Pablo Maia e Ferraresi: negociação com Botafogo esfria e dupla fica no SP

O volante Pablo Maia e o zagueiro Ferraresi devem seguir no São Paulo para a temporada 2026. As negociações com o Botafogo esfriaram, e o clube carioca desistiu das contratações, segundo informações da ESPN.

O Tricolor chegou a avaliar uma troca envolvendo jogadores para liberar a dupla, mas não avançou. Nomes como o lateral Vitinho, o meia Savarino, o atacante Joaquín Correa e até o volante Marlon Freitas — que acabou negociado pelo Botafogo com o Palmeiras — foram sondados sem sucesso.

Até agora, o São Paulo anunciou apenas dois reforços para o ano: o goleiro Coronel e o volante Danielzinho. Em uma situação financeira complicada, o Tricolor encontra dificuldades para viabilizar contratações.

A equipe estreia no Paulistão 2026 no próximo domingo, às 20h30, contra o Mirassol, no interior paulista.

 

Boletos da ex e depósitos à filha: Polícia investiga núcleo familiar de Casares

O inquérito policial instaurado pelo delegado Tiago Fernando Correia, que indica movimentação atípica nas contas do presidente do São Paulo, Julio Casares, segundo relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), implica também o núcleo familiar do dirigente.

Tudo porque as movimentações de Mara Casares, ex-esposa do presidente, foram analisadas. Além de destacar operações financeiras volumosas entre ela e o ex-marido, de cerca de R$ 125 milhões entre 2021 e 2024, em transações que “exigem maior aprofundamento para verificar eventual confusão patrimonial”, há operações que foram classificadas como “suspeitas” pelos investigadores.

A investigação diz que há um fluxo financeiro milionário no fluxo familiar e vê “severa gravidade” pela dissolução da sociedade conjungal entre Julio e Mara, já que no período analisado a conta de Julio Casares quitou 104 boletos bancários de despesas da ex-esposa, totalizando mais de R$ 137 mil.

O relatório, então, sugere uma “comunhão de interesses econômicos e patrimoniais que permanece ativa e oculta”.

Nome da filha envolvido
A Polícia Civil fez uma análise sobre uma conta corrente mantida no Banco Safra, com a titularidade de Deborah de Melo Casares, filha de Julio e Mara Casares, no período de 22/11/2014 a 7/1/2025, e identificou “manobras financeiras de alta sofisticação para a dissimulação de valores”.

Em 22 de novembro de 2024, Mara realizou um depósito de R$ 49.500,00 na conta de Deborah. O valor, segundo o inquérito, foi estratégico, já que a partir de R$ 50 mil as instituições financeiras são obrigadas a comunicar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

A prática, conhecida como structuring ou smurfing, evidencia o dolo e conhecimento dos mecanismos de controle por parte do depositante, segundo o delegado.

A análise identificou ainda ação coordenada envolvendo a empresa Otto Estúdio de Beleza, da qual Deborah Casares é sócia. Na mesma data em que a conta física recebia aportes, a jurídica também era abastecida com dinheiro vivo. Segundo o inquérito, uma estratégia de pulverização dos valores.

SP abre ano eleitoral em ebulição política e sem expectativas no futebol

O 2026 do São Paulo tem tudo para ser mais quente nos bastidores do que dentro de campo. Em ano de eleições, o clube encara tensão política e virou caso de polícia enquanto aperta ainda mais as contas para tentar conter a crise financeira e ainda montar um elenco competitivo.

Os holofotes do clube estão em recentes escândalos. Um deles é envolve uso ilegal de um camarote no MorumBis, que fez Douglas Schwartzman e Mara Casares se licenciarem dos cargos na diretoria. Além disso, a Polícia Civil também investiga supostos desvios de até R$ 11 milhões dos cofres são-paulinos.

Todo esse cenário colaborou para a crescente dissidência política no clube. Perdendo apoio, o presidente Júlio Casares enfrenta um pedido de impeachment. Ele, contudo, ganhou respaldo do Conselho Consultivo, com parecer contrário ao afastamento. A votação será dia 14 no Conselho Deliberativo.

