Em meio à ausência de Ferreira, Wellington Rato deve ganhar sequência

O meia Wellington Rato vem, aos poucos, recuperando seu espaço no time do São Paulo. O jogador de 32 anos se recuperou bem de uma lesão sofrida em abril deste ano e tem ganhado mais oportunidades dentro da equipe comandada pelo técnico Luis Zubeldía.

Rato sofreu uma lesão de sindesmose no tornozelo esquerdo após um trauma e entorse na derrota de 2 a 1 para o Talleres, no último dia 4 de abril. Ele passou por tratamento conservador e retornou aos gramados de forma gradativa em junho.

De lá para cá, o camisa 27 buscou sua melhor forma e vinha sendo ora titular, ora reserva. No período em que Rato vinha atrás de sua melhor versão, o São Paulo acabou perdendo uma peça importante de seu ataque. Ferreira sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda no dia 18 deste mês, contra o Palmeiras, e deve ficar fora por dois meses.

Com isso, o meia foi o escolhido de Zubeldía para preencher a vaga de Ferreirinha no time titular tricolor. O argentino tem optado por manter a formação com Lucas caindo mais pela esquerda e Luciano como um meia de ligação, enquanto Rato constrói pelo lado direito.

Atuando em sua posição, Wellington Rato tem tido boas atuações com a camisa do São Paulo desde que retornou de lesão e, principalmente, nos últimos três jogos – em que teve a difícil missão de substituir Ferreira, uma vez que ambos são jogadores de características diferentes.

O primeiro duelo em que o camisa 27 atuou na posição de Ferreirinha foi contra o Nacional-URU, no confronto de volta das oitavas de final da Libertadores. Ele teve grande desempenho e deu a assistência para o gol de Calleri, que selou a vitória de 2 a 0 sobre os uruguaios.

Em seguida, Zubeldía deu um descanso aos jogadores que foram titulares na Libertadores e escalou um time misto para encarar o Vitória, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, Rato entrou no segundo tempo e atuou por cerca de 20 minutos – foi discreto, mas não comprometeu.

Por fim, Rato voltou ao 11 inicial são-paulino na última quarta-feira, na derrota de 1 a 0 para o Atlético-MG na ida das quartas de final da Copa do Brasil. Apesar do mau resultado, o atleta foi um dos poucos que jogou bem e se salvou no revés no Morumbis.

E desde que retornou de lesão, Wellington Rato já distribuiu três assistências. Mesmo tendo ficado afastado dos gramados por dois meses, ele se coloca entre os maiores garçons do São Paulo na temporada, com seis passes para gols – fica atrás apenas de Lucas, que tem sete.

Ainda assim, o camisa 27 tricolor ainda busca seu primeiro gol neste 2024. Embora o jogador ainda não tenha balançado as redes neste ano, deve ter mais chances para isso, uma vez que deve seguir ganhando chances na equipe titular em meio à ausência de Ferreira.

Com Wellington Rato à disposição e em boa forma, o São Paulo volta a campo neste domingo, quando enfrenta o Fluminense. A bola rola a partir das 18h30 (de Brasília), no Maracanã, pela 25ª rodada do Brasileirão.

São Paulo se apoia em retrospecto recente favorável contra Mano Menezes

O Campeonato Brasileiro não para e o São Paulo já retorna aos gramados para mais um desafio. O Tricolor paulista visita o Fluminense neste domingo, às 18h30 (de Brasília), no Maracanã. O compromisso é válido pela 25ª rodada da competição nacional.

Os times vivem situações opostas na tabela da Série A. Enquanto o clube paulista aparece na quinta posição, com 41 pontos, a equipe carioca figura em 16º lugar, com 24. Entretanto, engana-se quem pensa que será um confronto de fácil vitória do São Paulo.

O Tricolor das Laranjeiras não perde há duas partidas e vive grande fase muito por conta de duas pessoas – o zagueiro Thiago Silva e o técnico Mano Menezes. Ainda assim, o São Paulo tem um trunfo para vencer no Rio de Janeiro: o retrospecto recente favorável contra o treinador adversário.

Nos últimos sete anos, o Tricolor do Morumbi teve 11 embates diretos contra equipes comandadas por Mano Menezes. Ao todo, o time são-paulino somou cinco vitórias contra quatro do técnico. O histórico do embate ainda reserva dois empates neste recorte.

Desde 2017, o São Paulo enfrentou Mano Menezes enquanto ele esteve no comando de quatro equipes distintas: Cruzeiro, Palmeiras, Internacional e Corinthians.

