encontrando o caminho nos contra-ataques, Rato achou bom passe para Patryck, que avançou pela esquerda e bateu cruzado, mandando a bola perto da trave, aos 29.

Depois de sofrer um pouco, o Palmeiras respondeu aos 32 com uma pancada de Richard Ríos, que obrigou Rafael a trabalhar. Em seguida, André Silva viu Weverton defender seu chute. Com a partida movimentada, o Palmeiras assustou o Tricolor novamente aos 37. Depois de jogada de Estêvão, Rocha cruzou e Veiga bateu de primeira para nova defesa de Rafael. Minutos depois, Flaco López ganhou de Sabino e bateu da entrada da área. Pouco antes dos acréscimos, Estêvão fez boa jogada, deixando a marcação são-paulina para trás e tocou para a entrada da área. Zé Rafael bateu em cima de Rato.

Palmeiras sai na frente, cede empate e busca vitória nos acréscimos

O São Paulo iniciou o segundo tempo tentando ameaçar o Palmeiras, mas não conseguiu finalizar ao gol. Aos três minutos, Estêvão deixou Raphael Veiga livre, na cara do gol, mas o camisa 23 não pegou bem na bola e finalizou fraco. Rafael fez a defesa no meio do gol. O Verdão abriu o placar aos sete minutos. Raphael Veiga cobrou escanteio na área, a bola sobrou com Ríos pela direita e o colombiano mandou a bola na área. Depois de tentativa de Gómez, Zé Rafael bateu da entrada da área, Estêvão deu toque sutil e Flaco López estufou a rede de Rafael. O bandeirinha deu impedimento, inicialmente, mas após revisão do VAR, o gol foi confirmado.

Aos 13, Raphael Veiga teve outra chance, mas desperdiçou. O São Paulo respondeu em seguida, com Arboleda, de cabeça, para fora. Por volta dos 15 minutos, Patryck disputou uma bola com Estêvão e caiu no gramado de mal jeito. Ele recebeu atendimento médico imediato e após cerca de nove minutos deixou o campo imobilizado de ambulância.

O São Paulo teve boa chance aos 22. Lucas fez boa jogada, Wellington Rato avançou em profundidade e mandou na rede pelo lado de fora. Aos 27, o Tricolor deixou tudo igual. Ferraresi foi lançado na direita, tocou para André Silva, que passou para trás e Luciano chegou batendo firme no canto de Weverton. A resposta palmeirense foi rápida e o Verdão chegou a voltar a ficar na frente após gol Lázaro, mas após revisão do VAR, o impedimento foi marcado.

Aos 38 minutos, o São Paulo saiu em bom contra-ataque. Calleri lançou para Bobadilla, que saiu livre pela esquerda. Weverton saiu do gol e interceptou o lance e viu a bola sair sem perigo. Nos acréscimos, o Tricolor conseguiu dar uma segurada no Palmeiras. Aos 48, Calleri avançou bem no ataque e tocou para trás. Bobadilla bateu e mandou muito por cima do gol. Pouco depois, Luciano fez falta Felipe Anderson e recebeu o segundo amarelo, que ocasionou sua expulsão do jogo.

Na cobrança da falta, Mauricio mandou em cima da barreira. Os jogadores do Verdão pediram um toque na mão de Lucas, mas nada foi marcado. O Palmeiras ensaiou uma pressão nos últimos instantes do jogo e conseguiu chegar à vitória. Rony cruzou na área e Flaco López fez de cabeça.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 1 SÃO PAULO

Local: Allianz Parque, em São Paulo
Data: 18 de agosto de 2024, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Assistentes: Danilo Simon Manis (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)
Público: 35.791 torcedores
Renda: R$ 3.635.550,69

Gols: Flaco López, aos 7 e 56 do 2ºT (Palmeiras); Luciano, aos 27 do 2ºT (São Paulo)
Cartões amarelos: Sabino, Luciano (2) (São Paulo); Vitor Reis, Gustavo Gómez, Marcos Rocha e Flaco López (Palmeiras)
Cartão vermelho: João Martins (auxiliar) (Palmeiras); Luciano (São Paulo)

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Vitor Reis e Caio Paulista (Vanderlan); Zé Rafael (Aníbal Moreno), Richard Ríos (Rony) e Raphael Veiga (Rômulo); Estêvão (Felipe Anderson), Lázaro e Flaco López.
Técnico: Abel Ferreira.

SÃO PAULO: Rafael; Ferraresi, Arboleda e Sabino; Moreira (Lucas Moura), Bobadilla, Rodrigo Nestor (Luiz Gustavo) e Michel Araújo (Luciano); Wellington Rato, Ferreira (Patryck) (Alan Franco) e André Silva (Calleri).
Técnico: Maxi Cuberas (auxiliar).

São Paulo tem retrospecto equilibrado com Claus apitando o Choque-Rei

O São Paulo mais uma vez enfrentará o Palmeiras tendo Raphael Claus como árbitro da partida. Após a polêmica envolvendo o juiz e o lateral direito Rafinha em um Choque-Rei do ano passado, a torcida tricolor não gostou de vê-lo escalado para mais um confronto entre as duas equipes, embora o retrospecto de Calleri, Luciano e companhia não seja ruim com Claus atuando.

