Com Marcos Antônio, São Paulo fecha preparação para pegar o Juventude

Após a derrota para o Corinthians, o São Paulo está pronto para mais rodada do Brasileirão. O elenco do Tricolor Paulista treinou neste sábado, no SuperCT, e concluiu sua preparação para o jogo com o Juventude que será disputado na tarde deste domingo, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O grande destaque da atividade foi a presença do meio-campista Marcos Antônio, que está recuperado de uma lesão muscular na região posterior da coxa esquerda. O jogador participou de toda a atividade deste sábado com os companheiros e, assim, deve ficar à disposição do técnico Hernán Crespo.

O resto da atividade
Nas atividades comandadas pelo treinador Crespo nesta manhã, após o processo de aquecimento, os atletas do São Paulo fizeram um trabalho de construção de jogadas com trocas de passes, cruzamentos e finalizações, além de enfrentamento entre equipes em espaço reduzido. Além disso, houve ainda corrida e exercícios com a preparação física no gramado.

Após o treinamento, a delegação do São Paulo inicia a viagem para a Baixada Santista, onde ficará concentrada até o confronto deste fim de semana.

Provável escalação
Com o retorno de Marcos Antônio e os jogadores 100% recuperados da data Fifa, a provável escalação do São Paulo para pegar o Juventude tem: Rafael; Ferraresi, Alan Franco e Sabino; Cédric Soares, Luiz Gustavo, Bobadilla, Marcos Antônio, Ferreirinha; Luciano e Gonzalo Tapia.

Técnicos vivem drama com lesões no SP desde 2021 e repetem discurso

O técnico Hernán Crespo está em sua segunda passagem pelo São Paulo. De 2021 para cá, muita coisa mudou. Os jogadores, os objetivos, a condição financeira… O que não mudou foi a situação crítica do departamento médico tricolor. Neste momento, 13 jogadores têm algum problema físico ou médico e não estão à disposição da comissão técnica.

Os desfalques por lesões têm tirado o sono de Hernán Crespo, que, na última quinta-feira, depois da derrota por 3 a 1 para o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, desabafou: em 2026, quer priorizar a saúde dos jogadores antes de pensar no que eles podem oferecer dentro de campo.

– No próximo mercado, a coisa principal é a saúde. Depois vamos ver se tem talento. Acho que neste momento temos que pensar nisso.

– Tentar recuperar e ver no mercado a possibilidade que temos economicamente de ter jogadores com saúde, de jogar 65, 66, 70 jogos que podemos ter no próximo ano.

Este discurso, de lamentação por causa do alto número de lesões, não é novidade. Nos últimos cinco anos, todos os treinadores que passaram pelo São Paulo, em algum momento, reclamaram do alto número de problemas físicos no elenco.

Em 2021…
Em agosto do ano em que teve sua primeira passagem pelo São Paulo, Crespo já havia perdido jogadores por causa de 33 lesões. À época, pouco antes de ser demitido, o treinador cobrou uma melhora na estrutura do Tricolor.

– É uma situação que vou conviver por muito tempo. Se chegamos a 33 lesões, quero dizer que estamos em um momento de reconstrução. Com certeza vamos tomar decisões no futuro para mudar, construir. Não só em nível técnico, mas de estrutura – disse o argentino, após uma vitória sobre o Sport por 1 a 0.

Na ocasião, Crespo não tinha à disposição Arboleda, Welington, Marquinhos e William, lesionados.

Rogério Ceni
Depois de Hernán Crespo, foi a vez de o ídolo tricolor enfrentar problemas com lesões no comando técnico do time. Em fevereiro de 2023, depois de vencer o Santo André, pelo Campeonato Paulista, Rogério Ceni também destacou a importância de melhorar a estrutura do São Paulo para prevenir lesões.

— A gente pode melhorar muito, e a volta desses jogadores do departamento médico, principalmente da defesa, é importante. O Arboleda está com o joelho muito inchado e acho difícil estar nos próximos jogos. Torcer para a volta de quem está fora. Estou satisfeito com o elenco que temos. A gente fica triste por não poder usufruir.

Na ocasião, Moreira, Caio, Diego Costa, Nahuel Ferraresi, André Anderson, Rafinha, Igor Vinicius e Arboleda estavam lesionados. Calleri foi preservado da partida.

Depois de ser eliminado para o Água Santa no Campeonato Paulista, o treinador voltou a reclamar das lesões.

