Patryck Lanza jogará a Champions por clube do Chipre

São Paulo e Pafos chegaram a um acordo nesta sexta-feira para a transferência de Patryck Lanza. O lateral-esquerdo de 22 anos será emprestado por um ano ao clube do Chipre, que tem David Luiz no elenco e disputará a Champions League. Ele viaja ao país neste fim de semana.

O Pafos aceitou a contraproposta feita pelo Tricolor, que exigiu o pagamento imediato de 200 mil euros (R$ 1,2 milhão) pela cessão, com uma obrigação de compra de 50% dos direitos econômicos do atleta por 2 milhões de euros (R$ 12,7 milhões) em caso do cumprimento de metas.

Patryck será integrado ao elenco que recentemente passou da fase preliminar da Uefa Champions League. O time conta também com o atacante Jajá, ex-Cruzeiro e Athletico.

Desde que estreou pela equipe profissional em 2022, Patryck acumulou 38 jogos, com duas assistências e nenhum gol marcado. Neste ano, era opção a Enzo Díaz e Wendell.

“Só depende dele agora”: médico explica procedimento no joelho de Lucas

Em recuperação de uma artroscopia no joelho direito, realizada no último sábado, Lucas Moura ainda não tem uma data exata para voltar a jogar pelo São Paulo. Mas o camisa 7 do Tricolor está bem e livre de lesão.

Quem garante é Moises Cohen, consultor médico do clube e um dos responsáveis pelo tratamento do o jogador de 33 anos.

– Foi feita uma artroscopia, com finalidade de diagnóstico. E ao olhar lá atrás vimos um tecido cicatricial, uma fibrose, que faz parte desse processo de cicatrização. E o ligamento estava absolutamente cicatrizado. Estava bem firme, estável. E o que tinha era uma fibrose, é um tecido mais duro. Foi ressecado, fizemos uma limpeza naquela região. Um procedimento simples, rápido. Ele fez e foi embora. Eu falei com ele ontem, está feliz, indo bem.

– Agora, dor é uma coisa muito subjetiva. A gente não consegue medir dor. O que eu posso dizer é que o joelho dele tem características muito normais. Cartilagem normal, menisco normal. É um joelho muito bom – disse Moises Cohen, ao ge.

Lucas teve dois problemas diferentes, ambos no joelho direito. Em março, durante a semifinal do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, no Allianz Parque, o atacante teve sua primeira lesão. Dois meses depois, voltou a jogar, mas sofreu outra.

– É difícil falar do procedimento isolado sem falar um pouco da história. Ele teve inicialmente uma queda, um trauma, que se não me engano foi no campo sintético. E teve um estiramento da cápsula posterior do joelho direito. E um aumento de sinal. Uma lesão do ligamento cruzado posterior. Ele evoluiu bem.

– Voltou a jogar, mas teve uma nova queda sobre o mesmo joelho. E aí, não é que aumentou a lesão, mas viu-se que aumentou o edema naquela região. Teve um novo trauma. Por isso não podemos levar em conta só o primeiro trauma. Ele teve um segundo trauma nesse joelho, agudo, em cima do que já existia – explicou o médico.

Esse segundo problema sofrido por Lucas foi no início de maio, na partida contra o Alianza Lima, pela Libertadores. Depois disso, ele só voltou a jogar no início de agosto. Nesse intervalo, o atacante passou por um procedimento no joelho direito, mas diferente do realizado no último sábado.

Em julho, Lucas fez uma intervenção no local com o “objetivo de alívio sintomático e otimização do retorno esportivo”. Ele apresentou melhora e disputou quatro partidas (13 minutos contra o Vitória, 29 contra o Atlético Nacional, 45 contra o Sport e 30 minutos contra o Atlético Nacional novamente).

– Mas sempre tinha uma queixa dele de incômodo na região posterior do joelho. Às vezes dor, às vezes incômodo. Pela ressonância, estava tudo indo muito bem. Para entender melhor, só se fizéssemos uma artroscopia. É um tubinho de 3,5mm, com uma uma mini câmera acoplada, e olho todo o joelho por dentro – contou Moises.

