Rodriguinho ganha espaço com Crespo e vive temporada de ascensão

O meio-campista Rodriguinho viveu em 2025 uma temporada de afirmação em seu quarto ano no elenco profissional do São Paulo. Formado em Cotia, o jogador de 21 anos ganhou espaço com a chegada de Hernán Crespo e passou a figurar como uma das peças de confiança do treinador ao longo do ano.

Na temporada, Rodriguinho entrou em campo 28 vezes, sendo 13 como titular, com um gol marcado e uma assistência. De acordo com dados do SofaScore, o meia finalizou 33 vezes, acertando o alvo em dez oportunidades, além de registrar 24 passes decisivos e criar quatro grandes chances.

Apesar do crescimento técnico, o jovem não conseguiu se desvencilhar dos problemas físicos, que afetaram grande parte do elenco são-paulino. Em fevereiro, sofreu uma lesão no joelho esquerdo e ficou afastado por 66 dias. O retorno ocorreu na partida contra o Náutico, pela Copa do Brasil, no Morumbis, quando marcou justamente o único gol da temporada.

Com a chegada de Crespo e Oscar fora de combate por diferentes questões, entre elas fratura de vértebras, lesão na panturrilha e um quadro de síncope vasovagal, Rodriguinho foi alçado ao posto de principal meia de criação da equipe. Nesse período, acumulou uma sequência de 18 partidas consecutivas, 12 delas como titular.

No entanto, ao longo do segundo semestre, o rendimento caiu. O meia perdeu regularidade, deixou de contribuir ofensivamente e voltou a sentir dores no joelho em outubro. Quando se preparava para retornar, apresentou um quadro respiratório que o tirou de ação pelo restante da temporada.

Futuro incerto no São Paulo
Com contrato válido até o fim de 2026 e sem avanço nas conversas por renovação, o futuro de Rodriguinho no clube é incerto. Recentemente, seu nome foi citado em uma possível negociação com o Botafogo, que envolveria também Bobadilla e Pablo Maia.

Diante desse cenário, o São Paulo pode optar por utilizar o jogador como moeda de troca em uma negociação em definitivo, evitando o risco de enfrentar um impasse contratual e perder o atleta ao término do vínculo, como ocorreu recentemente na saída do lateral Welington.

Relembre as partidas com maior público do São Paulo na temporada

A temporada de 2025 ficou aquém das expectativas do torcedor do São Paulo. Em meio a atuações irregulares e resultados frustrantes, o Tricolor teve poucos motivos para comemorar ao longo do ano. Ainda assim, a Torcida que Conduz marcou presença e apoiou o clube de forma constante. Diante desse cenário, a Gazeta Esportiva reuniu as partidas com os maiores públicos do São Paulo em 2025. Confira!

1) São Paulo 1 (4) x (3) 1 Atlético Nacional (57,559) – 19/08

O recorde de público do Tricolor na temporada aconteceu na volta das oitavas de final da Libertadores, diante do Atlético Nacional, quando 57.559 torcedores lotaram o Morumbis.

Naquela noite, o São Paulo avançou às quartas de final após empate por 1 a 1 no tempo normal e vitória nos pênaltis por 4 a 3. André Silva marcou para o time paulista, enquanto Morelos deixou tudo igual para os colombianos.

Nas penalidades, o goleiro Rafael brilhou ao defender uma cobrança e foi decisivo para a classificação são-paulina.

2) São Paulo 3 x 1 Corinthians (54,855) – 26/01

Outro grande público foi registrado no primeiro Majestoso de 2025, válido pela quarta rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista.

54.855 pessoas acompanharam a vitória do São Paulo por 3 a 1 sobre o Corinthians, em um clássico marcado pelo atraso de uma hora devido à forte chuva em São Paulo.

Quando a bola rolou, Lucas e Oscar comandaram o triunfo: o meia marcou um gol e deu assistência, enquanto Lucas balançou as redes duas vezes.

3) São Paulo 0 x 1 LDU (54,609) – 25/09

A eliminação na Libertadores também entrou para a lista dos jogos mais frequentados do ano.

Na volta das quartas de final, diante da LDU, 54.609 torcedores estiveram presentes no Morumbis, apesar da derrota por 1 a 0 que selou a despedida do sonho do tetracampeonato continental.

O São Paulo teve maior volume ofensivo, criou boas chances, mas pecou nas finalizações. A equipe equatoriana foi eficiente e marcou com Jeison Medina em um contra-ataque, garantindo a classificação.