Para que o impeachment seja aprovado, é preciso de maioria qualificada de dois terços do Conselho (171 votos dos 255 possíveis). Isso iria impor um afastamento provisório do presidente.

Depois, em até 30 dias após a votação do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios do clube deverá ser instituída para ratificar a decisão do Conselho Deliberativo. Nesta instância, basta maioria simples.

Se Julio Casares for destituído, ele é banido do clube e quem assume a presidência do São Paulo é o vice-presidente Harry Massis Junior até a eleição. No clube do Morumbi, a votação para presidente é indireta. São os conselheiros que elegem o novo mandatário.

Dois nomes aparecem como possíveis candidatos entre dissidentes de Casares. Um deles é Carlos Bemonte, ex-diretor de futebol que deixou o cargo próximo do fim da temporada. Parte do seu grupo, o Legião, apoia um impeachment do atual presidente.

Outro nome é o de Vinicius Pinotti. Ele já foi diretor-executivo do São Paulo e atuava como consultor da presidência, mas rompeu o laço após a divulgação de que a Polícia Civil investiga diretores por supostos desvios em vendas de atletas.

Hernán Crespo terá ainda mais trabalho para separar setores do São Paulo
Ainda em 2025, com polêmicas sobre o departamento médico são-paulino, o técnico Hernán Crespo tentou sempre separar os setores do clube, dizendo que diretoria, comissão técnica e DM atuavam separadamente.

Na temporada que se avizinha, o esforço para isso será ainda maior, já que cresce a tensão nos bastidores. “Acho que posso fazer parte da solução. O São Paulo precisa de uma mudança profunda. A ideia é continuar a planejar o futuro. Temos de confiar que a coisa vai acontecer. Faz parte da minha vida tentar ajudar. Mas se a diretoria achar que não posso ajudar, vou embora”, disse o argentino após a goleada de 6 a 0 para o Fluminense.

Mesmo com cautela nas falas, não foi a primeira vez que Crespo deixou escapar um incômodo com o clube. “Tentamos fazer o melhor possível e tentamos nos adaptar no que acontece no dia a dia. No São Paulo, acontecem muitas coisas durante o dia a dia. Ideia é fazer o melhor possível e depois falar em dezembro, ver o que se pode fazer no futuro. Tento programar aqui dia a dia, as surpresas aqui são constantes. Acontecem coisas inacreditáveis todos os dias”, disse.

Isso tudo sem grande perspectiva de melhora financeira, que já fez o São Paulo reduzir o elenco em 2025. Para este ano, a ideia é aliviar ainda mais a folha e tentar rejuvenescer o grupo. Na previsão orçamentária, o futebol é o setor que mais gasta, mas o único que teve redução do ano passado para cá (5%).

Com a saída de Luiz Gustavo e a iminente aposentadoria de Oscar, os custos com salários já reduzem. Também aliviam as contas as partidas de Dinenno e Rigoni.

Danielzinho, do Mirassol, foi o primeiro reforço anunciado. O clube também acertou com goleiro brasileiro naturalizado paraguaio Carlos Coronel. A ideia é que ele seja um reserva seguro para Rafael, o que faltou em 2025.

Os movimentos no mercado continuam com a estratégia de buscar atletas por empréstimo ou sem contrato, para evitar pagar pelas transferências. Outro formato para encontrar reforços são trocas de jogadores.

O São Paulo estreia na temporada dia 11, contra o Mirassol, fora de casa, pelo Campeonato Paulista. Já o primeiro jogo pelo Brasileirão será contra o Flamengo, no MorumBis.

 

Fonte: Estadão

Casares ouviu conselho de Aidar para não renunciar

Presidente do São Paulo, Julio Casares foi aconselhado por Carlos Miguel Aidar, ex-mandatário do clube, a não renunciar de seu mandato, em reunião do Conselho Consultivo realizada nessa terça-feira (6).

