Luciano faz mea-culpa após desperdiçar chances claras contra a LDU

Luciano fez um mea-culpa após a derrota do São Paulo por 2 a 0 para a LDU, nesta quinta-feira, em Quito, no Equador, pela ida das quartas de final da Copa Libertadores.

O camisa 10 desperdiçou as principais chances do São Paulo na partida, algumas no primeiro tempo, outras no segundo, e acabou vendo sua equipe ser castigada justamente após não aproveitar os momentos de superioridade que teve ao longo dos 90 minutos.

“Não posso perder esse tipo de gol, numa fase final assim, jogo complicado, qualquer gol nos ajudaria e facilitaria pro jogo de volta. Quando eu tiver a chance, tenho que concluir em gol. Infelizmente, hoje não aconteceu, agora é trabalhar para, se Deus quiser, na quinta-feira que vem os gols saírem e a gente sair classificado”, disse Luciano ao Paramount.

Entre várias oportunidades desperdiçadas por Luciano, a última, aos 41 minutos do segundo tempo, quando recebeu de Ferreirinha e ficou cara a cara com o goleiro adversário, foi a mais simbólica, já que um gol no final do jogo mudaria as perspectivas do São Paulo para a partida de volta.

Sem concretizar as chances criadas, o São Paulo foi castigado em duas das poucas ocasiões em que a LDU ameaçou a meta do goleiro Rafael. Na noite desta quinta-feira, em Quito, os Deuses do futebol não perdoaram a equipe comandada por Hernán Crespo.

“Acho que falando de hoje a gente começou bem o jogo, no segundo tempo controlamos também, mas os gols que tomamos podemos evitar. Agora é ver o que a gente errou, ver o que tem pra acertar e no jogo do Morumbi, com o apoio do nosso torcedor, a gente reverter o placar”, concluiu Luciano.

Com a derrota por 2 a 0, o São Paulo terá de vencer a LDU por três gols de diferença para se classificar para a semifinal da Libertadores no tempo regulamentar. Um triunfo por dois gols de diferença levará a decisão para os pênaltis. Aos equatorianos basta um empate ou até uma derrota por um gol de diferença para avançarem na competição.

Rafael analisa derrota para LDU

Rafael crê que a derrota do São Paulo por 2 a 0 para a LDU, nesta quinta-feira, em Quito, no Equador, pela ida das quartas de final da Libertadores, não foi um placar justo. Mesmo amplamente superior aos donos da casa em determinados momentos da partida, o Tricolor não foi capaz de marcar gols e acabou sendo castigado por isso.

“Derrota que dói, porque o resultado não condiz com o que foi o jogo, acho que fizemos um bom jogo, conseguimos controlar, tivemos oportunidades, mas o futebol às vezes é assim, o pessoal chegou três, quatro vezes, foi eficiente e fez os gols. Lamentável, porque acredito que não foi um jogo pra esse resultado. Lamentar muito pouco, temos o jogo de volta quinta-feira que vem, com o apoio do nosso torcedor, temos total condição de reverter o resultado”, disse Rafael ao Paramount.

O São Paulo voltou para o segundo tempo perdendo por 1 a 0 e colocou a LDU em maus lençóis. Luciano teve chances claras para empatar e, com a entrada de Ferreirinha na vaga de Rigoni, o time ficou ainda mais agudo. Os gols, entretanto, teimaram a sair.

“Na volta o Crespo nos orientou, nos mostrou onde tinha os espaços. Isso fez nossa equipe crescer durante a partida, as substituições também, vamos precisar muito de todos, fizemos um jogo que estávamos buscando o empate, infelizmente tomamos o segundo gol. Serve de aprendizado, temos que ver o que a gente fez de bom, ajustar os erros, para que na quinta-eira a gente possa fazer um grande jogo em casa e buscar a classificação, que é o nosso objetivo”, completou Rafael.

Com a derrota por 2 a 0, o São Paulo terá de vencer a LDU por três gols de diferença para se classificar para a semifinal da Libertadores no tempo regulamentar. Um triunfo por dois gols de diferença levará a decisão para os pênaltis. Aos equatorianos basta um empate ou até uma derrota por um gol de diferença para avançarem na competição.

