Rafinha conta reação do elenco com mudança no calendário 2025

A mudança no calendário do futebol brasileiro para 2025 tem dado o que falar. O Brasileirão terá seu início antecipado para o dia 29 de março e se encerrará em 21 de dezembro. Com isso, os jogadores terão um período de férias bem menor, já que os Estaduais terão início no dia 12 de janeiro.

Presidente do São Paulo, Julio Casares já havia criticado a decisão unilateral da CBF de antecipar os Estaduais. Agora, foi a vez do lateral direito Rafinha contar como ficou sabendo do assunto e expressar sua indignação com relação ao tema.

“Depois do jogo contra o Athletico-PR, a diretoria me chamou. Estava o Belmonte, o presidente, o Rui Costa, o Muricy. Me chamaram para perguntar se eu vi o que estava acontecendo e tal, e aí eu falei ‘Olha, gente, eu não sei nem qual que é o assunto, mas deixa eu me preparar (risos). E aí eles falaram que mudou o calendário, já confirmou, e os Estaduais vão começar dia 12 (de janeiro), com o primeiro jogo no dia 15. Aí eu falei: ‘Tá, mas qual o próximo passo? Você quer que eu leve isso para eles lá dentro do vestiário ou vocês vão falar?’. Aí eles falaram não, é só para dizer que o São Paulo está com uma pré-temporada definida, já tem tudo programado, a definição de quem vai sair e de quem vai ficar. Ai eu, pessoalmente, não posso nem me meter nisso, porque eu não sei nem como vai ficar a minha situação. Minha situação com o São Paulo é fácil: a gente conversa, e se o São Paulo quiser a gente renova mais um pouco, e se não quiser a gente para”, afirmou em entrevista ao podcast Denilson Show.

Rafinha, então, revelou qual foi a reação do elenco ao saber sobre tal mudança. Ele ainda afirmou que essa insatisfação não é apenas do São Paulo, mas sim de vários clubes da elite.

“Eu passei para eles e ninguém quer (essa mudança). Mas não é só no São Paulo. Ninguém quer porque não tem como você voltar dia 8 e jogar dia 12. E se você voltar dia 8 para jogar dia 15, também é ruim. Como que vai treinar uma semana para estrear no Campeonato Paulista? Com todo respeito aos outros, mas o Paulista são times de Série A. Só que para o Tite, o Campeonato Carioca é melhor (risos). Tite está de brincadeira também, po, para com isso…”, disse.

“Olha quantos times de Série A e de Série B têm no Campeonato Paulista. Se você toma duas porradas no Campeonato Paulista, uma abraço. (Os times menores) começam a treinar bem antes, os caras já estão sobrando. Eles vão sair na frente, com toda certeza, os caras começam a treinar em dezembro. No Paulista, não tem nenhum time que você fala: ‘Vamos ganhar’. Hoje em dia, não tem nenhum. Todos os times têm qualidade para brigar pelo título”, complementou.

Rafinha revela briga com James Rodríguez

Também em entrevista ao podcast Denilson Show, Rafinha detalhou um pouco mais sobre como era sua relação com o meia James Rodríguez e disse que chegou a brigar com o colombiano, mesmo sendo amigos de longa data.

James Rodríguez chegou com expectativa ao São Paulo e foi anunciado como um reforço badalado. Contudo, o colombiano não correspondeu no Tricolor. Segundo Rafinha, o meia não quis adotar o ritmo de treinos do restante da equipe, pois aquele não era “seu estilo”.

“É meu parceiro, meu irmão, jogamos juntos no Bayern, mas ele ficou sem falar comigo aqui. Chegamos a brigar aqui, não dá né. Eu não briguei não, mas ele ficou bravo comigo por chamar a atenção dele. Jogamos juntos três anos no Bayern, fomos campeões de tudo lá no Bayern. É um cara que eu tinha o maior respeito. Ligamos durante as férias inteiras para ele vir para cá para dar aquela força. Aí chegou aqui e eu acho que tipo assim, o James é o Ronaldo da Colômbia, o camisa 10 e capitão da Colômbia. O dez sabe da importância dele, fora que ele é um craque, um fenômeno jogando. Só que, no São Paulo, a gente estava em uma situação que estava todo mundo como soldadinhos. Os caras defendendo bem e fazendo gols. Quando ele chegou, eu acho que ele achou que ia chegar jogando. E o Dorival falou que ia vendo. Aí a gente foi dando uns toques nele, para treinar um pouco mais, fazer um trabalho a mais por fora para entrar em forma logo, e ele falava: ‘Mas não é meu estilo’. E realmente, ele não corria nem no Bayern, como que ia correr aqui? Mas assim, era outro estilo, outro jogo, outro time”, contou o lateral.

