Entenda por que Crespo deixa futuro indefinido no São Paulo

Apesar de ter contrato válido até o final de 2026, Hernán Crespo ainda deixa seu futuro no São Paulo indefinido. Com o Tricolor ainda em busca de uma vaga na Conmebol Libertadores do ano que vem, o argentino prefere não dizer, ao menos publicamente, que vai começar o próximo ano no Morumbis.

A postura nas declarações são-paulino mudou de algumas partidas para cá. Quando chegou ao Tricolor, Crespo evitava responder perguntas que não falassem exclusivamente sobre o time. Agora, o treinador tem pontuado questões que o desagradam e, sempre com postura de muita educação e cordialidade, demonstrado situações que podem prejudicar a equipe.

Após a partida contra o Grêmio, quando não pode contar com Oscar, Cédric Soares e Enzo Díaz, todos lesionados durante a semana de treinamentos, e depois perdeu Wendell aos dez minutos de jogo, também por lesão, Crespo desabafou.

– Aqui acontecem coisas inacreditáveis.
Não era a primeira vez que o treinador precisava enfrentar problemas para escalar o time. Na semana do jogo de volta das quartas de final da Conmebol Libertadores, por exemplo, o treinador também perdeu Ferraresi e Marcos Antônio.

Crespo não apontou responsáveis por tantas lesões em sequência no clube, mas deixou no ar que a frequência dos ocorridos prejudica seu trabalho.

– Tentamos fazer o melhor possível, tentar se adaptar ao que acontece no dia a dia, e no São Paulo acontece muitas coisas durante o dia a dia.

Outro tema que foi abordado pelo treinador foi a dificuldade do time em digerir derrotas, como a do Palmeiras. Em entrevistas recentes, ele desabafou e usou tom de cobrança, indicando a necessidade de uma autocrítica geral, mesmo demonstrando confiança no elenco.

Um dos pontos citados por Crespo foi a necessidade de resgatar a forma de jogar e a postura do time do período que chegou ao clube. Mas, mesmo no auge de sua insatisfação, Crespo não procurou culpados nem quando citou erros individuais cometidos que culminaram em derrotas.

A indisponibilidade do Morumbis nas quatro partidas restantes como mandante na temporada foi citada pelo treinador. Ele revelou que tinha conhecimento dessa possibilidade desde sua contratação, mas ressaltou que o tema deve ser repensado para a próxima temporada.

– É uma decisão que já foi feita. Em dezembro eu posso dar minha opinião do que eu acho que deveríamos fazer e vamos ver se eles vão aceitar ou não.

Diante desse cenário de dificuldade, a permanência de Crespo para a temporada 2026 ainda é uma incógnita. Condições melhores de trabalho, melhor estrutura e processos de dia a dia, podem pesar para a permanência do comandante, que já demonstrou ter convicção em sua forma de jogar.

São Paulo escolhe a Vila Belmiro para jogos da reta final do Brasileirão

O São Paulo confirmou nesta segunda-feira que fará seus quatro jogos finais como mandante no Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro, estádio do Santos.

Estádio são-paulino, o Morumbis receberá uma série de shows no próximo mês que vai afastar a equipe de sua casa. Os jogos na Vila serão contra Flamengo, Red Bull Bragantino, Juventude e Internacional.

Veja as datas dos jogos do São Paulo na Vila:

5/11 – São Paulo x Flamengo (32ª rodada)
8/11 – São Paulo x Red Bull Bragantino (33ª rodada)
23/11 – São Paulo x Juventude (35ª rodada)
3/12 – São Paulo x Internacional (37ª rodada)

Na partida contra o Bahia, que marcou a despedida do Morumbis na temporada, o estádio já teve sua capacidade reduzida por causa do início da montagem do palco para o show da banda Imagine Dragons, que vai se apresentar na casa tricolor na sexta-feira e no sábado.

O estádio do São Paulo receberá a banda americana nos dias 31 de outubro e 1º de novembro para dois shows.

