São Paulo tentará tirar vantagem de sequência de jogos do Bahia

O São Paulo tentará tirar vantagem da sequência de jogos do Bahia após a data FIFA de outubro. Enquanto o Tricolor terá uma semana livre para descansar e trabalhar para esse confronto, o Esquadrão de Aço entrará em campo nesta quarta-feira, seu terceiro compromisso nos últimos sete dias.

O Bahia de Rogério Ceni recebe o Internacional, na Arena Fonte Nova, em partida atrasada válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, o São Paulo do técnico Hernán Crespo não terá compromissos ao longo da semana, concentrando seus esforços na partida de sábado.

Com um intervalo de apenas 72 horas entre o jogo contra o Internacional e o duelo com o São Paulo, o Bahia ainda terá de lidar com o desgaste da viagem de Salvador para a capital paulista.

Como o tempo é extremamente curto, o Bahia deverá realizar apenas um treino, na sexta-feira, com todo o elenco à disposição antes de enfrentar o pressionado São Paulo no Morumbis.

O Tricolor, por sua vez, folgou na última segunda-feira e realizará quatro atividades no CT da Barra Funda visando o difícil confronto com o Bahia. Amargando sete derrotas nos últimos oito jogos, o São Paulo precisa reagir urgentemente nesta reta final de temporada.

Resta saber se essa considerável vantagem do São Paulo ao longo dessa semana surtirá efeito na partida contra o Bahia, que marcará o reencontro de Rogério Ceni com a torcida tricolor no Morumbi.

Rafael vai na contramão do elenco e vive ascensão em meio à crise

Rafael vive momento de ascensão nesta reta final de temporada, indo na contramão do elenco do São Paulo, que amarga uma ampla crise após a eliminação nas quartas de final da Copa Libertadores.

O goleiro tricolor vem protagonizando uma série de defesas difíceis nos últimos compromissos de sua equipe. O São Paulo segue perdendo e caindo na tabela do Brasileirão, entretanto, o estrago poderia ser ainda maior se Rafael não estivesse debaixo das traves.

De acordo com o sofascore, entre os goleiros que mais evitaram gols no Campeonato Brasileiro, Rafael é o quarto, com uma média de 7.51 defesas por jogo, atrás apenas de Rossi (8.79), do Flamengo, Tiago Volpi (9.77), do Grêmio, e Walter (11.25), do Mirrassol.

Rafael, inclusive, chegou a protagonizar defesas praticamente idênticas nos últimos dois jogos do São Paulo, contra Grêmio e Mirassol, ambos fora de casa.

Contra o Grêmio, Pavón fez o cruzamento rasteiro para Cristian Oliveira, que bateu de primeira na entrada da pequena área, parando em Rafael. Já contra o Mirassol, o goleiro são-paulino fez a mesma coisa ao ficar cara a cara com Renato Marques, evitando que a elástica vitória do adversário se transformasse em goleada.

Aos 36 anos, Rafael já manifestou diversas vezes seu desejo de se aposentar no São Paulo. O goleiro conseguiu lidar bem com a pressão e se tornou o mais bem-sucedido que passou pelo clube desde a aposentadoria de Rogério Ceni, superando a desconfiança da torcida.

Enquanto Hernán Crespo quebra a cabeça para dar um jeito na sua equipe para voltar a pontuar no Brasileirão, Rafael, jogo após jogo, mostra que pelo menos com a meta são-paulina a comissão técnica não precisa se preocupar. Caso contrário, a briga do Tricolor poderia ser contra o rebaixamento.

São Paulo lança parceria focada em inovação

O São Paulo divulgou nesta terça-feira a Inova.São Ventures, uma parceria do clube com a Sportheca e FCJ group focada em inovação, com a meta de se tornar o clube mais inovador do país até 2030. A Inova.São Ventures é uma CVB (Corporate Venture Builder). Em termos simples, isso significa que startups poderão entrar para o portfólio de produtos do Tricolor.

Julio Casares era um dos participantes confirmados na apresentação, porém não compareceu ao evento em razão do momento que o time vive na temporada. O conselheiro Jayme Franco representou o dirigente no evento e explicou o motivo de sua ausência.