“E aí foi passando o tempo e ele percebeu que ele não estava com o prestígio que ele queria, sabe? Naquele momento, quando ele chegou, quem tinha isso era o Lucas. E continua sendo, Lucas é o nosso craquinho, ele é diferente, é um fenômeno, uma máquina. Aí quando ele chegou o Lucas já estava treinando, atropelando, e o James mais na dele. Ele se sentiu meio desprestigiado. Ele queria ter mais acesso, mais atenção para ele, só que não tinha como. Aí o Dorival chegou para ele e falou: ‘Olha, do jeito que você está treinando e jogando, não tem como eu te usar. Vou tirar quem do time?'”, completou.

Rafinha, então, explicou que James ficou chateado pela cobrança de sua parte. Mas apesar da falta de intensidade do meia, o experiente lateral destacou que o companheiro sempre foi profissional e nunca falou com respeito.

“Aí o Dorival chamou ele, eu também conversei com ele, e ele ficou zangado comigo. Falei: ‘Cara, não sou eu. Eu não sou treinador, sou jogador igual você. Estou aqui para te ajudar, o que você quiser que eu fale pra ele, eu falo’. Ele ficou meio chateado com isso, mas depois baixou um pouquinho a guarda. Mas uma coisa tenho que ser sincero: ele foi profissional. Nunca faltou com respeito com ninguém, nunca chegou atrasado, fazia o papel dele certinho, ia no clube e fazia as coisas que tinha que fazer sem desrepeitar ninguém. Isso temos que falar também, porque às vezes o torcedor, o cara que só nos vê no sábado ou no domingo, tem uma imagem do James de que ele é preguiçoso, mas joga bem na Colômbia, mas é diferente. No nosso time, não tinha como tirar ninguém”, finalizou Rafinha.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

Nota do PP: o Rafinha ganhou o meu respeito

Seleções, cansaço e lesões: São Paulo treina com desfalques

O técnico Luis Zubeldía teve importantes desfalques nos treinos realizados pelo São Paulo durante o atual período de Data Fifa, o último da temporada. Convocações de seleções estrangeiras, lesões e até o desgaste físico de alguns atletas impediram que o argentino pudesse preparar o time com todos os seus jogadores para a reta final do Campeonato Brasileiro.

O volante Bobadilla e o zagueiro Ferraresi estão com as seleções de Paraguai e Venezuela para as eliminatórias para a Copa de 2026. Eles jogam nesta terça e se reapresentam durante a semana.

Além deles, o atacante William Gomes passou os últimos dias em período de treinamentos com a seleção brasileira sub-20.

O lateral Jamal Lewis também estava convocado. Ele foi cortado da seleção da Irlanda do Norte por causa de um trauma no tornozelo esquerdo e voltou para fazer tratamento no São Paulo.

O britânico se juntou a Arboleda e Welington, que estão entregues ao departamento médico há alguns dias. O zagueiro tem um trauma na perna direita, enquanto o lateral trata um edema na coxa esquerda.

Outros três jogadores foram poupados de atividades recentes no CT da Barra Funda por causa de elevado desgaste muscular: Calleri, Wellington Rato e Liziero.

O volante, a depender de suas condições, pode gerar um problema para Zubeldía, já que é candidato a atuar na esquerda caso Welington e Jamal não estejam recuperados.

Outras opções são o lateral Patryck e o meia Michel Araújo, mas ambos se recuperaram há pouco de lesões e ainda não atuaram.

Com 57 pontos, na sexta colocação, o São Paulo briga por um vaga direta na fase de grupos da Conmebol Libertadores – hoje, a última está com o Inter, quinto, com 59 pontos.

O time tem mais cinco jogos a fazer no Brasileiro. O próximo é na quarta, 16h30, contra o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista, pela 34ª rodada.

Novo avião do SP chega ao Brasil e é preparado para utilização em 2025

O novo avião do São Paulo, um Boeing 737-700NG (Next Generation), já está no Brasil. A aeronave da Sideral, que será fretada para o Tricolor para substituir a provisória, em uso neste momento, chegou a Curitiba nas últimas semanas, já foi nacionalizada e está perto de ficar pronta para levar a delegação tricolor para os jogos fora de casa em 2025.

