Zubeldía volta e terá reforços contra o Atlético-MG

O São Paulo terá reforços para enfrentar o Atlético-MG neste sábado, às 21h30, no Morumbis, pela 35ª rodada do Brasileirão.

Além do técnico Luis Zubeldía, que volta ao banco após cumprir suspensão contra o Red Bull Bragantino, a lista de relacionados deve ter o zagueiro Arboleda e o meia Wellington Rato, recuperados de lesão, além do zagueiro Ferraresi e do volante Bobadilla, que estavam com suas seleções na Data Fifa.

Já o lateral-esquerdo Welington e o atacante Calleri, que também ficaram fora da última rodada por contusão, ainda são dúvida para a partida.

Com Sabino suspenso – o zagueiro foi improvisado na lateral contra o Bragantino –, Patryck pode jogar, mas há chance também de Michel Araújo ser utilizado na posição. No ataque, o mais provável é que André Silva seja mantido.

Assim, a escalação provável do São Paulo para a partida tem Rafael, Igor Vinícius, Arboleda, Alan Franco e Patryck (Michel Araújo); Luiz Gustavo e Marcos Antônio; Lucas, Luciano e Ferreira; André Silva.

Com 58 pontos, o São Paulo está na sexta posição. Se empatar com o Atlético-MG, já garante uma vaga na Conmebol Libertadores do ano que vem, pelo menos para as fases prévias. O clube, porém, ainda quer um lugar direto na fase de grupos.

Para isso, precisa passar o Internacional, hoje quatro pontos à frente.

– Objetivo maior agora é buscar essa classificação direta para a Libertadores. A gente vai fazer como sempre fez, entrar em campo para conquistar a vitória – disse ao atacante Ferreirinha em vídeo divulgado pelo clube.

São Paulo vê adversários dispararem e briga por G-5 mais distante

A quatro jogos do fim da temporada, o São Paulo terminou a 34ª rodada do Campeonato Brasileiro mais distante do principal objetivo da equipe neste momento: a classificação para a fase de grupos da Conmebol Libertadores do ano que vem.

Na rodada em que empatou em 1 a 1 com o Red Bull Bragantino e chegou a 58 pontos, o São Paulo viu os dois times que estão logo à sua frente vencerem e chegarem a 62 pontos. Agora, Internacional e Flamengo estão a quatro pontos do Tricolor, que não têm nenhum confronto direto para diminuir a vantagem.

Resta, agora, ao São Paulo, vencer suas partidas e torcer para que, a quatro rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, Internacional e Flamengo tropecem pelo menos duas vezes.

Em contrapartida, o São Paulo está próximo de garantir uma vaga nas fases preliminares da Libertadores. O Tricolor está 11 pontos à frente do Cruzeiro, sétimo colocado, último do grupo que vai à competição continental, e a 12 do Bahia, o oitavo.

Como restam apenas quatro jogos para o fim do Campeonato Brasileiro, o São Paulo precisa de apenas um empate nas últimas rodadas para se classificar para a Libertadores do ano que vem. O Bahia pode somar, no máximo, mais 12 pontos e igualar a pontuação atual do Tricolor na tabela de classificação.

São Paulo anuncia mais de 25 mil ingressos vendidos para sábado

O São Paulo divulgou que mais de 25 mil ingressos já foram comercializados para o duelo contra o Atlético-MG, no Morumbis. A partida acontece às 21h30 (de Brasília) deste sábado, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O confronto diante do Galo será o penúltimo do São Paulo no Morumbis em 2024. Isso porque, pela 37ª rodada, o Tricolor paulista recebe o Juventude no dia 4 de dezembro, uma quarta-feira.

A equipe são-paulina defende uma invencibilidade de cinco jogos no Campeonato Brasileiro. O Tricolor venceu Vasco, Bahia e Athletico-PR e empatou com Criciúma e Red Bull Bragantino. Em casa, os paulistas aparecem com a terceira melhor campanha – são 38 pontos, em 17 jogos como mandante.

Deste modo, o São Paulo é o atual sexto colocado do Campeonato Brasileiro e visa entrar no G5 da competição para conseguir se classificar diretamente à fase de grupos da Copa Libertadores. Caso o Botafogo seja campeão do torneio, o Tricolor paulista atingirá o objetivo mesmo se terminar a temporada na posição que ocupa atualmente na tabela.

O Atlético-MG, por sua vez, enfrentará o São Paulo faltando exatamente uma semana para a final da Libertadores. Por isso, há a possibilidade de o Galo preservar alguns nomes a fim de evitar qualquer risco de lesão a poucos dias do “jogo do ano”. Os mineiros aparecem no 11º lugar, com 43 unidades somadas.

