Namorada de Julio Casares, Mara Carvalho relata ameaças na internet

O caos político vivido pela gestão de Julio Casares está respingando para fora do São Paulo. A namorada do presidente, Mara Carvalho, relatou em seu Instagram que está sofrendo ameaças de pessoas infelizes com o mandatário tricolor, que pode ser afastado do cargo nesta sexta-feira caso seja aprovado o andamento do processo de impeachment contra ele.

Mara Carvalho ainda levantou a suspeita de estar sendo confundida com Mara Casares, ex-esposa do presidente que é Diretora Feminina, Cultura e de Eventos do São Paulo e que, recentemente, se envolveu em uma polêmica sobre um suposto esquema ilegal para a venda de camarotes no Morumbis.

“Eu sou atriz, roteirista, diretora e produtora. Sou esposa do Julio Casares, e acho tudo que está acontecendo muito lamentável. Por coincidência, tenho o mesmo nome da ex-esposa dele. Sou Mara CARVALHO, ela é Mara CASARES. Tenho recebido ameaças, pessoas querendo me linchar, querendo entrar no meu restaurante e pegar no meu celular. Lamentável a atitude doentia do ser humano. Quero deixar claro que não tenho nada a ver com isso. Precisarei tomar atitudes para me proteger e ter a minha vida de volta”, desabafou Mara Carvalho em seu Instagram.

Ameaças
O perfil oficial de Mara foi invadido por inúmeras ameaças e reclamações sobre a gestão de Casares no São Paulo. Como consequência disso, ela proibiu comentários em suas publicações.

Nesta sexta-feira, os conselheiros do São Paulo se reunirão para votar o impeachment de Casares nas dependências do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbis. A primeira chamada está prevista para às 18h30 (de Brasília), enquanto a segunda acontece às 19h.

Fonte: Gazeta Esportiva

Nota do PP: aprendeu a ser mentirosa com o namorado. Nenhuma ameaça foi feita contra ela. A torcida colocou faixas de Fora Casares na frente do restaurante dela. Ninguém ameaçou ninguém. Mentirosa!

Rádio São Paulo arma esquema gigantesco de cobertura

A Rádio São Paulo preparou um grande esquema de cobertura da votação do afastamento do presidente Júlio Casares. Incluída no pool de canais do Somos Todos São Paulinos, faremos o programa Super Somos Todos São-Paulinos, a partir das 17h30, sem hora para acabar.

Teremos três pontos de estúdio: eu estarei em um, Dario Campos em outro e Ramoni Artico em outro, ao lado do Estádio. Dentro do clube estará André Naves, entrevistando sócios; no corredor dos conselheiros ficará Rodrigo Sérvulo, ouvindo os responsáveis pelo voto.

Do lado externo teremos Amanda Nunes, que ficará no local destinado a PCDS, bastante privilegiado; no meio da torcida estarão Marcelo Portuga, Caio Lima, Alexandre Giesbret e Drex.

Será uma grande cobertura jornalística, como nos tempos em que eu estava na Jovem Pan e na Bandeirantes. Garanto que nenhum canal, seja de mídia alternativa, seja da mídia tradicional, terá o volume de profissionais e de informações que nós estamos disponibilizando.

No caso dos meus canais, vou transmitir pela Rádio São Paulo e Tricolornaweb (em áudio) YouTube e X (vídeo). Estarão na rede os canais de Youtube da São Paulo Digital, Frente Democrática e Tribuna Tricolor, , canais do X do Agonia Tricolor, Anotações Tricolores, Torcida Tricolor PCD.

Fiquem com essa equipe maravilhosa. Você será o torcedor mais bem informado do planeta.

Quem é o vice do São Paulo, Harri Massis, que pode virar presidente

O empresário Harry Massis Junior, de 80 anos, pode terminar a noite de sexta-feira na presidência do São Paulo caso o processo de impeachment do presidente Julio Casares seja aprovado na votação desta noite, marcada para as 18h30 (de Brasília), no Morumbis.

Membro do grupo político Vanguarda, que deixou a coalizão, Massis foi eleito com Casares para o triênio 2021/22/23 e reeleito para o período 2024/25/26.

Conselheiro vitalício, é sócio do clube desde 1964 e já ocupou diversas funções de diretoria. Empresário, é dono do Hotel Massis, no bairro da Consolação, em São Paulo, e de uma rede de estacionamentos que atua no setor desde 1963.