4) São Paulo 2 x 1 Santos (52,436) – 20/04

Pelo Campeonato Brasileiro, o clássico contra o Santos aparece entre os maiores públicos do ano.

52.436 torcedores acompanharam a vitória são-paulina por 2 a 1, na quinta rodada, em partida disputada no domingo de Páscoa.

Ferreirinha e André Silva marcaram para o Tricolor, enquanto Tiquinho Soares descontou para o rival.

5) São Paulo 1 x 0 Novorizontino (52,315) – 03/03

Fechando a lista, o confronto contra o Novorizontino, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, levou 52.315 torcedores ao Morumbis.

O São Paulo venceu por 1 a 0 e garantiu vaga na semifinal estadual. Apesar de uma atuação pouco inspirada, o time decidiu o jogo no segundo tempo, com Calleri aproveitando boa jogada construída por Oscar e Lucas.

Pivô de escândalo de camarote patrocinou eventos internos do São Paulo

Adriana Prado, que protagoniza o áudio que deflagrou um escândalo de suposta venda de camarotes clandestinos no São Paulo, patrocina eventos organizados pela diretoria social do clube desde pelo menos 2022.

Adriana, que na verdade se chama Rita de Cássia Adriana Prado, é quem teria adquirido o camarote clandestino alvo da denúncia que chacoalhou o clube neste mês. Ela aparece na ligação telefônica com os diretores Douglas Schwartmann e Mara Casares.

A coluna teve acesso a materiais, fotos e vídeos de eventos organizados pela diretoria social do clube, que mostram associados e diretores usando camisetas com patrocínio de “Adriana Prado Intermediações Artísticas”, e confirmou que esse nome se refere à mesma parceria que aparece no áudio dos camarotes.

Um desses eventos é o novembro azul, de 2022. A camisa produzida na ocasião traz o patrocínio de Adriana e a organização da diretoria feminina, cultural e de eventos, de Mara Casares. Há ainda referência ao instagram @spfcsocial, da diretoria social, comandada pelo diretor Antonio Donizete Gonçalves, conhecido no clube como Dedé.

Outro evento patrocinado por Adriana é a caminhada de inverno, em 2024. A camisa produzida para a caminhada traz, entre outros patrocinadores como Sírio-Libanês e Senac, a marca Adriana Prado Intermediações Artísticas .

Vídeos do evento mostram o diretor Dedé discursando ao lado de Mara Casares e diante de vários associados, dentro do clube social – ambos vestem a camisa que exibe o patrocínio de Adriana, além de um logotipo que diz “diretoria geral, gestão 24/26”.

A coluna entrou em contato com Dedé e perguntou sobre sua relação com Adriana e detalhes da atuação dela no social do São Paulo. O diretor respondeu que não a conhece e que as parcerias foram trazidas por Mara Casares.

“Eu não tenho qualquer relação com a Adriana, não participo ou organizo eventos e patrocínios feitos diretamente pelos departamentos do social. Nesse caso da Adriana, quem fez a parceria foi a Mara pela diretoria cultural. Os diretores de cada departamento ficam livres para trazer seus apoiadores e patrocinadores nos eventos realizados pelo social.”

Mara Casares também foi procurada, mas não respondeu até a publicação deste texto. A coluna ainda tenta, há dias, contato com Adriana Prado e sua advogada, mas não teve qualquer retorno.

Os eventos mostram mais um ramo de atuação de Adriana na esfera do São Paulo. Além de ser investigada como a potencial compradora do camarote clandestino tanto em sindicância no clube como pela Polícia Cívil, Adriana também aparece no áudio como intermediadora do contrato de permuta com a concessionária Osten, que cedeu 12 veículos para uso de dirigentes tricolores.

Ela também já respondeu a um processo cível ao lado de Julio Casares Filho, filho do presidente Julio Casares. Julinho, como é  conhecido, é criador de conteúdo especializado em pets e produziu uma matéria com um gato que estava em posse de Adriana.

 

Fonte: Uol

Filho de Casares já foi alvo de processo com pivô de escândalo

Julio Casares Filho, o Julinho, filho do presidente do São Paulo Julio Casares, já respondeu em 2023 a um processo na Justiça ao lado de Adriana Prado, pivô das denúncias de exploração de camarote clandestino dentro do clube.