A expectativa do São Paulo é contar com o novo avião no início da próxima temporada. Neste momento, a aeronave, um modelo parecido com o que vem sendo usado desde o início da parceria com a Sideral, ainda está em Curitiba sendo certificada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para depois poder operar.

O interior do avião já está pronto. Ele tem capacidade para 149 passageiros, mas foi configurado, a pedido do clube, de uma maneira diferente. Todos os assentos serão executivos, com mais espaço para os jogadores e membros da delegação nas viagens. Sendo assim, ficará com 64 lugares.

Avião do São Paulo em parceria com a Sideral — Foto: Miguel Schincariol/saopaulofc

Avião do São Paulo em parceria com a Sideral — Foto: Miguel Schincariol/saopaulofc

Depois de certificado pela Anac, a aeronave será caracterizada pela Sideral, assim como a que tem sido utilizada pelo Tricolor atualmente nas viagens.

O clube tem se mostrado satisfeito com a parceria. O fato de ter avião fretado à disposição para jogar longe do Morumbis facilitou a logística em diversos momentos da temporada. Em partidas da Libertadores, por exemplo, o São Paulo “ganha” um dia na volta para o Brasil.

Avião do São Paulo em parceria com a Sideral — Foto: Miguel Schincariol/saopaulofc

Avião do São Paulo em parceria com a Sideral — Foto: Miguel Schincariol/saopaulofc

Desde quando fechou a parceria com a Sideral, o Tricolor passou a voltar para São Paulo logo depois de seus jogos como visitante. Antes, em diversas ocasiões, a delegação precisava dormir no local da partida e retornar para casa apenas no dia seguinte, porque ficava “preso” aos horários convencionais das companhias aéreas.

Como as viagens em avião fretado começam e terminam no Aeroporto de Guarulhos, que não fecha e pode receber voos durante a madrugada, o clube tem tido liberdade para voltar para São Paulo logo após as partidas independentemente dos horários de seus jogos fora de casa.

Fonte: Globo Esporte

Com possível ausência de Calleri, André Silva pode ganhar oportunidade

O técnico Luis Zubeldía pode promover uma mudança no ataque do São Paulo para o confronto contra o RB Bragantino. O titular Calleri sofre com dores na coxa esquerda e pode desfalcar o Tricolor. Assim, o reserva André Silva pode pintar como novidade.

Calleri participou de parte dos treinos do São Paulo nesta segunda-feira, no CT da Barra Funda, mas finalizou o dia com trabalho separado. O camisa nove sofre com as dores na perna desde a reta final da vitória contra o Athletico-PR, quando teve que ser substituído por André Silva. Inclusive, o atacante reserva marcou o gol da vitória do Tricolor.

Apesar de estar no banco de reservas com mais frequência, André tem dado conta do recado quando entra em campo. Na atual temporada, o camisa 17 do Tricolor marcou sete gols e deu três assistências em 38 partidas. Em seus últimos cinco jogos, ele contribuiu com dois tentos e um passe decisivo.

Em contrapartida, Calleri não vive bom momento com a camisa do São Paulo. O atacante argentino balançou as redes apenas uma vez nos últimos 12 jogos que disputou. Ao todo, ele possui 14 gols e sete assistências em 2024.

Portanto, o duelo contra o RB Bragantino pode ser a chance para a André Silva assumir a titularidade na reta final da temporada. As equipes se enfrentam nesta quarta-feira, às 16h30 (de Brasília), no Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista. O jogo é válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Calleri e Welington evoluem, mas Rato e Liziero ficam fora de treino

O atacante Calleri e o lateral-esquerdo Welington treinaram com os companheiros nesta segunda-feira, no CT da Barra Funda. Em compensação, o atacante Wellington Rato e o volante Liziero continuam fora das atividades e devem desfalcar o São Paulo contra o Red Bull Bragantino.

Em recuperação de um edema na coxa esquerda e de dores musculares também na região posterior da coxa esquerda, Welington e Calleri, respectivamente, participaram apenas da primeira parte da atividade. Depois, fizeram exercícios específicos com preparador físico.