Foi enquanto Mano esteve na Raposa que o Tricolor mais vezes o venceu no período dos últimos sete anos. Em quatro jogos disputados, o time da capital paulista acumulou três triunfos (por 2 a 1, 3 a 2, e 2 a 0), um empate em 1 a 1, e duas derrotas (sofridas por 2 a 0 e 1 a 0).

Depois, o São Paulo voltou a encarar Mano Menezes quando o técnico passou pelo Palmeiras, em 2019. Naquele ano, o comandante levou a melhor e ganhou do Tricolor por 3 a 0 em casa.

Na sequência, São Paulo e Mano ficaram três anos sem se enfrentar e só voltaram a ficar frente a frente em 2022, quando o treinador assumiu o comando do Inter. Naquele ano, foram uma derrota são-paulina (1 a ) e um empate (3 a 3).

Nos últimos dois encontros entre Tricolor e o comandante, o time do Morumbi foi quem saiu vitorioso. No ano passado, o São Paulo venceu o Colorado de Mano por 2 a 0, em casa, na quarta rodada da Série A. Luciano e Pablo Maia anotaram os gols do jogo.

Por fim, a última vez em que ambos duelaram foi nesta temporada. Logo no início do ano, o São Paulo, ainda com Thiago Carpini no comando, venceu o Corinthians de Mano Menezes por 2 a 1 fora de casa, pelo Paulistão, e quebrou o tabu de nunca ter vencido na arena corintiana.

Agora, o São Paulo vai em busca de aumentar a vantagem no retrospecto recente contra Mano Menezes. No entanto, sabe que não terá desafio fácil pela frente no Maracanã.

Jhegson Méndez é convocado pelo Equador para Eliminatórias

Na tarde desta sexta-feira, o técnico Sebástian Beccacece divulgou os convocados do Equador para os dois jogos da seleção nas Eliminatórias Sul-Americanas. Mesmo sem ter atuado desde que retornou ao São Paulo, o volante Jhegson Méndez está na lista.

Nesta data Fifa de setembro, o Equador terá dois compromissos. O primeiro deles acontece contra o Brasil na próxima sexta-feira, no Couto Pereira, às 22h (de Brasília). Já o segundo é diante do Peru, no dia 10 de setembro (uma terça-feira), no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, a partir das 18h.

O treinador argentino Beccacece, inclusive, já conhece Jhegson Méndez. Foi ele que estava no comando do Elche durante a passagem do equatoriano pelo futebol espanhol. Agora, convoca o jogador para representar a seleção.

Méndez voltou ao Brasil após o fim de seu empréstimo ao Elche, da Espanha. A última vez que o volante disputou uma partida oficial foi no dia 2 de junho, quando atuou por 45 minutos na derrota de 2 a 0 para o Leganés na segunda divisão espanhola.

Ao todo, o jogador entrou em campo em apenas quatro partidas oficiais no período dos últimos sete meses. Ao fim do período em que esteve emprestado ao time espanhol, ele retornou ao São Paulo e passou a treinar com o elenco, sendo avaliado pelo técnico Luis Zubeldía.

Méndez vinha sendo observado no dia a dia quando voltou ao Tricolor. No entanto, mesmo em meio à escassez de peças para a posição, não teve oportunidades sob o comando do argentino e tem futuro indefinido. A situação dele é diferente da de Liziero, por exemplo, que também retornou de empréstimo e ganhou chances na equipe.

O volante equatoriano chegou ao São Paulo sob holofotes após somar boas atuações por sua seleção na Copa do Mundo de 2022. Porém, em campo, não convenceu. Ele realizou 24 partidas com a camisa tricolor, sendo 14 como titular. Seu vínculo com o clube se estende até o fim de 2025.

São Paulo se reapresenta após folga; Patryck aparece de tipoia

Depois de terem um dia de folga, os jogadores do São Paulo voltaram a treinar na manhã desta sexta-feira no CT da Barra Funda. A equipe se prepara para enfrentar o Fluminense, domingo, no Maracanã, pelo Brasileiro.

O lateral-esquerdo Patryck, que precisou ser hospitalizado depois de sofrer uma concussão no jogo contra o Palmeiras, no dia 18, esteve no CT. Em foto publicada pelo clube nas redes sociais, o jogador aparece com o braço direito imobilizado. Ele teve uma fratura na clavícula e não há prazo para que volte aos treinos.

Atletas que viajaram ao Uruguai no dia anterior para o velório do zagueiro Juan Izquierdo, do Nacional-URU, também se reapresentaram. A delegação tricolor teve Rafinha, Calleri, Michel Araújo, Galoppo e Wellington Rato, além do vice-presidente Harry Massis.