Adriana, que na verdade se chama Rita de Cassia Adriana Prado, é quem teria adquirido o camarote clandestino alvo da denúncia que chacoalhou o São Paulo neste mês. Ela aparece na ligação telefônica com os diretores Douglas Schwartmann e Mara Casares, mãe de Julinho.

Adriana foi acusada de se apropriar do gato Angel Blue, de raça russa, avaliado em mais de R$ 8.000, pela criadora de gatos Iemanjá Sousa. Segundo Iemanjá, Adriana teria prometido um patrocínio ração ao criadouro, além de intermediar ações publicitárias com o ator Henri Castelli, outro famoso são-paulino.

Sem entregar as contrapartidas, Adriana teria desaparecido com Angel Blue em 2021 e bloqueado a criadora. Quase dois anos depois, em fevereiro de 2023, Iemanjá reencontrou o gato em posts nas redes sociais de Julinho Casares e em uma reportagem dele na Record – Julinho é criador de conteúdo e apresentador especializado no mercado de pets.

O gato estava em posse de Adriana. Iemanjá processou Adriana e Julinho, cobrando indenização por danos morais. Na ação, Julinho foi defendido pelo EFCAN Advogados, mesmo escritório que cuida dos processos cíveis do São Paulo. Questionado pela reportagem, o EFCAN afirmou que foi contratado de forma separada e independente do clube pelo apresentador.

A ação foi julgada improcedente em relação a Julinho – ficou claro que ele não teve qualquer envolvimento na negociação envolvendo o gato. Ela mostra, entretanto, a existência de alguma intersecção entre Adriana e a esfera de contatos de Casares já em 2023.

Procurado e questionado sobre Adriana e como chegou até ela na época, Julinho afirma que não tinha qualquer relação.

“O gato foi me apresentado por uma pessoa em comum, não lembro, algum ativista na causa animal, e por eu estar produzindo uma matéria sobre gatos exóticos, levamos este gato ao programa de tv. Esse histórico de como o gato chegou até o programa, foi explicado em juízo na época que apresentei defesa. Em relação a mim e a Record a ação foi julgada improcedente, por não termos nenhuma relação com esse problema entre a dona e ex-dona do gato”.

A reportagem tentou contato com Adriana várias vezes, por meio dela própria e de sua advogada, mas não teve resposta.

Adriana e mãe de Julinho estão no centro de polêmica

Dois anos depois da ação envolvendo o gato, Adriana se tornou pivô das denúncias dentro do São Paulo. Em mais de 40 minutos de uma ligação telefônica, ela aparece como adquirente de um camarote clandestino no Morumbis em um show da Shakira, em fevereiro de 2025.

A dirigente que aparece na ligação e mostra apreensão com um potencial vazamento do esquema é Mara Casares, ex-mulher do presidente Julio Casares, mãe de Julinho e, até a explosão das denúncias, diretora feminina, de cultura e eventos do São Paulo.

Ao longo da conversa, é aparente a existência de uma relação prévia entre Mara e Adriana. Adriana ainda é citada como intermediadora do contrato entre São Paulo e a concessionária de carros de luxo Osten. O acordo, polêmico, envolveu a cessão de 12 veículos em troca de camarote no Morumbis – os carros acabaram sendo utilizados para uso pessoal de dirigentes.

Além do acordo com o São Paulo, a Osten tinha também um acordo com o próprio Julinho Casares envolvendo divulgação da marca nas redes sociais.

 

Fonte: Uol

Impeachment: entenda etapas de processo

Um pedido para que o impeachment do presidente Julio Casares seja discutido foi protocolado por conselheiros do São Paulo na última terça-feira. Agora, o processo passa por uma série de etapas até que a destituição do dirigente seja (ou não) votada pelos sócios do clube.

O primeiro passo já foi dado. O requerimento assinado por 57 conselheiros foi encaminhado para o Conselho Consultivo do São Paulo. Cabe, agora, ao grupo de 19 membros a avaliação se o pedido de fato tem as assinaturas necessárias e está de acordo com as normas do clube para ser levado adiante.

Se aprovado pelo Conselho Consultivo, o requerimento volta ao Conselho Deliberativo. Olten Ayres, presidente do órgão, passa a ter 30 dias para levar o pedido de impeachment de Julio Casares à análise e votação entre os conselheiros.