Com lesão e “fico” de Zubeldía, Galoppo se aproxima de fim de ciclo no SP

É possível que a partida contra o Vasco, em outubro, em que entrou no segundo tempo, tenha sido a última de Galoppo com a camisa do São Paulo. Contratado em julho de 2022 sob grande expectativa, o meia pode deixar o clube na próxima janela de transferências, em janeiro.

O argentino sofreu um trauma recente no joelho e precisou fazer uma artroscopia na última quarta. Apesar do prazo curto de recuperação, de até quatro semanas, ele não terá tempo de atuar novamente nesta temporada, que termina em 8 de dezembro.

O que deve selar o destino do jogador, porém, é a provável permanência de Luis Zubeldía no CT da Barra Funda – o treinador foi bancado pelo diretor de futebol, Carlos Belmonte, em entrevista ao ge.

Galoppo teve muito pouco espaço no time desde a chegada de Zubeldía, em abril, e entende que o treinador não conta com ele para 2025. Com o compatriota no banco, jogou 16 vezes, a maioria delas depois de começar entre os reservas.

O meia foi procurado por dois clubes argentinos no meio do ano: o Boca Juniors e o Rosario Central – esse último chegou a fazer proposta ao São Paulo de cerca de US$ 3 milhões (cerca de R$ 17,5 milhões).

Galoppo, porém, não quis negociar. Tinha, primeiro, o objetivo de recuperar lugar no São Paulo. Depois, de encontrar vaga num time da Europa, onde ainda espera atuar.

Dores no pé direito o afastaram dos campos por sete partidas, em julho, porém. Em outubro, em entrevista, lamentou as poucas oportunidades e contou ter tido uma conversa com o técnico.

– Falei com Zubeldía quando teve as propostas, a incerteza do que aconteceria, ele disse que a decisão era minha. Quando decidi ficar, porque queria ser protagonista, disse a ele, e disse que estava bem, que a decisão era minha. Depois não teve mais conversa – explicou ele, à Espn.

O cenário atual favorece uma saída do jogador ao fim desta temporada. O clube não deve dificultar uma negociação.

Galoppo, que se destacou no Banfield, custou US$ 4 milhões ao São Paulo – mais cerca de US$ 2 milhões em taxas, o que fez com que o negócio se aproximasse de R$ 32 milhões na época.

Desde sua chegada, disputou 60 jogos e marcou 10 gols. O melhor momento foi no começo de 2023, quando fez bom Campeonato Paulista, mas sofreu uma grave lesão no joelho que o tirou de quase todo o restante da temporada.

Fonte: Globo Esporte

Nota do PP: será que com a saída dele vamos saber quanto custou e de que forma (também por quem) foi paga a contratação de Galoppo?

Liderança ativa: como Rafinha, Calleri e Lucas atuam também fora do campo

Rafinha, Calleri e Lucas. Jogadores experientes, com vivência internacional e que, nesta temporada, dividem a tarja de capitão nas partidas do São Paulo.

Quando o lateral não está em campo, ela fica no braço do argentino. Quando nenhum dos dois primeiros atua, como foi no empate por 1 a 1 contra o Red Bull Bragantino, é Lucas quem assume a função.

Mais do que isso, porém, o trio tem muitas outras funções no dia a dia do CT da Barra Funda. Ao longo da temporada, a reportagem ouviu alguns exemplos da liderança positiva dos jogadores. Veja abaixo:

Discussão de premiação
A diretoria do São Paulo acertou o valor de premiação que será distribuído para o elenco no ano numa conversa realizada ainda no início da temporada.

Foi em janeiro que o departamento de futebol se reuniu com Rafinha, Calleri e Lucas para tratar dos valores que seriam pagos aos jogadores de acordo com as metas alcançadas no Paulistão, Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores e também na Supercopa, em taça conquistada contra o Palmeiras.

Uma curiosidade é que, além das porcentagens estabelecidas pela premiação de cada campeonato, os jogadores definem um valor fechado que poderão somar até o fim da temporada.

Assim, antes de um clássico ou um jogo importante, ao sentirem que uma premiação pode dar um combustível ao time, eles solicitam que a diretoria coloque um determinado bicho em jogo para que seja distribuído entre os jogadores e funcionários em caso de vitória e/ou classificação.

Presença no vestiário
Uma cena comum em jogos do Morumbis aconteceu também em Bragança Paulista, na última quarta-feira, no empate por 1 a 1 contra o Red Bull Bragantino. Mesmo sem condições de jogo, Calleri viajou junto com o elenco de ônibus para apenas torcer e apoiar os colegas. O mesmo ocorreu com Wellington Rato, que também lá esteve mesmo sem poder jogar.