Em contrapartida, Liziero (dores no tornozelo direito) e Wellington Rato (dores na panturrilha direita) ainda não treinaram no campo do CT da Barra Funda. A dupla ficou na parte interna com o lateral-esquerdo Jamal Lewis (trauma no tornozelo esquerdo) e o zagueiro Arboleda (trauma na perna direita).

O volante Luiz Gustavo, substituído no primeiro tempo do jogo contra o Athletico por causa de um trauma na parte lateral da coxa esquerda, treinou normalmente e está à disposição da comissão técnica para enfrentar o Red Bull Bragantino.

O São Paulo ainda treina nesta terça-feira antes de entrar em campo na quarta, às 16h30 (de Brasília), no Nabi Abi Chedid.

Zubeldía ainda não sabe se poderá contar com Welington e Calleri, mas o Tricolor deve ir a campo com: Rafael, Igor Vinícius, Ruan, Sabino e Michel Araújo (Patryck ou Welington); Luiz Gustavo e Marcos Antônio; Erick (André Silva ou Calleri), Lucas e Ferreira ; Luciano.

Casares explica interesse por Wendell e admite que pode negociar Nestor

Ainda em busca de uma vaga na Conmebol Libertadores do ano que vem, o São Paulo planeja o início da próxima temporada sob o comando do técnico Luis Zubeldía. Nesta segunda-feira, o presidente Julio Casares falou sobre a possibilidade de contratar reforços, saída de jogadores e o início de 2025 nos Estados Unidos.

Ciente de que vai perder o lateral-esquerdo Welington para o Southampton, da Inglaterra, o São Paulo busca a contratação de um reforço para o setor. Em 2024, o principal objetivo foi Alex Sandro. Para o ano que vem, o Tricolor quer Wendell, do Porto. Casares falou sobre o interesse.

– Wendell sempre gostei, toda nossa comissão gosta. Eu o conheci na Copa América, tive momentos de conversa com ele. Senti que, se vier ao Brasil, tem muito interesse de vir ao São Paulo. Se ele tiver alguma proposta de outro centro da Europa, vai pesar na decisão. Mas estamos conversando. A conversa não chegou num ponto maduro de proposta, mas conversamos no sentido de ele falar com a família. Processo que aconteceu com o Lucas. Mas futebol é só quando tiver apalavrado e assinado – disse Casares.

Enquanto busca contratações, o São Paulo sabe que pode ser alvo da procura de outros clubes por seus atletas. Nas últimas semanas, o Bahia, a pedido do técnico Rogério Ceni, demonstrou interesse no meia Rodrigo Nestor, como revelado pelo ge.

Nesta segunda-feira, Casares disse ainda não ter recebido proposta oficial pelo jogador, mas falou sobre o interesse do Bahia e não descartou a negociação.

– Ainda não chegou nada oficial. Existe um interesse, até por que o Ceni é técnico e conhece muito bem o Nestor, um grande jogador. Futebol é assim: se vier proposta, se for boa para o São Paulo e o atleta… Nestor foi fundamental, fez o gol do campeonato… E é uma pessoa que, eu sempre brinco com os meninos de Cotia, eles devem voar, ganhar o mundo. No caso do Nestor, se acontecer a proposta, vamos examinar.

Outro jogador que nesta temporada despertou interesse de clubes foi o meia Galoppo. Casares também não descartou uma negociação.

– Galoppo é grande jogador. Meio de campo está muito povoado, e todo jogador quer jogar. Volta Alisson, Pablo. Começa a ter muita gente no setor. Mas a decisão é sempre da comissão. Se tiver opção boa para ele e para o clube, não vamos dificultar. Mas é um grande atleta, comprometido, talentoso. Ser titular, é autonomia da comissão técnica – explicou.

Enquanto planeja chegadas e saídas, o São Paulo lida, agora, com uma nova realidade: o fundo para equação das dívidas financeiras que impõe limites de gastos em diversas áreas do clube. Casares, porém, não acredita que isso vá atrapalhar o planejamento.

– Isso não vai paralisar a gestão do elenco. Futebol tem chegadas e partidas, pode sair e outros chegarem. A composição do elenco está bem formatada. Se analisar tem zaga completa, precisamos reforçar as laterais e o meio. É um elenco que tem boas opções. Pontualmente, três posições podem ajudar muito no elenco – completou Casares.

Com contrato apenas até o fim do ano, Luiz Gustavo e Rafinha ainda não definiram se vão se aposentar ou continuar jogando em 2025.