Esse procedimento foi realizado no último sábado. O prazo de recuperação ainda é incerto. O médico consultor do São Paulo evita prever uma data para Lucas estar à disposição.

– A evolução dele está bem, está boa. Não está fora do trabalho normal. É que ele sentia esse incômodo. A minha expectativa vai depender da melhora disso. Mas o procedimento em si é como uma artroscopia normal de menisco, de corpo livre. Geralmente, se recupera em torno de um mês. Mas cada caso é um caso. Não dá para garantir nada. Eu nunca falei que ele vai voltar contra a LDU. Só depende dele agora.

Era um caso cirúrgico?
Um dos maiores questionamentos em discussões sobre o tema nos últimos meses foi sobre a possibilidade de Lucas passar por uma cirurgia para resolver os problemas no joelho direito. Moises Cohen explicou que o caso não era cirúrgico e elogiou os protocolos adotados pelo departamento médico do São Paulo.

– Uma lesão parcial do ligamento, sem características clínicas, frouxidão, não tem indicação de tratamento cirúrgico. A gente só reconstrói o ligamento quando a lesão é completa e, ainda assim, só quando a tíbia vai lá para trás. E não é o caso dele. Ele não tem indicação cirúrgica.

– Ele teve uma lesão parcial e o protocolo foi seguido à risca pelo médico e pela fisioterapia do São Paulo. Porque o que eu tenho escutado e fico muito triste com isso, que o DM não resolve nada, que não fez fisioterapia direito. O que absolutamente não é verdade. Sempre têm que achar um bode expiatório – finalizou Moises.

Lucas tem trabalhado na parte interna do CT da Barra Funda para voltar a ficar à disposição do técnico Hernán Crespo. O São Paulo volta a campo no próximo dia 14, contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, mas ainda sem o camisa 7.

 

Baixas no ataque abrem espaço para Rigoni retornar ao SP em alta

Em meio a uma série de lesões no setor ofensivo, o São Paulo aposta em Emiliano Rigoni para ganhar fôlego na reta decisiva da temporada. O atacante, que voltou ao clube nesta janela de transferências, pode receber espaço imediato já diante do Botafogo, no domingo (14/09), pelo Brasileirão.

A oportunidade para Rigoni surge em razão dos desfalques no setor. Calleri sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo, Ryan Francisco rompeu o LCA e o menisco, também no joelho esquerdo, André Silva foi diagnosticado com ruptura do ligamento cruzado posterior (LCP) e estiramento do LCA. Lucas, que também pode atuar como atacante, trata uma lesão parcial no LCP.

Desta forma, Rigoni terá a concorrência de Ferreirinha, Tapia e Dinenno na briga por espaço no time titular, uma vez que Luciano é “intocável” neste momento.

Durante a pausa no calendário nacional por conta da Data Fifa, o técnico Hernán Crespo intensificou os treinos no CT da Barra Funda para manter o elenco em ritmo de competição. O período está servindo como preparação específica para os dois próximos compromissos: o duelo com o Glorioso e, dias depois, a partida contra a LDU, em Quito, pela ida das quartas de final da Libertadores.

Além de Rigoni, o Tricolor terá as novidades do zagueiro Rafael Tolói e do lateral direito Maílton, também contratados nesta janela. Ainda assim, o desafio do treinador é encontrar alternativas diante das ausências no ataque, setor mais afetado pelas lesões.

Na tabela do Campeonato Brasileiro, o São Paulo soma 32 pontos e ocupa a sétima colocação. O duelo contra o Botafogo, portanto, será não apenas um teste para os reforços, mas também um aquecimento para a disputa do torneio continental, considerado prioridade no Morumbi.

Sem balançar as redes em 2025, Dinenno mira desencantar pelo SP

Juan Dinenno ainda busca seu primeiro gol em 2025. Depois de disputar cinco partidas pelo Cruzeiro no início da temporada e outras quatro com a camisa do São Paulo, o atacante soma apenas uma assistência no período. O desafio, agora, é desencantar justamente pelo Tricolor, clube que apostou em sua chegada para reforçar o ataque.