Em contato com o ge, ele confirmou que vai se posicionar a favor da saída de Casares nesta noite, em reunião que tem votos secretos. Segundo o estatuto, é ele quem assume o cargo em caso de afastamento do presidente, mantendo-se ali até o último dia de mandato, no fim de 2026.

Os conselheiros poderão votar presencialmente no Morumbis ou virtualmente para decidirem pela saída ou não do dirigente. Serão necessários 170 votos favoráveis para que Casares sofra impeachment. O colégio eleitoral conta com 254 conselheiros.

Projeção da votação para impeachment de Casares aponta para afastamento

Conselheiros do São Paulo estimam que o impeachment de Júlio Casares será aprovado em votação nesta sexta-feira. Projeções indicam que o mínimo necessário de 171 votos será superado com folga.

O levantamento ao qual o Estadão teve acesso indica 203 votos favoráveis ao impeachment. O cálculo leva em conta o contato individual com conselheiros, mesmo que os grupos políticos internos aos quais eles fazem parte não tenham se manifestado publicamente.

A oposição incentiva a participação presencial na reunião. Isso porque há o entendimento de que é necessário quórum de 75% (191) para que a reunião seja válida. Ao todo, são 254 conselheiros aptos a votar.

Casares enfrenta dissidências da coalizão que tinha quando foi eleito. Entre os desembarques mais recentes está o Movimento Sempre Tricolor (MST), liderado pelo diretor-geral do clube social, Antonio Donizete Gonçalves, mais conhecido como Dedé.

“Nós, do MST, somos veementemente contra qualquer tipo de ato ilícito. Votaremos a favor da suspensão do presidente”, comentou Dedé em uma publicação nas redes sociais. O MST conta com 40 conselheiros.

Até mesmo o Participação, de Casares, publicou comunicado sobre a saída da gestão. O grupo tem cerca de 55 conselheiros. Acompanharam o movimento, o Legião (de Carlos Belmonte, também com 40) e o Vanguarda (de Harry Massis Júnior, com cerca de 20 conselheiros).

Já os votos contrários ao impeachment estão projetados em cerca de 50. Seriam de conselheiros de movimentos que não manifestaram publicamente a saída da coalizão, como o Força São Paulo, do presidente do Conselho Deliberativo Olten Ayres de Abreu Júnior; e o Sempre Tricolor, do dirigente Fernando Bracalle, o Chapecó.

Como funciona o impeachment no São Paulo?
O procedimento foi aberto por um pedido com 57 assinaturas (o mínimo era de 50). Casares teve respaldo do Conselho Consultivo, que emitiu parecer contrário ao impeachment. Na prática, o documento não é determinante, mas serve para embasar a discussão dos votos.

Se houver, no mínimo, dois terços dos votos, Casares é afastado provisoriamente. Em até 30 dias após a votação do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios do clube deverá ser instituída para ratificar a decisão do Conselho Deliberativo. Nesta instância, basta maioria simples.

 

Entenda como será a votação do impeachment de Julio Casares

Nesta sexta-feira, o Conselho Deliberativo do São Paulo irá votar o impeachment do presidente Julio Casares. Neste sentido, a Gazeta Esportiva separou tudo que você precisa saber sobre o encontro que pode afastar temporariamente o mandatário tricolor.

Horário e local
Os conselheiros do São Paulo se reunirão para votar o impeachment de Casares nas dependências do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbis. A primeira chamada está prevista para às 18h30 (de Brasília), enquanto a segunda acontece às 19h.

A votação será realizada de maneira híbrida. Principal organizada do São Paulo, a torcida Independente convocou os torcedores para um protesto antes da reunião. A tendência, portanto, é que a segurança nas redondezas do estádio seja reforçada.

“A convocação é pela SOBREVIVÊNCIA do São Paulo FC antes mesmo da temporada começar. O cenário é de caos institucional e precisamos nos reagrupar enquanto torcida do SPFC, esquecer diferenças e ideologias, focarmos somente no que importa nesse momento: A moralidade!

Pra isso, temos que derrubar essa gestão que traiu tanto a nós quanto a vocês. Dia 16 de janeiro será a votação no Conselho Deliberativo, sobre o impeachment da gestão Casares, a partir das 18h30.

17h marcaremos o início da nossa mobilização. Vá ao Morumbi, vamos mostrar a força do nosso povo mais uma vez. Não nos tornamos o mais popular por acaso. Fizemos acontecer a torcida que conduz e chegou a hora de provar, outra vez, o que somos capazes de fazer JUNTOS, organizados e comuns.

