São Paulo abre mão de treino e monta logística especial para altitude

O São Paulo abriu mão de um último dia de treino antes de enfrentar a LDU, quinta-feira, às 19h (de Brasília), no estádio Casablanca, em Quito, pela ida das quartas de final da Copa Libertadores.

O clube montou uma logística especial para chegar à capital do Equador e, por isso, não realizará a atividade de véspera do jogo nesta quarta-feira, dia em que embarca para Quito.

Inicialmente, o São Paulo planejava desembarcar em Guayaquil, cidade no nível do mar, e treinar por lá antes de seguir para a capital do Equador a fim de minimizar os efeitos da altitude de mais de 2800m.

O aeroporto de Guayaquil, no entanto, passa por reformas e não poderia receber o voo fretado do São Paulo, que acabou sendo obrigado a mudar o planejamento de última hora e ir diretamente para Quito.

O São Paulo deverá chegar na capital equatoriana por volta das 17h30 (de Brasília), 15h30 no horário local. Caso optasse por treinar no período da noite, o elenco trabalharia faltando menos de 24h para a partida, o que poderia gerar um desgaste maior aos atletas.

Justamente por isso, está planejada apenas uma ativação no hotel em que a delegação ficará hospedada, até porque o duelo com a LDU acontece nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília), 17h no horário local.

O São Paulo jamais venceu a LDU no Equador. Em três jogos foram três derrotas. Desta vez, os comandados de Hernán Crespo irão a campo tentando, enfim, acabar com essa sina e voltar para o Brasil mais próximos da tão sonhada vaga na semifinal da Libertadores.

Ferreirinha treina, mas laterais esquerdos trabalham parcialmente

O São Paulo segue sua preparação para o duelo com a LDU, quinta-feira, às 19h (de Brasília), no estádio Casablanca, em Quito, no Equador, pelas quartas de final da Libertadores. Nesta terça, Ferreirinha novamente treinou normalmente, mas os laterais esquerdos do elenco trabalharam de forma parcial.

Ferreirinha foi desfalque na vitória sobre o Botafogo, no último domingo, devido a um incômodo no adutor esquerdo. Porém, às vésperas do duelo mais importante do ano para o São Paulo, o atacante parece ter progredido fisicamente ou ao menos tem se esforçado para não ser baixa para o técnico Hernán Crespo mais uma vez.

Já Enzo Díaz e Wendell trabalharam parcialmente nesta terça-feira. O primeiro sofreu um trauma no tornozelo esquerdo, enquanto o segundo lida com um incômodo no adutor esquerdo.

Enzo e Wendell fizeram parte do trabalho no gramado, ao lado dos demais companheiros, e participaram também de exercícios individualizados no Reffis Plus.

O técnico Hernán Crespo comandou uma dinâmica de fundamentos técnicos e, em seguida, uma atividade focada em posse de bola e transição.

Foi o último treino do São Paulo antes da viagem a Quito, no Equador, que acontece no fim da manhã desta quarta-feira. A delegação deverá desembarcar em solo equatoriano por volta das 17h30 (de Brasília).

Luiz Gustavo é liberado e voltará a treinar sem restrições após jogo com LDU

Luiz Gustavo está muito próximo de reforçar o São Paulo para a reta final da temporada. O volante, que se recupera de um tromboembolismo pulmonar, foi liberado pelos médicos para voltar a treinar sem restrições a partir do próximo sábado.

O experiente jogador vem recebendo medicação anticoagulante desde abril, quando descobriu o problema, e o tratamento acabará no fim da semana. Assim, Luiz Gustavo já não terá mais qualquer limitação em relação ao dia a dia de trabalho no CT da Barra Funda.

O volante vinha cumprindo um protocolo específico de recuperação e até estava trabalhando com bola ao lado dos companheiros, mas não participava de atividades com possibilidade de impacto.

O último jogo de Luiz Gustavo foi no dia 2 de abril, contra o Talleres, em Córdoba, pela primeira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Neste ano, aliás, o volante só atuou em duas partidas. A outra foi contra o Sport, pelo Brasileirão.

Relembre o caso de Luiz Gustavo

No dia 5 de abril, às vésperas da viagem para Belo Horizonte, onde o São Paulo iria enfrentar o Atlético-MG, pelo Brasileirão, Luiz Gustavo reclamou de dores na região toráxica. O jogador foi encaminhado para o Hospital Albert Einstein e, após a realização de exames, foi constatada a existência de um tromboembolismo pulmonar.