A necessidade de protagonismo aumenta diante das ausências no setor ofensivo. Com baixas importantes, Crespo terá de reorganizar o ataque, e Dinenno pode se beneficiar desse cenário para ganhar minutos e confiança.

Além do argentino Rigoni, que voltou ao clube nesta janela e deve ser uma das opções prioritárias, ele também terá a concorrência de Ferreirinha e Tapia na briga por espaço no time titular, uma vez que Luciano é “intocável” neste momento.

Marcar neste momento teria peso ainda maior. O São Paulo segue na disputa pelo G6 do Campeonato Brasileiro, mas concentra grande parte de suas atenções na Libertadores, onde está nas quartas de final contra a LDU. Um atacante em boa fase pode fazer a diferença em um torneio de mata-mata, considerado o grande objetivo do clube na temporada.

A sequência de jogos promete ser decisiva. No domingo (14/09), às 17h30 (de Brasília), o São Paulo enfrenta o Botafogo, no Morumbis, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Dias depois, encara os equatorianos em Quito no primeiro duelo por vaga na semifinal da Libertadores.

A torcida tricolor aguarda que Dinenno quebre o jejum justamente nesse momento-chave. Um gol, além de encerrar a seca pessoal de 2025, significaria também o primeiro dele com a camisa são-paulina — fator que pode marcar o início de uma nova fase no clube.

Rigoni faz exames e deve ter primeiro contato com Crespo nesta sexta-feira

Emiliano Rigoni já iniciou o processo de reapresentação ao São Paulo. O atacante, que retorna ao clube após passagem pelo León, do México, desembarcou em solo brasileiro na madrugada desta quinta-feira e deu início aos trâmites para se integrar ao elenco tricolor.

“O atacante Rigoni, que desembarcou no Brasil na madrugada de hoje vindo do México, onde defendia o Leon, realizou exames médicos no período da tarde no hospital Albert Einstein e nesta sexta-feira deverá ter seu primeiro contato com o técnico Hernán Crespo e com seus companheiros”, publicou o Tricolor.

A expectativa é que o argentino esteja à disposição já para o duelo contra o Botafogo, no domingo (14/09), no Morumbis, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto servirá também como preparação para a ida das quartas de final da Copa Libertadores, contra a LDU, em Quito.

Rigoni chega em um momento de baixa no setor ofensivo são-paulino, que sofre com três desfalques por lesão: Calleri, André Silva e Ryan Francisco. Desta forma, ele terá espaço para ganhar minutagem e ajudar o time na sequência da temporada.

Com histórico de boas atuações sob o comando de Crespo em sua primeira passagem (2021-2022), Rigoni é visto como peça importante para os compromissos decisivos da temporada.

Em fase final de transição, Arboleda trabalha com elenco

Nesta quinta-feira, no SuperCT, o São Paulo avançou em sua preparação para o duelo contra o Botafogo, válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, novamente com o zagueiro Arboleda. As equipes se enfrentam no domingo (14/09), às 17h30 (de Brasília), no Morumbis.

O grupo de atletas iniciou o dia na academia. Na sequência, sob o comando de Crespo, foi dividido em dois para atividades de enfrentamento, variando entre confrontos individuais e coletivos. Por fim, os jogadores fizeram trabalho técnico em campo reduzido de três contra três.

Assim como na última quarta, Arboleda, em fase final de transição, participou de parte do treino com bola antes de realizar exercícios individualizados. Já os volantes Marcos Antonio e Hugo, o meia Oscar e o atacante Calleri foram ao gramado para atividades com a fisioterapia. Em recuperação, o atacante André Silva e o meia Lucas permaneceram no REFFIS Plus.

Enquanto o calendário do futebol brasileiro foi paralisado para os últimos compromissos da Seleção nas Eliminatórias, Crespo terá a missão de deixar o elenco “na ponta dos cascos” para os grandes desafios que virão pela frente.