Segundo pessoas do CT, essa presença de jogadores machucados no vestiário do Morumbis em todos os jogos do São Paulo teria começado com Calleri em seu retorno ao clube. O hábito, que no passado era comum com Rogério Ceni e outros atletas, passou a ser cada vez mais natural. Neste ano, quando sofreu lesão que o tirou de combate por três meses, Rafinha bateu cartão no vestiário.

Papo com a Polícia Militar
Esse episódio aconteceu em agosto de 2023, mas ilustra muito bem a força e influência dos jogadores junto da diretoria. Na semana do duelo contra o Corinthians, na semifinal da Copa do Brasil, foi cogitada a possibilidade de a Polícia Militar vetar a festa da torcida na recepção do ônibus do Tricolor na entrada principal do Morumbis, na praça Roberto Gomes Pedrosa.

Ao saberem do fato, Rafinha e Calleri entraram na sala do diretor de futebol Carlos Belmonte e disseram que o clube precisava brigar pela liberação do “corredor de fogo” da torcida. O dirigente telefonou para o chefe do Choque da Polícia e colocou os atletas no diálogo.

Depois de alguns minutos de conversa, os jogadores conseguiram a liberação da festa, hoje apontada pelos jogadores como fundamental em dia de jogos decisivos.

Representantes na dor
Dos três jogadores citados, dois representaram o São Paulo no velório do jogador Izquierdo, do Nacional, em agosto deste ano. O atacante Calleri e o lateral Rafinha fizeram questão de ir até Montevidéu para a despedida do jogador. Rafinha, inclusive, deu entrevista em nome do grupo

Influência musical
Ficou evidente na conquista da Supercopa neste ano a importância de Rafinha na execução da roda de samba do elenco do São Paulo. Logo após a conquista, o jogador levou os instrumentos a campo e improvisou uma roda, que teve Welington e Lucas Moura como alguns dos tocadores.

O que poucos sabem é que essa roda de samba ocorre com frequência no CT. O volante Liziero, por exemplo, é outro jogador bastante ativo na brincadeira. Essas interações dos jogadores às vezes ocorrem na véspera ou mesmo no dia de jogos, quebrando a tensão e ajudando o tempo a passar.

Mas o argentino Calleri, embora não seja de samba, também tem sua influência musical no elenco. Como existem muitas pessoas com o espanhol como língua materna dentro do CT, o argentino costuma apresentar músicas latinas aos companheiros. Também no título da Supercopa, puxou junto de Alan Franco a música “Campeones, campeones, olé, olé, olé”.

Aconselhamento geral
Junto de Luiz Gustavo, também muito experiente e com currículo de Copa do Mundo, os três jogadores são muito buscados pelos companheiros para todo tipo de aconselhamento. Calleri, que mora em Alphaville, geralmente faz um certo lobby para que os recém-chegados também se mudem para o seu condomínio. O jogador, que vai ao CT numa van, costuma até a dar carona a alguns colegas.

De forma geral, porém, o exemplo dos jogadores é muito seguido pelos companheiros. A influência de Lucas Moura é ainda maior em relação aos atletas que, assim como ele, saíram de Cotia. Ele costuma conversar muito com os mais jovens, que sempre tiveram nele um ídolo.

Segundo o diretor Carlos Belmonte, esses jogares foram muito importantes para que o São Paulo pudesse reagir rapidamente no Brasileirão depois das eliminações na Copa do Brasil e Libertadores.

– Nosso elenco tem muito comprometimento. Montamos um time que quer ganhar, que quer brigar pelos títulos. Quando vem a dor da eliminação nas Copas, o luto é maior. Isso liga uma luz amarela do risco de o time não voltar rapidamente e de se recompor para disputar o Brasileirão, mas felizmente conseguimos. Tem o peso das lideranças, Rafinha, Luiz Gustavo, Lucas, Calleri, jogadores experientes que conseguiram puxar o todo para que se voltasse rapidamente ao foco do Brasileiro, para que a gente pudesse ter o objetivo de estar na Libertadores de 2025 – explicou.

 

Fonte: Globo Esporte

Por que Santiago Longo não joga? Comissão técnica tenta explicar

Contratado em setembro, Santiago Longo ainda enfrenta dificuldades para se firmar no São Paulo. O volante argentino disputou apenas dois jogos pelo clube, mesmo vindo de um país que o técnico Luis Zubeldía, seu compatriota, conhece bem.