Notas dos jogadores

Rafael: salvou o time de levar o terceiro. 7

Ferraresi: falhou nos dois gols. 4

Arboleda: também falhou em alguns lances fáceis. 4

Alan Franco: o melhor da defesa, mas também não esteve seguro. 4

Cedric: partida horrível, responsável direto pelo primeiro gol 3

Pablo Maia: falhou no segundo gol. 5

Bobadilla: apenas regular. 5

Marcos Antonio: o melhor do time. 8

Enzo Dias: não esteve tão bem, mas fica com 6

Luciano: não pode perder os gols que perdeu. 4

Rigoni: parabéns aos “gênios” que o trouxeram de volta. 3

Mailton: parece ser bom jogador. 5

Ferreira: entrou bem, mas sempre falta a decisão final correta. 6

Rodriguinho: deu movimentação ao ataque. 5

Crespo: acho que poderia ter colocado Dineno no lugar de Luciano, mas não tem muito o que fazer. 7

Paulo Pontes

São Paulo perde da LDU em Quito e se complica na Libertadores

O São Paulo foi derrotado pela LDU nesta quinta-feira, por 2 a 0, no estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores. Bryan Ramírez e Estrada marcaram os gols da partida.

O resultado acabou com uma invencibilidade de 17 jogos do São Paulo na Libertadores, um recorde em sua história. A última vez que o Tricolor havia perdido um jogo havia sido no dia 4 de abril de 2024, quando foi derrotado pelo Talleres, na Argentina.

O jogo de volta das quartas de final da Copa Libertadores entre São Paulo e LDU acontece na próxima quinta-feira, às 19h (de Brasília), no Morumbis. Antes disso, o Tricolor entra em campo no próximo domingo, contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.

O vencedor do duelo entre São Paulo e LDU enfrentará quem avançar de Palmeiras x River Plate. No primeiro jogo, o Verdão venceu o rival argentino por 2 a 1 em pleno Monumental de Núñez, em Buenos Aires, na Argentina, e decidirá a vaga no Allianz Parque na próxima quarta-feira.

Situação do confronto
Com a derrota fora de casa, por 2 a 0, o São Paulo precisa vencer a LDU por três gols de diferença na partida de volta, no Morumbis, para avançar à semifinal. Um triunfo por dois gols de diferença levará a decisão para os pênaltis. Um empate ou uma derrota por um gol de diferença dos equatorianos basta para que se classifiquem.

Resumo do jogo
LDU 2 X 0 SÃO PAULO

Competição: Copa Libertadores
Local: estádio Rodrigo Paz Delgado (Casa Blanca), em Quito (Equador)
Data: 18 de setembro de 2025 (quinta-feira)
Horário: 19h (de Brasília)

Cartões Amarelos: Arboleda (São Paulo); Tiago Nune, Quiñonez, Villamil (LDU)
Cartões vermelhos: nenhum

Arbitragem

Árbitro:Yael Falcon (ARG)
Assistentes: Facundo Rodríguez (ARG) e Jasoé Savorani (ARG)
VAR: Jorge Baliño (ARG)
Gols
LDU
Bryan Ramírez, aos 15 do 1ºT , Estrada, aos 34 do 2ºT

LDU

Gonzalo Valle; Ricarod Adé, Gian Allala e Quiñonez; Carlos Gruezo, Connejo (Minda), Quintero (Cuero) e Villamil; Ramírez, Alzugray (Pastrán) e Jeison Medina (Cabeza) (Estrada).
Técnico: Tiago Nunes.

 

 

SÃO PAULO

Rafael; Ferraresi, Arboleda e Alan Franco; Cédric Soares (Mailton), Pablo Maia, Bobadilla (Rodriguinho), Marcos Antônio e Enzo Díaz; Rigoni (Ferreira) e Luciano.
Técnico: Hernán Crespo.

O jogo
O São Paulo começou melhor e controlou o jogo, chegando a ter mais de 60% de posse de bola. Porém, justamente no momento em que era superior, a LDU abriu o placar. Aos 15 minutos, Allala fez lindo lançamento para Bryan Ramírez, que escapou da marcação de Cédric Soares e, cara a cara com Rafael, bateu sem deixar a bola cair no chão, vendo-a beijar a trave antes de morrer no fundo das redes.

A partir de então o São Paulo sofreu para achar espaços na defesa da LDU. Sem profundidade, a equipe comandada por Hernán Crespo não conseguia fazer a transição da defesa para o ataque, trocando passes horizontais, sem romper as linhas de marcação adversárias.