No dia 14 de setembro, o Tricolor recebe o Botafogo, no Morumbis, pelo Brasileirão. Já no dia 18 será a vez de entrar em campo fora de casa para o primeiro jogo da série que vale vaga na semifinal do torneio continental.

A “intertemporada” cairá como uma luva, já que o São Paulo lida com uma série de desfalques e busca recuperar alguns dos jogadores mais importantes, sobretudo para as quartas de final da Copa Libertadores. No momento, o Tricolor não pode contar com oito atletas: Luiz Gustavo, Calleri, Lucas, André Silva, Marcos Antônio, Oscar, Arboleda e Ryan Francisco.

São Paulo avança em longa preparação para pegar o Botafogo

Nesta quinta-feira, no SuperCT, o São Paulo avançou em sua preparação para o duelo contra o Botafogo, válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. As equipes se enfrentam no domingo (14/09), às 17h30 (de Brasília), no Morumbis.

O grupo de atletas iniciou o dia na academia. Na sequência, sob o comando de Crespo, foi dividido em dois para atividades de enfrentamento, variando entre confrontos individuais e coletivos. Por fim, os jogadores fizeram trabalho técnico em campo reduzido de três contra três.

Assim como na última quarta, os volantes Marcos Antonio e Hugo, o meia Oscar e o atacante Calleri foram ao gramado para atividades com a fisioterapia. Em recuperação, o atacante André Silva e o meia Lucas permaneceram no REFFIS Plus. Já Arboleda, em fase final de transição, participou de parte do treino com bola antes de realizar exercícios individualizados.

Enquanto o calendário do futebol brasileiro foi paralisado para os últimos compromissos da Seleção nas Eliminatórias, Crespo terá a missão de deixar o elenco “na ponta dos cascos” para os grandes desafios que virão pela frente.

No dia 14 de setembro, o Tricolor recebe o Botafogo, no Morumbis, pelo Brasileirão. Já no dia 18 será a vez de entrar em campo fora de casa para o primeiro jogo da série que vale vaga na semifinal do torneio continental.

A “intertemporada” cairá como uma luva, já que o São Paulo lida com uma série de desfalques e busca recuperar alguns dos jogadores mais importantes, sobretudo para as quartas de final da Copa Libertadores. No momento, o Tricolor não pode contar com oito atletas: Luiz Gustavo, Calleri, Lucas, André Silva, Marcos Antônio, Oscar, Arboleda e Ryan Francisco.

Ferraresi usa trunfo para crescer: “Só não joguei de lateral-esquerdo”

Um dos jogadores que mais cresceu sob o comando de Hernán Crespo foi Nahuel Ferraresi. O zagueiro voltou a atuar em sua posição de origem e ganhou ainda mais confiança com o sistema 3-5-2 utilizado pelo novo treinador do São Paulo.

Desde o retorno do Brasileirão, após a Copa do Mundo de Clubes, Ferraresi lidera com larga vantagem a lista de jogadores com mais desarmes no campeonato. Até a partida contra o Cruzeiro, o venezuelano tinha 43 desarmes neste recorte do torneio, enquanto Lucas Sasha, do Fortaleza, tinha apenas 28, na segunda colocação.

Entretanto, o início da carreira de Ferraresi foi no lado oposto do campo, como centroavante. Ainda nas categorias de base, foi gradativamente mudando de posição até se consolidar com zagueiro.

– Desde que cheguei na Argentina com 12, 13 anos, até os 16 eu joguei sempre de centroavante e depois eu fui descendo. Joguei em todas as posições praticamente, só não joguei de lateral-esquerdo. De 14, 15 anos joguei de volante, de 10, de meia pela direita, meia-esquerda, aberto – explicou o jogador.

– Uma vez fui convocado para a seleção da Venezuela sub-17, para ficar uma semana com a seleção e depois voltar. Eu treinei, o técnico naquele momento me testou de zagueiro, eu topei, treinei e fui bem. Ele disse que eu tinha que ser zagueiro e eu fiquei, quando eu voltei para a Argentina me estabeleci como zagueiro – completou Ferraresi.

