Especialista diz que SP pode ter de renegociar travas de FDIC

Se até um ano atrás muitos torcedores do São Paulo nunca tinham ouvido falar sobre Fundo de investimento em Direitos Creditórios, o termo FIDC acabou se tornando popular nas entrevistas de dirigentes e nos comentários sobre os impactos causados no dia a dia do clube do Morumbis.

O relatório de setembro divulgado pela Outfield, que, em parceria com a Galápagos, tem cuidado do FIDC do Tricolor, mostrou redução de R$ 56 milhões nas dívidas totais, sendo as com bancos o carro-chefe. O saldo negativo passou de R$ 968 milhões para R$ 912 milhões, e uma mudança de R$ 259,26 milhões para R$ 215,86 milhões em dívidas bancárias.

Para tratar sobre o tema, o ge conversou com Luis Fernando Pessoa, tutor do curso de Gestão de Futebol da CBF Academy e especialista em Mercado de Capitais.

Quem é: Luis Fernando Pessoa é um especialista em Mercado de Capitais, M&A, Turnaround e operações estruturadas. Com experiência como C-level em instituições financeiras, é conselheiro de empresas e startups. Tutor do Curso de Gestão de Futebol da CBF Academy, é Chairman do DIS – Distrito de Inovação e Sustentabilidade – ESG e sócio fundador da HUB Esportes. Formado em Administração, tem cursos em Gestão Financeira, Governança e Gestão de Futebol pela CBF Academy.

Na visão dele, os covenants (cláusulas restritivas) podem estar sufocando a gestão no dia a dia. O futebol, por exemplo, tem de gastar no ano o menor valor entre 50% da receita bruta e R$ 350 milhões. Segundo o relatório da Outfield, houve um desacordo de 31% nos três primeiros trimestres.

– Esse FIDC em particular é um produto bom, não quero negar isso, mas o regulamento está penalizando a gestão, o que dificulta ele de cumprir as promessas do covenant. Se você tivesse feito um FIDC com uma carência de dois anos, não teria problema, é o mesmo produto, mas assim você está com suas receitas todas dentro da operação e comprometidas.

– A questão não é FIDC, é como se negociou. Tanto que com pouco tempo de FIDC já foi ao mercado buscar dinheiro (empréstimo de R$ 50 milhões). Acelerou a venda de jogadores em 2,4x em relação ao previsto. As vendas foram no momento certo ou na necessidade? Para cumprir a liquidez que deram ao investidor para se conseguir essa taxa (CDI + 5% a.a), o fundo está sacrificando o caixa do clube – observou.

– Difícil falar o que pode estar acontecendo, mas impressão que tenho é que estão agora negociando os covenants. O São Paulo é uma incubadora de atletas espetacular, mas há um prazo para que o atleta chegue ao mercado. O São Paulo já acelerou vendas, precisará melhorar patrocínios e outras receitas. Tem tempo para fazer tudo isso? Os recebíveis vão cair. Imagino que já comecem a ter que trabalhar as cláusulas covenant para não ter de liquidar o fundo.

No papo com o ge, Luis Fernando Pessoa elogia todos os covenants (cláusulas restritivas) que foram impostos pelo fundo, mas diz que eles poderiam ter sido implementados pelo São Paulo como um modelo de gestão sem que o clube tivesse se comprometido com o FIDC.

– A gente tem exemplos positivos por aí como Flamengo e Palmeiras. É gestão pura. Não tem o que falar diferente disso. O que o Covenant fala é aquilo que se ouviria se você fosse contratar um profissional para fazer a reestruturação de um clube, é para criar aquelas metas mesmo. Mas a forma como é o FIDC impactou na liquidez do clube. O que me parece é que o remédio foi demais.

Outfield tem visão positiva
Em entrevista ao ge há cerca de 20 dias, Pedro Oliveira, sócio-fundador da Outfield, disse ser possível o clube iniciar 2026 com uma redução de dívida impactante.

– Essa reversão do passivo oneroso está acontecendo de forma mais substancial. A trajetória está em andamento. É difícil dizer um número exato, mas tenho confiança de que, quando o resultado de 2025 for reportado, a dívida estará abaixo de R$ 900 milhões, acredito que na casa de R$ 800 milhões, com um movimento importante nessa direção – disse Pedro.

A avaliação de Pedro é que, passado o primeiro ano do FIDC do São Paulo, o processo está dentro do esperado, embora também acredite que poderia estar numa situação um pouco mais avançada.