– Era desejo do presidente estar aqui com vocês, mas o difícil momento que atravessa o nosso futebol o prende no CT da Barra Funda. Por outro lado, não quis o presidente misturar o futebol com esse grandioso projeto que muito contribuirá para o futuro da nossa agremiação – disse Jayme.

Para explicar sobre o projeto estiveram no Morumbis José Guilherme Oliver, head de Inovação no São Paulo Futebol Clube, Eduardo Alfano, Diretor de Inovação do São Paulo, Paulo Justino, fundador e CEO da FCJ Group, Wagner Kojo, CSO do FCJ Group, Gustavo Verginelli, sócio fundador da Sportheca.

O clube não fará qualquer aporte financeiro na parceria, fornecendo a publicidade que a marca São Paulo Futebol Clube pode gerar e, assim, captar recursos no mercado.

Além disso, as novas soluções serão testadas no São Paulo, que servirá de plataforma real para comprovar a viabilidade das startups que passarem pelo crivo do projeto.

A ideia é atrair startups com ligação direta com o futebol, mas também outras alheias ao tema. Nos casos em que o negócio principal estiver ligado ao esporte, elas poderão ser testadas diretamente no clube.

Os participantes deram como exemplo hipotético uma startup de captação de dados e análise de desempenho pode ser testada pelo setor que cuida dessa área no clube, que indicará algumas melhorias a serem feitas caso necessário.

Assim, se, futuramente, a startup crescer e se tornar uma grande empresa, o Tricolor poderá ter vantagens na aquisição de seus serviços.

Ao serem questionados pelo ge sobre como o São Paulo poderá ganhar dinheiro com o crescimento das startups, os integrantes indicaram que é algo em estudo ainda pelo departamento jurídico do clube, mas que têm como base clubes do exterior que firmaram parcerias semelhantes.

– Existe um estudo com o departamento jurídico para vermos a melhor forma da valorização da startup ser absorvida pelo clube, mesmo ele sendo uma instituição sem fins lucrativos. Estamos debruçados nisso, o interesse do São Paulo é trazer esse dinheiro, essa mais-valia para o clube e está sendo estudado a melhor forma de fazer, mas não vai passar em branco – explicou Paulo Justino.

Apesar do lançamento, o projeto do Inova.São ainda é embrionário e não tem exemplos concretos. Inicialmente os valores que serão captados – divididos em três etapas – devem atingir algo na casa dos R$ 11 milhões, que servirão apenas ao projeto e não serão incorporados ao futebol.

Calleri e Toloi treinam com a preparação física

Jonathan Calleri e Rafael Toloi estão cada vez mais próximos de retornar aos gramados. Nesta terça-feira, dia da reapresentação do elenco do São Paulo no CT da Barra Funda, a dupla trabalhou sob supervisão da preparação física, dando continuidade ao processo de transição.

Rafael Toloi se recupera de uma lesão na região posterior da coxa esquerda. Calleri, por sua vez, está na reta final do tratamento de uma cirurgia para corrigir a ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.

Luan, que se recupera de uma lesão no adutor direito, correu no gramado acompanhado dos fisioterapeutas do São Paulo. Já o goleiro Leandro, com dores no joelho esquerdo, participou de um treinamento específico para atletas da posição.

O treino
Nesta terça-feira os atletas que atuaram na maior parte do tempo contra o Mirassol, no último domingo, realizaram apenas exercícios físicos no gramado. O restante do elenco trabalhou sob os comandos do técnico Hernán Crespo.

O treinador argentino promoveu uma atividade focadas em mobilidade, fundamentos técnicos, finalizações e enfrentamento em campo reduzido.

Com uma semana livre para trabalhar, o São Paulo realizará mais três treinamentos no CT da Barra Funda antes de receber o Bahia no próximo sábado, às 21h30 (de Brasília), no Morumbis, pelo Campeonato Brasileiro.

O Esquadrão de Aço, comandado por Rogério Ceni, não terá a mesma tranquilidade ao longo da semana, uma vez que nesta quarta-feira receberá o Internacional, na Arena Fonte Nova, em jogo atrasado pela 14ª rodada do Brasileirão.

Veja quanto São Paulo pode perder se ficar fora da Libertadores em 2026

O São Paulo segue na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores da próxima temporada. Atualmente, o clube ocupa a nona posição do Campeonato Brasileiro, oito pontos atrás do Bahia, que abre o G-6. A busca por uma vaga na principal competição continental ultrapassa o lado esportivo e impacta diretamente nos cofres do clube, que vive uma difícil situação financeira.

