São Paulo esfria interesse em Allan, do Flamengo, e quer testar Hugo

A diretoria do São Paulo esfriou as conversas que vinha tendo com o Flamengo sobre a possibilidade de contratar o volante Allan por empréstimo.

Depois de o Flamengo indicar de que só liberaria o jogador caso o Tricolor topasse envolver Marcos Antônio no negócio, o time paulista recuou, assegurou a permanência de seu meio-campista titular e praticamente encerrou as negociações.

Internamente, embora o clube veja Allan como uma oportunidade de mercado interessante, já que o jogador está fora dos planos de Filipe Luís no clube carioca, há o entendimento de que uma troca entre um reserva do Flamengo e um titular do São Paulo seria um acordo completamente absurdo.

Assim, com conversas brecadas entre o executivo de futebol Rui Costa e o português José Boto, do Flamengo, o clube paulista olha novas alternativas no mercado que tenham perfil parecido.

Sem pressa, já que a janela de transferências seguirá até março, o clube espera que Hernán Crespo olhe com carinho para Hugo Leonardo, jogador de 21 anos que foi campeão da Copinha de 2025 e que se machucou depois de só um jogo no profissional. Totalmente recuperado, Hugo foi relacionado na derrota para o Mirassol e agora aguarda uma chance para jogar e mostrar todo o seu potencial.

O São Paulo contratou três jogadores nesta janela de transferências: o volante Danielzinho, do Mirassol, o goleiro Carlos Coronel, ex-New York Red Bulls, e o zagueiro Matheus Dória, ex-Atlas do México. O lateral-direito Lucas Ramon, também do Mirassol, tem pré-contrato e chega em maio.

Relatório de banco contradiz versão de Casares sobre depósitos

Em relatório enviado ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o banco Bradesco contradiz a versão da defesa do presidente do São Paulo, Julio Casares, sobre os depósitos em dinheiro na conta do dirigente.

O banco apontou que o próprio Casares teria identificado o São Paulo como fonte de pagamentos em dinheiro para além do seu salário.

Os advogados do cartola, por sua vez, têm afirmado na defesa que os depósitos recebidos na conta do dirigente foram feitos a partir de reservas de dinheiro que ele próprio tinha guardadas. A versão foi detalhada ontem em entrevista ao Fantástico.

Procurada, a defesa de Julio Casares reiterou que nenhum dos depósitos realizados na conta do presidente do São Paulo tem qualquer relação com o clube. A equipe de advogados ainda aguarda o acesso à integralidade dos autos da investigação, que tiveram segredo de Justiça decretado, e afirma que irá comprovar a origem legal dos recursos no curso do inquérito.

O apontamento atribuindo depósitos ao São Paulo aparece no primeiro dos três períodos de movimentações analisados na conta corrente de Casares. Ele começa em janeiro de 2023 e termina em março seguinte. O compliance do Bradesco indicou, nesse período, o recebimento de R$ 476,4 mil em dinheiro.

Uma das incongruências apontadas ao Coaf é a justificativa dada por Casares ao banco, de que “recursos são recebidos em espécie do SPFC referente bonificação dos campeonatos”. Segundo o banco, a justificativa “colide com as práticas usuais de governança corporativa”.

Não fica especificado, nos documentos acessados pela reportagem, se a justificativa de Casares abrangeu todos os depósitos no período ou apenas parte deles. Questionado sobre os alertas que emitiu e especificamente sobre a explicação dada por Casares, o Bradesco respondeu que não irá comentar o assunto.

Outra incongruência apontada pelo banco foi o fracionamento dos depósitos: foi durante esse período que, em um só dia, segundo o Coaf, Casares recebeu 12 depósitos em dinheiro.

Isso aconteceu no dia 4 de outubro de 2023, dez dias depois da conquista da Copa do Brasil pelo São Paulo. Foram 12 depósitos, todos com valor inferior a R$ 2 mil, totalizando R$ 19,1 mil.