Veja abaixo a agenda musical do Morumbi:

Imagine Dragons: 31 de outubro e 1º de novembro;
Linkin Park: 8 de novembro;
Dua Lipa: 15 de novembro;
Oasis: 22 e 23 de novembro.
A tabela do Brasileirão a partir da 34ª rodada ainda não foi desmembrada, ou seja, as datas dos jogos contra Juventude e Inter podem ser alteradas para um ou dois dias para frente ou para trás.

Luciano salta para a artilharia do São Paulo na temporada

O último sábado foi especial para Luciano. O atacante balançou as redes na vitória do São Paulo por 2 a 0 sobre o Bahia, no Morumbis, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, e alcançou uma marca expressiva: 100 gols com a camisa tricolor.

Além do feito histórico, o camisa 10 chegou a 14 gols na temporada, igualando André Silva no topo da artilharia do time em 2025. O atacante também soma sete assistências em 50 partidas, sendo uma das principais figuras ofensivas do elenco comandado por Hernán Crespo.

André Silva, por sua vez, não deve voltar a atuar neste ano. O centroavante se recupera de uma lesão no ligamento cruzado posterior e um estiramento no ligamento cruzado anterior do joelho direito, sofrida em agosto, e segue em tratamento. Com isso, Luciano tem caminho aberto para assumir isoladamente a artilharia tricolor na reta final da temporada.

O gol do atacante saiu logo aos sete minutos do primeiro tempo, após boa jogada pela direita entre Maik e Lucas Moura. O cruzamento rasteiro encontrou Luciano, que bateu de primeira, no ângulo, para abrir o placar e chegar à centésima comemoração pelo clube.

Curiosamente, o último jogador a atingir os 100 gols pelo São Paulo havia sido Rogério Ceni, em 2011, contra o Corinthians. Neste sábado, o atual técnico do Bahia estava no banco adversário, presenciando o feito do camisa 10 de seu ex-clube.

Luciano se junta agora a um seleto grupo de 20 nomes que alcançaram a marca centenária com a camisa tricolor, entre eles Friedenreich, Leônidas, Serginho Chulapa, Raí, Muller, França e Luis Fabiano.

São Paulo fecha temporada no Morumbi com bom aproveitamento

A vitória por 2 a 0 sobre o Bahia, no último sábado, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcou o encerramento da temporada do São Paulo no Morumbis. O resultado confirmou um bom desempenho do Tricolor em casa ao longo de 2025, com 62,9% de aproveitamento nos 21 jogos disputados no estádio.

Foram 15 vitórias, seis empates e seis derrotas no total, somando todas as competições. No Campeonato Brasileiro, o rendimento foi um pouco menor, mas ainda positivo: oito vitórias, três empates e quatro derrotas em 15 partidas, o que representa 60% de aproveitamento.

O Morumbis voltou a ser um trunfo importante para o São Paulo em diversas fases da temporada, especialmente no Paulistão com Zubeldía e nos duelos iniciais com Hernán Crespo, quando a equipe manteve boa sequência de resultados diante da torcida. Ainda assim, o estádio também foi palco de momentos de frustração, como a eliminação nas quartas de final da Libertadores, diante da LDU.

Além disso, o Tricolor foi derrotado em três partidas consecutivas no Morumbis pela primeira vez em nove anos. A sequência incluiu: LDU (1 a 0) pela Libertadores, além de Ceará (1 a 0) e Palmeiras (3 a 2) pelo Brasileirão.

Entenda por que o Morumbis não será usado
Restando quatro jogos como mandante até o fim do Campeonato Brasileiro, o Tricolor deverá adotar a Vila Belmiro como sua casa, já que o Morumbis receberá uma série de shows nas próximas semanas.

O estádio do São Paulo terá shows da banda Imagine Dragons nos dias 31 de outubro e 1 de novembro. Já no dia 8 de novembro a atração será Linkin Park. Por isso, os duelos com Flamengo e Red Bull Bragantino acontecerão na Vila Belmiro.