– Rafinha e Luiz Gustavo, não conversamos sobre renovação. Acreditamos que com o fim da temporada vamos ter tranquilidade para discutir a condição. São dois baitas jogadores. Estamos aguardando. Mas vamos conversar após a última rodada.

SPFC University: SP lança faculdade com intuito de formar profissionais

O São Paulo anunciou nesta segunda-feira, no Morumbis, anunciou uma parceria com o Centro Universitário UniDomBosco, do Grupo SEB, e a Universidade do Futebol para a criação da SPFC University, uma espécie de faculdade, com graduação, pós-graduação e cursos livres voltados para áreas esportivas.

O projeto tem como objetivo a formação de profissionais para trabalharem no futebol e terá aulas práticas e presenciais no Morumbis e em Cotia, onde ficam as categorias de base do São Paulo. O presidente Julio Casares, ao lado dos parceiros de criação da SPFC University, comemorou o lançamento.

– A educação, com a causa do esporte, é um legado para as próximas gerações. Muitos falam com razão: o corpo dirigente dos profissionais do esporte deixa a desejar. Eu entendo que temos de melhorar muito. E esse é o fato de formar profissionais. O São Paulo é vanguardista. Mais uma vez mostrou. Fizemos duas reuniões e a coisa andou. Somos três sócios do empreendimento. É São Paulo, SEB e Universidade do Futebol – disse Casares.

O “polo educacional”, como classificou o presidente Julio Casares, terá cursos de graduação em Fisioterapia, Nutrição e Gestão Desportiva e de Lazer, além dos programas de pós-graduação em outras áreas do esporte.

Heloisa Rios, CEO da Universidade do Esporte, explicou que a SPFC University não terá a pretensão de revelar técnicos. O objetivo, neste momento, é formar profissionais para outras áreas do esporte.

– Hoje, os treinadores vivem debaixo de uma regulamentação. Quem certifica treinador no Brasil é a Fifa e a CBF. Nosso foco inicial desses cursos que colocamos no campo é formar profissionais para o ecossistema. Significa, por exemplo, fisioterapia, nutrição, gestão do esporte. Hoje, isso não se forma com a prática do esporte. Aqui, entramos nesse público alvo – falou Heloisa.

No futuro, o objetivo do São Paulo, na parceria com o Centro Universitário UniDomBosco, do Grupo SEB, e a Universidade do Futebol, é oferecer, também, cursos de medicina. Roberto Armelin, diretor de compliance do clube, porém, evita estipular prazos e explica como será o uso do Morumbis.

– Ainda não temos desenhado como seria o uso de uma sala de cirurgia (para um futuro curso de medicina). Estamos começando um projeto com os cursos disponíveis. Queremos engajar o público, mostrar que esses cursos são diferenciados. O curso de medicina é extremamente complexo de se estruturar. Vamos fazer essa estruturação com calma, mas vamos usar as estruturações do Morumbis com o projeto de reforma que ainda não temos delineado. A ambição do projeto educacional do São Paulo é a mais alta possível.

As matrículas para o processo seletivo de participação na SPFC University, por sinal, serão abertas a partir desta segunda-feira. As aulas começam em 24 de fevereiro de 2025. Os valores ainda não foram divulgados.

Como Zubeldía superou drama para virar técnico intenso e apaixonado

Zubeldía estava incontrolável. Ninguém sabia ao certo o que havia deixado o técnico irritado, mas o treino tinha sido interrompido e a decisão já estava tomada: ele renunciaria ao cargo no Lanús.

O vice-presidente do clube foi chamado às pressas.

– Não sei do que ele não gostou, se o gramado não estava bem cortado, se um reforço não tinha sido contratado. Nós nos fechamos numa sala com ele e o ajudante. Dissemos “Não, Luis, não pode ir!”. E não o deixamos sair da sala, ficamos ali trancado por três, quatro horas. Falamos com a sua esposa, falamos com todos. Estávamos no meio de um torneio. Falei “Luis, de jeito nenhum pode jogar essa bomba agora”. Depois de várias horas, ele se acalmou e ficou.

Alguns anos depois, também depois de um treino do Santos Laguna, do México, Zubeldía viu um dos zagueiros do time sozinho no banco, semblante triste. O técnico sentou-se ao lado e puxou conversa.