Nesta fase do processo, os 255 conselheiros votam para aprovar ou não o pedido de destituição de Casares. O presidente do São Paulo é afastado preventivamente se dois terços (179 conselheiros) votarem a favor do impeachment, de acordo com o Artigo 112 do Estatuto Social do clube. Caso contrário, o caso é arquivado.

Se aprovado pela maioria do Conselho, o pedido de impeachment vai para uma nova fase: a de votação entre os sócios do Tricolor. Com o presidente já afastado preventivamente, os associados votam numa Assembleia Geral a possibilidade de Casares ser definitivamente retirado do cargo.

A tendência é de que o assunto vá adiante nas primeiras semanas de 2026, depois da análise do Conselho Consultivo.

Entenda o caso
O requerimento protocolado pelo grupo de conselheiros do São Paulo se baseia, principalmente, na exploração clandestina de um camarote do Morumbis, revelada pelo ge em reportagem da semana passada.

Em um áudio obtido com exclusividade, os diretores Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitem ter participado de um esquema para uso clandestino de um camarote no show da Shakira, em fevereiro deste ano. O agora diretor adjunto licenciado de futebol de base do São Paulo também admite ter ganhado dinheiro.

– E vou repetir uma coisa. Você é uma pessoa que a Mara confiou. Eu só entrei nisso porque a Mara me garantiu que você era de total confiança. Desde o primeiro dia que eu te falava isso. Não podemos fazer coisa errada aqui. Então, teve negócio que você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou. Mas foi feito tudo na confiança. Coisa errada? Errou, tem que comer com farinha. Não tem jeito, querida. Não tem outro jeito. Não tem outro jeito. Não tem.

O Ministério Público também pediu à Polícia Civil a abertura de um inquérito para investigar o caso. Douglas e Mara pediram licença da diretoria do São Paulo, e a ex-esposa de Casares se afastou do Conselho Deliberativo.

Lesão e mudança de função marcam ano abaixo do esperado de Pablo Maia

Pablo Maia foi um dos nomes mais importantes do meio-campo do São Paulo nas últimas temporadas. No entanto, em 2025, o volante revelado em Cotia viveu um ano aquém das expectativas e não conseguiu se firmar como primeira opção da posição sob o comando do técnico Hernán Crespo.

A temporada já começou de forma complicada para o jogador. Em fevereiro, Pablo Maia sofreu uma lesão no tornozelo direito, que o afastou dos gramados durante boa parte do primeiro semestre e exigiu uma cirurgia para correção de um problema ligamentar na região.

O volante retornou de maneira gradativa e chegou a dar sinais de recuperação, contribuindo com uma assistência em seu segundo jogo após a volta, diante do Libertad, pela Libertadores. Ainda assim, encontrou dificuldades para reassumir o protagonismo e voltar a comandar o meio-campo tricolor.

 

Com a chegada de Crespo, Bobadilla e Marcos Antônio passaram a formar a dupla titular de volantes. A escolha levou Pablo Maia a ser utilizado com mais frequência em uma função mais avançada, como uma espécie de meia-armador, afastando-o da posição que o transformou em peça-chave sob os comandos anteriores.

Mesmo fora de sua zona de conforto, o camisa 29 conseguiu se adaptar. Ele engatou uma sequência de 15 partidas consecutivas como titular, alternando entre as funções de volante e meia, cenário influenciado também pelo elevado número de lesões que afetou o elenco do São Paulo ao longo da temporada.

Números de Pablo Maia
Ao final de 2025, Pablo Maia somou 42 jogos, sendo 30 como titular, com dois gols marcados e uma assistência. De acordo com o SofaScore, ainda registrou 11 passes decisivos e acertou oito dribles.

Apesar de ter renovado contrato em agosto, com vínculo válido até o fim de 2029, o São Paulo não descarta a possibilidade de negociá-lo. Recentemente, o nome de Pablo Maia foi citado em uma possível troca com o Botafogo, que envolveria também Bobadilla e Rodriguinho.

 

São Paulo, Grêmio e Corinthians são os times com mais lesões em 10 anos

O São Paulo é o clube com mais lesões no futebol brasileiro nos últimos 10 anos. Grêmio, Corinthians, Botafogo e Internacional completam o top-5 do ranking. Na outra ponta, o Vasco aparece entre as equipes com menor número de casos, mas lidera o tempo médio de permanência no departamento médico, um indicativo de lesões mais graves e tratamentos mais longos.