Luiz Gustavo permaneceu internado por três dias. Posteriormente, seguiu um cronograma específico de trabalho elaborado por um especialista. O jogador ficou inativo até o dia 17 de junho, quando voltou a treinar separado no CT da Barra Funda.

Pouco mais de um mês depois, Luiz Gustavo voltou a participar de alguns trabalhos com o restante do elenco, sempre evitando contato físico. Embora os profissionais do São Paulo coordenassem os treinamentos do volante, um médico especialista seguiu acompanhando todo o processo.

Já na última segunda-feira, Luiz Gustavo realizou uma angiotomografia computadorizada de tórax e testes de exercícios cardiopulmonar que atestaram sua plena recuperação, liberando-o para retomar sua rotina como jogador de futebol.

 

Documento mostra por que São Paulo vende tantas joias da base

De janeiro a junho de 2025, o São Paulo teve déficit de R$ 34 milhões e manteve o endividamento em R$ 976 milhões. Ambos os números poderiam ser piores. A projeção inicial era de prejuízo ainda maior para o período, e a variação da dívida foi de apenas 0,8% maior em relação a dezembro do ano passado.

Os números constam da apresentação de comissão financeira criada neste ano para aconselhar a diretoria, a que o Sport Insider teve acesso. Em documento datado de agosto, o órgão analisa as contas do primeiro semestre e faz projeções até dezembro.

Apesar de haver boas notícias entre os dados parciais, a revisão feita pela comissão demonstra preocupação em relação ao fechamento da temporada. Naquele momento, a expectativa era de que o São Paulo fosse terminar o ano com R$ 119 milhões em prejuízo e R$ 1,1 bilhão em endividamento.

Esse cenário financeiro ajuda a entender por que o clube tem vendido tantos jogadores, principalmente os oriundos das categorias de base. Entre janeiro e junho, foram negociados Moreira, William Gomes e Ângelo. A partir de julho, serão contabilizadas as transferências de Matheus Alves, Lucas Ferreira, Henrique Carmo e Lucas Loss.

E por que o São Paulo está nesta situação? Basicamente, porque gasta mais do que arrecada com as suas fontes ordinárias de receita — direitos de transmissão, patrocínios, bilheterias e sócios-torcedores. Então, a venda de atletas se torna a saída.

Quando se compara a projeção feita antes de a temporada começar (os números orçados) com a realidade até junho (os realizados), percebe-se que a arrecadação está muito próxima do que se estimou. Sem considerar transferências de jogadores, o São Paulo esperava arrecadar R$ 313 milhões em seis meses e chegou a R$ 317 milhões.

O problema está nos custos. Quase todas as linhas — folha salarial, outros custos esportivos, categorias de base, clube social e estádio — superaram o que estava previsto para o primeiro semestre. Em vez de gastar R$ 354 milhões, como pretendia, o clube registrou R$ 402 milhões. É por isso que aumentou a pressão sobre o caixa.

No departamento de futebol do São Paulo, segundo dirigente ouvido pela reportagem, existe o entendimento de que o orçamento deveria ter sido confeccionado com mais realismo. Ele alega que o custo da folha baixou em 2025, na comparação com 2024.

De fato, o paralelo entre essa apresentação e as demonstrações financeiras do ano passado sugere que houve redução da folha. O São Paulo gastou R$ 28,9 milhões por mês no ano passado, em média, e esse número cai para R$ 26,4 milhões por mês durante o primeiro semestre deste ano. O valor aumenta mês após mês, no entanto.

Na apresentação, a comissão financeira são-paulina separou seu último slide para ressaltar que este é um “momento de união e trabalho e menos política”.

Table with 3 columns and 7 rows. (column headers with buttons are sortable)
2020 575
2021 642 11,7%
2022 587 -8,6%
2023 667 13,6%
2024 968 45,1%
jun/25 976 0,8%
dez/25 1,100 12,7%

 

 

 

Fonte: Rodrigo Capelo – O Estado de São Paulo

Grupo de oposição questiona Casares no Compliance

Um grupo de 29 conselheiros da oposição apresentou, nesta segunda-feira, questionamentos ao Programa de Integridade Tricolor, grupo de compliance coordenado por Roberto Armelin e criado na gestão Júlio Casares. O grupo está questionando o conflito de interesses da empresa Dospets, de Júlio Casares Filho e o empresário de jogadores de futebol Aref Abdullatif, sócio de Julinho na Dospets e único dono da Kah Esportes e Entretenimento.