– Eu estava com uma situação pessoal complicada, um tema familiar que era algo muito delicado, um momento vulnerável meu. E depois do treinamento, ele ficou ali me escutando e compartilhando um momento muito especial. É uma pessoa que eu gosto muito e sou agradecido sempre. Não somente pelo que me deu como jogador, mas pelo que foi comigo como pessoa. Depois desse dia, tivemos conversas maravilhosas, ficávamos horas conversando.

As lembranças são do hoje presidente do Lanús, Luis Maria Chebel, e do zagueiro e capitão da equipe, Carlos Izquierdoz. Os dois, assim como torcedores, funcionários do clube e jornalistas, definem o hoje técnico do São Paulo da mesma forma: é um personagem intenso, talentoso, sensível, apaixonado.

O Esporte Espetacular foi à Argentina para conhecer as origens de três argentinos que brilham no São Paulo, no Corinthians e no Palmeiras. Luis Zubeldía é o primeiro.

Carreira abreviada e geração de craques
Zubeldía nasceu na região de La Pampa, a 600km de Buenos Aires, e chegou adolescente ao Lanús, o time grená da cidade de mesmo nome na Grande Buenos Aires e que se autointitula “El Club de Barrio Mas Grande del Mundo” (o maior clube de bairro do mundo). Como jogador, destacou-se cedo como um volante voluntarioso no campo, líder e com personalidade forte fora dele.

– Um jogador especial, muito técnico, e também com muita maturidade. Jogava como veterano, ordenava a equipe, era o meio-campista de equilíbrio – diz o jornalista Marcelo Calvente, um torcedor apaixonado que acompanha o Lanús há mais de 40 anos.

– Era excelente! Dos jogadores da sua geração era o melhor. Por técnica, por personalidade, diferente em todos os sentidos. Ele tinha 17 ou 18 anos e jogava como um jogador de 25 ou 30. Um líder natural dentro e fora do campo – define Chebel.

A qualidade e a pegada do jovem volante do Lanús chamaram atenção a ponto de ser convocado para as seleções de base da Argentina. Disputou o Mundial Sub-17 em 1997, foi convocado para a Sub-20 por José Pekerman e atuou com nomes históricos daquela geração como Burdisso, Ahumada, Maxi Rodríguez, Romagnoli e Saviola.

No Mundial Sub-20 de 2001, aliás, a seleção argentina conquistou o quarto dos seis mundiais da categoria, mas Zubeldía foi cortado um pouco antes por causa de uma lesão – a revelação D’Alessandro, que ainda não se firmara no River Plate, foi chamado para o seu lugar.

A frustração da ausência nessa conquista só não foi maior do que o problema que Zubeldía teve três anos depois: uma osteocondrite dissecante no joelho esquerdo, doença que afeta a cartilagem e causa dores e inchaço. E o volante teve de encerrar a carreira aos 23 anos.

– Ele trabalhou dois ou três anos para voltar a jogar. Luis é um tipo que não se entrega fácil, tem uma força mental absoluta. Foi até o máximo do seu físico para tentar voltar a jogar. Enquanto isso, estudou jornalismo e a parte tática do futebol. Por deixar o futebol tão jovem, foi um golpe muito grande para todos. Isso o incentivou a buscar novos horizontes e uma nova profissão – diz Fernando Babor, que trabalha na TV Lanús 2000 desde o início dos anos 90.

– Foi muito difícil, muito difícil como seria com qualquer outro garoto da idade dele. E sentimos ainda mais por ser um dos nossos, por seu grande talento. Tentou várias vezes e não deu certo – lembra Jorge Matera, chefe de comunicação do Lanús na época.

Dupla histórica em nova função
Apaixonado por futebol, Zubeldía decidiu que não desistiria do futebol completamente. Pouco tempo depois da aposentadoria, e no mesmo Lanús, iniciou a trajetória para virar treinador.

Começou como auxiliar e fez parte de uma dupla que marcou história no clube com o ex-jogador e técnico Ramón Cabrero, talvez o maior ídolo de todos os tempo do Lanús. Como diz Calvente, foi um “encontro místico” entre um jovem, que tinha tudo pela frente, mas perdeu a carreira, com um técnico veterano que tinha um passado muito ilustre.

Para se ter uma ideia, a rua em que fica o Estádio Ciudad de Lanús tem o seu nome, Ramón Cabrero. Juntos, os dois conquistaram o primeiro título nacional do Lanús, o Apertura de 2007.

