Ceni supera números no SP como técnico do Bahia e revê ex-time em crise

Um turno depois de acabar com o tabu de nunca ter derrotado o São Paulo como treinador, ao vencer seu ex-clube por 2 a 1, na Arena Fonte Nova, Rogério Ceni volta a desafiar o Tricolor neste sábado, às 21h30, desta vez no Morumbis, palco em que ainda não venceu como técnico rival.

Embalado pelas vitórias contra Grêmio (4 a 0) e Internacional (1 a 0), Ceni reencontrará a equipe na qual é ídolo enfiado numa crise estrutural e técnica, já que o time perdeu cinco dos últimos seis jogos no Brasileirão.

Desde a saída de Ceni, demitido em 2023, o Tricolor vive sua quarta gestão de técnico com Hernán Crespo. Antes dele, passaram Dorival Júnior, Thiago Carpini e Luis Zubeldía.

Em momento oposto, Ceni acaba de atingir a marca de 150 jogos pelo Tricolor de Aço. Segundo treinador mais longevo da Série A, atrás apenas de Abel Ferreira, do Palmeiras, ele registrou nesta semana o melhor primeiro turno do Bahia na história dos pontos corridos, com 33 pontos.

Desde sua contratação, em 2023, o Bahia conquistou dois títulos (Baiano e Copa do Nordeste), acumulando um aproveitamento de 58,8%. São 79 vitórias, 28 empates e 43 derrotas.

Depois de recolocar o Bahia numa Libertadores após 35 anos, ele tenta repetir o feito em 2026 sem ter de passar pela fase preliminar. Hoje na quinta posição do Campeonato Brasileiro, vive a luta por uma vaga direta na edição de 2026, num sonho hoje muito mais palpável que o do São Paulo.

Em aproveitamento geral, curiosamente, a passagem dele pelo Morumbis como treinador só é superior aos números de Ceni no Cruzeiro, em passagem frustrada que durou apenas 43 dias e oito partidas. O ex-goleiro registrou números melhores também por Fortaleza e Flamengo, clubes em que também venceu títulos. No São Paulo, foi vice do Paulistão de 2022 e da Sul-Americana de 2023.

Abaixo, compare os números do treinador:
Ceni no São Paulo (2017 e 2021/2023)
141 jogos – 53% de aproveitamento (63 vitórias, 39 empates e 39 derrotas).

Ceni no Fortaleza (2018/2019 e 2020)
153 jogos – 60,1% de aproveitamento (81 vitórias, 33 empates e 39 derrotas).

Em 2018, Ceni conquistou o acesso à Série A e o título da Série B, com duas rodadas de antecedência. Em 2019, conseguiu o título cearense, diante do Ceará, e também venceu a Copa do Nordeste, superando o Botafogo-PB. Em 2020, já na segunda passagem, Ceni chegou ao quarto título, com o bicampeonato cearense.

Ceni no Flamengo (2020/2021)
45 jogos – 59,2% de aproveitamento (23 vitórias, 11 empates e 11 derrotas).

Rogério Ceni chegou ao Flamengo em novembro de 2020 e foi demitido em julho de 2021. Venceu um Campeonato Brasileiro, em 2020, e a Supercopa do Brasil e o Carioca, em 2021.

Ceni no Bahia (2023 até agora)
150 jogos – 58,8% de aproveitamento (79 vitórias, 28 empates e 43 derrotas).

O Bahia foi campeão baiano neste ano após superar o rival Vitória na final. Em setembro, venceu mais um título, o da Copa do Nordeste contra o Confiança, fazendo 5 a 0 na decisão.

Ceni no Cruzeiro (2019)
8 jogos – 33% de aproveitamento (duas vitórias, dois empates e quatro derrotas).

A passagem pela Raposa durou só 46 dias, com oito jogos. O treinador teve problemas de relacionamento com o elenco e deixou o time de Belo Horizonte em tempo recorde.

São Paulo reencontra três rostos conhecidos contra o Bahia

O São Paulo reencontrará três jogadores que já tiveram passagem pelo clube no duelo contra o Bahia, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola neste sábado, a partir das 21h30 (de Brasília), no Morumbis.