Seu início como atacante o ajuda até hoje na criação de jogadas e até na leitura de seus adversários, mas além disso, há outro fator que lhe garantiu muita técnica: o futsal.

– Acho que sim [ter sido atacante ajudou], eu posso ter uma visão diferente, tomar decisão mais rápido. Mas tem outro ponto, alguém que sempre atuou como zagueiro pode ser mais forte defensivamente, ou pode ter leitura de jogo, é normal, mas por sorte eu me adaptei rápido a ser zagueiro e pude me profissionalizar nessa posição.

– É muito normal jogar futsal lá [na Venezuela], tem muito jogador bom de futsal por lá, então desde pequeno, a gente joga campo e futsal – revelou Ferraresi.

A razão por ter começado no futebol e, principalmente, como atacante veio de casa. Adolfo “Pocho” Ferraresi, seu pai, foi jogador profissional e atuou como centroavante em clubes de menor expressão na Argentina e na Venezuela.

– Tenho que agradecer ao meu pai, que desde pequeno sempre me passou os valores do futebol também e a família é de esportista né, minha irmã é nadadora, minha mãe tem muito carinho pelo futebol, então todos estão ligados ao esporte – contou Ferraresi ao ge.

– Quando eu era pequeno, na minha casa se vivia e respirava futebol. Na verdade, eu não lembro de outra coisa na minha infância que não fosse jogar bola – relembrou o zagueiro.

Pocho não serviu apenas de referência para o filho, mas sempre o apoiou em sua carreira, inclusive, organizando um jogo de exibição na Argentina para arrecadar fundos para arcar com passagens para que Ferraresi fosse defender a seleção sub-20 da Venezuela.

– Isso foi porque, a convocação veio de surpresa e não tínhamos tempo suficiente para juntar o dinheiro, então me veio a ideia de fazer um jogo amistoso com jogadores do futebol mundial, Raton Ayala, Delgado e fizemos um jogo amistoso com aqueles jogadores que estavam em Marcos Paz (província da Argentina) e haviam sido jogadores profissionais – contou Pocho Ferraresi.

– Conseguimos comprar a passagem para ele e ainda sobrou um pouquinho para fazermos um jantar com todo mundo (risos) – completou.

O pai do zagueiro do São Paulo comemorou a boa fase do filho no São Paulo, lembrando com humor de um episódio não tão feliz assim de quando ele era jogador.

– Quando eu joguei pelo Chacarita Júniors, logo na primeira partida eu fiz um gol. Tinham me contratado como top, depois disso foram 12 rodadas sem marcar (risos). Tinha um programa de TV que elegeu quem foi o pior que viram pelo Chacarita e falaram Pocho Ferraresi (risos). São momentos – contou em tom de brincadeira Pocho Ferraresi.

Ferraresi fez questão de destacar que sempre se sentiu bem no São Paulo, mesmo quando não era titular absoluto como atualmente.

– Desde que estou aqui sempre tive momentos saborosos, lindos, como queira chamar. Por mais que as vezes eu não tivesse minutos em campo, que é o que todos querem, ninguém gosta de ficar fora, mas infelizmente só jogam 11.

– Representar essa camisa para mim é um orgulho, no dia a dia dou meu máximo e aproveito quando sou escolhido para estar entre os 11 iniciais – arrematou o zagueiro.

Agora, Ferraresi é parte integrante da espinha dorsal da equipe que chegou às quartas de final da Conmebol Libertadores. O zagueiro foi um dos personagens principais das oitavas de final, tendo cometido dois pênaltis que não foram convertidos no jogo de ida, na Colômbia, e gerado a expulsão de Edwin Cardona, no Morumbis.

O clima entre os dois jogadores foi criado em Medellín, após Ferraresi provocar o camisa 10 do Atlético Nacional, que perdeu dois pênaltis na mesma partida. Na volta, a provocação continuou, e quando Cardona, que já tinha amarelo, se envolveu em uma pequena confusão com o zagueiro do São Paulo, acabou expulso.

