São Paulo pode enfrentar São Bernardo com titulares

O São Paulo terá uma semana livre para descanso e treinamentos antes das quartas de final do Campeonato Paulista. Justamente por isso, o técnico Luis Zubeldía deverá levar a campo força máxima neste domingo, contra o São Bernardo, fora de casa, pela última rodada da primeira fase da competição.

Precisando vencer para confirmar a ida às quartas de final como primeiro colocado do Grupo C, o São Paulo não quer deixar passar a oportunidade de disputar o primeiro mata-mata do Campeonato Paulista com o apoio de sua torcida, no Morumbis.

Há ainda mais convicção em utilizar os principais jogadores pelo fato de as quartas de final estarem marcadas para o fim de semana dos dias 1 e 2 de março, em pleno Carnaval. Desta forma, o elenco do São Paulo terá uma semana livre para se preparar para o confronto com o Novorizontino.

Um contraponto é o fato de alguns titulares estarem pendurados, podendo desfalcar o São Paulo nas quartas de final caso recebam um cartão amarelo contra o São Bernardo, casos de Rafael, Alan Franco, Enzo Díaz e Calleri. André Silva, que poderia ser o substituto do camisa 9 argentino, terá de cumprir suspensão por acúmulo de cartões. Logo, a tendência é que o homem-gol são-paulino seja mantido na equipe.

Um provável São Paulo para o jogo contra o São Bernardo conta com Rafael; Igor Vinícius, Arboleda, Alan Franco e Enzo Díaz (Wendell); Pablo Maia, Bobadilla, Oscar e Lucas; Luciano e Calleri.

Apesar de ter poupado Lucas e Oscar contra o Palmeiras, acionando-os somente no segundo tempo do clássico, o São Paulo vem utilizando nos últimos jogos basicamente o mesmo time, o que inevitavelmente gera um desgaste maior nos principais atletas.

Por outro lado, o São Paulo não quer correr o risco de ter que disputar as quartas de final do Paulista em Novo Horizonte, longe de casa. Desta forma, mais vale o sacrifício de ir a campo com força máxima mais uma vez do que perder a liderança do Grupo C justamente na última rodada da primeira fase.

Alisson não treina e deve voltar ao time do São Paulo nas quartas

Alisson não treinou com o restante do elenco do São Paulo nesta quinta-feira, dia da reapresentação no CT da Barra Funda após a derrota por 2 a 1, de virada, para a Ponte Preta, em pleno Morumbis, pelo Campeonato Paulista.

O volante foi preservado pela comissão técnica no duelo da última quarta-feira, embora o São Paulo não tenha divulgado qualquer tipo de lesão no jogador, e deve seguir de fora no confronto do próximo domingo, contra o São Bernardo, fora de casa, pela última rodada da primeira fase do Paulistão.

A ideia é prepará-lo para voltar a sua melhor forma física para o jogo das quartas de final do Estadual, que acontece no fim de semana doas dias 1 e 2 de março. Desta forma, Alisson terá cerca de dez dias para trabalhar no CT da Barra Funda e ficar à disposição do técnico Luis Zubeldía.

O treino

Os jogadores que atuaram na maior parte do tempo contra a Ponte Preta realizaram um trabalho regenerativo nas dependências internas do CT da Barra Funda nesta quinta-feira.

O restante do elenco foi a campo para uma atividade com bola visando fundamentos técnicos e posse. Depois disso, houve um jogo em campo reduzido.

O zagueiro Ruan, o meia Rodriguinho e o atacante Ferreira correram e realizaram exercícios no gramado sob a coordenação dos fisioterapeutas do clube. Já o goleiro Young e o volante Luiz Gustavo deram sequência ao tratamento de suas respectivas lesões no Reffis Plus.

Já classificado para as quartas de final do Campeonato Paulista, o São Paulo entra em campo neste domingo, contra o São Bernardo, às 18h30 (de Brasília), no estádio Primeiro de Maio, no ABC, com a missão de garantir a primeira colocação do Grupo C e, consequentemente, ter a vantagem de jogar o mata-mata contra o Novorizontino no Morumbis.