A melhor chance do Tricolor no primeiro tempo aconteceu pouco antes do intervalo, mais precisamente aos 44 minutos, quando Enzo Díaz chegou na linha de funde cruzou para Luciano, que finalizou de voleio, mandando à esquerda do goleiro Gonzalo Valle.

São Paulo melhora no 2ºT
O São Paulo voltou para o segundo tempo ligado. Logo nos primeiros minutos, Luciano teve duas boas oportunidades para empatar o jogo. Na primeira, ele driblou o goleiro, mas bateu em cima do defensor da LDU. De qualquer forma, o lance foi anulado por impedimento. Depois, o camisa 10 recebeu dentro da área e bateu no cantinho, obrigando Gonzalo Valle a fazer boa defesa.

Aos 30 minutos foi a vez de Ferreirinha receber pela esquerda, partir para cima da marcação, levando para o meio e batendo de dentro da área, mas o zagueiro da LDU conseguiu desviar o arremate no momento certo, evitando o gol de empate do São Paulo.

Tricolor é castigado no fim
Novamente quando era amplamente superior no jogo, o São Paulo acabou sofrendo um gol. Pablo Maia perdeu a bola no campo de defesa, Estrada ficou com a bola dentro da área e bateu sem chances para o goleiro Rafael, ampliando a o placar para a LDU e garantindo uma vantagem confortável para o jogo de volta, no Morumbis, na próxima quinta-feira.

Em casa no Brasil, Cédric se empolga com a Libertadores

Cédric Soares vem em franca evolução no São Paulo. Experiente, o português, que foi o autor do gol na última penalidade que classificou a equipe para as quartas de final da Conmebol Libertadores, sustentou a pressão de ser a única opção para a lateral direita durante parte da temporada e emplacou uma sequência importante, principalmente sob o comando de Hernán Crespo.

Nesta quinta-feira, Cédric será titular da equipe tricolor contra a LDU, no Equador, na partida que abre a disputa por uma vaga na semifinal. Novato na competição, o lateral exalta a força da Libertadores e diz já entender o significado para torcida e clube.

– Acho que é um título muito importante, uma competição de elite e sem dúvida a torcida vive isso de uma maneira muito especial e nós da equipe sentimos isso, sentimos a paixão, a emoção que é jogar um jogo de Libertadores e é sempre um desafio muito interessante – disse o jogador, em entrevista exclusiva ao ge.

A “Champions da América do Sul” já era assunto para o jogador antes mesmo de se aventurar no futebol brasileiro. Mas o torneio, que despertava curiosidade em conversas com amigos, conseguiu surpreender o experiente jogador.

– Tenho muitos amigos e colegas que jogaram comigo que são do Brasil, então já tenho uma noção do que era a Libertadores e eles sempre comparavam com a Champions. Eles sempre me falavam que a Libertadores é como a Champions da América do Sul, então eu já tinha muita noção e acompanhei várias partidas de Libertadores.

– Agora estando envolvido, realmente a importância dos jogos, a forma de viver o jogo, a exigência é alta e torna as coisas mais interessantes. Todo jogador quer jogar esse tipo de partida, é para isso que trabalhamos todos os dias, para estar preparados para esse tipo de jogo e sem dúvida tem sido uma experiência muito bonita e esperamos continuar nessa competição – completou.

O Tricolor entra em campo nesta quinta-feira na altitude de Quito. Com a experiência de já ter entrado em campo nestas condições, Cédric indicou como a experiência pode ajudar nesses casos e reforçou a importância de um bom resultado no Equador, lembrando que a classificação será decidida no Morumbis.

– Sabemos que vai ser um adversário difícil, que vamos enfrentar uma equipe competente, que joga com o fator da altitude, o que acaba por ser um jogo de intensidade alta.

– Sempre uma semana de Libertadores tem o foco da galera estar bem, concentrada, pensando nesse jogo, na emoção que é jogar essa competição, da importância que é jogar Libertadores, mas entender que é um jogo de duas mãos (ida e volta). Temos que ter uma equipe madura, sabendo que vai ser um jogo na altitude.

Do alto de seus 34 anos, o jogador disputou 37 jogos no ano até aqui. Ele contou ao ge os segredos para manter o preparo físico ao longo da temporada e brincou, batendo na madeira, para que nenhuma lesão o atrapalhe nesta temporada.

– Antes de mais nada vou bater na madeira para continuar assim (risos). Mas sem dúvida é um campeonato muito exigente, os jogos acabam comprimidos em um curto espaço de tempo, o que obriga a ter mais jogos e ter uma maior preparação – disse o lateral.