Há ainda apresentações da cantora Dua Lipa, no dia 15 de novembro, e da banda Oasis, nos dias 22 e 23 de novembro, marcadas para acontecer no Morumbis. Desta forma, o confronto do Tricolor com o Juventude também será realizado no estádio do Santos.

A partida contra o Internacional, que tem como data base dia 3 de dezembro, acontecerá cerca de dez dias depois do último show da banda Oasis, porém, como o gramado estará bastante castigado pela quantidade de eventos no Morumbis, o São Paulo deve ter de recorrer a outro estádio, já que o plano é fazer a troca completa da superfície.

Bahia pode usar dívida do São Paulo para viabilizar compra de Nestor

O Bahia tem uma “carta na manga” para tentar manter Rodrigo Nestor em definitivo para a próxima temporada. Emprestado pelo São Paulo até o fim de 2025, o meia caiu nas graças de Rogério Ceni e se consolidou como um dos principais nomes do time baiano, o que levou o clube a estudar alternativas para viabilizar sua permanência.

O Bahia tem interesse em negociar com o São Paulo a compra do meio-campista, estipulada em 4,5 milhões de euros (cerca de R$ 28,1 milhões, na cotação atual). A ideia do clube nordestino, desta maneira é aproveitar uma pendência financeira entre o Tricolor paulista e o Grupo City, dono do Bahia, para facilitar o acordo.

A dívida em questão se refere à compra do zagueiro Nahuel Ferraresi, concretizada em janeiro de 2024. Na época, o São Paulo desembolsou 4,3 milhões de euros (aproximadamente R$ 26,9 milhões) e parcelou o pagamento em três anos. A possibilidade de abater parte desse valor na negociação por Nestor é vista como uma “engenharia financeira” que poderia auxiliar nas conversas entre os clubes.

Rodrigo Nestor, emprestado ao Bahia, em duelo diante do São Paulo, no Morumbis, pelo Brasileirão.
Rodrigo Nestor, emprestado ao Bahia, em duelo diante do São Paulo, no Morumbis, pelo Brasileirão. (Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia)

Apesar da movimentação nos bastidores, o Bahia ainda não abriu negociação oficial com o São Paulo. No Morumbis, a diretoria já considera provável a saída definitiva do meia, que não deve fazer parte dos planos da equipe para 2026.

Emprestado no início da temporada, Nestor custou ao Bahia cerca de 1,5 milhão de euros (R$ 9,4 milhões na época), valor pago para garantir o empréstimo, além do compromisso de arcar integralmente com os salários do jogador. Aos 25 anos, o meio-campista respondeu bem: soma sete gols e seis assistências em 44 jogos, consolidando-se como peça fundamental no esquema de Ceni.

Sócio de fundo diz que São Paulo está “no caminho” para reduzir dívida

O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) que o São Paulo montou para levantar R$ 240 milhões completou um ano neste mês de outubro. A medida é uma alternativa encontrada pela gestão Julio Casares, com apoio de especialistas no mercado financeiro, para acertar o caixa do clube diante das dívidas.

Em um relatório já divulgado pela Outfield, que, em parceria com a Galápagos, tem cuidado do FIDC do Tricolor, foi possível notar uma redução de R$ 56 milhões nas dívidas totais, sendo as com bancos o carro-chefe. O saldo negativo passou de R$ 968 milhões para R$ 912 milhões, e uma mudança de R$ 259,26 milhões para R$ 215,86 milhões em dívidas bancárias.

Em entrevista exclusiva ao ge após palestrar para empresários em Ribeirão Preto (SP), Pedro Oliveira, sócio-fundador da Outfield, disse ser possível o clube iniciar 2026 devendo menos que R$ 900 milhões.

– Essa reversão do passivo oneroso está acontecendo de forma mais substancial. A trajetória está em andamento. É difícil dizer um número exato, mas tenho confiança de que, quando o resultado de 2025 for reportado, a dívida estará abaixo de R$ 900 milhões, acredito que na casa de R$ 800 milhões, com um movimento importante nessa direção – afirmou.