 

Fonte: Uol

SP já teve 10 renúncias de presidente e pode ter seu 1º impeachment

O São Paulo pode ter seu primeiro presidente destituído em impeachment na história nesta sexta-feira, 16, quando a votação pela saída de Julio Casares será realizada a partir das 18h30 (de Brasília). Antes disso, o clube já passou por 10 renúncias de mandatário.

A primeira delas ocorreu em março de 1935, onde João Baptista da Cunha Bueno, apenas o segundo presidente da equipe paulista, deixou o cargo que ocupava depois de oito meses.

Já a última renúncia aconteceu em outubro de 2015, quando Carlos Miguel Cástex Aidar saiu da presidência por conta de diversas acusações de corrupção da sua gestão.

O único mandatário que renunciou duas vezes foi Paulo Machado de Carvalho, ex-empresário que dá nome ao Estádio do Pacaembu. Após sair da função de presidente em novembro de 1940, ele retornou ao cargo no final de 1946 e saiu novamente em setembro de 1947.

Após a renúncia de Aidar, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidiu o São Paulo de 2015 a 2020. Ele antecedeu a chegada de Julio Casares, que se encontra na presidência desde 1º de janeiro de 2021.

Depois da derrota para o Mirassol na estreia, o clube da capital retorna aos gramados nesta quinta-feira, 15, pela segunda rodada do Campeonato Paulista. Às 21h45 (de Brasília), o time recebe o São Bernardo no Morumbi.

As renúncias dos presidentes do São Paulo
João Baptista da Cunha Bueno – 1935
Manoel do Carmo Mecca – 1936
Frederico Antônio Germano Menzen – 1938
Cid Mattos Vianna – 1938
Piragibe Nogueira – 1940
Paulo Machado de Carvalho – 1940
Décio Pacheco Pedroso – 1946
Roberto Gomes Pedroza – 1946
Paulo Machado de Carvalho – 1947 (segunda renúncia)
Carlos Miguel Cástex Aidar – 2015

Com impeachment à vista, Casares vê pressão aumentar após derrota

O caos político que agita os corredores do Morumbis parece ter afetado o campo. Com a votação de impeachment à vista, o presidente Julio Casares viu a pressão aumentar ainda mais após a derrota do São Paulo por 3 a 0 para o Mirassol, fora de casa, na estreia do Campeonato Paulista.

Assim como no fim da última temporada, torcedores do São Paulo xingaram Casares antes da bola rolar em Mirassol. Os protestos da torcida tricolor têm sido constantes, seja em jogos ou na sede social do clube. Recentemente, houve manifestações até mesmo em partidas da Copinha.

O resultado do último domingo aumentou a pressão sobre o presidente, que terá seu impeachment votado por conselheiros nesta sexta-feira. A primeira chamada acontece às 18h30 (de Brasília), enquanto a segunda está marcada para as 19h. A votação será secreta, nas dependências do Morumbis.

A pressão sobre Casares começou a ganhar força com a divulgação de um esquema ilegal de venda de ingressos para shows em um camarote do Morumbis. Posteriormente, a Polícia Civil iniciou uma investigação para apurar um possível desvio de dinheiro do clube. A apuração ainda revelou que o presidente tricolor teria recebido R$ 1,5 milhão, em depósitos em espécie, entre 2023 e 2025.

Crespo admite momento delicado
Em meio ao caos político do São Paulo, o técnico Hernán Crespo tem tentado blindar o elenco. O argentino, entretanto, admitiu que não é uma tarefa fácil. O resultado negativo no domingo deixou o Tricolor na penúltima colocação do Campeonato Paulista. Os dois últimos caem para a A2.

“A primeira coisa é que temos ter confiança na diretoria, porque como falei, ainda não temos culpados. Ainda são todos inocentes. Temos uma janela até 3 de março, estamos tentando melhorar o grupo. É um momento delicado, estamos trabalhando para melhorar. É acreditar. No mundo do futebol, tudo pode acontecer”, afirmou o treinador.