Os ex-São Paulo que atualmente defendem o Esquadrão de Aço e que pode aplicar a “lei do ex” são o volante Willian José, e os meio-campistas Michel Araújo e Rodrigo Nestor.

Leia mais: Todas as notícias do São Paulo

Rodrigo Nestor

Cria de Cotia, Rodrigo Nestor estreou pelo time principal do São Paulo em 2020. Sua melhor temporada foi em 2022, quando disputou 62 partidas, marcou oito gols e deu 11 assistências, consolidando-se como uma das principais peças do elenco.

O momento mais emblemático de sua trajetória aconteceu na final da Copa do Brasil de 2023, contra o Flamengo. Nestor marcou o gol do empate no jogo de volta, resultado que garantiu o inédito título da competição ao Tricolor.

No fim daquele ano, sofreu uma grave lesão no joelho durante um treino, que o afastou por vários meses. Após longa recuperação, voltou a atuar em 2024, mas sem o mesmo protagonismo. Na temporada, somou 38 partidas e um gol.

Números de Nestor pelo São Paulo:

219 jogos
12 gols
27 assistências

Michel Araújo

Michel Araújo chegou ao São Paulo em março de 2023, emprestado até o fim de 2024. Logo ganhou espaço como um 12º jogador importante e teve papel fundamental na conquista da Copa do Brasil de 2023.

O bom desempenho levou o clube a adquirir seus direitos em definitivo, com contrato assinado até o fim de 2027. No entanto, o meia perdeu espaço ao longo da temporada e acabou se transferindo para o Bahia na temporada seguinte.

Números de Michel Araújo pelo São Paulo:

88 jogos
4 gols
5 assistências

Willian José

O atacante Willian José, hoje com 33 anos, defendeu o São Paulo entre 2011 e 2012. Em seu primeiro ano, teve poucas oportunidades, especialmente após a chegada de Luís Fabiano, que assumiu a titularidade.

Em 2012, no entanto, ganhou espaço com a lesão do Fabuloso e teve um grande início de temporada, tornando-se um dos artilheiros do Campeonato Paulista.

Números de Willian José pelo São Paulo:

66 jogos
16 gols
3 assistências

Contra o Bahia, São Paulo busca evitar marca negativa inédita em 12 anos

O São Paulo enfrenta o Bahia neste sábado, às 21h30 (de Brasília), no Morumbis, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, em busca de evitar uma sequência negativa que não ocorre há 12 anos.

O Tricolor paulista vem de três derrotas seguidas em casa — para Palmeiras (2 a 3), Ceará (0 a 1) e LDU (0 a 1) — e tenta impedir o quarto revés consecutivo como mandante, algo que não acontece desde julho de 2013.

Naquela ocasião, a equipe perdeu seis vezes seguidas no Morumbi: Goiás (0 a 1), Corinthians (1 a 2), Santos (0 a 2), Bahia (1 a 2), Cruzeiro (0 a 3) e Internacional (0 a 1).

Leia mais: Todas as notícias do São Paulo

Situação do São Paulo
Com apenas uma vitória nos últimos oito jogos, o São Paulo vive o momento mais turbulento da gestão do presidente Julio Casares. O time se distanciou das primeiras posições do Brasileirão e ocupa atualmente o nono lugar, com 38 pontos.

Além de tentar evitar uma marca negativa que não se repete há mais de uma década, o Tricolor busca reencontrar o caminho das vitórias e voltar a sonhar com uma vaga na Libertadores. A missão, porém, não será fácil: o Bahia vive boa fase e está oito pontos à frente na tabela, dentro do G6.

São Paulo enfrenta o Bahia tentando recuperação no Brasileiro

O São Paulo recebe o Bahia neste sábado, no Estádio do Morumbis, em São Paulo, em duelo válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola às 21h30 (de Brasília). Confira mais informações sobre o confronto abaixo.

Onde assistir São Paulo x Bahia ao vivo

Pay-Per-View: Premiere
TV por assinatura: SporTV
Também é possível acompanhar a partida em tempo real aqui no gazetaesportiva.com.