Conselheiros, o recado é claro. Votem pelo impeachment e mais, está na hora de pensarem seriamente em derrubar os cargos vitalícios. Sejam são-paulinos!”, publicou a organizada.

Como vai funcionar
A votação no Conselho será totalmente secreta e já passou por mudanças desde o início do processo. Inicialmente, o pleito seria realizado de maneira 100% presencial e, para a aprovação do impeachment de Casares, com base no artigo 112 do Estatuto Social do clube, seriam necessários dois terços dos conselheiros — ou seja, 171 dos 254 membros aptos.

No último dia 8 de janeiro, por sua vez, a defesa de Julio Casares levou a Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, uma interpretação baseada no artigo 58, que indica que seriam necessários 75% dos votos dos conselheiros para que a destituição fosse acatada (191 dos 254 membros). O pedido de mudança foi aceito pelo mandatário do CD, que concedeu coletiva de imprensa e justificou as alterações.

Diante deste cenário, a Frente Democrática, com os grupos Salve o Tricolor Paulista e o Movimento 1930 foram à Justiça e entraram com uma ação visando promover mudanças no quórum necessário para a aprovação do impeachment e também no formato da reunião. Em decisão proferida pela 3º Vara Cível do Butantã, a liminar foi aceita e determinou que o pleito será realizado de forma híbrida, com votos presenciais ou virtuais.

Além disso, a juíza responsável pela decisão também entendeu que é preciso ter 75% dos conselheiros (191 conselheiros) para que a reunião aconteça, mas o impeachment pode ser aprovado mediante os votos favoráveis de dois terços dos conselheiros (171), como seria antes do CD aceitar o pedido da defesa de Casares. O São Paulo tentou recorrer, mas a liminar foi mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Caso o Conselho do São Paulo aprove o impeachment de Casares, o presidente será afastado imediatamente do cargo, que será assumido por Harry Massis Júnior, primeiro vice-presidente do clube. Em contrapartida, se a destituição não passar no CD, o caso será encerrado.

Possíveis próximos passos
Se o Conselho Deliberativo der parecer positivo quanto ao impeachment de Casares, Olten Ayres, presidente do órgão, terá de definir uma data para a Assembleia Geral dos Sócios, que é a última instância do processo de destituição e conta com a participação dos associados do clube.

Nesse cenário, Casares permaneceria afastado de suas funções até a divulgação do resultado final da Assembleia Geral. Se os sócios endossarem que ele deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído. Por outro lado, se os associados forem contra a destituição, ele retorna à cadeira presidencial normalmente.

Consequências de uma possível destituição
Caso Casares seja definitivamente destituído da presidência após a Assembleia Geral dos Sócios, perderá o restante do mandato, que iria até o fim de 2026. No entanto, ele se manteria como associado do clube e estaria apto a concorrer a qualquer outro cargo em uma eleição futura.

Quem assumiria a presidência?
Com o possível impeachment de um presidente, quem assume de maneira imediata é o vice-presidente da atual gestão, segundo consta no Estatuto Social do clube. Neste caso, com a eventual destituição de Julio Casares, o sucessor imediato é o vice Harry Massis Júnior, que está no cargo desde 2021.

Conforme o Estatuto do São Paulo, Massis Jr. ficaria no clube até o término do mandato do presidente que foi destituído. Ou seja, o novo presidente comandaria o Tricolor até o fim de 2026.

Harry Massis Júnior, de 80 anos, é empresário e sócio do São Paulo desde 1964. Conselheiro vitalício do clube, o profissional já exerceu diferentes funções no Tricolor. Entre 2001 e 2002, por exemplo, atuou como diretor adjunto de futebol. Também já foi diretor adjunto adminstrativo entre 1992 e 1993.

Os motivos
A gestão de Julio Casares no São Paulo vive seu período de maior turbulência. Diante dos recentes escândalos divulgados pela imprensa e das investigações abertas pela Polícia Civil, o grupo de conselheiros “Salve o Tricolor Paulista” protocolou o pedido de impeachment do presidente com base nos artigos 63, 79 e 112 do Estatuto Social do clube.

O grupo político reuniu 57 assinaturas de conselheiros. Além disso, os opositores divulgaram que deste montante, 13 são atores políticos considerados da situação. Ou seja, antigos aliados de Julio Casares estão mudando de lado no tabuleiro político tricolor.