Esse será o oitavo clássico entre Palmeiras e São Paulo que Raphael Claus apitará. Nos últimos sete, foram três vitórias do Verdão, outras três do Tricolor, além de um empate.

Veja todos os Choques-Reis que Raphael Claus apitou:

Palmeiras 5 x 0 São Paulo (Allianz Parque – Brasileirão 2023)

São Paulo 0 x 2 Palmeiras (Morumbis – Brasileirão 2023)

São Paulo 1 x 0 Palmeiras (Morumbis – Copa do Brasil 2022)

Palmeiras 4 x 0 São Paulo (Allianz Parque – Paulistão 2022)

São Paulo 2 x 0 Palmeiras (Morumbis – final do Paulistão 2021)

Palmeiras 0 x 1 São Paulo (Allianz Parque – Paulistão 2021)

Palmeiras 0 x 0 São Paulo (Arena Fonte Luminosa – Paulistão 2020)

 

Polêmica entre Claus e Rafinha

No clássico entre Palmeiras e São Paulo do ano passado, pelo Campeonato Brasileiro, no Allianz Parque, Rafinha protagonizou uma polêmica com Raphael Claus ao chamá-lo de palmeirense após ser expulso por causa de uma dura falta em Breno Lopes.

De acordo com o que relatou Raphael Claus na súmula da partida, Rafinha teria se dirigido a ele e dito as seguintes palavras: “Você apita para c******, mas acho que você é palmeirense”.

Posteriormente, ao caminhar em direção ao vestiário, Rafinha teria garantido que o árbitro da partida era torcedor do Palmeiras.

“Fui informado também pelo quarto árbitro que o mesmo, quando estava deixando o campo de jogo, disse as seguintes palavras: ‘O Claus é palmeirense, o Claus é palmeirense’”, escreveu Raphael Claus na súmula do jogo.

Neste domingo, Raphael Claus terá de lidar com um ambiente de forte pressão por parte de ambas as equipes. Embora devam entrar com equipes alternativas por causa de seus compromissos na Libertadores no meio de semana, Palmeiras e São Paulo protagonizarão um confronto direto pelas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro neste domingo.

Clássico por si só já é um campeonato à parte. Com tudo o que estará em jogo neste domingo, uma vitória no Allianz Parque terá um peso ainda maior tanto para o Palmeiras quanto para o São Paulo.

São Paulo ostenta invencibilidade sem Zubeldía à beira do campo

Ir a campo sem a presença do técnico Luis Zubeldía tem se tornado cada vez mais comum para o São Paulo nos últimos tempos. Neste domingo, contra o Palmeiras, no Allianz Parque, o Tricolor novamente não poderá contar com seu treinador, suspenso por acúmulo de cartões, mas a ausência do comandante não tem influenciado nos resultados da equipe até agora.

O São Paulo ainda não perdeu sem Zubeldía à beira do campo. Em três jogos foram duas vitórias e um empate, sempre enfrentando fortes adversários. O treinador argentino já foi substituído por dois auxiliares diferentes e ambos foram capazes de garantir vitórias ao Tricolor.

Neste domingo, o auxiliar Maxi Cuberas será o encarregado de orientar os jogadores são-paulinos ao longo dos 90 minutos do clássico contra o Palmeiras. Sob seu comando, o Tricolor já venceu o Bahia, de Rogério Ceni, por 3 a 1, e empatou com o então líder do Campeonato Brasileiro, Botafogo, em 2 a 2.

O outro auxiliar que integra a comissão técnica de Luis Zubeldía, Carlos Gruezo, também teve oportunidade de comandar o São Paulo devido a uma suspensão do treinador tricolor, contra o Red Bull Bragantino, jogo em que Lucas, Luciano e companhia venceram por 2 a 0.

Agora, porém, trata-se de um clássico, na cada do adversário, que não vive um bom momento, é verdade, mas contará com o apoio massivo de sua torcida para tentar garantir uma vitória sobre o rival e recuperar a confiança antes do confronto decisivo pelas oitavas de final da Libertadores.

E é justamente por causa da Libertadores que São Paulo e Palmeiras deverão preservar alguns de seus principais jogadores no clássico deste domingo, já visando a partida de volta das oitavas de final do torneio sul-americano, no meio de semana. Depois de perder para o Botafogo por 2 a 1 no Rio de Janeiro, o Verdão terá de reverter o placar em casa na próxima quarta-feira. O Tricolor, por sua vez, empatou sem gols com o Nacional, do Uruguai, em Montevidéu, e está em uma situação um pouco mais confortável, já que precisa de uma simples vitória no Morumbis, quinta, para avançar de fase.

Luciano busca seu primeiro gol em clássicos na temporada

Na tarde deste domingo, o São Paulo terá um desafio complicado pela frente. O Tricolor visita o Palmeiras a partir das 16h (de Brasília), no Allianz Parque, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Esse será o quarto Choque-Rei de 2024. E em clássicos, um personagem de personalidade chama a atenção no clube do Morumbi. Artilheiro do São Paulo no ano, Luciano ainda busca desencantar em clássicos na atual temporada.