Como chega o São Paulo para o confronto?

O Tricolor Paulista vive uma fase complicada na temporada, com sete derrotas nos últimos oito jogos. A equipe busca retomar o caminho das vitórias e se aproximar da zona de classificação à Libertadores, mas encara um adversário em boa fase. Atual nono colocado, o São Paulo soma 38 pontos, oito atrás do Bahia, primeiro dentro do G6.

 

Como chega o Bahia para o confronto?

O Esquadrão de Aço atravessa momento positivo e ocupa a quinta posição, com 49 pontos, apenas três atrás do Mirassol, quarto colocado. O time comandado por Rogério Ceni vem de vitórias sobre Internacional e Grêmio, além de buscar uma vaga direta na Libertadores de 2026.

 

Histórico do confronto entre São Paulo e Bahia

São Paulo e Bahia se enfrentaram 52 vezes, com vantagem para o Tricolor Paulista: 20 vitórias, contra 17 do Bahia. No Morumbis, o São Paulo venceu 12 de 23 duelos, enquanto o Bahia triunfou em quatro. Pelo Brasileirão, foram 44 partidas, com 17 vitórias do São Paulo, 14 empates e 13 vitórias do Bahia. No primeiro turno de 2025, na Fonte Nova, o Bahia venceu por 2 a 1.

Últimos cinco jogos entre as equipes

Bahia 2 x 1 São Paulo – Brasileirão 2025
Bahia 0 x 3 São Paulo – Brasileirão 2024
São Paulo 3 x 1 Bahia – Brasileirão 2024
Bahia 0 x 1 São Paulo – Brasileiroão 2023
São Paulo 0 x 0 Bahia – Brasileirão 2023

Desfalques

São Paulo

O São Paulo terá diversos desfalques para o confronto, incluindo Oscar, com lesão na panturrilha; Jonathan Calleri, André Silva, Ryan Francisco e Dinenno, todos com problemas no joelho; Luan, que se recupera de lesão no adutor; Rafael Tolói, com problema no músculo posterior da coxa; Leandro, também com lesão no joelho; Cedric e Wendell, ambos com lesões no pé; e Ferraresi, que cumpre suspensão.

Bahia

O Bahia não poderá contar com Everton Ribeiro, que se recupera de cirurgia na tireoide; Caio Alexandre e Erick Pulga, ambos em transição física de lesão na coxa; e João Paulo, que trata de um problema no joelho.

 

Prováveis escalações

São Paulo
Rafael; Alan Franco, Arboleda e Sabino; Maik; Bobadilla, Pablo Maia e Enzo Díaz; Marcos Antônio; Tapia e Luciano.
Técnico: Hernán Crespo

Bahia
Ronaldo; Gilberto, Gabriel Xavier, Santiago Mingo e Luciano Juba; Jean Lucas, Acevedo e Michel Araújo; Ademir, Sanabria e Willian José.
Técnico: Rogério Ceni

 

Arbitragem

Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR)
Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Assistente 2: Michael Stanislau (RS)
VAR: Rafael Traci (SC)
Bahia e São Paulo se enfrentando em duelo pelo primeiro turno do Brasileirão 2025, na Arena Fonte Nova.
Bahia e São Paulo se enfrentando em duelo pelo primeiro turno do Brasileirão 2025, na Arena Fonte Nova. (Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia)

 

Ficha técnica

São Paulo x Bahia

Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Data: 25/10/2025 (sábado)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio do Morumbis, São Paulo (SP)
Transmissão: SporTV (TV por assinatura) e Premiere (pay-per-view)

São Paulo divulga boletim médico

O São Paulo divulgou mais um boletim médico nesta sexta-feira. Depois do primeiro divulgado, há 15 dias, quando denunciamos o crime que estava sendo cometido por estar sendo assinado por um fisioterapeuta, agora, por duas semanas seguidas, o clube divulga boletim apócrifo.

Talvez eu tenha que entender que de duas, uma: ou não há médico no DEM ou nenhum deles está querendo se comprometer.