– É um processo complexo. Estamos falando de um clube com 20 milhões de torcedores, uma empresa que tem um faturamento de quase R$ 1 bilhão, com uma dívida de valor relevante. Não é um processo simples. É um processo que demanda muita gente, demanda muito braço, muito pulso. A conclusão é: a gente poderia estar num estágio mais avançado? Acho que sim. Mas estamos satisfeitos com o que estamos vendo nos últimos 12 meses em termo de evolução interna do clube, de o clube entender que está num momento de reestruturação.

 

Fonte: Globo Esporte

Rui Costa diz que futuro de Oscar não está definido e revela desabafo de Lucas

A diretoria do São Paulo ainda não tem informações sobre o futuro de Oscar. Em entrevista nesta quarta-feira, no CT da Barra Funda, o executivo de futebol Rui Costa comentou sobre a incerteza da continuidade da carreira do jogador.

O meia, que nesta semana recebeu alta hospitalar depois de cinco dias internado por causa de uma síncope vasovagal, tem contrato com o clube até o fim de 2027, mas pode acertar uma rescisão amigável caso decida antecipar a sua aposentadoria. Segundo Rui Costa, isso ainda não foi discutido:

– A nossa preocupação é como ele voltará a ser um bom pai, estar saudável para ser um pai de família, o filho, o irmão. E a partir daí, quando ele estiver plenamente recuperado, não tenha dúvida que vamos tratar das questões de performance, de contrato, porque é um grande investimento do clube.

– Eu aprendi aqui na Barra Funda, com os diretores que me trouxeram, a fazer uma gestão muito focada na questão humana. E nós vivenciamos aqui situações muito dramáticas de muitos atletas. Algumas conhecidas e outras nem tanto. E outras notórias, vide o próprio Alisson (depressão).

– E em todos o que sempre prevaleceu aqui foi em que momento eu poderia cuidar do ser humano e como eu poderia fazer com que esse processo de humanização fosse exaurido antes de entrar num processo de contrato, gastos, investimento. E com o Oscar não será diferente.

Além de Oscar, outro jogador importante do clube que tem problemas é Lucas Moura. Por causa de novas dores no joelho direito, ele fez uma infiltração e só deve voltar a jogar em 2026. Segundo o dirigente, o clube espera uma boa evolução do atleta na próxima temporada.

– O Lucas é um jogador extremamente importante para nós. Não preciso dizer o que ele representa. O Lucas tão logo terminou o jogo do Bragantino nos procurou para dizer que sentia muito menos do que sentia antes, mas disse: “Não me sinto pleno”. “Eu não consigo fazer tudo aquilo que eu preciso fazer para fazer diferença no São Paulo”. E a partir daí isso foi relatado aos médicos. Esperamos que ele esteja plenamente recuperado a partir de janeiro. Contamos muito com ele para o ano que vem e acreditamos que possa ser um diferencial na nossa campanha – declarou Rui Costa.

Veja o que Rui disse sobre lesões:
– Tivemos ao longo desse ano uma série de desfalques de lesão que não são inerentes à intervenção médica. Os três artilheiros… Calleri, um artilheiro que dispensa comentários, o André, que vinha se tornando um fazedor de gols, e o Ryan, que é o jogador mais destacado na história recente.

– E por que eles não conseguiram jogar? Por que tiveram lesão muscular, algum tipo de excesso de carga? Não. Porque tiveram ligamentos rompidos. Então, ter 12 desfalques é preocupante? Sim. Mas nestes desfalques temos situações de saúde. O Luiz Gustavo, que não é um desfalque hoje, mas foi um desfalque muito importante, porque é uma liderança muito significativa. E ele teve um problema de saúde que não tem uma relação direta com atividade profissional.

– Claro que Lucas, Marcos Antônio, são jogadores que estão vivendo esse momento de ter que parar um pouco em função de algumas situações físicas. Os desfalques nos preocupam, mas mais do que se preocupar temos de ter muita clareza da origem deles, porque se não podemos cometer algumas injustiças. Temos equipes focadas na prevenção, que é o que de mais moderno tem no futebol.

Sobre a estrutura médica
– O que encontramos aqui em 2021 e como estamos hoje… Essa diretoria, o presidente, o Belmonte, nos deram muitas ferramentas, investiram muito para que esse local voltasse a ser uma referência na excelência de saúde. E não é por outro motivo que atletas de Premier League vieram se recuperar aqui no São Paulo.

– Os investimentos são constantes, a busca de aprimoramento dos profissionais é recorrente. Temos aqui uma coordenação científica de performance que não tinha quando chegamos. Agora, obviamente que um dado estatístico e de realidade que coloca em torno de 10 a 12 desfalques tem de ser considerado pelo departamento de futebol e estamos sempre atentos a isso.