– O jogador tem que ser muito profissional, joga a cada três dias, então não pode quebrar, errar muito, ou seja, o jogador tem que se cuidar por si e eu sempre tive esse hábito. Eu sempre fui um jogador que procura saber o balanço das coisas: hoje eu posso jantar fora, hoje não dá, pois tenho que me recuperar, fazer banheira de gelo, massagens, então sempre tive esse equilíbrio e é importante passar isso para os mais jovens – explicou.

O jogador do São Paulo também se mostrou encantando com o futebol brasileiro, pela paixão do torcedor pelo esporte e revelou que no passado teve uma oportunidade de jogar no Brasil, mas acabou não dando certo.

– Acho que o futebol aqui é apaixonante, acho que as pessoas têm, culturalmente, o futebol muito enraizado desde muito jovens, então vivem e vibram o jogo de forma muito intensa, o que é bom. O apoio que temos recebido é incrível, especialmente nas noites de Libertadores – relatou.

– Foi algo espontâneo. Estamos analisando alguns mercados, meu agente e eu, e surgiu essa possibilidade de vir para o São Paulo, já tinha surgido a possibilidade de vir para o Brasil antes, mas não rolou e surgiu essa oportunidade de vir para o São Paulo – explicou o lateral-direito.

 

Nas oitavas de final da Libertadores, foi de Cédric o gol decisivo na disputa de pênaltis contra o Atlético Nacional. Naquele momento, ele contou ao ge que buscou “esquecer” da existência dos mais de 57 mil torcedores presentes no Morumbis para focar no gesto técnico da cobrança e não se colocar uma pressão ainda maior.

– Na caminhada para a bola é importante tentar de alguma maneira desligar um pouco daquela pressão. Estamos representando um clube enorme, com uma torcida gigante, então temos que representar todas aquelas pessoas e se você levar essa pressão para bater o pênalti pode ficar um pouco complicado. É claro que é difícil focar, naquele momento, só no pênalti, e foi o que eu tentei fazer; Decidi, olhei para o goleiro e decidi pelo que eu costumo decidir um lado ou outro e executar.

“É tentar isolar o pensamento e simplificar a ação”

Durante o papo com o ge, o jogador de 34 anos citou o quanto gosta de ajudar os mais jovens, passando para eles a visão de alguém mais experiente.

– Sempre tive muita boa relação com os jovens. Tem que ser uma coisa mútua, acho importante manter uma certa distância às vezes, para quando falar alguma coisa eles entenderem que estou querendo ajudar. É o que eu tento fazer no dia a dia. Tenho uma relação muito boa com eles, acima de tudo, desde o primeiro dia, tenho tentado ajudar, o próprio Maik também, então às vezes é chamando a atenção, mas em outros momentos é dizendo muito bem e dando méritos.

– É perceber esses momentos, quando dar uma palavra de conforto e dizer muito bem e quando chamar a atenção, dizer precisa melhorar isso, precisamos trabalhar mais isso e eu tento passar essa imagem.

Cédric se lembrou daqueles que um dia o ajudaram a formar o jogador e o homem que é hoje. Claro que Cristiano Ronaldo não poderia ficar fora dessa.

– Óbvio que o Cris é uma referência no futebol para todos nós. A forma como eu vivo o dia a dia do jogo, como encarar o futebol, o desafio, mesmo hoje, com a idade que ele tem, continua a praticar um futebol de nível muito alto, por isso, sem dúvida não deixa de ser uma referência para todos nós. Tem coisa que vivi com ele que levo para a minha carreira, inclusive a do pênalti (contra o Atlético Nacional).

Veja outros trechos da entrevista com Cédric:
Já teve alguma experiência em jogar na altitude?
– Eu já joguei (na altitude) algumas vezes, penso que no sub-20, joguei na Colômbia, em Bogotá, inclusive contra o Brasil na final, já faz muitos anos, sei que teremos momentos mais ofegantes, sei que eles vão tentar entrar com uma intensidade alta, mas acho que o São Paulo vai estar preparado. Aqui no Brasil, também somos obrigados a viajar grandes distâncias, com temperaturas diferentes e o jogador já está habituado a esses tipos de condição e estaremos preparados.