Ademilson quer nova chance após demissão por dirigir bêbado no Japão

Ademilson despontou com mais um promissor atacante de uma geração que revelou Lucas Moura e Lucas Piazon no São Paulo. Aos poucos, tornou-se realidade ao se firmar como titular do time comandado por Muricy Ramalho e que tinha Rogério Ceni, Kaká e Luis Fabiano como grandes estrelas.

Os anos se passaram, e o atacante deixou o Brasil para atuar no Japão. Do outro lado do mundo, Ademilson vivenciou a idolatria e a educação dos japoneses. Atualmente com 31 anos, ele busca no Água Santa uma espécie de recomeço na carreira no Brasil.

– É um campeonato muito importante para todo o Brasil, para todo jogador que quer estar no cenário ou que quer voltar ao cenário, também, do futebol brasileiro. E o Água Santa vem fazendo boas campanhas nos últimos anos, então vi como uma grande oportunidade de jogar o Paulista.

– Aceitei esse desafio, estou muito feliz de estar aqui e espero terminar esse campeonato bem, deixar o Água Santa onde ele deve ficar, que é na primeira divisão, e depois disso ver o que vai ter para mim de portas abertas e seguir minha carreira – disse Ademilson.

Mais sobre Ademilson
Nome: Ademilson Braga Bispo Júnior
Idade: 31 anos
Posição: atacante
Carreira: São Paulo, Yokohama Marinos, Gamba Osaka, Wuhan Three Towns, Machida Zenvia, Avaí e Água Santa
Títulos: Copa Sul-Americana (2012); Campeonato Chinês (2022), Liga da China (2021); Campeonato Japonês (2ªDivisão); Supercopa da China (2023) e Torneio de Toulon (2013 e 2014).
Ademilson retornou ao Brasil no ano passado depois de quase uma década atuando no exterior. Foram pouco mais de duas temporadas na China e quase sete no Japão, essa interrompida depois de dirigir embriagado e causar um acidente em Osaka, cidade onde atuava pelo Gamba e era o artilheiro do time.

A demissão de Ademilson do Japão aconteceu dois meses depois de o jogador ser afastado das atividades no clube. Ele entrou em acordo com a vítima do acidente, que sofreu ferimentos leves, atestando que foi o causador e admitindo que acabou dirigindo depois de consumir bebida alcoólica, algo não tolerado no Japão.

– Aconteceu para eu mudar também nesse sentido. Claro que eu deveria mudar sem precisar passar por isso, mas isso também é importante. E estou muito arrependido de ter saído desse jeito de lá, porque era um time que eu já estava havia cinco anos, um país que estava há seis anos. Então, por tudo que eles fizeram por mim e pelo respeito que conquistei lá, deveria ter saído de outra forma. Fiquei muito triste, muito chateado da forma que saí.

– Não tem conversa, não tem justificativa. Não tem, “ah, mas é que eu tomei uma ou tomei cem ou tomei duzentos”. Não tem conversa. Se você tomou e fez, ou você fez alguma coisa errada que sabe que é errado, não tem conversa. É disciplina, a educação deles é gigante e não tem justificativa. Você sabe o que é errado e vai pagar por isso. E foi o que aconteceu comigo – contou o atacante.

A chegada ao Japão aconteceu depois de 114 partidas e 15 gols com a camisa do São Paulo. Foram mais de R$ 10 milhões de receita gerada ao time do Morumbi pela transação. Apesar do sonho de retornar ao clube que o revelou, o grande objetivo é poder voltar a disputar a Série A do Brasileiro e recuperar o espaço no futebol nacional.