Em um cenário de título, a Conmebol Libertadores pode render até 3,7 vezes mais dinheiro aos cofres do clube do que a Copa Sul-Americana. Em cada uma das fases, o pagamento é, no mínimo, o dobro se feito um comparativo entre as competições (tomando como base os valores pagos para as edições desta temporada).

 

Comparativo Libertadores x Copa Sul-Americana

Fase Sul-Americana (US$) Libertadores (US$) Diferença
Fase de grupos (fixo) 900 mil 3 milhões 3,3x maior
Bônus por vitória 115 mil 330 mil 2,9x maior
Playoff (Sul-Americana) 500 mil
Oitavas de final 600 mil 1,25 milhão 2,1x maior
Quartas de final 700 mil 1,7 milhão 2,4x maior
Semifinal 800 mil 2,3 milhões 2,9x maior
Vice-campeão 2 milhões 7 milhões 3,5x maior
Campeão 6,5 milhões 24 milhões 3,7x maior

Nesta temporada, o São Paulo foi eliminado pela LDU, do Equador, nas quartas de final da Libertadores. A campanha fez o clube arrecadar cerca de R$ 41,1 milhões, valor que considera apenas premiações pagas pela Conmebol.

Além da diferença nos valores de premiação por cada uma das fases dos torneios sul-americanos, há também o montante que o clube deixa de receber com bilheteria e outras arrecadações relacionadas ao estádio e aos dias de jogos.

O ticket médio das partidas de Conmebol Libertadores costuma ser mais alto do que para as partidas da Copa Sul-Americana. Além disso, a mobilização para os jogos da principal competição do continente é maior, o que leva a uma média de público melhor no Morumbis.

Nos anos de 2022 e 2023, o Tricolor jogou a Copa Sul-Americana e acumulou um total em renda de bilheteria de R$ 12.892.983,00 e R$ 10.531.069,00, respectivamente.

Em 2022, o Tricolor chegou até a final, disputando seis jogos no Morumbis, já que a final foi em jogo único, na Argentina. Em 2023, foram cinco partidas em casa.

O São Paulo retornou à Conmebol Libertadores em 2024, chegou até as quartas de final, e fez cinco jogos em casa. Somadas todas as partidas, o clube arrecadou R$ 26.347.084,50, um aumento de 150% na renda em comparação ao ano imediatamente anterior.

Mesmo se comparado a 2022, ano em que o time disputou um jogo a mais como mandante e avançou até a final da Copa Sul-Americana, o aumento foi de 104%.

Neste ano, o Tricolor disputou o mesmo número de jogos pela competição continental em seus domínios e houve uma pequena redução no público total e, consequentemente, no valor arrecadado. Em 2025, o Morumbis recebeu um total de 244.106 torcedores, uma média de 48.821 torcedores por jogo, com um valor total de R$ 20.893.250,00 arrecadado.

Para traduzir os valores em número de torcedores, em 2022 foram 217.101 torcedores em seis jogos no Morumbis pela Copa Sul-Americana, totalizando uma média de 36.183 torcedores por jogo. No seguinte foram 194.102 torcedores em cinco partidas em casa, pela mesma competição, uma média de 38.820 torcedores por partida.

Na volta à Conmebol Libertadores, em 2024, em cinco jogos, o Morumbis recebeu 277.541 torcedores, uma média de público de 55.508 torcedores por jogo. Neste ano, mesmo com uma queda no número total de torcedores e na renda, o São Paulo arrecadou 62% a mais do quem em 2022 e 98,4% a mais do que em 2023.

Diante do atual cenário financeiro do clube, ficar fora da Conmebol Libertadores de 2026 significa que a direção terá que tomar outras atitudes para arrecadar valores para compensar o orçamento.

 

Fonte: Globo Esporte

Defesa do SP desmorona após Libertadores, e ataque segue inoperante

Além dos problemas para criar e fazer gols, o São Paulo passou a conviver com problemas defensivos e viu seu sistema ruir após a queda na Conmebol Libertadores. Agora, para voltar a disputar o torneio sul-americano na próxima temporada, o técnico Hernán Crespo precisa encontrar uma solução rápida para tirar a equipe de uma sequência negativa no Brasileirão.