Ramon Abatti Abel e VAR são suspensos por 40 dias

O STJD suspendeu o árbitro Ramon Abatti Abel e o VAR Ilbert Estevam por 40 dias por conta dos erros de arbitragem no clássico entre São Paulo e Palmeiras no dia 5 de outubro. A dupla foi enquadrada no artigo 259 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que fala sobre deixar “de observar as regras da modalidade”.

Além deles, alguns diretores do São Paulo também foram denunciados. O diretor de futebol do Tricolor, Carlos Belmonte, e o executivo Rui Costa escaparam de uma punição mais dura do STJD. Eles foram apenas advertidos após as intensas reclamações contra a arbitragem do Choque-Rei.

Os dirigentes do São Paulo foram enquadrados e julgados a com base no artigo 258 do CBJD, que cita “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva”. O advogado do São Paulo sustentou a defesa com base na postura dos dirigentes, que em nenhum momento foram ao vestiário da arbitragem. O profissional alegou que os diretores, ao reclamarem da arbitragem, estavam apenas prestando esclarecimentos aos torcedores em entrevistas pós-jogo.

Após a sustentação do advogado de defesa do São Paulo, a procuradoria do STJD concordou que Carlos Belmonte e Rui Costa deveriam apenas ser advertidos. O artigo 258 do CBJD previa uma suspensão de um a seis jogos.

Relembre as polêmicas de arbitragem
Dois lances capitais não foram marcados para o São Paulo, quando o jogo ainda estava 2 a 0 para o Tricolor. Por sua vez, o time acredita que os lances foram muito importantes para mudar o resultado da partida. No fim, o Palmeiras conseguiu a virada e venceu por 3 a 2.

Na súmula do jogo, o árbitro Ramon Abatti Abel relatou um xingamento dos dirigentes do Tricolor no túnel de acesso aos vestiários.

“Informo que no final do jogo no túnel de acesso aos vestiários, próximo à porta do vestiário da arbitragem se encontrava Carlos Belmonte, diretor de futebol do São Paulo, que, de maneira ofensiva, proferiu as seguintes palavras. ‘Filma ele, a vergonha, ele aí. O VAR não veio’. Informo ainda que, ao seu lado, se encontrava Rui Costa, diretor executivo de futebol do São Paulo, que, de maneira ofensiva, proferiu as seguintes palavras: ‘vai tomar no c…, uma vergonha'”. Informo que ambos foram identificados pelo delegado da partida”, relatou o árbitro na súmula.

O São Paulo protestou contra possíveis erros de arbitragem. O mais cobrado foi o possível pênalti não marcado em Tapia, quando a equipe ainda vencia o clássico por 2 a 0. No lance, que ocorreu aos seis minutos do segundo tempo, o atacante chileno foi derrubado por Allan sem querer dentro da área, mas a arbitragem viu um “escorregão” do palmeirense.

Além disso, o Tricolor entende que houve falta em Tapia na origem do primeiro gol do Palmeiras, marcado por Vitor Roque, e alegou ainda que Gustavo Gómez e Andreas Pereira deveriam ter sido expulsos.

Lucas faz infiltração e só deve voltar a jogar pelo São Paulo em 2026

O atacante Lucas fez uma nova infiltração no joelho direito e só deve voltar a jogar em 2026.

O meia-atacante de 33 anos se queixou de dores no local nos últimos dias e realizou tratamento com a fisioterapia. Para o alívio do incômodo, passou por um procedimento mais eficaz. Agora, deve usar as próximas semanas até o fim da temporada para se recuperar.

– Foi feita uma infiltração na região dolorosa, a região posterior, para dar alívio da dor e, como precaução, provavelmente, aí não sou eu que envolvo na parte técnica, acho que só deve voltar em 2026. Já acabou o ano. Ele teve uma lesão, fica um incômodo.

– Estamos tentando zerar para voltar na melhor condição dele. Teve a infiltração, agora é interessante dar uma parada para tentar terminar esse quadro de incômodo para voltar numa condição melhor. Nada de excepcional. É uma coisa comum – disse ao ge o doutor Moisés Cohen, consultor médico do São Paulo, responsável pela recuperação de Lucas.

Desde que passou por uma artroscopia no joelho direito em 30 de agosto, para retirada de uma fibrose que lhe gerava dores, o meia-atacante esteve em campo nove vezes, sendo titular em quatro.