A cronologia
A pressão política sobre Casares começou a crescer no dia 16 de dezembro de 2025, com a revelação de um esquema ilegal de venda de ingressos para shows em um camarote no Morumbis, feita pelo ge. Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo e ex-esposa do presidente tricolor, e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base, foram citados nominalmente e pediram licença de seus respectivos cargos. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso.

Pouco tempo depois, no dia 22 de dezembro, o UOL revelou que a Polícia Civil também investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro na venda de atletas, iniciado em 2021, quando se iniciou a gestão Casares. Foi após este escândalo que o grupo de conselheiros da oposição decidiu protocolar o pedido de impeachment do mandatário tricolor.

Já no último dia 6 de janeiro deste ano, a investigação da Polícia Civil identificou movimentações suspeitas relacionadas a Julio Casares, apontadas por relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O presidente do São Paulo teria recebido R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro em sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025, período em que já administrava o Tricolor. Por meio de nota oficial, os advogados do mandatário descartaram qualquer tipo de irregularidade.

Também foram identificados 35 saques em dinheiro das contas do clube, entre 2021 e 2025, que totalizaram R$ 11 milhões. Diante deste cenário, a Polícia Civil passou a investigar Nelson Marques Ferreira, ex-diretor adjunto de futebol, que teria aberto 15 empresas justamente no período em que atuou no clube, segundo revelado pelo Fantástico. As autoridades procuram entender se há algum tipo de ligação entre a abertura das companhias e os possíveis desvios de dinheiro.

Já na última quinta-feira, um dia antes da votação de impeachment, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil para apurar possível gestão temerária no São Paulo, com indícios de dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento de terceiros ou familiares de dirigentes e eventual uso irregular de recursos públicos ou benefícios fiscais.

Para coletar informações, o órgão listou uma série de nomes e entidades que podem ser convocados para prestar informações e esclarecimentos. Na lista, além de Julio Casares, presidente do São Paulo, e membros da diretoria do clube, estão Samir Xaud, presidente da CBF, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Perda de apoio das organizadas
Após os escândalos, as principais organizadas do São Paulo — Independente e Dragões da Real — se manifestaram pela primeira vez, de forma contundente, exigindo a renúncia de Julio Casares.

“NOTA OFICIAL: RENÚNCIA JÁ. RESPEITEM O SPFC!

A coisa é séria, é SPFC e por isso a Torcida Independente aguardou inquérito policial e judicialmente o andamento das denúncias sobre a gestão Júlio Casares e cia, porque não poderíamos errar o posicionamento por achismos ou falta de provas. Eis que o tempo mostrou uma verdade cretina, covarde e canalha daquele que dizia ser o ‘presidente da arquibancada’.

Nunca confunda torcedor, apoiar o São Paulo como sempre apoiamos com passar pano pra diretoria ou pior, fazer parte de esquemas. A prática institucional do São Paulo com as torcidas organizadas existe desde a fundação da primeira TO do clube, bem como esteve presente nas diretorias que conquistaram os 3 Mundiais, com dirigentes honestos que marcaram época.

Pra nós é justo. Afinal, são TODOS os jogos no Morumbi, pelo Brasil e pelo continente, representando a torcida do São Paulo FC. O apoio incondicional ao TIME em meio a gestões desastrosas, salvou o SPFC de cair e levou o nosso time aos títulos que voltaram. Quanto a derrubar cartolagem, precisávamos de provas. Agora elas existem. Mas não somos nós que derrubamos, que fique claro.

Hoje fazemos voz com todos que querem FORA CASARES mas ele só sai por RENÚNCIA espontânea ou por impeachment do Conselho. Lembramos, 1/3 de conselheiros são suficientes pra manter o cara no poder. Apontaremos Conselheiro por Conselheiro se for necessário.

Mara Casares, Douglas Schwarztmann, a Justiça, o Ministério Publico, a Polícia, estão no circuito. Exigimos que quaisquer outros conselheiros envolvidos em escândalo também sejam expostos.

BASTA de circo! O time já está treinando, sem dinheiro, sem reforços de peso. Nem diretoria de futebol está nomeada. O navio está à deriva. A RESPONSABILIZACAO DE TODOS e que a Justiça prevaleça! Não aceitaremos menos do que isso”, escreveu a Independente.