Para o jogo contra o Fluminense, o técnico Luis Zubeldía terá o retorno do meia Rodrigo Nestor e do atacante Luciano, que estavam suspensos contra o Vitória, na última rodada.

Como o time terá 11 dias sem jogos depois por causa da Data Fifa, é provável que o treinador volte a escalar seus titulares no Brasileiro.

Uma escalação provável tem Rafael; Rafinha, Arboleda, Alan Franco e Welington; Luiz Gustavo e Bobadilla; Wellington Rato, Luciano e Lucas; Calleri.

Com 41 pontos, o São Paulo é o quinto colocado no Brasileirão.

O meio-campista Michel Araujo foi liberado da atividade por conta do nascimento de Isabella, sua segunda filha – ele é pai também de Lautaro, de nove anos. O jogador desembarcou no Brasil ontem e seguiu direto para o hospital.

Desfibrilador que poderia ajudar atendimento de Izquierdo não foi usado

O protocolo de parada cardiorrespiratória do manual de emergências da Fifa não foi aplicado no atendimento em campo no dia em que o zagueiro uruguaio Juan Izquierdo, do Nacional (URU), sofreu um mal súbito em partida contra o São Paulo. O atleta, de 27 anos, morreu na última terça-feira (27).

André Pinelli, médico oficial da Conmebol que responde pelos atendimentos, disse ao UOL que os profissionais de saúde não utilizaram o DEA (Desfibrilador Externo Automático) durante o atendimento em campo ao jogador. O UOL consultou especialistas e entrevistou o cardiologista Édmo Atique Gabriel, colunista do Viva Bem, que apontou a importância do DEA no diagnóstico mais eficiente de problemas cardíacos como a arritmia.

O item 3 do manual de emergências médicas da Fifa diz que “qualquer jogador que desmaie ou sofra um colapso, sem ter tido qualquer contato com outro jogador ou com a bola em movimento, deve ser considerado como sofrendo de PCS (parada cardíaca súbita)”. Quando Izquierdo caiu ao chão, não havia jogadores por perto e ele estava longe de onde estava a bola.

A interpretação dos profissionais de saúde que fizeram o atendimento em campo foi de quadro neurológico em Izquierdo, e não cardíaco, afirma Pinelli. “Quando se vê a queda [do atleta], você vai para o campo como se fosse uma parada cardíaca. Por isso que tudo é muito rápido. Chegando em campo, você faz o diagnóstico se é ou não. Não é em todo mundo que você vai aplicar o choque [com desfibrilador]”.

O motivo para não começar os procedimentos de parada cardiorrespiratória foi que “o atleta respirava e tinha pulso”.

Manual diz que DEA deve ser usado imediatamente
Em suas orientações práticas, o manual da Fifa destaca que “não se deve esperar o fim da respiração do paciente para iniciar o procedimento com DEA”. O que diz o protocolo:

Respiração normal inicial deteriorando-se em respiração ofegante e/ou lenta, agonal ocorrerá nos primeiros minutos após a PCS (parada cardíaca súbita) e não deve ser interpretada como respiração normal. Após 60-90 segundos, toda a respiração geralmente parará. Não espere que isso aconteça antes de começar a aplicar ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e um desfibrilador externo automático (DEA).
Atividade lenta semelhante a uma convulsão se apresentando como movimentos involuntários de braços e pernas. Portanto, qualquer jogador que tenha um colapso sem contato com essa atividade lenta semelhante a uma convulsão deve ser considerado como sofrendo de PCS e isso NÃO deve ser confundido com uma convulsão.
Durante os primeiros socorros, os médicos teriam diagnosticado uma convulsão intensa em Izquierdo, semelhante a uma crise epiléptica. Esse tipo de convulsão possui duas fases: perda de consciência, que dura cerca de 10 a 20 segundos, seguida de contrações musculares intensas, que costumam durar menos de dois minutos.

Quando você vê uma pessoa com um quadro convulsivo, você tem duas situações, ou é cardiológico ou neurológico, se a pessoa tem pulso e respiração, você não tem como, no momento exato, saber se é cardiológico ou não, então quem comanda a decisão é o médico da equipe. Ele não teve uma coisa lenta. Ele teve uma coisa rápida, que a gente chama de convulsão tônico-clônica. É um outro quadro clínico.
André Pinelli

Desfibrilador poderia ajudar no diagnóstico
Edmo Atique Gabriel, médico cardiologista ouvido pelo UOL, destacou que o DEA não serve apenas para aplicar o choque nos pacientes. A opinião vai de encontro com outros especialistas consultados pela reportagem.