Nesta temporada, o levantamento do ge sobre o tema completa 10 anos. Para marcar a data, reunimos os principais destaques de um banco de dados que compila e analisa, caso a caso, todas as vezes em que jogadores foram afastados por lesões decorrentes da prática esportiva. Confira abaixo!

Um dos clubes que mais sofreu com lesões em 2025, o São Paulo carrega um histórico recente marcado por departamentos médicos cheios e sucessivos desfalques por contusão. A reformulação do quadro de profissionais para 2026, com as demissões do fisiologista e do preparador físico, é apenas mais um capítulo de uma série de mudanças adotadas pelo clube nos últimos anos na tentativa de reverter esse cenário.

Em 2023, o Tricolor já havia dispensado o médico do elenco profissional e promovido alterações no Reffis após uma sequência de lesões. Três anos antes, novas mudanças também foram feitas na área da saúde. As iniciativas ilustram a luta constante do clube para reduzir um problema persistente e desafiador no futebol. Um contexto que impacta diretamente o desempenho esportivo, ao limitar o número de atletas disponíveis a cada partida.

Entre 2016 e 2025, o São Paulo liderou as baixas ao departamento médico na elite do futebol brasileiro (veja a lista completa na metodologia), com 483 casos registrados ao longo de 10 temporadas, o que representa uma média de 48,3 lesões por ano. O time que mais se aproxima é outro tricolor: o Grêmio, com 457 vetos clínicos no mesmo período.

No caso gremista, dos 457 registros, 125 (27%) concentraram-se em apenas duas temporadas: 61 em 2017 e 64 em 2018. Em ambos os anos, o Imortal liderou o ranking de contusões entre os times da Série A.

Fechando o pódio do ranking, o Corinthians somou 431 contusões nos últimos 10 anos. O ponto fora da curva foi a temporada de 2022, quando o Timão acumulou 64 baixas ao departamento médico. Ainda assim, houve quem superasse esse número: naquele ano, o Botafogo liderou a estatística com 64 registros. Em 2022, Fagner e Willian foram os jogadores com maior recorrência no DM corintiano, com cinco passagens cada. Já o recorde de jogos perdidos ficou com Paulinho. O volante rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo na quarta rodada do Campeonato Brasileiro e ficou fora de 49 partidas ao longo da temporada.

O Botafogo aparece na sequência do ranking, com apenas três lesões a menos que o Corinthians no período. Além de 2022 quando liderou na Série A, o Glorioso também viu o ano de 2025 assombrar e prejudicar o desempenho. Com o maior número de contusões da temporada, o Botafogo viu os casos saltarem 53% em relação a 2024, passando de 36 para 55 em 2025, o que comprometeu o desempenho do time e resultou na demissão do preparador físico Luca Guerra. A saída gerou atrito interno e culminou também na saída do técnico Davide Ancelotti, que defendia a permanência de Guerra apesar de divergências com o Núcleo de Saúde e Performance. Os métodos adotados contribuíram para a escalada de lesões.

Fechando o top-5, o Internacional é mais um clube a ultrapassar a marca de 400 contusões entre 2016 e 2025. Foram 414 casos registrados ao longo de nove temporadas analisadas — 2017 ficou fora do levantamento, já que o Colorado disputou a Série B naquele ano. Em três edições, o Inter atingiu ou superou a casa das 50 lesões: 2021 (52), 2022 (50) e 2025 (50). Confira abaixo o top-10 do ranking do futebol brasileiro no período.

Continuação do ranking:

11º Flamengo: 331 lesões (10 temporadas)
12º Palmeiras: 310 lesões (10 temporadas)
13º Bahia: 294 lesões (9 temporadas)
14º Fortaleza: 258 lesões (7 temporadas)
15º Bragantino: 254 lesões (6 temporadas)
16º Chapecoense: 244 lesões (6 temporadas)
17º Coritiba: 243 lesões (5 temporadas)
18º Vasco: 242 lesões (9 temporadas)
19º Vitória: 219 lesões (5 temporadas)
19º Ceará: 219 lesões (6 temporadas)
19 º Sport: 219 lesões (7 temporadas)

 

Se o São Paulo lidera o ranking em números absolutos de lesões, na média por temporada acaba superado pelo Coritiba. Nas cinco participações do Coxa na elite, o clube paranaense registrou 243 baixas médicas: média de 48,6 por ano – 0,62% superior à do Tricolor paulista.