Há alguns dias, em coletiva, o técnico Hernán Crespo admitiu que Lucas ainda não conseguiu voltar a ser o mesmo de antes da lesão. No período, marcou um gol, na vitória contra o Vasco.

– Lucas sabe que tem de voltar a ser o Lucas que a gente conhece, que o mundo conhece. É ter atenção, momento difícil, sequência curta, sem tempo de recuperar. Estamos esperando o verdadeiro Lucas, mas durante o caminho esperamos que faça muitos gols – analisou o treinador.

Na temporada, são apenas 28 jogos oficiais, com cinco gols marcados.

Lesões tiram Lucas de quase metade dos jogos do SP na temporada

Possível desfalque para o São Paulo no Majestoso desta quinta-feira, Lucas vem sofrendo com lesões ao longo da temporada. Por conta disso, o meia tem sido uma baixa constante para o técnico Hernán Crespo e esteve à disposição em pouco mais do que a metade dos jogos do Tricolor neste ano.

Histórico de lesões
No mês de março, durante o clássico contra o Palmeiras, no Allianz Parque, pela semifinal do Campeonato Paulista, Lucas sofreu um trauma no joelho direito e desfalcou o São Paulo por 10 partidas.

Após se recuperar, o camisa 7 entrou em campo duas vezes em maio, até sofrer um estiramento da cápsula posterior do mesmo joelho, o que o tirou de mais 15 jogos.

Em agosto, voltou a sentir dores e precisou passar por uma artroscopia para a retirada de fibrose, ficando novamente fora por quatro compromissos.

Mais recentemente, o meia foi desfalque diante do Fortaleza, no dia 2 de outubro, quando acabou sendo poupado para trabalhos específicos.

Baixa participação
Ao todo, as lesões tiraram Lucas de 30 dos 61 jogos do São Paulo na temporada. Pelo clube, ele acumula 26 partidas no ano, sendo 14 como titular. O camisa sete soma cinco gols e uma assistência em 2025.

Com novas dores no joelho direito, o meia deve ser novamente desfalque para Hernán Crespo no clássico contra o Corinthians desta quinta-feira.

Lucas havia participado dos outros dois Majestosos desta temporada, dos quais o Tricolor saiu vitorioso. No primeiro embate das equipes, pelo Paulista, ele inclusive anotou dois gols no triunfo do São Paulo por 3 a 1 sobre o Timão, no Morumbis.

Rafael mira vitória no Majestoso para manter SP na briga pela Libertadores

Nesta quinta-feira, o São Paulo visita o Corinthians na Neo Química Arena, para um clássico pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com foco em conquistar a vaga para a Copa Libertadores de 2026, Rafael mira uma vitória fora de casa no Majestoso.

“Para os nossos objetivos deste ano, são muito importantes estes três pontos fora de casa, ainda mais sendo um clássico, que nos traz ainda mais confiança. Uma vitória vai ser muito importante no nosso trajeto final para buscarmos essa vaga na Libertadores”, disse.

“Tivemos uma parada, então tivemos mais tempo para nos preparar. Estamos vindo de vários treinos bons e com certeza é isso que faz a diferença. A gente vem trabalhando muito para podermos fazer um grande jogo nesta quinta-feira e buscar os três pontos”, acrescentou.

 

O goleiro são-paulino também ressaltou a dificuldade da partida e destacou a entrega e intensidade como fatores decisivos para o triunfo do Tricolor.

“Clássicos são jogos à parte e cada um tem a sua história, então sabemos da dificuldade que o adversário vai propor. Eles também precisam do resultado, mas acho que precisamos continuar fazendo nosso trabalho com dedicação. O que sobressaiu em jogos que saímos vitoriosos neste ano foi a entrega e a intensidade, e acho que temos que repetir isso para buscar os três pontos”, concluiu.

Com dúvidas na escalação, SP faz penúltimo treino antes de Majestoso

Nesta terça-feira, o São Paulo deu sequência à preparação para o clássico diante do Corinthians, na quinta-feira. Comandados pelo técnico Hernán Crespo, o elenco realizou o penúltimo treino no SuperCT antes do Majestoso, válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para a partida, o treinador argentino terá que fazer alterações na escalação do Tricolor devido aos novos desfalques.

Como foi o treino
Ao se apresentarem, os jogadores fizeram trabalhos de aquecimento com exercícios de aceleração e mudanças de direção junto à equipe de preparação física.