Os equipamentos modernos detectam não só paradas cardíacas, mas também arritmias. Poderia ter sido útil para ajudar na interpretação dos médicos ali naquela situação, porque esse diagnóstico tem que ser o mais rápido e preciso possível. A interpretação tem quer ser fria, independentemente se o cenário é confuso ou emotivo.
Edmo Atique Gabriel, colunista do Viva Bem

Ainda segundo o cirurgião, as imagens mostram sinais de que o atleta poderia estar em um estado de “gasping”. O termo é usado para definir o reflexo do corpo quando os níveis de oxigênio no cérebro estão abaixo do normal.

“Quando o atleta cai, ele cai sem demonstrar movimentos bruscos e com sinais que podem representar já uma possível parada cardíaca. Claro que quem chegou ali avaliou, viu que ele ainda tinha um pulso residual, uma respiração ofegante e agônica, mas ainda assim a imagem é clara quanto a isso”, analisa o cardiologista.

A queda acontece sem sustentação, sem rigidez nos músculos. Não é possível ver todo o atendimento pelas imagens da transmissão, mas pelas imagens não é possível perceber espasmos repetitivos e incontroláveis, que normalmente caracterizam a convulsão tônico-clônica. A questão, pelo menos para mim, que sou cardiologista, é que o desfibrilador ajudaria muito.
Edmo Atique Gabriel

É possível fatalidades no futebol?
Vinte anos se passaram desde a morte de Serginho, do São Caetano, que sofreu uma parada cardíaca no Morumbis em 2004. Naquela época, os protocolos de atendimento em estádios não eram tão modernos quanto os atuais, mas ainda precisam melhorar na visão do médico especialista.

Os estádios deveriam ter um suporte de médicos emergencistas, ou cardiologistas, que estejam habituados com esses cenários extremos. Os casos mais fatais no futebol envolvem problemas cardíacos, porque é um esporte que exige uma alta atividade cardiovascular por muito tempo. No futebol moderno, essa exigência cresceu, e os procedimentos devem ser modernizados.
Edmo Atique Gabriel

 

 

Fonte: Uol

De contrato renovado, Sabino supera desconfiança e ganha espaço

O zagueiro Sabino foi anunciado no começo de março pelo São Paulo, com desconfiança por grande parte da torcida. O defensor, contudo, se superou , conseguiu ganhar espaço no Tricolor e renovar até o fim de 2026.

O fato de Zubeldía o ter escalado para o lugar do suspenso Alan Franco, na derrota para o Atlético-MG, pela ida das quartas da Copa do Brasil, no Morumbis, é prova do crescimento do defensor. Apesar do revés, ele teve um bom desempenho e justificou a preferência do técnico a despeito de Ferraresi.

Nos últimos seis jogos, Sabino foi titular em quatro oportunidades, sendo três pelo time reserva, na derrota para o Palmeiras e nas vitórias contra Atlético-GO e Vitória. A saída de Diego Costa para o Krasnodar, da Rússia, facilitou o processo, mas as atuações acirraram a disputa com o venezuelano, que antes era tido como substituto ideal na ausência de um dos zagueiros titulares.

Agora, o defensor quer se firmar como terceira opção. É válido ressaltar que recentemente, o São Paulo contratou Ruan, do Sassuolo, para o setor.

Nesse domingo, a equipe enfrenta o Fluminense, pela 24ª rodada do Brasileirão, às 18h30 (de Brasília), no Maracanã. Com 41 pontos, o Tricolor Paulista está na quinta colocação do torneio.

SP busca feito que não alcança há 9 anos na Copa do Brasil para avançar

Na última quarta-feira, o São Paulo sofreu um duro golpe no sonho do bicampeonato da Copa do Brasil. A equipe perdeu por 1 a 0 para o Atlético-MG, pelo jogo de ida das quartas de finais, no Morumbis.

O gol de Battaglia já nos acréscimos obriga, portanto, o Tricolor a buscar um feito que não alcança há nove anos na competição: avançar de fase após perder o primeiro embate em casa. O rival na ocasião, inclusive, foi um Alvinegro.

No Morumbis, o São Paulo foi superado por 2 a 1 pelo Ceará, na ida das oitavas de finais da Copa do Brasil 2015. Apesar do cenário desfavorável, a equipe deu o troco na volta e triunfou por 3 a 0, na Arena Castelão.

O Tricolor, porém, não foi capaz de repetir o feito na mesma edição. Após perder por 3 a 1 mesmo com o apoio do torcedor, voltou a sofrer contra o Santos na volta (3 a 1), na Vila Belmiro, e deixou a competição na semifinal.