Como é o futebol brasileiro no quesito intensidade, se comparado às ligas europeias, como a Premier League, por exemplo?
– Eu acho que, claro que a Premier (Campeonato Inglês) é um futebol muito intenso, uma competição de elite, toda semana enfrenta jogadores com muita velocidade, fortes fisicamente. O Brasil tem uma característica diferente de jogo, mas os meus números são praticamente iguais, as vezes até mais altos, as vezes mais baixo, mas estão equilibrados com o que eu fazia na Premier, eu tenho essa noção, tenho acompanhado, em termos de distancias e intensidade é muito parecido. O Brasileirão é um jogo que é necessário entender o adversário, pois o adversário se adapta a você, vê que você faz uma coisa e vai tentar fechar aquele espaço, então é um adversário que nem sempre segue a ideia coletiva, tem muitos duelos individuais e isso torna um futebol difícil, mas tenho me adaptado bem.

Como você vê o atual elenco do São Paulo?
– Felizmente, encontrei aqui um elenco que tem uma base muito forte, claro que as vezes os mais jovens olham para os mais velhos, mas principalmente os mais velhos são caras que se cuidam muito bem, são exemplos e isso é bom, principalmente, para os mais jovens.

Como é sua relação com os mais jovens?
– Tenho muito boa relação com eles todos. Claro que tenho mais afinidade com alguns, uns querem ouvir mais que outros e isso é muito importante, mas sem desgaste, não pode ser todos os dias enchendo o saco deles, tem que ser uma coisa proativa e motivacional ao mesmo tempo.

Você já atuou em três posições diferentes no São Paulo, em qual delas se sente mais a vontade? Poderia atuar como um zagueiro pela direita?
– Eu me considero um jogador que taticamente tento, procuro o conhecimento do jogo, o que se passa em campo, já joguei em várias funções, aqui no São Paulo inclusive. No Arsenal muitas vezes eu ajudava a construir na linha de três (como zagueiro), partíamos de uma linha de quatro, mas construíamos em três, eu era quase um zagueiro direito num primeiro momento, em outros era um lateral mesmo, pronto, era um sistema diferente, estive 5 anos jogando assim, mesmo com o Mikel (Arteta), várias vezes era o lado esquerdo que fazia isso e eu dava profundidade e ai já encaixa na linha de 5, que é o que eu faço agora.

– Acho que tenho essa versatilidade de poder jogar à frente ou um pouco mais recuado, mas claro que o sistema que todos nós fomos formados, pelo menos na minha época, era com linha de quatro. Para mim é um sistema muito mais natural, mas já tive muitos treinadores que jogavam com linha de cinco, então fui me acostumando e estou gostando bastante, tem sido uma experiência muito boa, fazer uma sequência de jogos nessa posição torna as coisas mais fáceis. Tem algumas dificuldades às vezes em alguns momentos, mas tenho mais liberdade para chegar à frente em vários momentos, tem sido bem interessante. Acho que a equipe tem se dado muito bem neste sistema, as rotinas estão se criando, os jogadores se conhecem melhor e tudo fica mais fácil.

Como foi a definição dos batedores de pênalti contra o Atlético Nacional? Como foi fechar a série?
– Eu cresci batendo pênaltis nas categorias de base, já bati pênaltis na Inter de Milão, no Southampton, no Arsenal, inclusive em uma final de Comunity Shield (Supercopa da Inglaterra), já bati na Copa Itália, então acho que é tentar isolar o pensamento e simplificar a ação, foi isso que tentei fazer e depois é aquele culminar de sensação de bater um pênalti numa Libertadores e conseguir a classificação num Morumbis lotado, foi de fato especial.

– É entender que nós estamos lá dentro, pelo bem ou pelo mal, e tomar a responsabilidade, para isso que quisemos ser jogador de futebol, para jogar diante de 80, 70 mil pessoas e viver esse tipo de emoção, por isso quisemos chegar nesse patamar e é importante viver esse momento. O Crespo falou um dia para nós que é soltar o menino que há dentro de nós, que aquele menino sonhador, que jogava sem pressão, então é importante irmos para dentro do campo e fazermos isso.

Quais foram suas principais influências ao longo da carreira?
– É difícil, é uma lista longa. Desde muito cedo, em Portugal, eu trabalhei com jogadores como Liédson, Anderson Polga, que vocês conhecem muito bem, foram referências no Sporting. Tive treinadores importantes também, o Leonardo Jardim, o Marco Silva, o próprio Paulo Sérgio que apostou em mim, o Fernando Santos, na seleção, que foi uma pessoa muito importante para mim. Depois minha ida para a Inglaterra, tem o Koeman, tem treinadores referência do futebol.