– Sofremos muito com lesões sérias, hoje provavelmente mais uma lesão de cruzado, torção de tornozelo. Tivemos quatro lesões musculares, as outras são muito sérias, jogadores ficando oito, sete meses fora. A reformulação foi boa dentro das condições. Eliminação. Qualquer tentativa de elucidar sobre o time que mais finaliza, maior número de gols no campeonato. Futebol não se resume a números, se resume a ganhar jogos. Quem marca é quem ganha, quem é campeão. Hoje é um fracasso muito grande não chegar até a semifinal do Paulistão – afirmou.

Dorival Júnior
Meses depois da saída de Rogério Ceni, seu sucessor já reclamava de lesões. Após vencer o Palmeiras por 1 a 0 nas quartas de final da Copa do Brasil, Dorival Júnior lamentou ter perdido três jogadores por problemas físicos na mesma partida: Calleri, Alan Franco e Luciano.

– O São Paulo precisa de um benzimento forte, porque as coisas não estão legais. Toda partida é um ou dois fora, isso é terrível. São todas lesões sérias, nada simples. Dificilmente teremos lesão que tenha rapidez de recuperação. Tem atleta que ainda não pude tê-los, como Erison, Talles Costa e Moreira, com lesões sérias. Até isso tem acontecido – lamentou.

Mesmo em meio aos problemas físicos, Dorival Júnior conseguiu ajudar o São Paulo a conquistar o inédito título da Copa do Brasil em 2023.

Luis Zubeldía
O treinador argentino não escapou do drama dos problemas físicos no São Paulo. Depois de classificar o time para as oitavas de final da Conmebol Libertadores do ano passado, Zubeldía lamentou as lesões que tinha em seu elenco à época e destacou a importância de ter mais jogadores à disposição.

– O resultado está sendo favorável, necessito de todo o plantel para formar uma boa equipe. São seis ou sete jogadores lesionados, o Calleri também. Mas a equipe mantém um bom nível. O ideal é ter todos disponíveis, mas é importante que o grupo tenha personalidade para transitar nesse momento – disse o treinador.

O contraponto
Antes de cair numa crise médica com lesões aos montes nos últimos anos, o São Paulo teve um 2020 mais saudável. Até a 26ª rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano, inclusive, o Tricolor era o time que menos tinha usado jogadores na competição: apenas 26, sob comando do técnico Fernando Diniz.

– Trabalhamos de uma maneira muito integrada, respeitando os departamentos e, principalmente, os jogadores, prezando pela prevenção, não em cuidar da doença. Temos uma concepção de futebol um pouco diferente da norma, meu jeito de trabalhar não é poupar jogador porque jogou alguns jogos seguidos. Tem a sensibilidade, aspecto emocional, como o jogador responde a isso. Temos que saber avaliar tudo para colocar o time no campo – afirmou Diniz em uma de suas entrevistas coletivas.

De lá para cá, a situação mudou muito…

O presente
Neste momento, o técnico Hernán Crespo tem 13 jogadores no departamento médico. O último a entrar na lista foi Rafael Tolói, que machucou a coxa esquerda na derrota para o Corinthians, na última quinta-feira.

Também estão no DM tricolor: Oscar, Lucas, Arboleda, Enzo Díaz, Marcos Antônio, Rodriguinho, Luan, Wendell, Dinenno, Calleri, Ryan Francisco e André Silva.

 

Lesão de Toloi pode abrir espaço para Negrucci

A lesão de Rafael Toloi pode abrir espaço para um jovem revelado nas categorias de base, mas que não vem conseguindo ter muito espaço no elenco profissional: Felipe Negrucci.

Como o São Paulo costuma atuar com três zagueiros e duas das cinco opções estão entregues ao departamento médico, o técnico Hernán Crespo não tem jogadores de origem para ficar como opções para o setor no banco de reservas.

Desta forma, Felipe Negrucci pode ser improvisado como zagueiro, podendo voltar a receber minutos, caso algum dos titulares sofra algum problema físico ou precise ser substituído por qualquer outro motivo.

Negrucci já atuou improvisado como zagueiro pelo lado direito nas partidas contra Santos e Fortaleza devido à falta de opções no setor. No duelo com o Leão do Pici, por exemplo, Crespo não pôde contar com Alan Franco (sobrecarga muscular na coxa direita), Arboleda (suspenso), Toloi (lesão na coxa esquerda) e Ferraresi (lesão no adutor esquerdo).

Não é só a zaga
Além da zaga, a lateral esquerda é outra grande dor de cabeça para Hernán Crespo no São Paulo. O treinador argentino não conta com Wendell, que se recupera de uma ruptura parcial da fáscia plantar do pé esquerdo, e Enzo Díaz, que passou por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal do lado esquerdo.