O venezuelano minimizou a confusão e ressaltou que o que acontece nos jogos fica dentro de campo, mas que reconheceu que a Conmebol Libertadores é uma competição que exige malícia dos atletas.

– Eu acho futebol é um jogo difícil, porque você joga com muitas coisas, é um jogo de malícia né. A gente sabe como é, mas o que acontece no campo para mim, fica no campo. Tanto no jogo ida como o jogo de volta.

– No jogo de volta, quando ele fala comigo, eu logo reajo, porque ainda era um reflexo do que aconteceu lá na Colômbia. Eu zoei ele quando ele perdeu os pênaltis lá e ele tem todo o direito de ter me zoado quando eu cometi o pênalti. Eu acho isso legal no futebol, sem faltar o respeito, nem nada – concluiu Ferraresi.

Ao ser perguntado quem é o jogador mais chato que ele marcou, Ferraresi não precisou pensar muito para cravar: Deyverson.

– Que eu me lembre assim, que fala muito, por mais que seja na brincadeira, é o Deyverson. Ele fala muito na brincadeira, fala demais. Mas é gente boa demais – contou o zagueiro com bom humor.

Com três anos de clube recém completados, Ferraresi já se sente em casa e é, indiscutivelmente, um dos jogadores mais queridos do elenco, principalmente, dentre a legião de estrangeiros.

Retrato disso foi o jogo contra o Atlético Mineiro no Morumbis, pela 21ª rodada do Brasileirão. O zagueiro fez uma partida impecável na fase defensiva e foi coroado com uma jogada brilhante no ataque, mais para o final da partida, quando deu uma linda caneta em Rony.

Por ser muito querido e um dos mais “zoeiras” do elenco, seus companheiros não reconheceram muito os méritos pela jogada plástica.

– Os caras falaram que foi na sorte, mas eu vi (risos). Eu vi ele vindo, não tem como dar aquela caneta sem querer, mas depois eu me joguei no chão mesmo (risos).

Ferraresi foi convocado pra defender a seleção da Venezuela nesta Data Fifa e entrará em campo para enfrenta a Argentina nesta quinta-feira às 20h30, em Buenos Aires. Os venezuelanos estão na sétima colocação das Eliminatórias e ainda buscam garantir uma vaga na Copa do Mundo de 2026.

São Paulo terá só um jogo antes de decisão na Libertadores

O São Paulo vem tendo 15 dias para descansar e se preparar para a retomada da temporada em meio à Data Fifa de setembro. Enquanto o calendário do futebol brasileiro foi paralisado para os últimos compromissos da Seleção nas Eliminatórias, o técnico Hernán Crespo terá a missão de deixar o elenco “na ponta dos cascos” para os grandes desafios que virão pela frente.

A “intertemporada” do São Paulo em setembro cairá como uma luva, já que o clube lida com uma série de desfalques e busca recuperar alguns dos jogadores mais importantes principalmente para as quartas de final da Copa Libertadores.

Por outro lado, o time disputará apenas um jogo oficial antes de enfrentar a LDU, na altitude de Quito, no Equador, pela ida das quartas de final da Libertadores. No dia 14 de setembro, o Tricolor recebe o Botafogo, no Morumbis, pelo Brasileirão. Já no dia 18 será a vez de entrar em campo fora de casa para o primeiro jogo da série que vale vaga na semifinal do torneio continental.

O grande desafio para o São Paulo será não perder ritmo de jogo com esses 15 dias de pausa. Por isso, há a possibilidade de o elenco disputar um jogo-treino contra alguma equipe no CT da Barra Funda.

Contra o Botafogo, no dia 14, o São Paulo não deverá poupar seus atletas principais justamente pela necessidade de ter todos na melhor forma física e técnica possível visando o confronto com a LDU, pela Libertadores.

Para as quartas de final da competição continental, o São Paulo contará com três reforços: o zagueiro Rafael Tolói, o lateral direito Mailton e o atacante Rigoni, que chegaram nesta janela de transferências para reforçar o Tricolor na busca pelo sonhado tetracampeonato da Libertadores.