– Acredito que na Ásia a gente acaba ficando um pouco escondido, fora do cenário. E, quando volta ao Brasil, entende que vai ter que dar uns passos para trás ou às vezes não ir direto para onde gostaria de estar, nos clubes maiores. Mas é uma grande oportunidade jogar um Paulista para aparecer de novo, para voltar ao mercado brasileiro – disse.

Parceria com Neilton
Ademilson tem a companhia de outro jogador que despontou como promessa e acabou não conseguindo deslanchar na carreira. Neilton, revelado pelo Santos e apontado por muitos como o “Novo Neymar” disputa o seu segundo estadual pelo Água Santa.

Os dois atacantes são companheiros de quarto na concentração e de compartilhar histórias sobre como as carreiras poderiam ter sido diferentes. No entanto, entendem que o futebol não possui um roteiro certo.

– A gente conversa bastante sobre isso, de… “Pô, a gente, há dez anos, a gente estava jogando em outra situação, sendo jovem e estando em time grande, todo mundo esperando da gente”. E hoje a gente sendo mais velho, no mesmo time, e tendo que ser a liderança, mostrar para os jovens o caminho um pouco diferente do que a gente seguiu nessa questão de não se empolgar, de não achar que você é o melhor quando faz um jogo bom. Mas também você não é o pior quando faz um jogo ruim. Então a gente conversa bastante, a gente concentra junto, é bem amigo meu, as nossas famílias se conhecem, a gente conversa bastante sobre tudo – revelou.

Neilton marcou um gol e Ademilson dois na luta do Água Santa para fugir do rebaixamento no Campeonato Paulista. O ex-jogador do Santos atuou em seis partidas, sendo titular em cinco delas, enquanto Ademilson atuou dez vezes, sendo seis iniciando entre os titulares.

O peso de ser uma promessa
Ademilson surgiu no São Paulo na mesma geração que revelou Lucas Moura, Lucas Piazon, entre outros. Em determinando momento, o atacante era visto até como um provável sucessor de Luis Fabiano.

– É complicado, você vem de família pobre, sem ter muita coisa e do nada conquista quase tudo que almeja: financeiro, carro bom, morar bem, a fama. E aí você coloca aquele peso nas costas, até certo ponto é bom, é maravilhoso, mas chega um momento de pressão que também acaba atrapalhando muito. Na minha época tinha acabado de sair o Lucas, já me tinham ali como próximo a ter uma venda igual à dele, a fazer o que ele fez, chegar à seleção e tudo, infelizmente eu não consegui.

– Então o pessoal tem aquela esperança, às vezes muito mais até do que você e acaba se frustrando muito, então acho que isso atrapalha um pouco o jogador jovem. Mas com a minha carreira sou muito feliz, muito realizado. Essa década que eu fiquei fora para mim foi muito boa, foi maravilhoso, mas as pessoas, os torcedores, acabam depositando muita esperança em você e acabam se frustrando muito – disse.

Santiago Longo se despede do São Paulo e é anunciado pelo Belgrano

O volante Santiago Longo se despediu de forma oficial do São Paulo nesta quarta-feira. O jogador teve o seu retorno anunciado pelo Belgrano, da Argentina, com quem tem contrato até o fim de 2027.

Cedido ao Tricolor em setembro de 2024 para um empréstimo que teria validade até 29 de agosto, o jogador de 26 anos pediu a antecipação do seu retorno por entender que não estava nos planos.

Para a posição, o elenco conta com Alisson, Pablo Maia, Marcos Antônio, Bobadilla, além de Luiz Gustavo, machucado.

No curto período no Brasil, Santi fez três partidas em 2024 e mais duas neste ano, iniciando como titular contra Botafogo-SP e Portuguesa, em jogos em que o time foi a campo com reservas.

Além de Santi Longo, o São Paulo devolveu o irlandês Jamal Lewis no início do ano. O jogador, que não vinha agradando torcedores e membros da comissão técnica, sofreu uma lesão e teve seu retorno antecipado ao Newcastle, dono dos seus direitos. Foram apenas seis jogos pelo Tricolor.