 

“Temos que acreditar e estar confiantes. O São Paulo é maior que todos. O São Paulo não está abandonado, não morreu. Porque parecia que estava um defunto aqui. Não. É um momento delicado? Claro que é um momento delicado. É difícil? Muito difícil. Mas muita gente está aqui para dar a cara à tapa e ajudar. Não é todo mundo ruim aqui. Temos gente honesta, sincera, que vai fazer o melhor para o São Paulo”, concluiu Crespo.

Assim como Crespo, Luciano também reconheceu que a temporada será complicada para o São Paulo. Um dos líderes do atual elenco do São Paulo, o camisa 10 fez um breve desabafo após a derrota para o Mirassol e pediu o apoio da torcida ao longo do ano.

O processo de impeachment de Casares
Caso os conselheiros aprovem o impeachment de Casares, o presidente será afastado imediatamente do cargo, que será assumido de forma temporária por Harry Massis Júnior, primeiro vice-presidente do clube.

A última instância do processo de impeachment é a Assembleia Geral dos Sócios, que também precisaria ser agendada por Olten Ayres, presidente do CD, em caso de aprovação da destituição pelos conselheiros.

Nesse cenário, Casares permaneceria afastado de suas funções até a divulgação do resultado final da Assembleia Geral. Se os sócios endossarem que ele deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído. Em contrapartida, se o impeachment não passar no Conselho Deliberativo, o caso será encerrado.

Justiça concede liminar para reunião de impeachment de Casares ser híbrida

A 3ª Vara Cível do Butantã concedeu, nesta segunda-feira, uma liminar definindo que a reunião para discutir o impeachment do presidente Julio Casares, do São Paulo, seja híbrida. Os conselheiros, portanto, poderão votar presencialmente no Morumbis ou virtualmente para definir a saída ou não do dirigente na próxima sexta-feira, às 18h30.

Também ficou definido que serão necessários “apenas” 171 votos para que Casares seja destituído do cargo de presidente do São Paulo.

São 254 conselheiros aptos a votar na reunião que vai definir o futuro de Julio Casares no São Paulo. A reunião havia sido marcada presencialmente por determinação do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres.

Agora, porém, a decisão da Justiça muda os rumos da reunião. O entendimento de diversos conselheiros é que a participação seria baixa se o encontro fosse realizado apenas presencialmente, principalmente por que muitos aptos a votar estão em viagem de férias.

A ação na Justiça, protocolada nesta segunda-feira pela advogada Amanda Nunes, do Somos Todos São-Paulinos e da Frente Democrática,  foi movida pelos conselheiros Caio Forjaz, Daniel Dinis Fonseca, Fabio Machado, José Medicis, José Carlos Ferreira Alves, Kalef João Francisco Neto, Marcelo Portugal Gouvêa, Miguel de Sousa e Waldo Jose Valim Braga.

A juíza responsável pela decisão também não vê conflito entre os artigos 58 e 112 do Estatuto Social do São Paulo. Ela diz que é preciso ter 75% de quórum (191 conselheiros) para que a reunião seja realizada, mas de apenas dois terços de votos a favor do impeachment para que Julio Casares seja destituído do cargo de presidente do clube.

“Observando-se ambos os dispositivos estatutários, percebe-se que o art. 58, §2º estabelece o quórum para votação, ou seja, a quantidade mínima de conselheiros presentes, ao passo que o art. 112 prevê o número de votos necessários para a destituição do Presidente. Assim, correto o segundo edital, que prevê o quórum mínimo de 75% dos membros do Conselho para a realização da Reunião que tem por objetivo a deliberação da destituição do Presidente da Diretoria”, diz a decisão.
A partir da decisão liminar desta segunda-feira, portanto, a reunião de sexta será híbrida e serão necessários 171 votos favoráveis para que Casares sofra impeachment.