Quando o critério passa a ser a média de lesões por temporada, o desenho do top-20 muda significativamente. O Vitória, por exemplo, salta 14 posições: sai do 19º lugar em números absolutos para figurar em 5º na média. Já Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro perdem posições ao se adotar essa escala de comparação. Confira abaixo o ranking por temporada:

Média de lesões por temporada nos últimos 10 anos

Time Temporadas analisadas Lesões desde 2016 Lesões por temporada
Coritiba 5 243 48,6
São Paulo 10 483 48,3
Internacional 9 414 46,0
Grêmio 10 457 45,7
Vitória 5 219 43,8
Corinthians 10 431 43,1
Botafogo 10 428 42,8
Bragantino 6 254 42,3
Chapecoense 6 244 40,7
Fluminense 10 387 38,7
Santos 10 371 37,1
Fortaleza 7 258 36,9
Ceará 6 219 36,5
Athletico-PR 10 359 35,9
Atlético-MG 10 350 35,0
Cruzeiro 10 337 33,7
Flamengo 10 331 33,1
Bahia 9 294 32,7
Sport 7 219 31,3
Palmeiras 10 310 31,0
Fonte: Gato Mestre*

Fora do ranking acima, o Vasco aparece na 21ª posição, com média de 26,9 contusões por temporada. No Cruz-Maltino, porém, o que mais chama a atenção não é a quantidade de lesões, mas a gravidade dos casos. Considerando o tempo médio de recuperação por lesão no período analisado, o Vasco lidera o ranking: em média, um jogador do clube permaneceu 49,79 dias em tratamento até voltar a ser relacionado.

O caso do zagueiro Breno é um exemplo disso. O drama começou em novembro de 2017 com uma lesão no menisco do joelho esquerdo, sofrida no jogo contra o Vitória. No ano seguinte, foram mais três cirurgias no joelho. Ao todo, ele ficou 1.086 dias no estaleiro.

Bragantino e Cruzeiro aparecem logo atrás do Vasco, com tempos médios de recuperação semelhantes: 44,37 e 44,22 dias, respectivamente. No Massa Bruta, o caso mais emblemático foi o de Nathan Camargo, que passou cerca de 450 dias no departamento médico. Já na Raposa, os períodos mais longos foram os do zagueiro Dedé e do volante Henrique, que acumularam 1.296 e 1.083 dias afastados, respectivamente.

Tempo médio de recuperação das lesões de cada time entre 2016 e 2025

Time Lesões Média de dias no DM
Vasco 242 49,79
Bragantino 254 44,37
Cruzeiro 337 44,22
Chapecoense 244 43,89
Botafogo 428 40,99
Coritiba 243 40,50
Atlético-MG 350 40,08
Fluminense 387 39,94
Santos 371 38,28
Athletico-PR 359 38,16
Bahia 294 37,61
São Paulo 483 37,17
Grêmio 457 37,16
Ceará 219 36,48
Internacional 414 35,47
Sport 219 33,84
Palmeiras 310 32,59
Vitória 219 32,16
Flamengo 331 31,84
Corinthians 431 31,42
Fonte: Gato Mestre*
Recordistas de permanência no DM
Um dos fatores que mais encurtam a carreira de um jogador de futebol são as lesões. A depender da gravidade, muitos optam por encerrar precocemente a trajetória no esporte. O alto nível de exigência do futebol brasileiro impõe um desgaste constante ao corpo e, quando ele deixa de responder, a alternativa muitas vezes é pendurar as chuteiras. Há, porém, quem persevere e busque a redenção após longos períodos afastado dos gramados, ainda que nem sempre no clube onde passou pelo tratamento.

No Corinthians, o jovem Ruan Oliveira é um exemplo extremo. Entre 2020 e 2024, o meia enfrentou uma sequência de lesões no joelho que o manteve afastado por quase 1.400 dias. Nesse intervalo, entrou em campo apenas 32 vezes com a camisa do Timão. Ele lidera a lista de jogadores com maior tempo acumulado de tratamento no departamento médico. Pelo Cuiabá, voltou a ter oportunidades de entrar em campo neste ano. Confira:

Jogadores com mais tempo afastado por lesão entre 2016 e 2025

Jogador Time Dias no DM
Ruan Oliveira Corinthians 1386
Dedé Cruzeiro 1296
Breno Vasco 1086
Henrique Cruzeiro 1083
Edson Júnior Atlético-GO 1076
Gatito Fernández Botafogo 1057
Vagner Chapecoense 1014
Ramon Vasco 1012
Jackson Bahia e Fortaleza 988
Felipe Fluminense 923
Fonte: Gato Mestre*
Quem mais parou no DM
O volante Maicon, ex-Grêmio, é o jogador que mais vezes passou pelo departamento médico nos últimos 10 anos do futebol brasileiro: 26, de acordo com a base de dados do ge. Em 2016, por exemplo, ele teve sete entradas no DM. Ao longo do período analisado, a maioria dos seus problemas físicos esteve concentrada na coxa, com 11 ocorrências, e na panturrilha, com outras seis.