Quando Júlio Casares assumiu a presidência do São Paulo, em 2021, a Kah Esportes tinha apenas um jogador na base em Cotia. Com o passar dos anos, principalmente a partir de 2024, quando Douglas Schwartzmann assume a diretoria de Cotia, a Kah Esportes passa a ter, ao menos, 21 jogadores das categorias de base. São eles:

Maioli

Gabriel Tchelin

Gui Lanza

Davi Jesus

Jorginho

Davi Stenio

Biel

Pedro Ícaro

Fernandinho

Jorginho Albuquerque

Murillo Concimo

Miguel Bernardo

Netin Alves

Davi Fraga

Pedro  Simões

Miguel Francelino

Fernandinho Cabral

Felipe Silva

Daniel

Arthur  Freitas

Dudu Vória

Pietro Tubarão

O grupo quer saber se já regras de compliance no São Paulo sobre conflitos de interesse entre o clube e seus gestores, extensivos a familiares; se o grupo de compliance entende haver conflito da espécie no fato de o filho do presidente do clube ser sócio, ainda que em empresa distinta, de um empresário de jogadores de futebol que passou a agenciar mais de 20 jogadores do clube, apenas durante a gestão do atual presidente; e em caso positivo, já alguma punição no regramento interno do São Paulo para casos como esse, ou, em caso negativo, cogitação de que venha  a ser prevista.

A palavra, agora, está com Roberto Armelin, diretor da ESG, Riscos e Compliance do São Paulo.

É bom lembrar que esses fatos foram levantados no Somos Todos São-Paulinos, por um vasto trabalho de  investigação de Dario Campos.

 

Paulo Pontes

São Paulo escapa de novas lesões e terá o melhor disponível contra a LDU

O São Paulo, nos últimos dias, levou sustos às vésperas do jogo de ida das quartas de final da Conmebol Libertadores, contra a LDU, em Quito, no Equador, mas terá o melhor disponível nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília).

Já cheio de desfalques que ficarão longe dos gramados por muito tempo, o São Paulo quase perdeu dois laterais e um atacante por lesões nos últimos dias. Wendell e Enzo Diaz sentiram problemas físicos na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, no domingo, no Morumbis, mas não tiveram lesões constatadas.

O atacante Ferreira, com dores musculares, sequer foi relacionado para a partida válida pelo Campeonato Brasileiro, mas também não tem lesão e já treinou normalmente com os companheiros na última segunda-feira, no CT da Barra Funda.

Se perdesse os três jogadores para a partida desta quinta-feira, o técnico Hernán Crespo chegaria a nove desfalques por lesão. No cenário atual, porém, o São Paulo tem no departamento médico “apenas” quem já estava lá nas últimas semanas (ou nos últimos meses): Luiz Gustavo, Calleri, Ryan Francisco, Oscar, Lucas e André Silva.

Para melhorar ainda mais a situação de Crespo, na vitória sobre o Botafogo retornaram ao time o zagueiro Arboleda e os volantes Alisson e Marcos Antônio, que estavam lesionados.

O São Paulo também não tem nenhum suspenso para enfrentar a LDU em Quito. Desta maneira, o Tricolor deve entrar em campo com Rafael, Rafael Tolói, Arboleda e Alan Franco; Cédric, Marcos Antônio, Alisson e Rodriguinho; Ferreira e Luciano.

O Tricolor ainda treina nesta terça-feira antes de viajar para o Equador, onde dá início à disputa por uma vaga na semifinal da Libertadores.

Camisa 10 e a faixa de capitão do sub-20 do São Paulo aos 18 anos

Com apenas 18 anos, e portanto em seu primeiro ano de sub-20, Pedro Ferreira já carrega a responsabilidade de ser o camisa 10 e o capitão do São Paulo na categoria. Visto como um dos principais talentos de sua geração, o meio-campista é o maestro do time e, em diversos momentos, dita o ritmo da equipe.

Pedro atua tanto pelo corredor central, como pelas pontas, e tem como característica principal ser um meia que pensa o jogo, se posiciona bem entre as linhas de marcação do adversário e encontra passes para deixar seus companheiros em condições de marcar gols.