 

Blindagem ao futebol?
As questões políticas do São Paulo parecem estar afetando o elenco profissional dentro de campo. O Tricolor paulista perdeu para o Mirassol na estreia do Campeonato Paulista, por 3 a 0, e já se viu em maus lençóis após a mudança no formato do Estadual. O técnico Hernán Crespo comentou a necessidade de blindar os atletas dos problemas nos bastidores, mas reconheceu a situação complicada.

“É um momento delicado. Acredito na Justiça. A Polícia está trabalhando e ainda não tem um culpado, então eu acompanho com confiança, pensando que, até que se prove o contrário, todo mundo é inocente. Todo mundo está tentando ajudar, colocando a cara e trabalhando todo dia para melhorar a situação. O grupo de atletas tem que estar blindado, é um problema que tem que ficar fora. É difícil? Muito difícil”, disse.

Após a vitória sobre o São Bernardo, Crespo evitou comentar sobre a crise política, mas afirmou que torce por um desfecho rápido da situação.

“Temos que ficar fora das situações políticas, mas condiciona sim, claro que condiciona. O mercado, se ficam, se saem. Todo mundo precisa que o São Paulo seja claro para poder construir, com base sólida para poder construir um clube ainda maior. Como falei outro dia, o São Paulo é maior que todos nós juntos. A coisa mais importante é isso: estar unidos, trabalhar, e o que tem para acontecer, que aconteça. Estamos focados aqui, no que podemos controlar, estamos fazendo, que é o jogo, treinador. O que quer que aconteça, espero que se resolva rapidamente, para o bem do São Paulo”, comentou o treinador.

 

Calleri celebra retorno aos gramados após nove meses

A vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o São Bernardo na última quinta-feira, pela segunda rodada do Campeonato Paulista, foi especial para Jonathan Calleri. Após nove meses em recuperação de uma cirurgia no joelho esquerdo, o centroavante argentino voltou aos gramados e pôde vestir a camisa tricolor novamente.

Calleri iniciou a partida no banco de reservas, mas muitos torcedores ansiavam por minutos do camisa 9. Por volta da metade do segundo tempo, o técnico Hernán Crespo acionou o atacante. Muito aplaudido, pisou no campo ao som do cântico “Toca no Calleri que é gol”. Na zona mista, ele celebrou a volta e brincou sobre a situação.

“Foram muitos meses de trabalho silencioso, de tentar fazer com que o joelho voltasse ao normal. Foi um momento difícil. Obviamente que tentei ajudar do lado de fora, mas é bem diferente a função que tenho dentro do campo. Mas estou muito feliz por mais uma vez estar no gramado, com uma vitória do São Paulo. Lembro de tudo que vivi nesses nove meses e fico muito contente com tudo que fiz para jogar hoje. Obviamente, não é fácil voltar a jogar depois de nove meses, as pernas pesaram o dobro [risos]. Mas tenho muita fé e muita vontade de trabalhar para que as coisas voltem ao normal. Preciso de tempo, normal, mas estamos trabalhando para voltar ao 100%”, destacou o jogador.

Calleri estava afastado dos gramados desde abril do ano passado, quando rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e precisou passar por cirurgia. O argentino relembrou a difícil recuperação, mas rapidamente mudou a chave e valorizou o resultado positivo desta quinta-feira.

“Foram momentos difíceis. O que faço de melhor é estar dentro de campo e, por nove meses, perdi essa felicidade. Claro que eu preciso muito do São Paulo, o São Paulo precisa dos líderes do elenco hoje em dia. Hoje, demos uma amostra de que o São Paulo está vivo, e vamos dar tudo de nós no clássico contra o Corinthians”, declarou o atleta.

Projeção otimista
Calleri deixou claro que ainda não se sente em plena forma física, mas entende que pode voltar a ser o mesmo atacante a partir do momento que tiver mais minutagem. O São Paulo, vale lembrar, disputa quatro competições neste ano e precisa de peças para poder rodar o elenco.

Apesar da instabilidade política e de todas as dificuldades — calendário extenso e possíveis lesões —, o camisa 9 adotou um discurso otimista e projetou uma temporada positiva para o São Paulo.

“Daqui a pouco, acho que vamos ver o melhor São Paulo. Não ter mais machucados, deixar para trás tudo que aconteceu no ano passado, tentar ter muitos jogadores saudáveis, para que a gente possa brigar por todas as competições. É difícil, porque têm muitos jogos, mas acho que esse ano, estando como estamos, entrosando todos, com reforços, vamos fazer um grande ano. Estou muito otimista mais uma vez que poderemos fazer uma grande campanha e tentar dar outro título ao São Paulo”, disse Calleri.