O São Paulo se colocou em situações como a do confronto contra o Atlético-MG por mais quatro vezes e falhou em todas. Juventude (2016), Cruzeiro (2017), Bahia (2019) e Flamengo (2022) confirmaram a vaga como mandantes frente ao time paulista.

Para avançar diretamente, os comandados de Zubeldía precisam vencer por mais de um gol de diferença. Em caso de triunfo simples, o lugar na semifinal da Copa do Brasil será decidido nos pênaltis.

O confronto vai acontecer às 21h45 (de Brasília) do próximo dia 12, na Arena MRV. Antes disso, porém, o São Paulo encara o Fluminense pelo Brasileirão, às 18h30 desse domingo, no Maracanã.

São Paulo segura Welington e deve usar Michel Araújo como reserva

O São Paulo tem como prioridade, desde o começo do ano, contratar o um novo lateral-esquerdo. Por enquanto, porém, não conseguiu concretizar esse desejo. Com a janela de transferências aberta apenas até segunda, é difícil que preencha essa vaga no elenco desta vez.

A diretoria mirou dois veteranos nas últimas semanas, sem sucesso. Primeiro, manteve contato com Alex Sandro, livre no mercado. O jogador declarou que tinha a intenção de permanecer na Europa. Sem propostas de lá, aceitou uma do Flamengo – com valores que o São Paulo não poderia cobrir.

Depois, tentou o português Mário Rui, do Napoli. As propostas não convenceram a equipe italiana a vendê-lo, e o São Paulo desistiu do negócio nesta semana.

Por ora, não há outro jogador negociando. Como o prazo é curto, é provável que o técnico Luis Zubeldía tenha que se virar com o que já tem – e não é muita coisa.

Welington é o titular e tem feito boa temporada. Mas ele não permanecerá no clube depois de dezembro, pois já assinou pré-contrato com o Southampton, da Inglaterra.

Nesse caso, o São Paulo teve uma pequena vitória: evitou que o jogador se transferisse agora para a Europa. O Southampton chegou a oferecer R$ 2,5 milhões por uma liberação antecipada, mas a diretoria tricolor recusou. A janela na Inglaterra fecha nesta sexta.

Assim, o problema maior é a reserva.

O garoto Patryck vinha sendo utilizado com alguma frequência, mas ele teve uma concussão no clássico contra o Palmeiras, há dez dias, e fraturou a clavícula no lance, quando bateu a cabeça no chão numa dividida – ele precisou ser levado de ambulância a um hospital.

Não há data certa para o retorno do garoto, que, pelo protocolo de concussão, só voltou a frequentar o Centro de Treinamentos do São Paulo nesta semana.

A solução para quando Welington não puder jogar ou for poupado provavelmente será improvisar o meia Michel Araújo na lateral esquerda. Buscar um jogador nas categorias de base não é a intenção da comissão técnica de Zubeldía.

O São Paulo joga no domingo, contra o Fluminense, no Rio de Janeiro, pelo Brasileirão. Depois terá 11 dias sem partidas, durante a Data Fifa, até encarar o Atlético-MG pela volta das quartas de final da Copa do Brasil – na ida, há dois dias, perdeu por 1 a 0, sofrendo um gol nos acréscimos.

Contra o Fluminense, São Paulo busca quebrar série sem vencer fora

Em seu próximo compromisso, o São Paulo enfrenta o Fluminense e uma vitória fora de casa, além de ajudar no Brasileirão, pode ser o ânimo necessário para buscar a remontada contra o Atlético-MG, pela Copa do Brasil. Isso porque o time paulista não triunfa longe de seus domínios há seis jogos e precisa reverter a derrota na ida por 1 a 0 na Arena MRV.

No período, a equipe disputou partidas pelas três frentes e acumulou três derrotas (Atlético-MG, Fortaleza e Palmeiras) e três empates (Juventude, Goiás e Nacional-URU). Apesar de não ter influenciado nas Copas, o clube poderia estar em uma situação ainda melhor no Campeonato Brasileiro.

A última vitória, portanto, foi contra o Athletico-PR, por 2 a 1, pela 14ª rodada do Brasileirão, na Ligga Arena, no dia 3 de julho de 2024. Ferreirinha e Calleri marcaram os gols do São Paulo, ao passo que Fernandinho balançou as redes pelo lado do Furacão.

Em 2024, o São Paulo disputou 23 confrontos fora de casa, com nove vitórias, sete empates e sete derrotas. Ainda foram 33 gols marcados e 26 sofridos, com um aproveitamento de 49,28%.

O confronto contra o Fluminense está marcado para acontecer às 18h30 (de Brasília) desse domingo, no Maracanã. Com 41 pontos, o Tricolor Paulista está na quinta colocação.