– Quando formavam uma dupla, os dois estavam no banco de reservas. Mas era Zubeldía que trabalhava a equipe taticamente, a bola parada, que fazia as alterações, Ramón era como alguém que estava em outro plano. Tomava as decisões mais importantes e difíceis – afirma Calvente.

– No ano em que o Lanús foi campeão, em 2007, Ramón era o técnico, mas quem cuidava de toda a parte tática era Luis. Ramón falava com os mais velhos, Luiz com os jovens. Ramón tratava com o presidente, a diretoria… Zubeldía decidia horário de treinamento, movimentações, trabalho tático – diz Babor.

– Tem que ter uma personalidade muito forte para, aos 26 anos, falar com jogadores de 33 ou mais, com o capitão ou com pessoas que já jogaram uma Copa do Mundo – completa.

Quando Cabrero saiu do Lanús, Zubeldia foi o escolhido para assumir o cargo. E aos 27 anos, tornou-se o técnico mais novo da história a dirigir um time da primeira divisão do futebol argentino. E já com esse estilo cheio de energia, que invade o campo para comemorar um gol ou para acompanhar uma jogada.

– Aqui ele era igual ou pior. Discuti muitas vezes com ele, ficamos quase meses sem nos falar. Mas sempre tinha um interlocutor do corpo técnico para apaziguar – diz Chebel.

– Gostamos do Luís e de toda sua família. A verdade é que sentimos que ele é parte da nossa casa. Ele eleva o nível e te faz fazer o melhor. Ele sabe de todos os temas e se envolve em absolutamente todos os temas. É uma peça fundamental. Onde for ele vai se destaca.

E se algum jogador do São Paulo está precupado com o nível de exigência de Zubeldía, precisa ler ou ouvir o que o capitão do Lanús tem a dizer:

– É uma pessoa super trabalhadora, comprometida com o que faz. Muito exigente consigo mesmo e também com o seu grupo de trabalho. Tenta tirar 100% de todos o tempo inteiro. Mas depois é uma pessoa espetacular no trato pessoal, tem muita empatia, e está o tempo inteiro ciente da situação pessoal de cada jogador. Esse vínculo se fortalece fora do campo, e você acaba querendo dar o máximo porque ele é uma pessoa que merece – diz Izquierdoz.

– Se eu tivesse que dizer algo pessoal sobre Zubeldia, seria sobre os seus valores. Ele nunca abre mão deles, nunca os negocia. Ele como técnico, eu como jornalista, de tantas vezes que nos sentamos e conversamos, e nunca houve um condicionamento, nada além de respeito. Seus valores são intocáveis. Poucas vezes encontrei uma pessoa dentro do futebol com os valores que ele tem – afirma Babor.

Como jogador de base ou recém-profissionalizado, Zubeldía atuou por quase sete anos no Lanús. Como técnico, as duas passagens (2008-2010 e 2018-2021) somaram mais cinco anos de Grená.

Chegou à final da Copa Sul-Americana de 2020, na qual eliminou o São Paulo no Morumbis. E não precisou conquistar título para deixar saudade na apaixonada torcida grená

– Ele conheceu sua esposa (Ludmila) aqui no Lanús. Sua companheira era integrante do departamento de imprensa. Aqui nasceu a relação e a família linda que têm – diz Jorge Matera.

O Estádio Ciudad de Lanús foi o lugar que marcou o fim e o recomeço da história de Zubeldía no futebol. E que transformou a entrega como jogador na intensidade de treinador.

– É um maluco maravilhoso! Ele sabe que o amamos e que as portas do clube estão sempre abertas. Quando ele tomar a decisão de voltar, vai fazer muito feliz todos os torcedores do Lanús. Que ele desfrute de cada passo que der, e que siga conquistando triunfos. E que nunca abandone essa personalidade e essa ambição vencedora que tem – diz o presidente Chebel.

– Luis vai seguir crescendo na carreira e vai obter vitórias importantes porque a sua mentalidade é essa. Nunca dar-se por vencido, nunca achar que está tudo bem, sempre quer algo mais – diz Izquierdoz.

Zubeldía estreou como técnico do São Paulo em 25 de abril deste ano, com vitória por 2 a 0 sobre o Barcelona (ECU), em Guayaquil, pela Libertadores. Tem até agora 41 jogos pelo clube, com 21 vitórias, 11 empates e nove derrotas – aproveitamento de 60,2%

 

Fonte: Globo Esporte

Como a morte de Izquierdo marcou o 2024 do elenco do São Paulo

Pouco mais de 80 dias depois da morte do jogador Juan Izquierdo, do Nacional-URU, os jogadores do São Paulo ainda vivem o luto causado por uma temporada que eles jamais esquecerão.