– De jogadores, tive o privilégio de jogar com caras de alto nível, no Southampton teve o Tadic, que é sensacional, um craque, teve o Mané, Van Dijk, Bertrand, jogadores de nome. O Fonte foi um pilar para mim quando eu cheguei na Inglaterra, que é um capitão, um líder que me ajudou bastante. Depois tive a ida para a Inter, jogadores como Miranda, que me ajudou bastante, o João Mário de novo, que eu já conhecia do Sporting, Icardi, joguei com muitos jogadores. No Arsenal, o Xhaka é uma referência para mim de profissional, os brasileiros todos que lá estão, Gabriel Magalhães, Martinelli, Jesus, o próprio Jorginho, tudo jogador de alto nível e tive o privilégio de partilhar momentos com esses jogadores e aprender. Todos eles me ensinaram alguma coisa e me deixaram também coisas positivas.

O Miranda te influenciou a vir para o São Paulo?
– Curioso que na mesma noite que recebi a mensagem do meu agente dizendo que eu viria na terça-feira, isso era um sábado, estava jantando e eu tinha encontrado o Miranda no mesmo restaurante. Poxa, encontrar o Miranda quatro ou cinco anos depois, em Portugal, foi uma coincidência engraçada. Passamos a noite juntos, jantamos, conversamos lá no restaurante e logo eu recebi a mensagem e pude compartilhar com o Miranda, que era uma referência no clube, que me ajudou bastante, é uma pessoa que tenho em muito boa conta e me disse palavras importantes e me incentivaram a vir para o São Paulo.

O Braithwaite, do Grêmio, falou em uma entrevista recente sobre a desigualdade social no Brasil. Como você enxerga essa questão e como é viver no Brasil?
– Eu acho que nós temos também alguma sorte de morar também em São Paulo, que é uma cidade já muito desenvolvida, né? Eu acho que, eu não conheço o Brasil inteiro, já tive a oportunidade de viajar para alguns lugares do Nordeste, em termos de praias, e tudo mais tem paisagens muito bonitas, mas assim, São Paulo é uma cidade bem desenvolvida, uma cidade com muitas opções para jantar, com muita coisa para fazer. Então, eu concordo com o que você disse, que eu acho que o futebol acaba por unir e ser, às vezes, um escape para estas classes sociais.

– Acho que o Brasil tem esse trabalho para fazer, para não haver tanta diferença social entre as pessoas. E o futebol representa isso mesmo. Por isso é que os jogadores, às vezes, também são cobrados, porque nós temos essa responsabilidade para com essas pessoas, que essas pessoas estão trabalhando semanalmente para poderem ver-nos a jogar. E é termos essa noção também, que as pessoas estão a trabalhar para nos poder ver jogar, seja num sábado ou um domingo, a tirar tempo da vida delas, a tirar também algum tipo de dinheiro para comprarem o ingresso para poderem ver o São Paulo e elas querem também uma alegria. É termos esta responsabilidade, tentarmos entender isso, claro que nem sempre é possível, se não ganhávamos todos, mas é importante que representar essas pessoas com o melhor que conseguirmos, termos essa noção, porque, ao fim e ao cabo, elas estão à procura de uma alegria semanal para poderem encarar a próxima semana de uma forma mais positiva.

Fonte: Globo Esporte

São Paulo defende maior série invicta de sua história na Libertadores

O São Paulo entra em campo nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília), contra a LDU, no estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador, pela ida das quartas de final da Copa Libertadores, com a missão de ampliar a maior série invicta de sua história no torneio continental.

O São Paulo está invicto há 17 jogos na Libertadores. O Tricolor não perde desde o dia 4 de abril de 2024, quando foi derrotado pelo Talleres, na Argentina, por 2 a 1. De lá para cá foram nove vitórias e oito empates.

Essa sequência superou a série invicta do São Paulo na Libertadores de 1974, quando o time foi vice-campeão do torneio. Naquela temporada, o Tricolor emplacou 11 jogos sem derrota.

A tarefa de manter sua invencibilidade na Libertadores, entretanto, não será nada fácil. Nesta quinta-feira, o São Paulo entrará em campo em um estádio onde jamais venceu. Em três oportunidades foram três derrotas.