O jovem Patryck Lanza, cria da base, é a única opção, mas não tem conseguido conquistar a confiança da comissão técnica. No clássico da última quinta-feira contra o Corinthians, ele foi substituído no intervalo, e o atacante Ferreirinha atuou improvisado no setor.

Para a partida contra o Juventude, há a possibilidade de Ferreirinha atuar improvisado ou o Cédric Soares assumir o setor, abrindo vaga para Maik ou Mailton ocupar a lateral direita.

Multa milionária tira Jandrei de duelo entre São Paulo e Juventude

O São Paulo rececebe o Juventude neste domingo, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, em Santos, pela 35ª rodada do Brasileirão, mas não enfrentará um velho conhecido. Jandrei não poderá defender o time de Caxias do Sul neste final de semana por ainda pertencer ao Tricolor.

Caso quisesse contar com o goleiro, o Juventude teria de pagar uma multa de nada mais, nada menos que R$ 1 milhão ao São Paulo, já que Jandrei ainda tem contrato com o clube do Morumbi e foi emprestado à equipe de Caxias do Sul até o fim da atual temporada.

O vínculo de Jandrei com o São Paulo é válido até dezembro de 2026. As partes, entretanto, negociam para que o atleta possa seguir no Juventude ao fim de seu empréstimo.

Jandrei se transferiu ao Juventude a pedido do técnico Thiago Carpini, com quem trabalhou no São Paulo, e assumiu a condição de titular da equipe de forma imediata. Desde que desembarcou em Caxias do Sul, em agosto, o goleiro já disputou 16 partidas pela equipe jaconera.

Outro ex-são-paulino que não estará presente na partida deste domingo pelo lado do Juventude é Nenê. O veterano recebeu o terceiro cartão amarelo na última rodada, contra o Cruzeiro, e terá de cumprir suspensão automática.

Enquanto o Juventude luta para escapar do rebaixamento, figurando na vice-lanterna, o São Paulo ainda sonha com a vaga na pré-Libertadores. Para isso, o Tricolor terá de terminar na oitava colocação do Campeonato Brasileiro e torcer para Cruzeiro ou Fluminense ser campeão da Copa do Brasil, já que dificilmente assumirá a sétima posição na tabela.

Fonte: Gazeta Esportiva

Nota do PP: a  multa milionária deveria ser aplicada se ele não jogasse contra o São Paulo. 

Brasileiros de olho: como está a unificação de títulos da Copa Conmebol?

Na véspera da final da Copa Sul-Americana 2025, diante do Lanús, neste sábado, às 17h (de Brasília), a diretoria do Atlético-MG sonha com o tricampeonato da competição. Isso porque o Galo é bicampeão da extinta Copa Conmebol e um dos interessados no projeto que pode unificar as conquistas da década de 90 com a atual disputa continental. Além do time mineiro, Botafogo, São Paulo e Santos são outros clubes brasileiros interessados no tema.

Em 2022, a Conmebol esteve perto de unificar os títulos. No entanto, depois de votação envolvendo comitê composto por 16 clubes e representantes das 10 confederações que compõem a entidade, foi requisitado mais tempo para avaliar o pedido.

Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, participou das reuniões sobre o projeto há três anos. Em conversa com a reportagem do ge, na sede da entidade, em Assunção, ele informou que, no momento, o pleito está com o conselho executivo da Confederação Sul-Americana de Futebol.

Segundo Domínguez, não há prazo para uma definição da possível unificação. Além do Atlético, que foi o maior campeão da extinta Copa Conmebol (1992 e 1997), os outros times brasileiros pleiteiam a unificação dos títulos: São Paulo, Botafogo e Santos (confira a lista vencedores no fim da matéria).

O principal reflexo em caso do reconhecimento da Copa Conmebol como Sul-Americana está no ranking da entidade sul-americana do futebol. O Galo será o maior favorecido, pois venceu a Copa Conmebol duas vezes. A unificação pode fazer o Atlético somar mais pontos no ranking de clubes da entidade.

A Copa Conmebol foi disputada pela primeira vez em 1992. Na época, o segundo, terceiro e quarto colocado do Campeonato Brasileiro e o vice-campeão da Copa do Brasil representavam o país na competição, que teve a última edição em 1999.

Conheça os campeões e vices da extinta Copa Conmebol:
1992: Atlético-MG / Olimpia
1993: Botafogo / Peñarol
1994: São Paulo / Peñarol
1995: Rosario Central / Atlético-MG
1996: Lanús / Santa Fe
1997: Atlético-MG / Lanús
1998: Santos / Rosario Central
1999: Talleres / CSA

Calleri participa de treino inteiro em reapresentação pós-clássico

O atacante Jonathan Calleri participou de todo o treinamento do São Paulo nesta sexta-feira junto dos companheiros que não atuaram na derrota para o Corinthians, na quinta-feira, indicando que seu processo de recuperação já está em estágio avançado.