Com Majestoso, São Paulo divulga programação semanal

O São Paulo divulgou a programação semanal, que conta com dois compromissos pelo Campeonato Paulista. O elenco ganhou a segunda-feira de descanso após a estreia no Campeonato Paulista. No último domingo, o Tricolor foi superado pelo Mirassol, por 3 a 0, no Estádio José Maria Campos Maia.

Os únicos a comparecerem no SuperCT nesta segunda-feira foram os atletas em tratamento. Ryan Francisco, André Silva e Luan ainda cumprem cronograma de recuperação de suas respectivas lesões.

O elenco completo do São Paulo se reapresenta nesta terça-feira e inicia a preparação para o duelo contra o São Bernardo. O técnico Hernán Crespo terá apenas duas sessões de treino antes do confronto.

 

O São Paulo enfrenta o São Bernardo nesta quinta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Morumbis, pela segunda rodada do Campeonato Paulista. O time mira uma resposta após a decepção na estreia.

Posteriormente, já no domingo, o Tricolor visita o Corinthians no Majestoso. A bola rola neste domingo, a partir das 16h, na Neo Química Arena. Assim como para o duelo contra o São Bernardo, a equipe terá apenas duas atividades preparatórias.

Novidade na área
A reapresentação do São Paulo nesta terça-feira terá uma cara nova. O Tricolor anunciou a contratação do zagueiro Matheus Dória, que chegou sem custos de transferência após deixar o Atlas FC, do México.

O novo defensor firmou vínculo válido até 2027, com 90% de seus diretos econômicos pertencentes ao São Paulo. Ele aguarda o registro no BID (Boletim Informativo Diário) para poder reestrear pelo clube.

Muricy Ramalho demonstra insatisfação e deve deixar o São Paulo

Muricy Ramalho, coordenador de futebol do São Paulo, demonstra insatisfação com o cargo e deve oficializar sua saída nos próximos dias.

Muricy está afastado das atividades desde dezembro, quando passou por um procedimento de saúde. Apesar de não haver, até o momento, um comunicado oficial ao clube, pessoas próximas ao dirigente relatam que ele já manifestou de forma clara não ter mais o desejo de seguir exercendo a função. A informação foi antecipada pelo Estadão e confirmada pelo UOL.

Muricy vem acompanhando com preocupação o turbulento noticiário político e policial que envolve a direção do clube. De acordo com relatos de interlocutores próximos, o coordenador avalia que o  ambiente interno se deteriorou nos últimos meses e considera a situação “insustentável”, o que pesou de forma decisiva em sua inclinação de deixar o cargo.

Internamente, o entendimento é de que a decisão passa menos por questões técnicas do departamento de futebol e mais por uma avaliação ampla de cenário.

O contrato de Muricy Ramalho com o São Paulo é válido até o final de 2026, período que coincide com o encerramento do mandato do presidente Julio Casares. Ainda assim, a tendência é de uma rescisão em comum acordo, sem conflitos públicos entre as partes.

Caso se confirme, a saída de Muricy abrirá espaço para uma reavaliação da estrutura do departamento de futebol do São Paulo, que vive um cenário político delicado.

Nessa sexta-feira (16), a partir das 18h30, conselheiros do São Paulo votarão pelo impeachment de Julio Casares .

 

Fonte: Uol

São Paulo anuncia a contratação do zagueiro Matheus Dória

O São Paulo anunciou nesta segunda-feira a contratação do zagueiro Matheus Dória, de 31 anos, que estava no Atlas, do México. O jogador firmou contrato até o fim de 2027 – com possibilidade de renovação por mais uma temporada.

O zagueiro será o terceiro reforço do São Paulo para a temporada de 2026. Antes, o clube acertou com o goleiro Carlos Coronel e com o volante Danielzinho.