O assunto foi recordado pelo volante Alisson, que recentemente se recuperou de lesão e ficou novamente à disposição de Luís Zubeldía.

– O momento mais difícil do ano não foi a lesão do Alisson, do Pablo ou do Ferreira. Para nós, foi o momento do jogo do Nacional em que perdemos um companheiro nosso de esporte. Esse foi o momento mais difícil. Mas o futebol é assim, um esporte de apaixonados em que as pessoas às vezes esquecem do ser humano. Nossos companheiros naquele momento tiveram um baque muito grande.

A reportagem do ge ouviu relatos parecidos de outros jogadores e funcionários sobre o impacto deste episódio. Izquierdo passou mal no Morumbis no dia 22 e teve a morte anunciada dia 27. Um dia depois, o São Paulo jogou contra o Atlético-MG e perdeu por 1 a 0 na Copa do Brasil.

– Logo em seguida teve o jogo do Atlético-MG, que poderia ter sido adiado, mas já foi, já passou. É parabenizar a nossa equipe, pois os nossos companheiros foram fantásticos de terem ido ao velório do menino, foi um momento muito complicado para todos nós – completou Alisson, que estava lesionado na ocasião e não estava em campo no dia em que o atleta passou mal.

Depois da derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, Rafinha, Wellington Rato, Calleri, Galoppo e Michel Araújo estiveram em Montevidéu para acompanhar o velório de Izquierdo, assim como o vice-presidente do São Paulo Harry Massis.

Em entrevista ao ge, o diretor de futebol Carlos Belmonte exaltou a postura do elenco no episódio:

– Afetou bastante nosso elenco, mas eu acho que nossos jogadores foram muito importantes, criou-se um vínculo com o Nacional, com o torcedor do Nacional, porque eles foram realmente muito corretos, muito preocupados. Aqui no CT falavam com a gente o tempo inteiro, buscaram auxiliar a família, auxiliar o Nacional – relembrou o dirigente.

– Só confirmou um pouco do que eu penso no nosso elenco, entende? O maior orgulho que eu tenho aqui é o tipo de jogador que eu tenho, que a gente conseguiu ter no elenco. Gente muito boa, muito compromissada e de muito caráter. A gente montou um time de muito caráter.

Relembre o caso
Juan Izquierdo morreu aos 27 anos depois de passar mal na partida de volta das oitavas de final da Conmebol Libertadores, contra o São Paulo, no Morumbis. O jogador foi atendido ainda no gramado e encaminhado ao hospital, mas sofreu uma parada cardíaca. Ele ficou internado no Hospital Albert Einstein, mas não resistiu.

De acordo com o último boletim médico divulgado pelo hospital, Izquierdo morreu em “decorrência de morte encefálica após parada cardiorrespiratória”.

 

André Silva é quem precisa de menos tempo para marcar pelo São Paulo

O atacante André Silva chegou ao São Paulo em março deste e, apesar de não ser um dos titulares da equipe, apresenta ótimos números no Brasileirão. O centroavante é quem precisa de menos tempo em campo para marcar, com a média de um gol a cada 195 minutos, segundo dados do Sofascore.

Ele fica à frente de nomes consagrados do elenco são paulino: Luciano aparece em segundo, com um tento a cada 199 minutos, Ferreirinha em terceiro, Lucas Moura fica com a quarta colocação e Jonathan Calleri com a quinta posição no quesito.

Ao todo, André Silva soma seis gols marcados em 25 jogos, sendo 12 como titular. Além disso, também contribuiu com duas assistências.

Na última partida, o atacante foi decisivo e marcou o gol da vitória do Tricolor Paulista sobre o Athletico-PR por 2 a 1. O tento ocorreu aos 44 minutos do segundo tempo, após cruzamento de Liziero e desvio de Jamal Lewis. O centroavante levou a melhor na disputa na área e empurrou a bola para o fundo do gol.

Com André Silva à disposição, o São Paulo volta a campo nesta quarta-feira, às 16h30 (de Brasília), contra o Red Bull Bragantino, no Estádio Nabi Abi Chedid, popularmente conhecido como Nabizão, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.