Na última temporada, Calleri disputou 18 jogos, marcou três gols e distribuiu quatro assistências. Agora, ele torce por um 2026 melhor e sem contusões no Tricolor paulista.

Crespo aprova postura do São Paulo em vitória

O técnico Hernán Crespo aprovou a postura do São Paulo na vitória por 1 a 0 sobre o São Bernardo na última quinta-feira, pela segunda rodada do Campeonato Paulista. O treinador celebrou os retornos de Calleri e Wendell aos gramados — ambos não atuavam desde 2025 — e destacou a atuação aguerrida do Tricolor, que conseguiu um triunfo suado embaixo de uma forte chuva no Morumbis.

“Fico muito feliz por poder voltar ao Morumbis depois de três meses. Isso muda. Segundo, muito feliz pelo Calleri, pelo Wendell, pelo Luciano pelo gol. É um momento delicado no sentido de que temos que estar focados nessa pré-temporada com jogos oficiais. Nesse momento, temos 24, 25 jogadores de linha. Desses, seis voltam de lesões graves, dois são novos, Danielzinho e Dória. Além disso, se joga a cada três dias. Temos que fazer com que ganham minutagem e ao mesmo tempo tentar ganhar. Mas a meta final desse Paulista é colocar o carro na pista. O que é isso? Chegar às quartas”, disse Crespo, que justificou as mudanças em relação ao time da estreia.

“No meio, temos que tentar equilibrar o elenco que temos. Essas coisas são as que podemos projetar. Depois, acontece um jogo como esse, com a chuva, onde é difícil ter ideias de jogo, porque condiciona totalmente, mas a coisa mais importante foi o espírito. Com chuva, sol, de noite, à tarde, jogamos com esse espírito, essa vontade, esse orgulho de vestir a camisa do São Paulo em um momento difícil. Começamos a dez dias e já jogamos dois jogos. Temos que focar nisso aqui. Temos o planejamento e a ideia é tentar equilibrar o elenco nesse Paulista, colocando o carro na pista e chegar às quartas de final”, explicou.

Mesmo sob chuva torrencial, o resultado positivo fez o São Paulo respirar aliviado após a dura derrota na estreia. A equipe tricolor enfim ganhou a primeira no Campeonato Paulista e para a décima colocação na tabela, conquistando os primeiros três pontos no Estadual.

“É positivo porque é o primeiro passo. Depois, vai chegar domingo, é um teste totalmente diferente [Majestoso]. Com calma, a ideia é seguir confortáveis. A coisa mais importante são eles [jogadores]. Se jogar sem batalhar, sem intensidade, pode vir o Guardiola, Klopp, não tem jeito. Demonstramos hoje que esse grupo está unido e alinhado. Vai batalhar o tempo todo. O que fiz é demonstrar o que fizemos, com todas as dificuldades que tivemos no dia a dia. A equipe está aí, sempre presente”, exaltou o argentino.

Crespo torce por fim “rápido” de crise política
Fora dos gramados, o São Paulo vive uma crise política que pode ganhar um novo capítulo nesta sexta-feira. O Conselho Deliberativo do clube irá votar o impeachment do presidente Julio Casares, que teve o nome ligado a escândalos policiais nas últimas semanas. Crespo admitiu que o cenário de instabilidade pode se refletir no gramado, mas torce por um fim rápido da situação.

“Temos que ficar fora das situações políticas, mas condiciona sim, claro que condiciona. O mercado, se ficam, se saem. Todo mundo precisa que o São Paulo seja claro para poder construir, com base sólida para poder construir um clube ainda maior. Como falei outro dia, o São Paulo é maior que todos nós juntos. A coisa mais importante é isso: estar unidos, trabalhar, e o que tem para acontecer, que aconteça. Estamos focados aqui, no que podemos controlar, estamos fazendo, que é o jogo, treinador. O que quer que aconteça, espero que se resolva rapidamente, para o bem do São Paulo”, comentou o treinador.

Crespo também foi questionado sobre a comemoração do gol de Luciano e destacou a união do elenco. O camisa 10 balançou as redes e imediatamente correu para o banco de reservas, abraçando o treinador e os companheiros.