A avaliação de Pedro é que, passado o primeiro ano do FIDC do São Paulo, o processo está dentro do esperado, embora também acredite que poderia estar numa situação um pouco mais avançada.

– É um processo complexo. Estamos falando de um clube com 20 milhões de torcedores, uma empresa que tem um faturamento de quase R$ 1 bilhão, com uma dívida de valor relevante. Não é um processo simples. É um processo que demanda muita gente, demanda muito braço, muito pulso. A conclusão é: a gente poderia estar num estágio mais avançado? Acho que sim. Mas estamos satisfeitos com o que estamos vendo nos últimos 12 meses em termo de evolução interna do clube, de o clube entender que está num momento de reestruturação.

A operação do FIDC também exige dos gestores do clube compromissos e regras de governança para que os negócios caminhem de forma sustentável em contrapartida ao aporte de R$ 240 milhões. Por exemplo:

Limite para gasto/investimento no futebol: o menor valor entre 50% da receita bruta anual e R$ 350 milhões;
Limite para salários da administração do clube: o menor valor entre 4% da receita bruta anual e R$ 25 milhões;
Vedação para novas dívidas, empréstimos ou obrigações financeiras em valor superior a R$ 10 milhões no mesmo trimestre, sem aprovação do comitê de crédito do fundo;
Vedação para cessão, desconto ou oneração de recebíveis (receitas futuras) de titularidade do clube, sem autorização do fundo;
Obrigação de apresentar superávit (lucro) ao final de todos os exercícios a partir do ano terminado em 31 de dezembro de 2025.

– Por isso, no começo do ano o clube precisou fazer adequações no elenco, com dispensa de atletas, empréstimos, vendas, e dar uma enxugada no elenco. Além da questão do teto, há a necessidade de gerar um superávit para que o clube mostre que é capaz de gerar caixa, por isso a necessidade de fazer vendas de atletas que a gente entende que causa insatisfação no torcedor, mas estamos olhando para o longo prazo. A venda foi para gerar receita ou contribuir para o superávit. A gente está em um filme. Não dá para olhar a foto desses primeiros 12 meses. É um filme de quatro anos e meio.

– Entendo que é difícil ter paciência nesse período, ainda mais quando se tem rivais como Palmeiras e Flamengo que já passaram por esse processo há 12 anos, já com mais capacidade financeira e você tem que correr atrás, mas as coisas estão no caminho. Quando olharmos os resultados de 2025 lá em março de 2026 teremos sinais de melhoria da situação do clube – analisou Pedro Oliveira.

Gastos no Departamento de Futebol
Para Pedro Oliveira, o teto de R$ 350 milhões para o Departamento de Futebol é possível de ser cumprido, mas, caso seja furado em uma quantia pequena, é aceitável. O que não está em discussão é o clube ultrapassar os valores propostos em uma quantidade exacerbada.

– Ainda que tenhamos essa conversa em janeiro de 2026 e o clube tiver furado o teto, a nossa visão quanto gestores é de que a trajetória é correta, uma trajetória de correção de custos, tentativa de ser mais eficiente nos investimentos e finanças. É um processo. Acredito que é possível que o clube se adeque a esse número de R$ 350 milhões, mas caso não se adeque, passa por pouco. Ano passado o clube gastou R$ 470 milhões. Então, temos um delta de R$ 120 milhões, que já representa uma melhora.

– Tem que ser uma melhora relevante. Se chegar em dezembro e reportar que gastou R$ 450 milhões, ninguém vai ficar satisfeito com isso, porque não é uma melhora que faz sentido. Mas a gente vê muito trabalho, sobretudo do Márcio Carlomagno, que é o superintendente geral do clube, junto com a equipe dele, para caminhar nessa direção.

ge – Como foi a procura do São Paulo?