O início de Santiago Longo no São Paulo foi positivo. O jogador iniciou a partida contra o Cruzeiro, no Mineirão, como titular e saiu de campo com a vitória por 1 a 0. Depois disso, porém, só voltou a ser acionado nos minutos finais do duelo com o Vasco, no Morumbis.

“Nós não dependemos de um só jogo para ver os jogadores. Vemos no dia a dia, nos treinamentos. Santiago chegou recentemente e consideramos que leva uma adaptação, sobretudo para um jogador estrangeiro. Tomamos decisões que consideramos que são as melhores para o time”, afirmou o auxiliar técnico de Luis Zubeldía, Maxi Cuberas.

Santiago Longo foi contratado por empréstimo válido até agosto de 2025, com opção de compra fixada. O volante se transferiu para o São Paulo após ganhar projeção com a camisa do Belgrano, time do qual era capitão.

“O grupo é grande, com bons jogadores, todos podem jogar. Às vezes não vão ao banco, mesmo sendo bons, porque estão no São Paulo. Creio que estão preparados para essa situação, porque estamos falando de um time grande”, completou Maxi Cuberas.

Apesar de ainda estar em processo de adaptação, Santiago Longo tem muitos motivos para se sentir em casa, já que há no elenco três jogadores argentinos: Calleri, Alan Franco e Galoppo, de quem é amigo de infância.

Santiago Longo e Galoppo chegaram a atuar juntos em um clube local quanto tinham entre dez e 12 anos. Os dois eram vizinhos na cidade de Freyre, na província de Córdoba, e quis o destino que muito tempo depois os dois se transformassem novamente em companheiros de time, agora no Brasil.

SP cria, mas imprecisão na frente do gol vira problema para Zubeldía

O técnico Luis Zubeldía vem tendo de lidar com um problema sério nesta reta final de temporada: a falta de precisão do São Paulo no ataque. O time tricolor até tem conseguido criar chances de perigo, mas tem sofrido para obter uma alta taxa de conversão em gol, o que tem comprometido seu desempenho na luta por uma vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores.

O São Paulo é o sexto time que mais chances claras de gol criou no Campeonato Brasileiro (67), atrás somente de Botafogo (92), Palmeiras (90), Flamengo (86), Internacional (81) e Bahia (75), de acordo com o Sofascore.

O problema é que em alguns jogos recentes a equipe comandada por Luis Zubeldía não foi capaz de ser letal. Nem sempre o São Paulo terá uma boa performance, mas um ataque afiado pode garantir os três pontos quando coletivamente as coisas não vão bem.

“Estatisticamente somos um dos times que estão no topo em gols marcados e em expectativas de gol. Como falava antes do jogo, é algo que temos que melhorar em termos da condição final, conexão no último terço”, avaliou o auxiliar técnico de Luis Zubeldía, Maxi Cuberas.

Na última quarta-feira, contra o Red Bull Bragantino, o São Paulo fugiu à regra. Não criou grandes chances de gol e só foi às redes graças a uma jogada individual de Lucas e sua insistência para acreditar no lance até o fim, quando nem mais o seu marcador achava que ele seria capaz de alcançar a bola. Não fosse isso, o tropeço tricolor em Bragança Paulista poderia ser ainda pior.

No próximo sábado, contra o Atlético-MG, às 21h30 (de Brasília), o São Paulo voltará ao Morumbis e com Luis Zubeldía à beira do campo após cumprir suspensão automática por acúmulo de cartões amarelos. A missão do treinador nesta semana será afiar o ataque, até porque o Tricolor não pode mais se dar ao luxo de perder pontos preciosos na acirrada disputa por uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores.

São Paulo vence Bahia pela semifinal da Copa do Brasil sub-20

O São Paulo venceu o Bahia nesta quinta-feira, por 2 a 0, no estádio Novelli Júnior, em Itu, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil sub-20. Os gols tricolores foram marcados por Ryan Francisco, logo aos 21 segundos de partida, e Paulinho.

Com o resultado, o São Paulo pode até perder por um gol de diferença no jogo de volta, na próxima quarta-feira, em Salvador, que, ainda assim, avançará à grande decisão do torneio. O Bahia, por sua vez, terá de bater o Tricolor paulista por dois gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis ou três gols de diferença para se classificar no tempo regulamentar.

Do outro lado da chave, Palmeiras e Ceará protagonizam a segunda semifinal da Copa do Brasil sub-20.
O jogo

O São Paulo precisou de 21 segundos para abrir o placar. Ryan Francisco aproveitou o erro do Bahia na saída de bola e finalizou da entrada da área, pegando o goleiro de surpresa ao mandar no cantinho e estufar as redes, colocando o Tricolor em vantagem.