 

Fonte: Globo Esporte

Nota  do PP: mais uma, dentre tantas, contratação para ser explicada por essa diretoria maléfica ao São Paulo.

Lucas admite salários atrasados no São Paulo

A derrota do São Paulo para a Ponte Preta por 2 a 1, nesta quarta-feira, no MorumBis, pelo Campeonato Paulista escancarou a frustração do elenco e aumentou a pressão sobre a equipe. Após a partida, Lucas Moura negou que a fase ruim tenha relação com salários atrasados e assumiu a responsabilidade dos jogadores pelo momento instável.

“A culpa é muito mais dos jogadores. Não há desespero e não há crise porque já estamos classificados. Não tem nada a ver com salários atrasados (o atual momento). Isso vamos tratar internamente. A culpa é dos jogadores. Temos consciência de que precisamos melhorar, pois não é normal essa sequência negativa com esse elenco. Precisamos ligar o sinal de alerta”, afirmou o camisa 7.

A insatisfação também ficou evidente na fala de Jonathan Calleri, que não poupou críticas ao desempenho da equipe. “Não tem o que justificar hoje (…) Daqui pra frente precisa melhorar, pois está ficando feio. Tenho vergonha do que aconteceu aqui”, desabafou o argentino, visivelmente irritado com a atuação do time no Morumbi.

O meia Oscar também cobrou uma reação imediata e destacou as falhas defensivas. “É triste, é triste. A gente tem de melhorar, tem de treinar. Temos tomado gols que normalmente não tomamos. Jogamos bem, mas estamos levando muito gol bobo em contra-ataque. Temos que melhorar”, afirmou.

Na ausência de Luis Zubeldía, suspenso, o auxiliar Maxi Cuberas tentou minimizar a derrota e apontou um momento específico como determinante. “Foi mais no início do segundo tempo que fomos mal. Não creio que fomos mal em todo o jogo. Nós vínhamos controlando a partida e nos sentimos cômodos com o que propusemos. Terminamos ganhando de 1 a 0, o primeiro tempo, por isso entramos, não sei se muito confiantes, distraídos. Lamentavelmente, pagamos caro, porque em 15 minutos eles viraram o placar”, explicou.

Além do tropeço, o resultado pode ter uma consequência inesperada no campeonato: a vitória da Ponte Preta pode significar a eliminação precoce do Palmeiras ainda na fase de grupos do Paulistão, algo que surpreendeu até mesmo os jogadores do São Paulo.

Apesar da derrota, o São Paulo segue na liderança do Grupo C, com 16 pontos, apenas um a mais que o Novorizontino. O time agora precisa de uma vitória na última rodada para garantir o primeiro lugar.

O São Paulo volta a campo no domingo, às 18h30, para encarar o São Bernardo, no estádio Primeiro de Maio.

Zubeldía vive pior sequência de resultados no comando do São Paulo

Luis Zubeldía vive sua pior sequência de resultados como treinador do São Paulo. Após a derrota, de virada, por 2 a 1, para a Ponte Preta, na última quarta-feira, em pleno Morumbis, o treinador argentino chegou a cinco jogos sem um resultado positivo, algo que até então nunca havia acontecido.

A última vitória do São Paulo na temporada aconteceu no dia 5 de fevereiro, quando goleou o Mirassol por 4 a 1, no Morumbis. De lá para cá, foram duas derrotas e três empates, sendo que apenas o revés para a Ponte Preta aconteceu no estádio tricolor.

O São Paulo foi derrotado pelo Red Bull Bragantino em Bragança Paulista, empatou seus dois jogos como mandante em Brasília, com Inter de Limeira e Velo Clube, enquanto o Morumbis recebia o show da cantora Shakira, e ficou no 0 a 0 com o Palmeiras, no Allianz Parque.

Até então, o máximo de jogos que o São Paulo havia ficado sem vencer sob o comando de Luis Zubeldía era quatro dias. Houve, inclusive, dois jejuns desse ao longo da última temporada.