Pedro Oliveira: A gente começou o processo que começou na estruturação do FIDC em meados de 2023, antes de o São Paulo ganhar a Copa do Brasil. Naquele momento, a gestão Casares nos chamou para conversar porque já havia um diagnóstico de que, em 2024, uma questão importante de fluxo de caixa, um eventual furo de fluxo de caixa, com endividamento aumentando. Um endividamento que, no caso do São Paulo e de vários outros clubes, é um endividamento caro, de algo superior a 20% ao ano, de contrato de curta duração.

– A dor deles, quando nos procuraram em meados de 2023, era justamente conseguir estruturar algum projeto que ajudasse o clube a passar por esse processo mais duro. Nossa sugestão, depois de fazer o nosso diagnóstico, junto com o pessoal da Galapagos, que são nossos parceiros na operação criou uma ferramenta como o FIDC, dentro desse processo mais amplo de reestruturação financeira do clube, para que o clube tivesse uma ferramenta de financiamento mais eficiente.

– O que isso quer dizer? É um fundo do São Paulo e permite que o São Paulo antecipe diversos recebíveis, diferente de operações pontuais que o São Paulo vinha fazendo com bancos, em que ele bate no banco A, B ou C com contrato de patrocínio e fala: “Quero R$ 5 milhões e dou esse contrato de garantia para que daqui 12 meses a gente renegocie isso”. O FIDC é uma estrutura permanente em que você pode ir descontando novos recebíveis conforme eles vão sendo criados de acordo com uma regra pré-definida. Pelo fato de o fundo ter uma precificação pré-definida indexada ao CDI, isso permite que o clube tenha um planejamento financeiro mais assertivo na hora de fazer orçamento, etc.

– Primeiro pensamos no ferramental, para que fosse mais eficiente do ponto de vista financeiro. É um FIDC com duração de quatro anos e meio para que o clube tenha tempo de passar por essa reestruturação financeira, e aí entra a parte mais aguda do negócio. Não é simples estar numa situação em que o clube tenha R$ 900 milhões de dívidas, com quase R$ 900 milhões de receita. Tem, sim, uma geração de caixa interessante, mas ainda não suficiente para remunerar e amortizar as dívidas. O objetivo foi trazer dinheiro novo, por meio do FIDC, para que o clube pudesse começar a amortizar o passivo oneroso, as dívidas mais caras. Fazendo isso, ele começa a reduzir o que ele gasta de despesa financeira, com juros. Ele vai se desalavancando, conseguindo fazer com que ele tenha mais dinheiro em caixa para reinvestir no futebol.

– A premissa toda foi que essa ferramenta, em quatro anos e meio para ter tempo nesse processo, baratear o custo de capital do São Paulo, alongar a duração dos contratos, saindo de contratos com duração média de um ano para um contrato com o fundo de duração de quatro anos e meio, e trazer, junto desse processo, as inovações de governanças para o âmbito do clube. É um ponto importante, que sempre foi debatido com a gestão e a gestão está trabalhando junto com a gente desde a implementação do fundo, são melhorias no modus operandi da gestão.

Qual o período de reuniões?

– A gente tem um comitê nosso, do fundo, em que a gente se reúne semanalmente. A gente olha a carteira do fundo, como está o trânsito de dinheiro, a entrada dos recebíveis, o valor das cotas, do fundo, trabalho mais operacional nosso. Com o São Paulo, a gente tem uma agenda mensal em que nós participamos junto com a Galápagos e o clube. E, sempre que a gente tem algum aporte, desembolso a ser feito, temos um comitê extraordinário.

– Por exemplo, caso o São Paulo levante a mão e fale que tem um recebível novo para antecipar por meio do fundo, a gente faz uma reunião extraordinária para entender o que é esse recebível, aprovar ou não aprovar, e seguir adiante. Mas, via de regra, é um encontro mensal e, no dia a dia, a gente está em contato contínuo com o Márcio Carlomagno.

O último relatório diz que 240 milhões foram captados e que até o momento R$ 135 milhões foram alocados no caixa do clube, com outros R$ 105 milhões que serão usados conforme o clube apresente novos recebíveis elegíveis à antecipação. Como isso funciona exatamente?