O atacante Marinho é um caso singular no levantamento. Apesar de praticamente não ter sofrido lesões graves, ele é o segundo atleta com mais registros de contusões de 2016 a 2025. Seu maior período afastado ocorreu entre janeiro e março de 2020, quando fraturou o pé esquerdo e perdeu 11 partidas do Santos naquela temporada.

Ao todo, o hoje jogador do Fortaleza acumulou 25 passagens pelo departamento médico. Foram nove pelo próprio Fortaleza, oito pelo Santos, quatro pelo Vitória, três pelo Grêmio e uma pelo Flamengo.

O terceiro jogador com mais registros de frequência no levantamento é o atacante Pablo, hoje no Sport. Ele parou 24 vezes para tratar algum problema físico em 10 anos. O caso mais grave foi uma cirurgia para retirar um cisto artrossinovial na região lombar da coluna em 2019 pelo São Paulo. Ele ficou 73 dias fora de combate. Ao lado dele, o lateral Mayke também foi para o estaleiro 24 vezes no período.

Com uma lesão a menos, o zagueiro Rodrigo Caio também enfrentou uma série de problemas físicos na carreira e teve 23 contusões entre 2016 e 2024. A maioria na coxa (9) e no joelho (8). Ao todo, ficou fora de combate por 777 dias.

Jogadores com mais idas ao DM de 2016 a 2025

Jogador Time(s) Lesões desde 2016
Maicon Grêmio 26
Marinho Flamengo, Fortaleza, Grêmio, Santos e Vitória 25
Pablo Athletico-PR, São Paulo e Sport 24
Mayke Cruzeiro, Palmeiras e Santos 24
Rodrigo Caio Flamengo, Grêmio e Santos 23
Manoel Corinthians, Cruzeiro e Fluminense 21
Bruno Henrique Flamengo e Santos 20
Tinga Fortaleza 20
Bruno Pacheco Atlético-GO, Ceará, Chapecoense e Fortaleza 20
Robinho Coritiba, Cruzeiro e Grêmio 20
Fonte: Gato Mestre*
Mapa das lesões
Em 10 anos de levantamento de lesões, a coxa foi o músculo que mais afastou atletas da elite do futebol ao longo da temporada. Especialistas em medicina esportiva explicam que o alto índice está diretamente ligado à exigência desse grupamento muscular no jogo: a coxa é constantemente sobrecarregada em ações de alta intensidade, como arrancadas em velocidade, mudanças bruscas de direção e finalizações.

Ao todo, foram 3.585 problemas musculares na coxa entre 2016 e 2025. As contusões no joelho aparecem em segundo lugar: 1.290 casos. Lesões no tornozelo (875) e panturrilha (498) também foram destaques no período. Veja o infográfico detalhado abaixo:

Na imagem acima, a contabilização total dá 8.101 baixas. Isso porque foram registrados vários casos de atletas com lesões simultâneas em mais de uma parte do corpo, mas a contagem é de apenas um caso clínico.

OBS: das 8.090 baixas médicas, 423 (5%) não tiveram o local do corpo detalhado pelo clube. Ou seja, foi apenas informado a entrada do jogador no departamento médico, mas sem a especificação de qual a parte do corpo foi afetada e o grau do problema clínico.

Outras curiosidades
Times com mais lesões em uma única temporada:

Chapecoense (2019): 69 contusões
Botafogo (2022): 66 contusões
Athletico-PR (2016): 65 contusões
Grêmio (2018): 64 contusões
Corinthians (2022): 64 contusões
Avaí (2022): 62 contusões
Grêmio (2017): 61 contusões
Coritiba (2017): 59 contusões
São Paulo (2016): 58 contusões
Paraná (2018): 57 contusões
Times com menos lesões em uma única temporada:

Atlético-GO (2020): 16 contusões
Atlético-MG (2018): 17 contusões
Athletico-PR (2021): 18 contusões
Santos (2019): 18 contusões
Vasco (2024): 18 contusões
Atlético-MG (2020): 19 contusões
Bahia (2021): 19 contusões
Juventude (2021): 19 contusões
Cuiabá (2023): 20 contusões
Critérios e Metodologia
As informações levantadas para esta pesquisa foram retiradas nos sites oficiais de todos os clubes e apuradas junto aos setoristas do ge no dia a dia.