A primeira sequência de quatro partidas sem um resultado positivo aconteceu em junho. O São Paulo empatou com Internacional e Corinthians, além de perder para Cuiabá e Vasco da Gama.

Nas últimas quatro rodadas do Campeonato Brasileiro, entre novembro e dezembro, o São Paulo amargou uma nova sequência de quatro jogos sem vitória: empate com o Atlético-MG e derrotas para Grêmio, Juventude e Botafogo.

Agora o São Paulo tentará recuperar o prejuízo e acabar definitivamente com esse jejum de vitórias no próximo domingo, quando encerra sua campanha na primeira fase do Campeonato Paulista contra o São Bernardo, às 18h30 (de Brasília), no estádio Primeiro de Maio, no ABC.

Calleri fala sobre pagamentos atrasados no São Paulo

Jonathan Calleri respondeu sobre as notificas de pagamentos atrasados ao elenco do São Paulo relacionados à premiação, direitos de imagem e luvas. O atacante preferiu não entrar em detalhes, mas deu um recado claro para seus companheiros em meio à má fase neste início de temporada.

“Essas coisas eu não gosto de falar para fora. Todas as coisas que tem para resolver acho sempre melhor resolver internamente. Não sei quem falou e o que falou, mas seguramente todos têm coisas para melhorar dentro do clube. Nós, jogadores, a comissão, todos que representam essa camisa têm coisas para melhorar”, disse Calleri.

O desempenho ruim dentro de campo, chegando a cinco jogos sem vitória, maior jejum da “Era Zubeldía” acontece justamente em um período que há pagamentos atrasados de diferentes tipos a alguns jogadores do São Paulo.

“São coisas que a gente vai ter que resolver internamente, porque esse clube é tão grande que sempre requer estar 100%. Quem não quiser estar 100%, está fora. É sempre assim. Nós vamos tentar dar o máximo e resolver as coisas internamente, que é sempre a melhor opção”, completou o camisa 9 tricolor.

Passada a derrota por 2 a 1, de virada, para a Ponte Preta, Calleri, autor do gol do São Paulo, foi bastante crítico em relação ao momento vivido pela equipe nesta reta final de primeira fase do Campeonato Paulista. O Tricolor chega na última rodada já classificado para as quartas de final, mas podendo perder a liderança do Grupo C para o Novorizontino dependendo dos resultados e, consequentemente, o mando de campo neste primeiro mata-mata. Por isso, a vitória no próximo domingo, contra o São Bernardo, fora de casa, virou algo indispensável.

“É claro que não estamos bem. Nos últimos sete jogos o São Paulo só ganhou um. Obviamente que temos uma queda de rendimento. Eu vou primeiro, seguramente tenho muitas coisas pra melhorar. Pior do que jogamos hoje não podemos jogar. Todos que vêm jogando nos últimos jogos têm que olhar para dentro e ver o que pode melhorar. Essa derrota dói ainda mais, temos quartas de final daqui a 12 dias e realmente o campeonato começa nas quartas de final. Todo mundo está triste, com vontade de reverter a situação. Essa camisa merece sempre ganhar. Vamos trabalhar amanhã, sexta, sábado, vamos tentar ganhar domingo, porque é muito importante para ter as quartas de final em casa”, concluiu Calleri.

Cuberas pede confiança no trabalho do SP: “Temos de seguir com otimismo”

Responsável por comandar o São Paulo na derrota por 2 a 1 para a Ponte Preta, na noite de quarta-feira, no Morumbis, pela penúltima rodada da fase de grupos do Paulistão, o auxiliar técnico Maxi Cuberas acredita que a derrota passou por uma distração dos jogadores na segunda etapa.