Doria vestirá a camisa 4 do São Paulo. Trata-se da segunda passagem do jogador pelo Morumbis. Em 2015, quando pertencia ao Olympique de Marsella, esteve emprestado no São Paulo por seis meses, quando atuou por 18 jogos e marcou dois gols. Na ocasião, usou a camisa 26.

– Estou muito feliz de poder voltar para o São Paulo. Sinto como se fosse uma volta para casa mesmo. Agradeço pelo apoio que recebi da torcida pelas redes sociais, e também pelo carinho em 2015 na minha primeira passagem. Vou trabalhar muito para ajudar o São Paulo– disse.

Dória tinha contrato com o time mexicano até o meio de 2027, mas conseguiu uma liberação para poder retornar ao Brasil. O São Paulo não pagará nenhum valor pela transferência e ficará com 90% dos direitos econômicos de Dória. Os outros 10% serão do jogador.

Matheus Dória foi revelado pelo Botafogo e construiu a maior parte da carreira atuando no exterior, passando por times da França, Espanha, Turquia e México.

 

Casares manda recado aos conselheiros do São Paulo: ‘sem provas

O presidente do São Paulo, Julio Casares, intensificou sua articulação política interna às vésperas de um possível impeachment no clube. Nesta sexta-feira (9), o dirigente encaminhou uma mensagem direta aos conselheiros, faltando uma semana para a votação que pode resultar em seu afastamento do cargo.

No comunicado, Casares faz um balanço de sua gestão, menciona resultados esportivos alcançados nos últimos anos e contesta as acusações que motivaram o pedido de impeachment, atualmente sob apuração da Polícia Civil. Segundo ele, qualquer decisão contrária sem a apresentação de provas concretas configura um julgamento antecipado.

Votação pode definir permanência no comando do clube
A mensagem foi enviada individualmente aos integrantes do Conselho Deliberativo do São Paulo. Para que o processo de impeachment seja aprovado, são necessários ao menos 191 votos favoráveis entre os 254 conselheiros aptos a participar da reunião, marcada para a próxima sexta-feira (16), no estádio do Morumbi.

O resultado da votação será determinante para o futuro político de Casares dentro do clube e pode provocar mudanças significativas na administração são-paulina.

Presidente rebate acusações e cita investigação em andamento
No texto encaminhado aos conselheiros, Casares também negou qualquer receio em relação às investigações conduzidas pela Polícia Civil. O inquérito está sob responsabilidade do delegado Tiago Fernando Correia e analisa uma série de movimentações financeiras realizadas entre 2021 e 2025.

De acordo com os dados apurados, em 2021 foram registrados sete saques que somam R$ 1,5 milhão. No ano seguinte, houve seis retiradas, totalizando R$ 1,2 milhão, além de outros R$ 1,4 milhão sacados em 2023, também em seis operações.

O período com maior volume de movimentação ocorreu em 2024, quando foram identificados 11 saques que, juntos, alcançaram R$ 5,2 milhões. Já em 2025, o inquérito aponta mais cinco retiradas, somando R$ 1,7 milhão.

Enquanto o processo investigativo segue em andamento, o presidente do São Paulo tenta fortalecer sua posição política e evitar o afastamento, apostando no diálogo direto com os conselheiros e na defesa de sua gestão.

Confira o comunicado na íntegra:
CARO AMIGO,

Assumi a presidência do São Paulo Futebol Clube com plena consciência do peso institucional que esse cargo carrega. Ao longo da minha trajetória pública e privada, sempre atuei com respeito à lei, às instituições e aos princípios que sustentam a vida democrática.

Nos últimos dias, vieram a público informações relacionadas a um inquérito policial instaurado a partir de denúncia anônima – procedimento previsto no ordenamento jurídico brasileiro, mas que, por sua própria natureza, não equivale a prova, denúncia formal ou juízo de culpa. Ainda assim, trechos desse procedimento vêm sendo seletivamente vazados, fora do devido contexto legal, alimentando versões e interpretações que extrapolam os fatos e tensionam garantias elementares do Estado de Direito.