– Quando a operação foi aprovada, em outubro do ano passado, o trabalho que a gente fez foi um trabalho de estruturação física do fundo, estruturação jurídica, de registro nos órgãos competentes e a captação dos R$ 240 milhões junto dos investidores. O ponto é que, como a gente está falando desse filme que vai durar quatro anos e meio, esses R$ 240 milhões não são todos alocados, aportados pelos investidores porque o clube ainda não apresentou os recebíveis. O que o investidor assina com a gente é um compromisso de investimento conforme a gente chame capital, como diz o jargão do mercado financeiro, conforme a gente demande capital.

– Neste momento, o que aconteceu nos últimos 12 meses, o São Paulo apresentou recebíveis correspondentes a esses R$ 135 milhões e a gente foi chamando o capital comprometido dos investidores à medida que os recebíveis foram apresentados. A gente ainda tem esses R$ 105 milhões já captados, comprometidos e que, dentro do planejamento, conforme novos recebíveis são apresentados, a gente chama o dinheiro dos investidores e aloca no caixa do clube.

Qual o perfil de investidor no FIDC?

– Ele é para investidor qualificado. Na prática, é um investidor de mercado financeiro, institucional. A gente conseguiu trazer investidores institucionais muito habituados a fazer esse mesmo tipo de operação de FIDC, operações de crédito, em outros mercados, como no agro, imobiliário, saúde. Agora, fizeram também no futebol. São fundos super tradicionais que, pela primeira vez, viram no futebol uma oportunidade de fazer no futebol uma operação estruturada dessa natureza. Temos capital só de investidor institucional, não temos de pessoa física. Como já temos os R$ 240 milhões captados, neste momento não tem mais espaço para nenhum investidor, mas a prática é para pessoas físicas.

O relatório diz que o dinheiro foi usado no abatimento de dívidas e que R$ 39 milhões foram devolvidos aos investidores. Como funciona o pagamento para os investidores? Tem prazo?

– Tem um prazo preestabelecido. A gente tem períodos em que esse capital é devolvido ao investidor, já validado dentro da estrutura desde o momento que ela foi iniciada, considerando a taxa pré-estabelecida. Isso acontece periodicamente dentro do que desenhamos e o o São Paulo aprovou.

O FIDC vai levar o São Paulo para qual patamar? Palmeiras, Flamengo ou é muito cedo?

– A expectativa é de que o clube possa ser cada vez mais competitivo por meio da organização ou nesse processo de reestruturação financeira. O ponto todo é que hoje, e isso é um ponto positivo na história toda, é que no mercado do futebol é transacionado mais dinheiro. Diferente de quando Palmeiras e Flamengo fizeram o processo deles de recuperação financeira. Hoje há um volume de dinheiro transacionado muito maior que permite que o processo do São Paulo dure quatro anos e meio ou menos, diferentemente do Palmeiras, que durou seis anos, e do Flamengo, que durou cinco anos, desde que as coisas sejam bem executadas.

– A gente espera que, na hora que a gente sair do outro lado do processo, o clube esteja saneado do ponto de vista de endividamento, com a possibilidade de usar o caixa que ele já gera, para reinvestir na operação principal dele, que é o futebol. A gente enxerga, sim, um clube que vai ser mais competitivo em dois, três, quatro anos, do que ele é hoje. Pelo menos no papel, ter mais capacidade de fazer investimentos no futebol profissional e de base.

– Mas entra a beleza do futebol, que a gente sempre fala, que a matemática não é exata. Pode fazer tudo certo fora de campo, ter uma boa capacidade de investimento, e ainda assim não ter resultado, como o Palmeiras com a LDU (no jogo de ida da semi da Libertadores), com essa derrota bem inesperada.

E o fundo de Cotia?

– A gente não tem muito o que falar, porque foi a Galápagos que tratou direto com o São Paulo. O que posso dizer, na minha opinião, é de que foi uma forma criativa do clube continuar esse processo de reestruturação financeira, de injeção de nova governança, de inovação, de capitalização. Entendo toda a questão polêmica em torno do tema. Acho que o tema tem que ser melhor explicado, é super importante, mas vejo uma maneira criativa de o clube trabalhar os ativos que tem.