Desde a derrota para a LDU, o Tricolor foi a campo cinco vezes e sofreu nove gols, uma média de 1,8 gol por partida. Um aumento grande se comparado ao período da era Crespo até o jogo contra os equatorianos no Morumbis: 13 gols em 16 jogos, uma média inferior a um por jogo (0,81).

O momento anímico afetou a equipe, e os rivais passaram a vazar com maior facilidade a defesa são-paulina. Nas cinco partidas deste período, o São Paulo repetiu a escalação de seu trio defensivo apenas uma vez, contra Palmeiras e Grêmio. Veja as opções nesses jogos:

São Paulo x Mirassol: Ferraresi, Arboleda e Alan Franco
São Paulo x Grêmio: Alan Franco, Arboleda e Sabino
São Paulo x Palmeiras: Alan Franco, Arboleda e Sabino
São Paulo x Fortaleza: Negrucci, Luiz Gustavo e Sabino
São Paulo x Ceará: Tolói, Arboleda e Alan Franco
Mais do que as peças utilizadas, o São Paulo passa por um momento coletivo ruim na fase defensiva do jogo, que vai além do ataque. No total, são oito derrotas e apenas duas vitórias nas últimas dez partidas.

E o ataque?
O problema ofensivo não é tão novo assim. Com tantos desfalques de longo prazo, casos de Calleri, André Silva e Ryan Francisco, o São Paulo viu seu aproveitamento de gols marcados despencar após a lesão de André.

Até o jogo contra o Atlético-MG, quando o centroavante se lesionou, Crespo havia dirigido a equipe em 13 oportunidades, com 19 gols marcados (média de 1,46 por jogo). Sem o camisa 17, foram dez partidas e apenas cinco gols marcados (média de 0,5 por confronto).

O treinador apostou em diversas formações de dupla de ataque, alterações no meio-campo, mas o time seguiu pecando na efetividade. Mesmo nos jogos em que a equipe até criou oportunidades, não conseguiu convertê-las em gols.

Luciano quebrou jejum de 13 jogos sem marcar ao balançar a rede contra o Palmeiras, mas está longe de viver seu melhor momento no São Paulo. Lucas, sem estar 100% fisicamente, não consegue deslanchar uma boa sequência, e Ferreirinha tem perdido espaço e sequer completou 90 minutos em campo somados os cinco jogos após a queda na Conmebol Libertadores.

Dinenno e Rigoni pelo que apresentaram até o momento com a camisa tricolor não se credenciaram como solução dos problemas da equipe. Tapia foi o único a conquistar mais espaço no período, inclusive ganhando a posição da equipe há quatro partidas.

Paulinho, autor de dois gols e eleito o melhor jogador na final da Copinha deste ano foi relacionado pela quarta vez no time principal no jogo contra o Mirassol, mas ainda não fez sua estreia. O atacante de 20 anos pode aparecer como uma nova opção na busca de Crespo para potencializar o poder de finalização do Tricolor.

Crespo tem aproveitamento inferior ao de Zubeldía no SP em 2025

A derrota para o Mirassol, no último domingo, marcou o sétimo revés em oito partidas do São Paulo na temporada. O resultado escancarou a queda de desempenho da equipe sob o comando de Hernán Crespo, que vive um momento bem diferente daquele do início de sua segunda passagem pelo Tricolor paulista. O técnico, inclusive, apresenta agora um aproveitamento inferior ao de seu antecessor, Luis Zubeldía, em 2025.

Nesta temporada, Crespo dirigiu o São Paulo em 23 jogos, acumulando dez vitórias, três empates e dez derrotas — um aproveitamento de 44,9%.

Já Zubeldía, atualmente à frente do Fluminense, teve números mais consistentes em 2025 pelo clube paulista: em 34 partidas, somou 14 vitórias, 12 empates e apenas oito derrotas, alcançando 52,9% de aproveitamento. Os dados são do SofaScore.

O ex-treinador do Tricolor também lidera outras estatísticas: gols marcados por jogo (1,26 a 1,04) e gols sofridos por partida (1,00 a 1,09).