Mais tarde, aos 24 minutos, saiu o segundo gol do São Paulo. Ryan Francisco deu excelente passe de trivela para Alves, que levantou a cabeça e rolou para Paulinho precisar apenas empurrar para o fundo das redes, de primeira, ao ficar cara a cara com o goleiro, ampliando o placar para o São Paulo.

No segundo tempo, o São Paulo quase marcou o terceiro gol depois que Paulinho chegou na linha de fundo pela esquerda e tocou para trás, encontrando João Gabriel, que bateu de primeira, no canto, carimbando a trave.

Daí em diante, porém, o ritmo do jogo diminuiu. O São Paulo passou a apostar nos contra-ataques, já que o Bahia se viu na obrigação de se expor para recuperar o prejuízo, mas também não foi capaz de ampliar ainda mais a vantagem construída. Desta forma, coube às duas equipes se conformarem com o triunfo por 2 a 0 do Tricolor paulista em Itu.

Paulo Pontes: ações dão vitória ao editor do Tricolornaweb

Terminaram duas ações que corriam na Justiça, me envolvendo diretamente: uma que o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu moveu contra mim e outra que eu movi contra o conselheiro vitalício Douglas Schwartzmann. Em ambas saí vitorioso, com a grande participação de meu advogado, dr. Valter Roberto Augusto.

Na ação que movi contra Douglas Schwartzmann, pelas ameaças que ele me fez de agressão física, além de uma gigantesca mentira, de que eu possuía uma escola de idiomas no clube social do São Paulo ele tentou fazer a reversão da ação, me tornando réu e ele acusador. A Justiça negou.

Ele pediu, então, que a ação corresse em segredo de Justiça, o que foi deferido pelo juiz e que eu fosse proibido de citar o nome dele no Tricolornaweb, na Web Rádio  São Paulo e nas minhas redes sociais, o que o juiz não admitiu, entendo que seria uma censura e que meu trabalho era apenas  jornalístico.

Assim sendo, a Justiça entendeu que eu estava correto e condenou Douglas Schwartzmann a me indenizar pelos danos morais, pelas mentiras que contou, pelas ameaças que fez, tudo devidamente documentado na ação.

Não contente, Douglas foi para a Segunda Instância, tentando mais uma vez reverter a ação.  Perdeu. E no mérito, também perdeu. Partiu então para  a Terceira Instância. Perdeu de novo e teve que pagar a indenização.

Através de seus advogados, pediu para que houvesse parcelamento do valor em seis vezes. Tive pena. Quase abri mão do recebimento, mas por entender que era algo pedagógico, como o próprio juiz disse em sua decisão, optei por receber.

Ele pediu que os valores e a forma de pagamento fossem mantidas em segredo de Justiça. O valor, mantenho. A forma, não. Até porque, já acabou.

Olten perdeu

Já o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo,  Olten Ayres de Abreu, me processou por calúnia, difamação e injúria. Ele ficou “p” da vida com o fato de eu ter divulgado detalhes do contrato aprovado pelo São Paulo com a FENG, empresa que cuidaria do Programa Sócio Torcedor, e que ele havia decretado sigilo.

Jornalisticamente obtive a informação e a divulguei, por ser de interesse da coletividade são-paulina. E o chamei de Ditador, originando-se a partir daí o apelido de “DitaOlten” para seus atos. Nesse momento ainda não havia ocorrido o episódio do “dirigir embriagado um carro do São Paulo do clube a um bar” e ter “entrado no banheiro feminino e feito xixi na cueca, saindo com as calças no meio das pernas”.

Houve uma audiência de conciliação, algo que não aceitei. Fomos, então, para a audiência que seria seguida do julgamento, e fui absolvido, pois a Justiça entendeu que o que fiz foi uma matéria jornalística e que ao considerar que ele teria agido de forma ditatorial, estava me referindo ao presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo FC e não ferindo a moral do cidadão Olten Ayres de Abreu.

Nesta última terça-feira recebi o último pagamento de Douglas Schwartzmann (em breve farei um relato do que fiz com o valor) e a decisão no caso Olten foi publicada e o processo arquivado em definitivo.

Fiz essa matéria apenas porque continuo prestando contas ao meu leitor, que é o torcedor do São Paulo, de forma clara e transparente, coisa que esses dois senhores, aliados a Júlio Casares e mais alguns, não sabem o significado.

Também não posso deixar de agradecer o dr. Valter Roberto Augusto, brilhante advogado, que sempre esteve e sempre estará ao meu lado.

 

Paulo Pontes