Defesa de Carlos Miguel Aidar
O UOL ouviu que Aidar foi um dos principais defensores de Casares no encontro, que definiu pela não recomendação de um pedido de renúncia do mandatário.

O ex-presidente pediu renúncia do cargo em 2016 em meio a uma série de escândalos. O principal deles, uma gravação feita por seu vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, na qual confessava supostas práticas de corrupção. Ele e ex-diretores acabaram absolvidos pela Justiça em 2022.

Aidar recomendou para Casares que não renunciasse em meio a uma acusação preliminar, revelada pelo UOL horas antes. O ex-presidente chegou até mesmo a confessar um “pequeno arrependimento” em ter renunciado da presidência em meio aos escândalos, e afirmou que hoje entende que teria sustentação política para seguir no cargo na época.

A justificativa apresentada no parecer final foi a de que faltam provas materiais para o afastamento de Casares.

Casares ‘tranquilo’
A reportagem também ouviu que a reunião teve um caráter “muito amistoso” e que Casares aparentava estar “tranquilo” durante toda a conversa.

Ainda assim, dois momentos chamaram atenção na saída: um dos manifestantes, que segurava uma faixa com o escrito ”ge$tão criminosa”, deu um tapa no vidro do carro de Casares; em outro momento, o carro do ex-presidente Leco acertou no portão de saída do prédio.

Entenda o turbilhão político
A polícia investiga R$ 1,5 milhão recebido em dinheiro pelo presidente do São Paulo. Ao mesmo tempo, as autoridades apuram 35 saques que totalizam R$ 11 milhões realizados na conta do clube.

Outro caso recente que causou feridas políticas na gestão envolve Mara Casares, ex-esposa de Julio, e Douglas Schwartzmanm, diretor do clube. Áudios divulgados pelo ge mostraram um esquema entre eles para desvio de ingressos em shows realizados no Morumbis.

O turbilhão político forçou aliados políticos a recomendarem ao mandatário uma renúncia, mas Casares entende que seria ‘aceitar as acusações’. Por ora, o presidente diz nos bastidores que não abandonará a cadeira.

 

Fonte: Uol

SP inicia 2026 com mudanças e tem dez jogadores em último ano de contrato

O São Paulo iniciou a atual temporada com algumas mudanças no elenco. O Tricolor promoveu saídas de jogadores que perderam espaço com a comissão técnica de Hernán Crespo e contratou dois reforços entre o final de 2025 e o início de 2026. O clube ainda tem dez jogadores que entraram no último ano de contrato.

As saídas
Ao todo, sete atletas deixaram o São Paulo e não se reapresentaram para a pré-temporada. O goleiro Leandro, o volante Luiz Gustavo e os atacantes Juan Dinenno e Emiliano Rigoni não tiveram os respectivos vínculos renovados pelo Tricolor e se despediram do clube.

Destes, Luiz Gustavo foi o mais utilizado pelo técnico Hernán Crespo na reta final da última temporada. O volante ficou muito marcado pelo desabafo após a goleada sofrida para o Fluminense, por 6 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. O jogador deu fortes declarações e cobrou uma aparição pública da diretoria.

 

Outros atletas que também deixaram o clube foram os laterais Maílton e Patryck Lanza. O primeiro foi emprestado ao Fortaleza, enquanto o jovem da base rumou ao Juventude, também por empréstimo. Ambos firmaram vínculos válidos até o final da atual temporada.

Por fim, quem também teve o contrato renovado foi o goleiro Jandrei. O São Paulo acertou a extensão do empréstimo do jogador por mais um ano. Com isso, ele nem deve retornar ao Tricolor paulista, uma vez que tem vínculo apenas até o final de 2026.

Os reforços
O São Paulo também já se movimentou no mercado da bola e contratou dois novos nomes para reforçar o elenco de Crespo em 2026. A primeira contratação foi a de Danielzinho, anunciado ainda em dezembro. O meio-campista chegou sem custos após não renovar com o Mirassol e assinou vínculo até o fim de 2027, com renovação automática por mais um ano em caso do cumprimento de metas.