Quero ser objetivo: não temo investigações; confio nelas. Tenho tranquilidade quanto à licitude dos meus atos e, por meio de minha defesa, já apresentei os esclarecimentos cabíveis. Tudo será demonstrado no foro adequado, com documentos, fatos e responsabilidade.

O que causa indignação não é a apuração regular – que deve existir e deve ser respeitada – mas a tentativa de transformar vazamentos em instrumento de pressão política e de julgamento antecipado. Esse método distorce o debate público, viola o devido processo legal, compromete o ambiente institucional e cria um precedente perigoso que não atinge apenas indivíduos: atinge as próprias instituições.

Tenho consciência de que o clube atravessa um momento de forte tensão fora de campo – e justamente por isso faço questão de registrar: tenho convicção de que o futebol está blindado e protegido de toda essa confusão. O São Paulo precisa de serenidade, foco e responsabilidade para seguir trabalhando.

Também considero importante reafirmar que o São Paulo é maior do que disputas circunstanciais. É uma instituição centenária, construída com esforço, credibilidade e respeito. Jamais utilizei, nem utilizarei, o clube como ferramenta de defesa pessoal, assim como não aceitarei que o São Paulo seja instrumentalizado como arma em conflitos internos ou externos.

Ao mesmo tempo, é justo reconhecer entregas concretas desta gestão que pertencem ao clube e à sua história. Encerramos uma longa espera por títulos com o Paulistão de 2021, conquistamos a inédita Copa do Brasil, e levantamos a Supercopa em 2024 — marcos esportivos que recolocaram o São Paulo em finais, decisões e conquistas que a torcida tanto cobrava.

Fora das quatro linhas, há um legado estrutural que não pode ser ignorado: avançamos em obras relevantes de contenção de enchentes no entorno do Morumbi, uma reivindicação antiga dos nossos sócios e frequentadores, melhorando a segurança, a mobilidade e a convivência do estádio com a cidade. São intervenções que permanecem, independentemente de circunstâncias momentâneas, e que ajudam a preparar o clube para o futuro.

Seguirei colaborando integralmente com as autoridades e exercendo meu direito de defesa com serenidade e firmeza, confiante de que a verdade prevalecerá. A legalidade não é um discurso de ocasião; é um princípio que só faz sentido quando respeitado nos momentos de maior pressão. Por isso, faço um apelo à reflexão e à responsabilidade institucional, votar a favor de um impeachment sem provas concretas e sem elementos jurídicos consistentes não é um gesto de coragem, mas de pré-julgamento. E o pré-julgamento, além de injusto, produz danos irreparáveis às pessoas, ao clube e à própria ideia de Justiça que deve nos orientar.

Fonte: Terra

Danielzinho tem estreia apagada e não consegue mudar dinâmica do SP

Durante a derrota do São Paulo para o Mirassol neste domingo, por 3 a 0, em jogo pela primeira rodada do Campeonato Paulista, Danielzinho foi acionado por Hernán Crespo e realizou sua estreia pelo Tricolor. No entanto, ao entrar em campo no intervalo, diante da sua ex-equipe, o meia não conseguiu se destacar e não teve grande influência na partida.

Substituindo Alisson, que atuou como primeiro volante, Danielzinho entrou com a responsabilidade de comandar as saídas de bola do São Paulo e tentar dar outra dinâmica na equipe para tentar uma reação, já que, no intervalo, o Tricolor já perdia por 2 a 0.

No entanto, o meio-campista teve pouco destaque e não conseguiu ajudar o São Paulo a se lançar ao ataque. De acordo com o Sofascore, Danielzinho teve apenas 6,6 de nota na partida.

Ele somou 84% de aproveitamento nos passes, mas perdeu a posse de bola sete vezes. Apesar disso, ele conseguiu dois desarmes e venceu três dos sete duelos que teve no chão. O atleta também acumulou um passe decisivo e dois desarmes em sua estreia.