O FIDC vai além da gestão Casares, certo?

– O fundo tem duração de quatro anos e meio e, como foi aprovado em Conselho, é um fundo do São Paulo, não da Outfield, da Galápagos, ou do Júlio Casares. Ele continua pelos quatro anos e meio a menos que o São Paulo queira liquidar o fundo ou o São Paulo não cumpra com alguns requisitos que a gente previu e a gente entenda que vale a pena liquidar o fundo.

Como foi estipulado o tempo de quatro anos e meio?

– O tempo foi estabelecido com base nas projeções que a gente fez, entendendo que é um período suficiente para que o São Paulo reduza o endividamento e gere o caixa esperado.

Ao final do período, você acredita que a dívida estará 100% zerada?

– No futebol, é mais difícil falar de dívidas porque a gente fala de grandes números como se eles fossem habituais. Mas, em qualquer setor da economia, o endividamento pode ser saudável, se bem controlado. Se souber usar alavancagem com bom curso de capital para fazer o certo e não dar passo maior que a perna não tem problema nenhum. O que a gente enxerga é um clube saneado, estável e que pode voltar, sim, para um patamar de dívida que caiba no DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) dele, que consiga ter uma dívida gerível, que não comprometa a saúde financeira.

 

Fonte: Globo Esporte

Nota do PP: vou resumir essa redução da dívida apontada pela diretoria, mais uma vez: não pagamento de INSS, Imposto de Renda e FGTS de funcionários desde janeiro, com o dinheiro retido na folha sendo destinado a pagamento de juros bancários. Logo, redução da dívida. Redução?????

Elenco ganha folga dupla após vencer o Bahia e treinar no domingo

O elenco do São Paulo ganhou uma folga dupla da comissão técnica após vencer o Bahia por 2 a 0, no último sábado, no Morumbis, e trabalhar no domingo, no CT da Barra Funda.

O técnico Hernán Crespo decidiu dar um descanso aos seus jogadores, uma vez que a próxima partida do São Paulo acontece apenas no domingo, às 20h30 (de Brasília), contra o Vasco da Gama, em São Januário.

Neste domingo, o elenco tricolor foi dividido. Os atletas que atuaram na maior parte do tempo contra o Bahia fizeram apenas trabalhos regenerativos nas dependências internas do CT.

Já os demais integrantes do elenco foram a campo para enfrentar jovens das categorias de base do São Paulo em um coletivo de 11 contra 11 utilizando toda a extensão do gramado.

Para o confronto com o Vasco, a esperança é de que Rafael Toloi volte a ser relacionado, já que participou do treino deste domingo sem restrições após se recuperar de uma lesão na região posterior da coxa esquerda.

Em contrapartida, Luciano e Maik são desfalques certos para o duelo com o Cruzmaltino, já que ambos receberam cartão amarelo contra o Bahia e terão de cumprir suspensão automática.

Sabino cresce com Crespo e acirra disputa na zaga do São Paulo

Sabino é um dos atletas mais acionados pelo técnico Hernán Crespo no São Paulo. De renegado a peça importante do Tricolor, o zagueiro participou de 22 dos 24 jogos da equipe sob o comando do treinador argentino.

Apenas Bobadilla tem números equivalentes ao de Sabino. O zagueiro foi titular em 17 dos 24 jogos que disputou e se estabeleceu como uma das primeiras opções pelo lado esquerdo da defesa são-paulina.

Sabino foi contratado no início do ano passado como uma aposta. O jogador estava utilizando as dependências do CT da Barra Funda para se recuperar de uma cirurgia no pé esquerdo e assinou um contrato inicial válido somente até junho de 2024, com possibilidade de prorrogação até o fim do ano.

Fato é que em três meses Sabino convenceu a diretoria de que poderia ser útil ao São Paulo e posteriormente acabou assinando um novo contrato válido até o fim de 2026.