Outro nome que chegou ao São Paulo foi Carlos Coronel, este anunciado já no início de 2026. O goleiro foi contratado pelo clube para disputar posição com Rafael. Ele também estava livre no mercado após deixar o NY Red Bulls e não houve custo de transferência, com contrato válido até o fim de 2028.

O Tricolor ainda tem um pré-contrato firmado com o lateral direito Lucas Ramon, do Mirassol. O defensor tem contrato com a equipe do interior paulista até maio deste ano, mas o clube do Morumbi tenta a liberação antecipada do atleta.

(Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC)

Dez atletas estão em fim de contrato
O São Paulo também começou a temporada com dez jogadores que entraram no último ano de contrato. Entre os atletas, estão nomes de peso da equipe tricolor, como Calleri, Lucas e Luciano.

Dois jogadores do elenco são-paulino têm contrato até junho de 2026: os volantes Negrucci e Marcos Antônio. Ambos vivem situações distintas no clube. Já outros oito atletas possuem vínculo até 31 de dezembro de 2026, sendo estes: o goleiro Young, os zagueiros Rafael Tolói e Sabino, o volante Luan, o meia Rodriguinho, e os atacantes Lucas, Luciano e Calleri.

Negrucci e Marcos Antônio vivem situações distintas. O cria de Cotia já pode assinar um pré-contrato com qualquer equipe sem custo de transferências. O camisa 20, por sua vez, está emprestado ao São Paulo apenas até o meio do ano, mas o Tricolor já informou à Lazio que irá comprar o meio-campista em definitivo. Recentemente, ele despertou o interesse do Flamengo.

Recentemente, o empresário de Luciano também chegou a comentar sobre o futuro do camisa 10. Em entrevista ao ge, Angelo Canuto admitiu que a permanência do camisa 10 no Morumbi não está garantida e destacou que tanto uma renovação quanto uma possível transferência estão no radar.

São Paulo vive expectativa de contar com reforços caseiros

O São Paulo retomou os treinos após o período de férias e iniciou a pré-temporada no último sábado. Com atletas recuperados após um ano de muitas lesões, o Tricolor vive a expectativa de contar com reforços caseiros para estreia no Campeonato Paulista, na qual enfrentará o Mirassol.

Dois nomes geram maior expectativa na torcida para o Paulistão: Jonathan Calleri e Lucas Moura. O argentino sofreu uma grave lesão no LCA do joelho esquerdo em abril do ano passado e passou o ano em recuperação. Já o camisa 7 conviveu com um problema no joelho direito e voltou a ser desfalque na reta final da última temporada.

Calleri e Lucas tem trabalhado normalmente junto aos demais companheiros nesta pré-temporada do São Paulo. Ambos devem estar à disposição da comissão técnica de Hernán Crespo para a partida contra o Mirassol. Resta saber, agora, se serão realmente utilizados.

A tendência é que a comissão técnica reintegre os atacantes aos poucos para evitar recidivas. Calleri, por exemplo, não entra em campo desde o dia 16 de abril, quando se lesionou contra o Botafogo. Após a reapresentação, o argentino revelou a ansiedade para voltar a atuar.

“Muito feliz por voltar mais uma vez a esse grande clube. Diferente das outras temporadas, a última foi bem diferente. Passei por uma lesão bem séria e estava ansioso para acabar as férias, voltar e tentar conquistar algum título aqui. Todos estão empolgados para fazer uma grande temporada. Vamos ver como será a pré-temporada e o jogo contra o Mirassol, mas estamos muito felizes por estar treinando de novo”, destacou o centroavante à SPFC Play.

O atacante também compartilhou as expectativas para a temporada. O São Paulo não conseguiu a classificação à Libertadores, mas ainda disputará quatro competições: Campeonato Paulista, Copa Sul-Americana, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

“Parece que sou um moleque da base, que vai treinar pela primeira vez entre os profissionais [risos]. Me sinto com muita vontade de vencer, de sentir a sensação que é entrar no Morumbis com a camisa do clube. Sou um garoto feliz de novo e espero com todo meu coração que a gente consiga fazer uma grande temporada, tanto em termos de grupo como a nível individual também”, concluiu Calleri.