Em seguida, o técnico Hernán Crespo promoveu um treino tático posicional com foco no Majestoso. Por fim, o comandante argentino fez um trabalho de 11 contra 11, com uma das equipes sendo composta por atletas das categorias de base do clube, chamados para completar as atividades desta terça.

O elenco são-paulino se reapresenta nesta quarta-feira para a última atividade antes do clássico.

Dúvidas na escalação
Para o Majestoso, Crespo terá que fazer alterações na escalação que entrou em campo na última partida do São Paulo, diante do Red Bull Bragantino. Sem o lateral-esquerdo Enzo Díaz e o zagueiro Arboleda, o treinador argentino terá que promover mudanças no setor defensivo.

Na zaga, Rafael Tolói pode ganhar a posição, enquanto Patryck Lanza ou Ferririnha devem assumir a vaga de Enzo Díaz.

Além deles, Lucas também atuou diante do Bragantino e não deve estar à disposição. Pablo Maia, recuperado de lesão no pé, e Alisson são os prováveis substitutos do camisa sete.

Ferraresi, Bobadilla e Tapia voltam a tempo de reforçar SP em clássico?

Com pelo menos 12 jogadores fora do clássico contra o Corinthians, nesta quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), por causa de lesões, o São Paulo espera contar ao menos com os três nomes que foram convocados para amistosos nesta Data Fifa: Ferraresi, Bobadilla e Tapia.

Ferraresi será o primeiro a retornar para o Brasil, com previsão de chegada na noite desta quarta-feira. O zagueiro foi titular – e capitão – na vitória da Venezuela contra a Austrália, na última sexta-feira, nos EUA. O defensor volta a campo nesta terça-feira, às 22h30 (de Brasília), para um confronto contra o Canadá, também em solo americano.

Já Tapia e Bobadilla chegam em solo brasileiro apenas na quinta-feira, ou seja, no dia do jogo contra o Corinthians.

Tapia é quem está mais distante do Brasil, defendendo as cores da seleção chilena na Rússia. No último sábado, o atacante, que começou o jogo entre os titulares, anotou um dos gols na vitória por 2 a 0 contra a seleção da casa.

Nesta quarta-feira, Tapia volta a campo para enfrentar o Peru às 14h, ainda em solo russo.

Por fim, Bobadilla, que assim como Ferraresi está nos Estados Unidos. Ele foi titular e atuou os 90 minutos na derrota do Paraguai para os donos da casa por 2 a 1.

O meio-campista jogará novamente nesta quarta-feira, às 22h30, contra o México.

Os três jogadores foram titulares nas primeiras partidas de cada uma das seleções em questão. Ferraresi e Bobadilla jogaram os 90 minutos dos jogos. Já Tapia foi substituído aos 15 minutos do segundo tempo.

Se utilizarmos a Data Fifa anterior como parâmetro, Bobadilla chegou no Brasil no dia da partida contra o Grêmio, e havia atuado cerca de 48 horas antes pelo Paraguai, e por isso não entrou em campo. A situação também era um pouco diferente, pois o jogo foi fora de São Paulo.

Na ocasião, tanto Venezuela quanto Chile tinham feito apenas uma partida na Data Fifa, seis dias antes do jogo contra o Grêmio. Assim, Tapia e Ferraresi estiveram à disposição do técnico Hernán Crespo. O atacante foi titular, enquanto Ferraresi não saiu do banco.

São Paulo defende longa invencibilidade contra o Corinthians no Brasileirão

Nesta quinta-feira, o São Paulo entra em campo para enfrentar o Corinthians e defender uma invencibilidade diante do rival. O Tricolor não é derrotado pelo Timão em jogos pelo Campeonato Brasileiro há quase cinco anos e terá o retrospecto como trunfo para o clássico.

A última derrota do São Paulo diante do Corinthians pelo Brasileiro foi no dia 13 de dezembro de 2020. Na ocasião, as equipes disputavam a 25ª rodada do torneio, atrasado devido à pandemia. A partida terminou em 1 a 0 para o Alvinegro, na Neo Química Arena, com um gol de Otero.

Desde então, foram nove Majestosos disputados, com quatro vitórias do São Paulo e cinco empates. Neste recorte, o Tricolor anotou 13 gols e sofreu apenas sete.

No primeiro turno desta temporada, a equipe comandada por Hernán Crespo teve uma boa atuação e venceu o rival por 2 a 0 no Morumbis. Luciano marcou duas vezes para garantir a vitória do São Paulo.

Apesar da marca positiva, nenhuma destas vitórias foi conquistada fora de casa. Todas as partidas na Neo Química Arena, palco da partida desta quinta, terminaram em empates.