Sabino agrada Hernán Crespo sobretudo pela sua qualidade na saída de bola. O zagueiro costuma ser uma peça de desafogo na defesa pela sua capacidade de dar bons passes verticais e até mesmo arrancar com a bola, furando as linhas de marcação adversárias.

Com o retorno de Ferraresi e possivelmente de Rafael Toloi para a partida contra o Vasco, a comissão técnica são-paulina terá todas as cinco opções para a zaga disponíveis. Resta saber se Sabino seguirá entre os titulares.

Entenda por que São Paulo não deve mais jogar no Morumbi em 2025

A vitória por 2 a 0 sobre o Bahia, no último sábado, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro provavelmente foi a última partida do São Paulo no Morumbis em 2025.

Restando quatro jogos como mandante até o fim do Campeonato Brasileiro, o Tricolor deverá adotar a Vila Belmiro como sua casa, já que o Morumbis receberá uma série de shows nas próximas semanas.

O estádio do São Paulo terá shows da banda Imagine Dragons nos dias 31 de outubro e 1 de novembro. Já no dia 8 de novembro a atração será Linkin Park. Por isso, os duelos com Flamengo e Red Bull Bragantino acontecerão na Vila Belmiro.

Há ainda apresentações da cantora Dua Lipa, no dia 15 de novembro, e da banda Oasis, nos dias 22 e 23 de novembro, marcadas para acontecer no Morumbis. Desta forma, o confronto do Tricolor com o Juventude também será realizado no estádio do Santos.

A partida contra o Internacional, que tem como data base dia 3 de dezembro, acontecerá cerca de dez dias depois do último show da banda Oasis, porém, como o gramado estará bastante castigado pela quantidade de eventos no Morumbis, o São Paulo deve ter de recorrer a outro estádio, já que o plano é fazer a troca completa da superfície.

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, já declarou publicamente que está disposto a ceder a Vila Belmiro por uma quarta vez ao São Paulo, embora o acordo entre os dois clubes permita que um use o estádio do outro em três oportunidades.

O Santos já atuou como mandante no Morumbis duas vezes, contra Vasco e Juventude. Resta ao Peixe fazer mais uma partida na casa são-paulina.

Já o Tricolor irá jogar na Vila Belmiro contra o Flamengo, no dia 5 de novembro, contra o Red Bull Bragantino, no dia 8 de novembro, além de Juventude e Internacional, duelos ainda sem dia e horários definidos, mas que têm como data base os dias 23 de novembro e 3 de dezembro, respectivamente.

São Paulo se reapresenta com Toloi participando de coletivo

O São Paulo se reapresentou na manhã deste domingo após a vitória por 2 a 0 sobre o Bahia, no Morumbis, pelo Campeonato Brasileiro. O dia de trabalho foi marcado por um coletivo entre os profissionais e os jovens de Cotia.

Os atletas que atuaram na maior parte do tempo contra o Bahia realizaram exercícios regenerativos nas dependências internas do CT da Barra Funda.

Já aqueles que entraram no decorrer do duelo deste sábado e os não utilizados enfrentaram 15 atletas das categorias de base do São Paulo em um coletivo de 11 contra 11 utilizando toda a extensão do gramado.

Rafael Toloi foi a grande novidade do trabalho. O zagueiro, que se recupera de uma lesão na região posterior da coxa esquerda, participou do coletivo sem restrições, dando mais um passo em seu processo de recuperação.

Toloi já havia sido liberado pelo Departamento Médico e vinha trabalhando nos últimos dias sob os cuidados dos preparadores físicos em seu processo de transição para o gramado.

Ferraresi, que desfalcou o São Paulo contra o Bahia por acúmulo de cartões amarelos, também participou do treino coletivo contra os jovens de Cotia e pode retornar ao time já na próxima rodada, contra o Vasco, no Rio de Janeiro.

O elenco do São Paulo ganhou dois dias de folga e se reapresentará na quarta-feira, iniciando a preparação para o próximo compromisso da temporada, que será um confronto direto por uma vaga na Libertadores.