Veja o Boletim

 

Paulo Pontes

São Paulo finaliza preparação para encarar o Bahia

O São Paulo encerrou, na tarde desta sexta-feira, no SuperCT, a preparação para o duelo contra o Bahia, válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto será disputado neste sábado, às 21h30 (de Brasília), no Morumbis.

Como foi o treino?
O elenco iniciou as atividades desta sexta-feira com um trabalho de aquecimento orientado pelos preparadores físicos, focando em mobilidade e ativação muscular. Na sequência, o técnico Hernán Crespo comandou um treino tático em campo completo, organizando a equipe em um 11 contra 11 para ajustar posicionamentos e movimentações coletivas.

O comandante também deu atenção especial às bolas paradas, tanto ofensivas quanto defensivas, buscando aperfeiçoar as execuções e a marcação nessas situações. Para encerrar, parte do grupo participou de um jogo em campo reduzido, com foco em toques rápidos, pressão na saída de bola e finalizações.

Desfalque na zaga
Nahuel Ferraresi, titular contra o Mirassol, recebeu cartão amarelo e terá de cumprir suspensão automática contra o Bahia, abrindo uma vaga na zaga tricolor. Como o São Paulo costuma atuar com três zagueiros, a tendência é que Sabino entre no time, atuando ao lado de Arboleda e Alan Franco.

 

DM lotado
O técnico Hernán Crespo enfrenta, mais uma vez, um dos maiores problemas do São Paulo nesta temporada: as lesões. Para o duelo deste sábado, o treinador não poderá contar com 11 jogadores que estão sob os cuidados do departamento médico. São eles:

Wendell (ruptura parcial da fáscia plantar do pé esquerdo)
Enzo Díaz (dores no quadril)
Cédric Soares (fratura no primeiro dedo do pé direito)
Juan Dinenno (dores no joelho direito)
Calleri (cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo)
Ryan Francisco (cirurgia para correção de ruptura no ligamento cruzado anterior e lesão meniscal no joelho esquerdo)
André Silva (lesão no ligamento cruzado posterior e estiramento no cruzado anterior do joelho direito)
Luan (lesão no músculo adutor direito)
Oscar (lesão muscular na panturrilha esquerda)
Leandro (dores no joelho esquerdo)
Rafael Toloi (lesão na região posterior da coxa esquerda)
Provável escalação do São Paulo
Desta maneira, uma provável escalação do São Paulo tem: Rafael; Alan Franco, Arboleda e Sabino; Maik; Bobadilla, Pablo Maia e Enzo Díaz; Marcos Antônio; Tapia e Luciano.

 

Márcio Carlomagno: quem é e o que faz dirigente

Em meio à crise técnica e financeira que vive o São Paulo, o presidente Julio Casares levou ao CT da Barra Funda nesta semana um reforço que não calça chuteiras, mas faz contas, preenche planilhas e que promete colocar a mão no planejamento estratégico e orçamentário do futebol para 2026.

Até então figura reservada, quase sem fotos públicas na internet, o superintendente Márcio Carlomagno é personagem bastante conhecido nos bastidores do clube, principalmente por quem frequenta o Morumbis. E, cada vez mais, se torna um nome mais comum para o torcedor. Mas quem é o braço-direito de Julio Casares?

Márcio Carlomagno e Julio Casares em viagem pelo São Paulo — Foto: Arquivo pessoal

Formado em Direito em 2018 pelo Centro Universitário FMU e com MBA em Gestão de Projetos, Carlomagno tem 44 anos, atuou profissionalmente em empresas do setor de suplementos alimentares e numa consultoria, mantendo em paralelo contribuições com o São Paulo nos últimos 21 anos.

Em seu perfil no Linkedin, rede social que concentra experiências profissionais, Carlomagno informa que no São Paulo foi assessor de futebol social, passando a funções como “administrador do estádio”, “diretor de planejamento e desenvolvimento” e “assessor da presidência” nas gestões de Carlos Miguel Aidar, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e Julio Casares. Até virar superintendente.

Carlomagno foi eleito suplente no Conselho Deliberativo em 2014, na mesma eleição que colocou Aidar na presidência. Pouco depois, assumiu oficialmente o cargo de conselheiro. Em 2020, com uma mudança no estatuto, precisou abrir mão de suas funções políticas para seguir empregado em cargo remunerado no São Paulo.