Atuando a mais de 2800m acima do nível do mar, a equipe comandada por Hernán Crespo terá não só a LDU como adversária, mas também a altitude. Resta saber se os são-paulinos, enfim, quebrarão essa sina de se darem mal contra o adversário equatoriano em Quito.

Dono da segunda melhor campanha geral da primeira fase, atrás somente do Palmeiras, o São Paulo vai em busca do tetracampeonato continental, se isolando, assim, como o maior campeão da Libertadores entre as equipes brasileiras. Atualmente, o Tricolor divide esse posto com o próprio Verdão, Santos, Flamengo e Grêmio, todos com três títulos.

Enzo e Wendell viajam, mas lateral esquerda é incógnita contra a LDU

Quem será o titular na lateral esquerda do São Paulo nesta quinta-feira, contra a LDU, em Quito, pela ida das quartas de final da Libertadores? Essa tem sido uma das principais perguntas feitas pelos torcedores tricolores às vésperas do importante confronto no Equador.

Enzo Díaz e Wendell, os dois principais jogadores da posição, viajaram com a delegação são-paulina, mas treinaram parcialmente com o restante do elenco na última terça-feira, dia da última atividade comandada pelo técnico Hernán Crespo antes do jogo contra a LDU.

Enzo Díaz sofreu um trauma no tornozelo esquerdo na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, no último domingo. Wendell, que o substituiu na partida, acabou sentindo um incômodo no adutor esquerdo e também precisou de cuidados após o triunfo no Morumbis.

Apesar dos problemas físicos de ambos os laterais esquerdos, o técnico Hernán Crespo garantiu logo após a vitória sobre o Botafogo de que Enzo Díaz reuniria condição de jogo para o duelo com a LDU pela Libertadores.

“Acho que foi uma contusão, quem vai falar é o Dr. Sabia que ele tinha problemas, porque sentiu. Acho que não é grave. Enzo não vai parar. Ele vai ter condição, você o conhece? Enzo vai jogar [contra a LDU], está tranquilo. Vamos ver como está Wendell, ele sofreu uma lesão, voltou e sentiu o adutor um pouco mais duro. Sempre tem riscos. O campo não estava regular, não estava como a gente gosta de jogar. Mas, ele jogou com muito sacrifício, muito coração, ficou dentro até o final, ainda sentiu dor, mas vamos ver. Espera-se que não seja grave”, disse Crespo após a partida contra o Botafogo.

Sendo assim, o jovem Patryck Lanza ficou de sobreaviso e também viajou com o elenco para Quito. Caso os dois principais laterais esquerdos do plantel não reúnam condição de atuar em alto nível, o garoto revelado pelas categorias de base será o titular no setor justamente no jogo mais importante do ano para o São Paulo.

Pablo Maia cresce e vira “dor de cabeça” para Crespo

Pablo Maia vem pedindo passagem no São Paulo, aproveitando algumas ausências no meio-campo da equipe. O jogador, que já foi titular incontestável do Tricolor, hoje tem o status de reserva, nada que não possa mudar.

Pablo Maia foi titular no último domingo, na vitória sobre o Botafogo, no Morumbis, pelo Campeonato Brasileiro, e deixou o campo como “homem do jogo”.

Pablo Maia foi titular do São Paulo nos últimos três compromissos, marcando um gol em um deles, na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, no Morumbis. O volante, que se recuperou de uma lesão no tornozelo, tem tentado retomar o status de titular do Tricolor, mas lida com a forte concorrência no meio-campo.

Alisson, que se acostumou a ser sua dupla no São Paulo, tem alternado partidas como titular e outras como reserva, mas busca reeditar a parceria com Pablo Maia com mais frequência. Com Hernán Crespo, o volante já chegou até mesmo a atuar mais avançado, como uma espécie de meia-armador, abandonando a função que o tornou em uma peça indispensável sob o comando dos últimos treinadores.

Nesta quinta-feira, contra a LDU, na altitude de Quito, pelas quartas de final da Libertadores, o técnico Hernán Crespo terá de decidir se apostará novamente em Marcos Antônio, recém-recuperado de lesão, e Bobadilla ou em Alisson e Pablo Maia, dupla que já se sagrou campeã com a camisa do São Paulo e cujo entrosamento é de longa data.

Independentemente da escolha do treinador argentino, quem ganha é o São Paulo, que atualmente possui quatro ótimas opções para exercer a função de volante na equipe, além de outros nomes, como Luan.