Segundo o clube, ele segue na transição física, com contatos “controlados” com os companheiros.

O treinamento contou com exercício de posse de bola e enfrentamento entre duas equipes em espaço reduzido, além de duelos entre os atletas, como um contra um.

Os jogadores que atuaram por mais tempo no clássico fizeram treino regenerativo na parte interna

Dois atletas que estão no departamento médico integraram apenas a primeira parte do treino de campo, um processo de aquecimento comandado pelos preparadores físicos no gramado. Foi o caso do volante Marcos Antonio (lesão muscular na região posterior da coxa esquerda) e do centroavante Dinenno (artroscopia no joelho direito), que em seguida ficaram sob os cuidados da preparação.

O zagueiro Ferraresi, o volante Bobadilla e o atacante Tapia, que entraram no decorrer do confronto com o Corinthians após defenderem suas seleções na Data Fifa, também trabalharam na academia.

O Tricolor volta a treinar o Tricolor no CT da Barra Funda na manhã de sábado. Um dia depois, encara o Juventude na Vila Belmiro, na última partida em que mandará um jogo na casa santista neste torneio.

Exame detecta lesão de quadril em Rafael Tolói, do São Paulo

Submetido a um exame de ressonância magnética, o zagueiro Rafael Tolói teve diagnosticada uma pequena lesão muscular na região do quadril. O jogador iniciou os trabalhos de fisioterapia no Reffis Plus e deve desfalcar o São Paulo contra o Juventude, domingo, na Vila Belmiro.

O zagueiro foi substituído com dores na coxa esquerda aos 19 minutos do segundo tempo do clássico contra o Corinthians, na quinta-feira, na Neo Química Arena.

Contratado nesta temporada, o zagueiro entrou em campo apenas quatro vezes com a camisa do São Paulo. Ele se recuperou recentemente de uma lesão na região posterior da coxa esquerda.

O clube atualizou ainda a situação de Lucas Moura. Segundo boletim médico, “o atacante passou por reavaliação com médico especialista por conta de dores na região posterior do joelho direito, tendo realizado aplicação de medicação na área dolorosa. Já iniciou tratamento clínico e programa com exercícios de fortalecimento”.

O Tricolor divulgou ainda a situação médica dos demais lesionados:

Oscar – Com diagnóstico de síncope vasovagal, o meio-campista recebeu alta do Einstein Hospital Israelita no último domingo e está em repouso domiciliar seguindo orientação médica.

Dinenno – Submetido a uma artroscopia para limpeza do menisco do joelho direito no dia 22 de outubro, o atacante iniciou nesta semana os trabalhos no gramado sob o comando dos preparadores físicos, com exercícios com contato controlado.

Wendell – O lateral-esquerdo segue tratamento para ruptura parcial da fáscia plantar do pé esquerdo, com progressão de volume do treinamento neuromuscular e da corrida linear no gramado.

Marcos Antonio – O volante, que sofreu uma lesão muscular na região posterior da coxa esquerda no dia 5 de novembro, iniciou nesta semana os trabalhos de transição com a preparação física. Hoje, realizou treino adaptado com a equipe.

Enzo – O lateral-esquerdo encontra-se em período de repouso após realizar, no último dia 12, na Argentina, uma herniorrafia para correção de hérnia inguinal oculta do lado esquerdo, local onde vinha apresentando dores.

Arboleda – Com uma lesão muscular na região posterior da coxa esquerda, o zagueiro segue programa de reabilitação fisioterápica com exercícios de reforço muscular e início de corrida no gramado.

Rodriguinho – Com uma alteração no quadro respiratório, o meia realiza atividades físicas na academia.

Calleri – Em fase de transição com a preparação física, o atacante segue participando de trabalhos com bola em espaço reduzido ao lado de outros jogadores, com diminuição gradativa das restrições, além de realizar programa de aprimoramento das valências físicas.

Ryan – O atacante segue em tratamento após cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, realizada em 30 de julho, com progressão de volume do treinamento neuromuscular e da corrida linear no gramado, além de exercícios de reforço muscular.

André Silva – O atacante deu continuidade ao tratamento para lesão no ligamento cruzado posterior e estiramento no ligamento cruzado anterior do joelho direito, sofridos no dia 24 de agosto, com treinamento neuromuscular e aumento de intensidade na corrida linear no gramado, além de exercícios de reforço muscular.