Foram consideradas todas as equipes da Série A de 2016 a 2025 além de alguns casos de times na Série B no período. Ao todo, foram 34 times com pelo menos uma temporada de contusões analisada: América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Bahia, Botafogo, Bragantino, Ceará, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, CSA, Cuiabá, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Internacional, Juventude, Mirassol, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Santa Cruz, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória.

O recorte temporal deste levantamento foi de 01 de janeiro de 2016 até a data da publicação desta matéria: 26 de dezembro de 2025. Todas as baixas médicas sofridas pelos jogadores fora desse universo temporal não entraram na pesquisa.

O critério para inclusão de um atleta no levantamento foi o veto pelo departamento médico de pelo menos uma partida oficial por motivo clínico. Todos os problemas médicos que impediram a escalação do jogador na equipe para a partida seguinte foram computados no levantamento. Jogadores poupados e com desgaste físico não entraram na conta assim como problemas fisiológicos.

 

Fonte: Globo Esporte

Consultivo marca para dia 12 reunião para apreciar afastamento de Casares

O Conselho Consultivo do São Paulo marcou para o próximo dia 12 de janeiro a reunião que vai apreciar o pedido feito, por enquanto, por 57 conselheiros da oposição e alguns dissidentes, pedindo o afastamento imediato de Júlio Casares da presidência do clube.

Esse é o primeiro procedimento para chegar ao último, ou seja, o afastamento de Casares. Aprovado no Consultivo, a questão vai para o Deliberativo que terá até 30 dias para debater e votar o pedido. Aprovado, irá para a Assembleia do Sócios que terá que referendar ou vetar a decisão do Deliberativo.

A última etapa é a mais fácil de todas. Hoje, de cada dez sócios, 11 querem a saída de Júlio Casares e de toda corja que administra o clube. Mas onde tudo começa, o pedido tende a morrer. Se não, vejamos a lista dos nomes que compõem o Conselho Consultivo do São Paulo:

O presidente é José Eduardo Mesquita Pimenta. Abaixo o Conselho:

  • CARLOS AUGUSTO DE BARROS E SILVA (LECO). Antecessor e amigo de Casares (N)
  • CARLOS MIGUEL CASTEX AIDAR (expulso do CD, um dos Jacks com Casares)  (N)
  • FERNANDO JOSÉ P. CASAL DE REY certamente votará pela admissibilidade (S)
  • IVES GANDRA DA SILVA MARTINS  (guru dos malfeitores do São Paulo) (N)
  • JOSÉ CARLOS FERREIRA ALVES  certamente votará pela admissibilidade (S)
  • JOSÉ EDUARDO MESQUITA PIMENTA ( tem cargo remunerado por caixa 2 na administração) (N)
  • JULIO CESAR CASARES – o próprio (N)
  • MARCELO ABRANCHES PUPO BARBOZA  está  ligado a Casares e seu grupo é composto por um Jack (N)
  • MILTON JOSÉ NEVES  (está senil, mas alguém votará por ele – irregularmente – ) (N)
  • OLTEN AYRES DE ABREU JUNIOR (está ligado a Casares e será seu candidato) (N)
  • PAULO AMARAL VASCONCELOS   (um dos piores presidentes de nossa história, fará jus ao posto). (N)
  • PAULO PLANET BUARQUE  (está muito doente e não deve votar.

Portanto, longe de qualquer pessimismo, mas com realismo, não passa.

 

Nota do PP: acabo de consultar pessoas muito ligadas ao estatuto do São Paulo e obtive a confirmação de que o Conselho Consultivo não tem poder de veto, mas apenas de elaborar um parecer que será debatido, junto com o pedido de afastamento e votado pelo Conselho Deliberativo. Claro que ainda espero que o parecer seja pedindo arquivamento e pode servir de muleta dos canalhas que quiserem votar poupando Júlio Casares.

Paulo Pontes