Luciano tem sido peça fundamental do Tricolor nos últimos dois anos. O camisa 10 vem demonstrando sua importância para a equipe de diferentes maneiras. Neste ano, é destaque pelo faro artilheiro que tem mostrado e anotou gols essenciais para a equipe.

Contudo, ele ainda tem deixado a desejar em clássicos nesta temporada, uma vez que ainda não balançou as redes em nenhum deles. Dessa forma, contra o Palmeiras, neste domingo, vai atrás de quebrar esse ‘jejum’ incômodo.

Neste ano, o São Paulo disputou seis clássicos até o momento – três deles contra o rival alviverde. Luciano foi titular do time em todos eles, mas em todas as oportunidades deixou o gramado sem contribuir com gols ou assistências.

Em nenhum dos confrontos, porém, o camisa 10 completou os 90 minutos em campo. Nos seis clássicos, deixou o gramado para dar entrada a outros jogadores por volta dos 20, 25 minutos da segunda etapa.

Luciano conta com um trunfo para tentar encerrar essa seca em clássicos. O jogador de 31 anos tem o Palmeiras como uma de suas maiores vítimas da carreira e, assim, quer marcar novamente contra o adversário para ir às redes em mais um Choque-Rei.

O atacante são-paulino já entrou em campo, ao todo, em 33 partidas contra o Palmeiras. Neste recorte, Luciano balançou as redes em cinco oportunidades. O único adversário que sofreu mais nas mãos do atleta foi o Flamengo, que tomou seis gols em 25 jogos.

Diante do rival paulista, o camisa 10 do São Paulo também quer colocar um ponto final no jejum de três duelos sem anotar gols – a última vez que foi às redes foi contra o Goiás, no confronto de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, no último dia 30 de julho.

Mas se Luciano não se encontra tão bem em clássicos, o restante da temporada que faz vem compensando. Em 42 embates disputados, o jogador já marcou 13 gols e lidera a artilharia da equipe no ano, seguido de perto por Calleri (12).

Retrospecto entre Palmeiras e São Paulo na Arena tem sido equilibrado

Na tarde deste domingo, o Allianz Parque será palco de um dos maiores clássicos paulistas. Palmeiras e São Paulo se encontram em mais um Choque-Rei a partir das 16h (de Brasília), pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Esta será a quarta vez que Palmeiras e São Paulo medirão forças nesta temporada – a primeira dentro do estádio palmeirense. O confronto é direto pelo G4 da Série A, uma vez que os times possuem a mesma pontuação e estão colados na tabela.

E se muitas vezes o retrospecto recente entre as equipes indica um provável vencedor do duelo, não é este o caso no Choque-Rei. Isso porque os resultados dos duelos no Allianz nos últimos cinco anos trazem bastante equilíbrio.

Desde 2019, Palmeiras e São Paulo mediram forças dentro dos domínios alviverdes em 14 ocasiões. Neste recorte, o Verdão saiu vitorioso cinco vezes. Também foram cinco empates e quatro triunfos do Tricolor paulista.

Em edições do Brasileirão, os times se enfrentaram no Allianz Parque cinco vezes de lá para cá. Os resultados também mostram certo equilíbrio, com duas vitórias do São Paulo, duas do Palmeiras e um único empate.

Ao longo dos últimos cinco anos, alguns embates entre Verdão e Tricolor se destacaram, seja por placares elásticos mais distantes do usual ou por confrontos que reservaram menos emoções.

Uma vitória marcante para a torcida são-paulina aconteceu em 2019. Após empate sem gols no tempo normal, o São Paulo venceu o Palmeiras por 5 a 4 nos pênaltis e eliminou o rival em pleno Allianz, avançando à final do Paulistão daquele ano.

Outro triunfo importante do Tricolor foi no ano de 2020. Em outubro, o time comandado à época por Fernando Diniz superou o clube palestrino por 2 a 0, fora de casa, graças a gols de Reinaldo e Vitor Bueno.

Já do lado palmeirense, duas goleadas chamam a atenção. A primeira delas em abril de 2022, quando na final do Paulistão, o Palmeiras de Abel Ferreira goleou o adversário por 4 a 0 no jogo de volta, dentro de seus domínios, e levou mais um troféu do Estadual. Danilo, Zé Rafael e Veiga marcaram para os donos da casa.

A mais recente goleada aconteceu no último duelo entre as equipes no Allianz Parque. Pela 29ª rodada da Série A, o Verdão atropelou o Tricolor por 5 a 0. Breno Lopes (2x), Piquerez (2x) e Marcos Rocha balançaram a rede para a equipe mandante.

Resta saber, agora, se Palmeiras e São Paulo farão mais um confronto equilibrado no Allianz Parque. Abel Ferreira e Luis Zubeldía vivem um dilema sobre escalarem ou pouparem seus titulares, uma vez que ambos os clubes possuem duelos decisivos pela Libertadores após o clássico.