Início promissor
Após derrota para o Flamengo por 2 a 0 em sua estreia, Crespo conduziu o Tricolor a uma sequência de seis jogos de invencibilidade, com cinco vitórias (Corinthians, Juventude, Fluminense, Athletico-PR e Internacional) e um empate (Red Bull Bragantino).

A sua segunda derrota veio diante do Athletico-PR, que eliminou o São Paulo da Copa do Brasil. Depois disso, o treinador emendou outra sequência de cinco jogos sem perder, incluindo a classificação às quartas da Libertadores, ao eliminar o Atlético Nacional nos pênaltis.

Queda de desempenho
Depois desse período sólido, o rendimento despencou. Nos dez jogos seguintes, o São Paulo venceu apenas duas vezes (Botafogo e Fortaleza) e sofreu oito derrotas, sendo sete nas últimas oito partidas.

Clássico, vice-líder e pouco Morumbi: como serão as rodadas finais

O São Paulo está cada vez mais distante de seus objetivos nesta temporada. Em queda livre na tabela do Campeonato Brasileiro, vê a classificação para a Conmebol Libertadores do ano que vem como uma missão complexa. E ainda tem adversários difíceis até o fim do ano.

A nove rodadas do fim do Brasileirão, o time comandado pelo técnico Hernán Crespo terá cinco jogos em casa e quatro como visitante, mas deve jogar apenas três vezes no Morumbi.

Por enquanto, pelo menos duas das últimas partidas do Tricolor como mandante, contra o vice-líder Flamengo e Red Bull Bragantino, serão disputadas na Vila Belmiro, por causa de shows no estádio do São Paulo.

Entre os adversários do Tricolor na reta final do Brasileirão também está o rival Corinthians. No primeiro turno, no Morumbi, o São Paulo venceu por 2 a 0.

A sequência decisiva do Tricolor para definir como será 2026 começa no próximo sábado, às 21h30, contra o Bahia, no Morumbi.

O adversário, com 46 pontos, é o sexto colocado na tabela de classificação do Brasileirão, a última posição no grupo que se classifica para a Libertadores do ano que vem.

O São Paulo é o oitavo, com 38 pontos e um jogo a mais em relação ao Bahia. Se não quiser transformar a Libertadores em missão quase impossível, o Tricolor precisa vencer a partida do próximo sábado.

Veja a sequência do São Paulo na reta final do Brasileirão:

25/10 – 21h30 – São Paulo x Bahia – Morumbi
02/11 – 20h30 – Vasco x São Paulo – São Januário
05/11 – 21h30 – São Paulo x Flamengo – Vila Belmiro
08/11 – 21h – São Paulo x Red Bull Bragantino – Vila Belmiro
Semana do dia 19/11 – Corinthians x São Paulo – Neo Química Arena
Fim de semana do dia 23/11 – São Paulo x Juventude – Morumbi
Fim de semana do dia 30/11 – Fluminense x São Paulo – Maracanã
Semana do dia 3/12 – São Paulo x Internacional – Morumbi
Fim de semana do dia 7/12 – Vitória x São Paulo – Barradão

Em meio à crise, São Paulo sofre com baixa produção ofensiva

A crise no São Paulo se agravou após a derrota por 3 a 0 para o Mirassol, no último domingo, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em meio aos diversos problemas enfrentados pelo técnico Hernán Crespo, um dado ofensivo preocupa ainda mais: a baixa média de finalizações ao gol.

Desde o início do Brasileirão, o Tricolor registra a terceira pior média de finalizações certas, com apenas 3,6 por jogo — desempenho superior apenas ao de Corinthians (3,4) e Juventude (3,1). Os dados são do SofaScore.

A dificuldade em criar e concluir jogadas tem sido evidente nas últimas partidas. Nas três derrotas mais recentes, o São Paulo somou apenas nove finalizações no alvo: três contra o Mirassol, uma diante do Grêmio e cinco frente ao Palmeiras.

O problema não é novo. Das últimas dez partidas disputadas em 2025, em apenas uma o time superou a marca de cinco finalizações certas. Isso ocorreu no empate sem gols com a LDU, que resultou na eliminação na Libertadores — mesmo com 11 chutes ao gol, nenhum balançou as redes.

O recorte recente também evidencia a baixa eficiência ofensiva: foram apenas cinco gols nesses dez jogos, sendo que a equipe passou em branco em sete dessas partidas.