 

“Estamos unidos e temos que mostrar aqui o espírito de batalha, que queremos no São Paulo. Tem muita gente boa aqui. Sabemos que estamos unidos e alinhados no mesmo objetivo e sabemos contra tudo que estamos lutando. Temos que estar fechados e tentar de mudar as pequenas coisas que podemos controlar, mas que é difícil, é, difícil demais. Mas estamos aqui todos juntos. Vamos fazer coisas boas, coisas ruins, mas a vontade de lutar e de fazer está aqui. Vocês não sabem a grandeza deste grupo. O grupo merece tranquilidade”, avaliou.

O São Paulo volta a campo neste domingo, quando encara o Corinthians pela terceira rodada do Paulista. A bola rola às 16h (de Brasília), na Neo Química Arena. O Tricolor ainda não sabe se terá força máxima.

“Dia a dia. O São Paulo a cada dia acontecem coisas. É estar preparado e ver. Cada dia é uma escolha diferente, cada jogo é uma escolha diferente. A prioridade é a saúde dos jogadores. Tentar respeitar os tempos de recuperação de cada um. Nem todoa acabaram jogando, seis voltaram de lesões graves. Vamos ver o que vai acontecendo”, finalizou Crespo.

Luciano cita pressão externa e valoriza vitória do São Paulo

Personagem decisivo na vitória do São Paulo sobre o São Bernardo, Luciano reconheceu que a equipe tirou um peso dos ombros após o início complicado de temporada. Diante dos recentes escândalos, o Tricolor estreou com uma derrota por 3 a 0, mas retomou o caminho dos triunfos nesta quinta-feira, com gol do camisa 10, que celebrou o feito.

“A vitória é de suma importância. O clima não está legal, mas na parte de fora do time. Dentro do grupo, sabíamos que precisávamos vencer para voltar a sorrir um pouco nesse início tão conturbado de temporada, num campo difícil, encharcado. O treinador está mudando porque precisa, treinamos sete dias. Mas foi importante, a equipe deles é bem treinada. Feliz pelos três pontos e pelo gol”, afirmou Luciano à TNT.

Luciano entrou por volta dos 20 minutos do segundo tempo e, aos 34 minutos, acertou uma finalização no ângulo para dar a vitória ao São Paulo. O atacante imediatamente correu para o banco de reservas, apontando e abraçando o técnico Hernán Crespo. Ele, então, justificou a comemoração e fez um desabafo.

 

“Outro dia eu vi nas redes sociais falando que o Luciano estava querendo derrubar o treinador. Isso é uma puta sacanagem comigo. Todo ano, querem fazer isso comigo para trazer a torcida que gosta de mim contra mim. Isso aí foi um aviso. Não sou dono do time, tenho contrato até o final do ano, quero cumprir. Só Deus sabe o que vai acontecer, mas essa vitória foi para o treinador, meus companheiros e minha família”, concluiu o jogador.

Com o resultado positivo, o São Paulo respirou aliviado após a dura derrota na estreia e venceu a primeira no Campeonato Paulista. O Tricolor pulou para a décima colocação na tabela e somou os primeiros três pontos no Estadual.

Agora, o São Paulo tem um clássico pela frente e visita o Corinthians. A bola rola neste domingo, às 16h (de Brasília), na Neo Química Arena.

 

Notas dos jogadores

Rafael: não pegou uma única bola. 5

Cedric: a presença de Lucca pelo seu lado facilitou seu trabalho. 5,5

Arboleda: boa volta ao time. 6

Sabino: mesmo pesado, não cometeu falhas num campo muito pesado. 6,5

Wendel: mais uma vez, um fracasso. 3

Pablo Maia: boa partida, resolvendo bem a cabeça de área. 6

Danielzinho: o melhor em campo. 9

Lucas: campo muito pesado e ele fora de forma. 5

Lucca: boa partida, ajudando bem o lado direito. 7

Tapia: luta muito, mas é fraco. 4

Ferreira: bons momentos, mas de jogadas inconclusivas. 6

Bobadilla: a marcação caiu um pouco, mas melhorou o passe. 5

Nicolas: razoável. 5

Luciano: entrou e fez o gol. Por si só, já valeu. 7

Calleri: é impressionante como sua presença em campo dá outro clima para o time. 6,5

Paulinho: jogou pouco tempo. Sem nota

Crespo: mudou o time porque sentiu que o esquema não estava indo bem. E deu certo. 10

 

Paulo Pontes