E a lateral esquerda?
O São Paulo também sofreu com problemas na lateral esquerda na reta final da temporada passada. O Tricolor chegou a perder os dois principais jogadores da posição por lesões (Enzo Díaz e Wendell), passando a atuar com Ferreirinha na ala esquerda.

O Tricolor ainda começou 2026 emprestando o jovem Patryck Lanza ao Juventude. Apesar disso, a equipe de Crespo não deve ter dificuldades neste início de temporada. Wendell, recuperado de uma ruptura da fáscia plantar, tem treinado normalmente e deve ficar disponível para a estreia.

A situação de Enzo Díaz, por sua vez, é um pouco mais complicada. O argentino passou por uma cirurgia de correção de hérnia inguinal em novembro de 2025 e treina parcialmente com o grupo. Ele ainda intercala os trabalhos em campo com atividades de fortalecimento na parte interna.

O São Paulo estreia no Campeonato Paulista neste domingo, contra o Mirassol, a partir das 20h30 (de Brasília), no Estádio José Maria Campos Maia.

Conselho do São Paulo marca data para votar impeachment de Casares

Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres agendou, na noite desta terça-feira, a data para a reunião para votar o impeachment do presidente Julio Casares diante dos escândalos divulgados nos últimos dias. A votação foi marcada para o próximo dia 14 de janeiro (quarta-feira), às 18h30 (de Brasília).

O primeiro chamado acontece às 18h30, enquanto o segundo está previsto para as 19h. A votação do impeachment de Casares pelos 255 conselheiros do clube será secreta e realizada de forma presencial nas dependências do Morumbi.

Os conselheiros do São Paulo votarão para aprovar ou não o pedido de impeachment, protocolado em dezembro do ano passado pela oposição. A destituição de Casares pode se confirmar se dois terços dos conselheiros (171) votarem a favor. Caso contrário, o requerimento é arquivado.

Caso a maioria simples no Conselho aprove o impeachment de Casares, o presidente será afastado imediatamente do cargo, que será assumido de forma temporária por Harry Massis Júnior, primeiro vice-presidente do clube.

A última instância do processo de impeachment é a Assembleia Geral dos Sócios, que também precisaria ser agendada por Olten Ayres, presidente do CD, em caso de aprovação da destituição pelos conselheiros.

Nesse cenário, Casares permaneceria afastado de suas funções até a divulgação do resultado final da Assembleia Geral. Se os sócios endossarem que ele deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído. Em contrapartida, se o impeachment não passar no Conselho Deliberativo, o caso será encerrado.

Conselho Consultivo se posicionou contra impeachment
Mais cedo nesta terça-feira, o Conselho Consultivo do São Paulo se reuniu e, após avaliar o pedido de impeachment, se posicionou, por ampla maioria, contra a destituição do mandatário.

Em nota, o Conselho Consultivo do São Paulo baseou a decisão na carência de provas materiais contra o presidente Julio Casares, que alegou inocência. “Do ponto de vista estritamente jurídico, não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial”, diz trecho do documento.

O parecer do Conselho Consultivo do São Paulo, vale lembrar, tem caráter meramente opinativo e não interfere diretamente no rito do pedido de destituição, que será seguido pelo Conselho Deliberativo. O debate, entretanto, pode influenciar os votos dos conselheiros.

Conselho Consultivo pede arquivamento do processo contra Casares

O Conselho Consultivo, formado por  ex-presidentes da diretoria e do Conselho Deliberativo, decidiu pedir o arquivamento do processo de afastamento do presidente Júlio Casares. Depois de ouvi-lo por uma hora, os conselheiros presentes entenderam não haver provas contra Casares e votaram positivamente o parecer que pede sua continuidade a frente do clube.

O único a de posicionar de forma contrária foi José Carlos Ferreira Alves, que entendeu haver, sim, indício suficiente para seu afastamento.