O jovem jogador entende o peso que é vestir a camisa 10 do São Paulo, mas se diz feliz com a oportunidade de usar a camisa que em outros momentos foi de ídolos do clube, como por exemplo Lucas Moura, que assim como ele, foi campeão da Copinha pelo Tricolor.

– É uma responsabilidade muito boa, acredito que isso é fruto do meu trabalho, desde pequeno. Usar a camisa 10 é um peso, mas também é muita felicidade , pois vários craques passaram por aqui e me sinto muito grato por usá-la.

Pedro foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior nesta temporada, mesmo sendo do sub-17 em 2024. O jogador teve papel importante na final, quando entrou no intervalo e ajudou a equipe a virar o jogo sobre o arquirrival Corinthians.

Internamente, ele é visto como alguém com uma maturidade de jogo muito grande para a idade que tem.

Recentemente, ele passou a integrar algumas sessões de treinamento da equipe profissional e contou ao ge como tem aproveitado as oportunidades e quem é o jogador que mais o aconselhou até o momento.

– Tenho absorvido muito o que os caras falam. O Marcos Antônio me ajuda muito sobre jogar no meu espaço ali. É um lugar muito difícil de jogar, tem que pensar muito rápido e eles me passam muita confiança – revelou o jogador.

Pedro foi relacionado no último domingo para a partida contra o Botafogo, sua terceira vez na lista do time profissional, a segunda sob o comando de Hernán Crespo, que também o relacionou para o jogo contra o Sport, na Ilha do Retiro.

Porém, o camisa 10 do sub-20 ainda não entrou em campo pelo time principal. Isso não tem gerado ansiedade no atleta, que entende e respeita os processos de formação de um jogador.

– Fico tranquilo, acredito que é tudo no tempo de Deus. Vários jogadores que subiram da base passaram um tempo sem jogar, esperando a oportunidade e quando ela chegou, eles souberam aproveitar bem, isso é o que importa. Então quando chegar a minha, eu acho que vou render bem – contou de forma serena o jovem.

Um dos grandes exemplos disso é Rodriguinho, que desde 2022 faz parte do elenco profissional, mas até este ano teve poucas oportunidades.

Em 2025, o meia de 21 anos vive sua maior sequência de jogos no profissional, tendo participado das últimas sete partidas da equipe. Dos 15 jogos sob o comando de Crespo, Rodriguinho entrou em campo em 12.

Na partida contra o Botafogo, ele foi o jogador que teve o nome gritado mais alto pela torcida ao lado de Alisson, que retornava de lesão.

Rodriguinho pode servir como inspiração para Pedro também pela posição em que atua. Ambos são meias e ocupam a faixa do campo mais povoada e mais difícil de jogar, que demanda uma velocidade grande de raciocínio e tomada de decisão.

Nesse sentido, Pedro valorizou o trabalho da comissão técnica do sub-20 e dos analistas de desempenho do São Paulo, que o ajudam a melhorar sua performance.

– Estou acostumado a jogar [como meia] desde criança. Os analistas também me passam as jogadas para fazer, o que eu tenho que fazer, o treinador também e eu estou acostumado já.

Pedro deverá ser relacionado mais vezes para partidas da equipe profissional e, diante da maratona de jogos que o São Paulo tem pela frente, poderá fazer sua estreia ainda nesta temporada.

 

Contra LDU, Rigoni pode ampliar bons números em mata-matas

Emiliano Rigoni voltará a jogar uma partida de mata-mata pelo São Paulo nesta quinta-feira, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores, contra a LDU. O argentino acumulou bons números nestes tipos de jogos em sua primeira passagem pelo Tricolor e espera ampliar o desempenho positivo.

Ao todo, Rigoni disputou 13 jogos de mata-mata pelo time do Morumbis, marcou sete gols e deu duas assistências. Foram sete partidas pela Copa do Brasil, três pela Libertadores, duas pelo Campeonato Paulista e uma pela Sul-Americana. O argentino soma 13 gols pelo São Paul, ou seja, mais da metade dos tentos foram marcados em jogos eliminatórios.