Como funcionário, participou das discussões e da implementação do FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) e tem sido peça muito presente no auxílio das decisões do presidente Julio Casares. Por isso, é visto como o favorito a ser indicado à sua sucessão.

À mesa com Belmonte
Márcio Carlomagno e Carlos Belmonte, diretor de futebol do São Paulo, dividem os mesmos espaços no CT da Barra Funda, trabalham em suas salas, vizinhas, em prol dos mesmos objetivos esportivos, mas podem estar em lados opostos nas eleições de 2026. Por isso, a movimentação de Julio Casares não tem impacto apenas no dia a dia, mas também no futuro.

Apesar de o discurso público ser de foco no presente, Carlos Belmonte e Márcio Carlomagno são vistos como possíveis candidatos à presidência na próxima eleição por grupos que formam a situação política do São Paulo – ou seja, o mesmo lado de Julio Casares. Se isso de fato se concretizar, os dois dirigentes, hoje peças-chave no planejamento de 2026, podem ser adversários.

Oficialmente, os grupos da situação decidiram adiar para março do ano que vem a decisão de quem será o candidato para tentar suceder Casares a partir de janeiro de 2027. Nos bastidores, porém, conselheiros se movimentam em busca de apoio para seus possíveis nomes. É justamente neste cenário que Belmonte e Carlomagno ficam de lados opostos.

A tendência, neste momento, é de que um não apoie o outro em caso de candidatura à presidência no fim de 2026. O ge tem ouvido, porém, que essa é uma “fotografia” do momento. Por enquanto, ninguém descarta totalmente apoiar ninguém.

Ao ge, Carlomagno explicou como será o trabalho implementado no CT da Barra Funda de olho em 2026. O objetivo é qualificar o elenco, sem que para isso o orçamento sofra alterações.

– Minha contribuição não passa por interferir em decisões de campo, que são exclusivas dos profissionais da área técnica. O que procuro é oferecer suporte de gestão, planejamento e equilíbrio, especialmente em momentos que exigem serenidade diante de pressões emocionais. O futebol é o centro da atividade do São Paulo, mas o desempenho esportivo depende, em grande parte, da solidez administrativa.

– Por isso, o foco é trabalhar com diretrizes claras e metas bem definidas. O resultado em campo importa, claro, mas ele deve ser consequência de um planejamento bem executado – explicou Carlomagno, via assessoria, ao ge.

A influência
A transição de Marcio Carlomagno das arquibancadas e do Conselho Deliberativo para o lado administrativo do clube começa com o apoio de Carlos Belmonte. Em 2014, o atual diretor de futebol tricolor foi indicado por Aidar para assumir a diretoria de estádio.

Belmonte, então, teve quatro diretores adjuntos, que são como auxiliares. Um deles era Marcio Carlomagno. Os dois eram membros do mesmo grupo político do São Paulo, o Legião.

 

Em 2017, Leco venceu a eleição que o manteve como presidente tricolor – antes, em outubro de 2015, havia sido eleito para substituir Carlos Miguel Aidar, após a renúncia sob ameaça de impeachment.

Carlomagno participou ativamente da campanha que elegeu Leco em 2017 e, em seguida, ganhou o cargo de assessor do presidente. Uma espécie de “faz-tudo” do gabinete para assuntos políticos.

Nessa função, Carlomagno cresceu internamente. Ganhou influência nos bastidores, passou a circular por outras áreas do São Paulo e se tornou figura mais conhecida entre quem frequenta o clube, ainda que sob algumas críticas internas e externas. A principal delas, de acordo com depoimentos ouvidos em condição de anonimato pelo ge, diz respeito à falta de experiência para cargos tão altos no Tricolor.

O mandato de Leco acabou em 2019, mas Carlomagno seguiu no São Paulo. A chegada de Julio Casares à presidência deu ainda mais poder a ele. Em 2024, no início do segundo mandato do atual presidente, o então assessor virou superintendente geral do clube. Um cargo que não existia.