Na avaliação do auxiliar, que substituiu o suspenso Zubeldía, o Tricolor fez um bom jogo na primeira etapa, quando saiu vencendo por 1 a 0, mas deu vacilos que fizeram o jogo escapar:

– Foi mais no início do segundo tempo que fomos mal. Não creio que fomos mal em todo o jogo. Nos vimos controlado o jogo, nos sentimos cômodos com o que propusemos. Assim, terminamos ganhando de 1 a 0 o primeiro tempo, por isso entramos, não sei se muito confiantes, distraídos. Lamentavelmente pagamos caros, porque em 15 minutos eles viraram o placar. Não estamos contentes, obviamente, com o que passou. Temos de seguir trabalhando com otimismo. Temos que entrar em campo sempre concentrados 100%, em todo o conceito, técnico, tático e emocionalmente. Porque o futebol está muito parelho, ainda mais neste torneio.

A Macaca, que saiu atrás no placar, conseguiu virar o jogo e depois se fechou, impedindo as penetrações do ataque são-paulino, que criou muito pouco.

– A Ponte Preta tem um perfil deste torneio, times duros, fortes, bem organizados, aproveita bem os espaços. O torneio é assim. Lamentavelmente hoje perdemos, mas estamos convencidos de que com trabalho, vamos seguir preparando para o que vem. Ainda tem outro jogo, depende de nós e temos de buscar a vitória para terminar na primeira posição para irmos com otimismo (para as quartas).

A derrota levou o São Paulo a cinco partidas sem vitórias. Maxi Cuberas disse que, com o acúmulo dos resultados ruins, o time tricolor tem perdido confiança e aumentado os seus erros:

– Não é só uma coisa pontual. É um acúmulo de alguns fatores, como essa derrota, alguns empates anteriores em que todos sentíamos que podíamos ganhar ou teríamos que ganhar e por alguma distração, mas por algum erro não podíamos sair com a vitória. São pequenas coisas que vão se somando e fazem com que todos percam um pouco de confiança. Um condicionamento de querer demonstrar, melhorar mais, e isso nos faz às vezes tomar más decisões dentro de campo. E jogarmos apressados. Mas são coisas que podemos corrigir. O grupo está bem pedimos para as pessoas que confiem que todos vamos estar bem – declarou.

O São Paulo volta a campo pelo Paulistão no domingo, às 18h30, contra o São Bernardo, no estádio Primeiro de Maio, no ABC paulista.

Oscar comenta 5º jogo sem vitória do São Paulo no Paulista: “É triste”

Oscar deixou o campo abalado com mais um tropeço do São Paulo no Campeonato Paulista. Com a derrota, de virada, por 2 a 1, para a Ponte Preta, o Tricolor chegou ao quinto jogo sem vitória na competição, ligando o alerta antes do início do mata-mata do Estadual.

“É triste. A gente tem que melhorar, tem que treinar. A gente está tomando, principalmente no segundo tempo, gols que normalmente não tomamos. O time está criando, está jogando bem, mas estamos tomando muitos gols bobos em contra-ataque. Então, temos que melhorar isso aí”, disse Oscar à Cazé TV.

O São Paulo abriu o placar nesta quarta-feira com Calleri, no final do primeiro tempo, após cobrança de escanteio de Oscar. No início da etapa complementar, porém, a Ponte Preta conseguiu virar a partida, precisando apenas se segurar na defesa na reta final para confirmar os três preciosos pontos que aproximam a equipe de Campinas da tão sonhada classificação Às quartas de final do Paulista.

“Faltou um pouco mais de entrega de todo time. No primeiro tempo jogamos bem, sabemos que a Ponte joga com duas linhas de cinco jogadores, todo mundo lá atrás. A gente criou, fez o gol, mas no segundo tempo entramos um pouco desligados e tomamos os gols”, concluiu Oscar.

Já classificado, o São Paulo agora terá de confirmar a ida às quartas de final do Campeonato Paulista como líder do Grupo C. Por isso, o time comandado por Luis Zubeldía terá de vencer o São Bernardo, no próximo domingo, fora de casa, a qualquer custo.