Dos sete gols, dois foram marcados na Libertadores de 2021. O atacante balançou as redes duas vezes na vitória sobre o Racing-ARG, por 3 a 1, que classificou o São Paulo para as quartas de final daquela edição, em que viria a ser eliminado pelo Palmeiras. Rigoni passou em branco nos dois embates contra o rival alviverde.

Já as outras cinco bolas na rede aconteceram na Copa do Brasil de 2021. O argentino marcou na goleada contra o 4 de julho, por 9 a 2, na qual também contribuiu com uma assistência, e nos dois duelos contra Vasco (2) e Fortaleza (2), pelas oitavas e quartas de final, respectivamente. Na edição seguinte, não participou de gols nos dois jogos que disputou.

Rigoni voltou a participar diretamente de um tento são-paulino em mata-mata na vitória por 4 a 1 sobre o São Bernardo, pelas quartas de final do Paulistão de 2022, quando distribuiu uma assistência. Ele não marcou e nem deu passes para gol apenas pela Sul-Americana, em que jogou somente 14 minutos da partida de volta das oitavas de final da edição de 2022, contra a Universidad Católica-CHI.

De volta ao Tricolor, Rigoni está à disposição do técnico Hernán Crespo para as quartas de final da Libertadores. O argentino fez sua reestreia pela equipe no último domingo, quando entrou no segundo tempo da vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro. Apesar de ainda não ser titular, o jogador pode ganhar minutagem devido às poucas opções no setor de ataque, que sofre com as lesões de Calleri, André Silva e Ryan Francisco.

O primeiro jogo contra a LDU está agendado para às 19h (de Brasília) desta quinta-feira, no estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador. A volta acontece no dia 25, no mesmo horário, no Morumbis.

Grupos políticos se reúnem e adiam definições sobre eleições do São Paulo

Em uma reunião realizada na última sexta-feira, lideranças dos grupos da coalizão que forma a base da situação do São Paulo decidiram adiar decisões políticas neste momento. A promessa é de discutir e definir apenas a partir de março de 2026 quem brigará no pleito do fim do ano que vem pelo cargo hoje ocupado pelo presidente Julio Casares, que não poderá se reeleger mais.

Ao todo, os seis grupos da coalizão foram representados por Julio Casares, João Farias e Themistocles Almeida Júnior (Participação); Marcelo Pupo e Leonardo Serafim (Vanguarda); Carlos Belmonte, Vinícius Medeiros e Junior Moretto (Legião); Fernando Bracalle (Sempre Tricolor); Dorival Decoussau e Olten Ayres (Força SPFC); e Antônio Donizete e Mara Casares (Movimento SPFC).

Os conselheiros assinaram, neste encontro, a promessa de debater oficialmente a sucessão de Julio Casares em março para, em junho, definir a chapa da situação. Em tese, sairá dessas discussões um nome da coalizão para a eleição de 2026.

Na prática, porém, a chance de a coalizão indicar mais de um nome para a eleição do fim de 2026 existe – e é grande. O ge tem ouvido, nos últimos meses, diversos relatos de discordâncias dentro da própria situação do São Paulo.

No Morumbis e no Conselho Deliberativo, um dos nomes citados com a maior chance de ter o apoio de Julio Casares em 2026 é o do CEO do São Paulo, Marcio Carlomagno, braço direito do atual presidente. Politicamente, porém, o profissional é visto por grupos da coalizão como uma possibilidade sem experiência para pleitear o cargo.

Em compensação, de acordo com diversos relatos ouvidos pelo ge, outros grupos da coalizão entendem que o melhor caminho para 2026 é, pelo menos por enquanto, abrir o leque de possibilidades, com nomes mais políticos, sem uma definição imediata. E discordam da possível indicação de Carlomagno.

As principais opções vistas por pessoas influentes como nomes plausíveis para a próxima eleição, que ainda tentam se viabilizar, são: Adilson Alves Martins, Vinicius Pinotti, Marcelo Pupo, Olten Ayres e o próprio Carlos Belmonte, diretor de futebol do São Paulo.

O que se desenha neste momento é que estes nomes, porém, não tenham o apoio de Julio Casares.

Oficialmente, a pessoa que vai receber o apoio de Casares e de seu grupo ainda não está definida e só vai ser a partir de março, quando a coalizão voltará a se sentar numa mesa para debater o sucessor do atual presidente, embora a disputa esteja cada vez mais quente nos bastidores.

Fonte: Globo Esporte