Votaram pelo arquivamento: José Eduardo Mesquita Pimenta, Leco, Carlos Miguel Aidar, Paulo Amaral, Marcelo Pupo e Ives Gandra Martins.

Apesar do parecer contrário ao afastamento, o processo segue para o Conselho Deliberativo. Olten Ayres de Abreu tem até 30 dias para convocar a reunião que vai julgar Júlio Casares.]

 

Paulo Pontes

Aliados de Casares aconselham renúncia após novo escândalo

O presidente do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, foi aconselhado por aliados políticos a pensar em um movimento de renúncia após publicação de reportagem do UOL que trata de uma investigação policial envolvendo seu nome.

Segundo a apuração publicada, relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontam que Casares recebeu R$1,5 milhão em depósitos em dinheiro em sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025.

Aliados temem próximos passos
De acordo com múltiplas fontes escutadas pelo UOL, o presidente do São Paulo revelou o conteúdo da reportagem horas antes da publicação da mesma e foi fortemente aconselhado por aliados a renunciar ao cargo como forma de preservar a instituição e reduzir o impacto político e esportivo da crise. Apesar da pressão, Casares decidiu permanecer no comando, ao menos por ora.

Nos últimos dias, o presidente tem afirmado em conversas reservadas que pretende “provar sua inocência” e que estaria sendo alvo de “injustiças”. A estratégia, segundo interlocutores, é colaborar com as investigações e apresentar documentos que comprovem a origem dos recursos.

Procurado pelo UOL, Casares, que nega ter feito uma “reunião de emergência”, se posicionou sobre o novo escândalo por meio de seus advogados, Daniel Bialski e Bruno Borragine. Em nota enviada ao portal, a defesa afirma:

“Todas as movimentações financeiras de Julio contidas nos relatórios do Coaf possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.

Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.

Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações — com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais — justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial”.

Pressão aumenta
Na reunião, apoiadores alertaram a Casares que ele poderá perder apoio de correntes importantes que sustentam sua gestão. Existe uma preocupação com a capacidade de governabilidade do presidente após os novos escândalos.

 

Fonte: Uol

São Paulo fecha período treinos em Cotia com coletivo

Na manhã desta terça-feira, o São Paulo deu sequência à preparação neste quarto dia de pré-temporada. O elenco tricolor realizou a última atividade no CFA Laudo Natel, casa da categorias de base, antes de retomar a preparação no SuperCT na capital paulista.

O São Paulo ainda tem mais quatro dias de preparação para a estreia no Campeonato Paulista. O Tricolor visita o Mirassol neste domingo, a partir das 20h30 (de Brasília), no Estádio José Maria Campos Maia.

 

Como foi o treino?
Nas atividades da manhã desta terça-feira, após o processo de aquecimento, os atletas realizaram um circuito físico-técnico. Por fim, os jogadores ainda disputaram um coletivo de 11 contra 11 utilizando toda a extensão do gramado.

O grupo são-paulino realizou cinco sessões de treinamento no CFA Laudo Natel, onde os atletas permaneceram concentrados desde a noite do último sábado. Os treinamentos contaram com exercícios físicos, técnicos e ajustes táticos de Hernán Crespo.

O período também foi útil para a ambientação dos recém-contratados Carlos Coronel e Danielzinho, além dos novos integrantes da comissão técnica.

Assim como nos últimos dias, o meio-campista Oscar não esteve presente. O jogador está em vias de anunciar a aposentadoria e ainda negocia a rescisão amigável de contrato com o São Paulo.

Próximos jogos do São Paulo
Mirassol x São Paulo (primeira rodada do Campeonato Paulista)
Data e horário: 11/01 (domingo), às 20h30 (de Brasília)
Local: Estádio José Maria Campos Maia, em Mirassol (SP)

São Paulo x São Bernardo (segunda rodada do Campeonato Paulista)
Data e horário: 15/01 (quinta-feira), às 21h45 (de Brasília)
Local: Morumbis, em São Paulo (SP)