E é justamente nesta função que Carlomagno passou a ter mais do que influência política. No cargo, participa de decisões importantes do São Paulo, com papel de relevância na construção do orçamento, implementação do FIDC e outras medidas financeiras.

Assim, virou o braço-direito de Julio Casares.

Os efeitos políticos
A ida de Carlomagno para o CT da Barra Funda tem efeitos políticos nos bastidores do São Paulo. Os mais críticos ao superintendente e a Julio Casares ouvidos pelo ge entenderam que o movimento enfraquece Carlos Belmonte e dá poder ao aliado do presidente.

Por outro lado, os dirigentes mantêm uma relação cordial no dia a dia. O atual diretor de futebol tricolor continua com as mesmas atribuições, ainda que, para diversos conselheiros, a chegada de Carlomagno tenha tirado força de Belmonte, justamente porque o principal aliado do presidente está mais próximo. Oficialmente, nada mudou.

Belmonte confidencia a pessoas próximas de seu grupo político, o Legião, que não pensa em deixar o cargo de diretor de futebol e que não se sente enfraquecido no São Paulo. Qualquer decisão sobre mudança no comando do principal departamento tricolor teria de partir, neste momento, de Casares.

Em meio à chegada do superintendente ao CT da Barra Funda, a relação entre Casares e Belmonte continua fria. Os antigos aliados políticos se afastaram nos últimos meses.

Um dos principais pontos de discordância entre eles é a criação de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) para Cotia. O diretor de futebol é contra, enquanto o presidente é um entusiasta – com o apoio de Carlomagno.

Hoje, o superintendente geral não pode ser presidente do São Paulo. Para concorrer ao cargo, ele precisaria, primeiro, ser eleito conselheiro na eleição do fim do ano que vem, 15 dias antes do pleito que define o próximo mandatário. E para ser eleito conselheiro, tem de abrir mão do cargo remunerado.

A pouco mais de um ano da eleição, o São Paulo tem no dia a dia de seu departamento de futebol dois agentes que podem estar em lados opostos na briga pela presidência do clube no próximo triênio.

 

Fonte: Globo Esporte

São Paulo perde todos centroavantes do elenco por lesão

O São Paulo, neste momento, não tem nenhum centroavante à disposição para oferecer ao técnico Hernán Crespo. O último a entrar na lista de desfalques do Tricolor para o setor foi Juan Dinenno.

Com dores no joelho direito, o atacante contratado justamente para suprir problemas no setor foi submetido a uma artroscopia na última quarta-feira. O procedimento cirúrgico é considerado simples e não vai tirar Dinenno de muitas partidas, já que não há uma lesão, mas o centroavante já perdeu os jogos contra Mirassol e Grêmio por causa do problema.

Antes, o São Paulo já havia perdido seus outros três centroavantes: Calleri, Ryan Francisco e André Silva, todos com lesões muito mais graves e um prazo maior de recuperação. Apenas Dinenno volta a jogar nesta temporada.

O primeiro a entrar no departamento médico foi Calleri. O camisa 9 do São Paulo rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em abril, durante a partida contra o Botafogo, no Nilton Santos.

André Silva, então, assumiu a titularidade e até se tornou o artilheiro do time na temporada, com 14 gols. Em agosto, porém, teve o mesmo azar de Calleri: sofreu duas lesões ligamentares no joelho direito e entrou no departamento médico.

Além das duas principais opções, o São Paulo perdeu outra alternativa para fazer a função de camisa 9: Ryan Francisco. Uma das maiores promessas das categorias de base do Tricolor, o garoto teve uma ruptura do ligamento cruzado anterior e uma lesão no menisco do joelho esquerdo.

As lesões dos três centroavantes foram, inclusive, decisivas para Dinenno passar a ter mais espaço no São Paulo. A pedido de Zubeldía, ele foi contratado em junho. Logo, porém, o treinador argentino deixou o clube, e o centroavante não agradou a Crespo.

Sem seus centroavantes à disposição, o São Paulo tem ido a campo com dois atacantes mais móveis, que não ficam tão parados perto da área. Luciano e Tapia formam a dupla titular atual, que já teve também Ferreira e Rigoni.