Luan – O volante deu sequência ao tratamento para lesão no músculo adutor direito, realizando exercícios com mudanças de direção no gramado e de reforço muscular.

Empresário de Lucas comenta lesões no São Paulo

O empresário de Lucas Moura, Júnior Pedroso, saiu em defesa de seu cliente através de postagens nas redes sociais, comentando as dificuldades que o jogador tem tido para voltar a ficar à disposição devido a dores no joelho.

Lucas Moura não esteve à disposição do São Paulo em metade dos jogos desta temporada. O atacante foi baixa em 31 das 62 partidas disputadas pelo Tricolor em 2025 e não tem conseguido se recuperar completamente do seu problema físico.

“Quem acompanha a carreira do Lucas Moura sabe que ele sempre foi um atleta extremamente disponível fisicamente. Seu histórico de lesões antes de chegar ao São Paulo é baixíssimo, algo comprovado estatisticamente e que inclusive garantiu a ele contratos longos por onde passou, como no PSG e no Tottenham. Ele não chegou ao São Paulo com histórico de lesões, e isso precisa ser dito com clareza”, escreveu Júnior Pedroso.

“Importante ressaltar também, que não são lesões musculares e sim traumas causados por choque/confronto. Lucas se empenhou ao máximo nos tratamentos e até tentou retornar antes do previsto, em parceria com o clube, no ímpeto de ajudar o time em campo, pois ele mais do que ninguém estava sofrendo de estar fora sem ajudar”, completou.

A principal queixa de Lucas Moura é que, mesmo tendo passado por uma artroscopia para retirada de fibrose no joelho direito, ele ainda tem dificuldades para realizar alguns movimentos, o que reflete diretamente no seu desempenho dentro de campo. Por isso, dificilmente o camisa 7 tricolor voltará a atuar neste ano, já que foi submetido a um novo procedimento na região.

“O momento atual é consequência de uma lesão desafiadora, algo que pode acontecer com qualquer atleta de elite. Não representa um padrão, não define quem ele é e não corresponde ao seu histórico físico de carreira. Ele segue tratando de forma intensa e contínua (3 períodos por dia) para estar 100% o mais rápido possível”, revelou o empresário.

Júnior Pedroso também fez questão de lembrar do sentimento que Lucas possui pelo São Paulo, a ponto de recusar propostas mais vantajosas para permanecer no clube após um primeiro contrato de apenas cinco meses.

“Também é importante lembrar que, quando voltou ao São Paulo inicialmente por cinco meses, ele poderia ter seguido diversos caminhos no mercado após sair livre do Tottenham. E ainda assim escolheu ficar por mais três anos, abrindo mão de alternativas esportivas e financeiras significativas, porque o sentimento falou mais alto. Ele veio por coração, por identificação e por amor à camisa”, ressaltou.

“O foco agora é superar essa fase e voltar a contribuir como sempre contribuiu. O Lucas segue firme, com serenidade, confiança e com o mesmo desejo de fazer a diferença no clube que escolheu defender por emoção e história”.

“O Lucas sempre teve saúde e qualidade técnica acima da média. Hoje ele só precisa de tempo para concluir o tratamento, porque todo o resto ele sempre entregou”, concluiu.

Lucas Moura continuou jogando com dores mesmo após cirurgia

O meia Lucas Moura nunca deixou de sentir algum tipo de dor no joelho direito, mesmo depois da artroscopia realizada no joelho em 30 de agosto e a retirada da fibrose que estava no local.

Entre setembro e novembro, ele entrou em campo em nove partidas, mas nunca esteve 100%.

– Depois da artroscopia, ele disse que dos 12 movimentos de incômodo que ele tinha, agora são praticamente dois ou três que ainda incomodavam. Mas ele jogou. Só que pelo jogo dele de arranque ainda sentia incômodo – explicou Moisés Cohen, consultor médico do São Paulo, responsável pela recuperação do camisa 7.

Lucas ficou fora do clássico contra o Corinthians depois de ser submetido a uma infiltração no joelho. Agora, usará as próximas semanas até o fim da temporada para se recuperar e voltar bem em 2026. Em coletiva, o técnico Crespo lamentou a situação:

– A gente sabia que não estava bem. Ele (Lucas) fez de tudo para voltar. Não dá. Não aconteceu – lamentou.

O jogador de 33 anos procurou a diretoria para se queixar de suas limitações após a derrota por 1 a 0 para o Red Bull Bragantino, quando começou como titular, jogou por 46 minutos e saiu no intervalo.

Na temporada, ele participou de 28 jogos, fez cinco gols e deu uma assistência.