Novo esquema de Ney Franco tem ‘protegido’ o Tricolor

Há algumas rodadas, a defesa do São Paulo era extremamente criticada por conta dos inúmeros erros que cometia – especialmente na bola aérea – e que custaram ao time sete redes balançadas em três partidas seguidas (Fluminense, Grêmio e Náutico).

Agora, porém, o Tricolor vem de um retrospecto de apenas um gol sofrido nas últimas três rodadas no Campeonato Brasileiro e uma na Sul-Americana (leia mais abaixo).

Desempenho que coincide com a troca do esquema feita por Ney Franco. Quando chegou ao clube do Morumbi, o comandante são-paulino herdou a equipe com três zagueiros montada pelo interino Milton Cruz, mas deixou claro que tinha preferência por armar uma linha de quatro defensores atrás.

Logo em seu terceiro jogo no São Paulo, ante o Figueirense (após empatar com o Palmeiras e perder para o Vasco), Ney trocou de ideia e promoveu o 3-5-2, entendendo que com um zagueiro a mais a equipe ganharia segurança, principalmente por conta das frequentes idas de Douglas e Cortez ao ataque.

Mas o técnico enfim conseguiu imprimir de vez o que desejava no início de seu trabalho: um 4-4-2 firme, sem riscos, com um meio de campo marcador. E isso se deve aos reforços à frente da zaga. Em sua chegada ele contava apenas com Denilson, porém de lá para cá ganhou Paulo Assunção e Wellington. O primeiro chegou do Atlético de Madrid, enquanto o segundo voltou contra o Botafogo, após mais de seis meses

Para Rhodolfo, é nítida a melhora nos últimos jogos e o camisa 4 deixa claro que o bom desempenho não é mérito somente da dupla de zaga:

– Estamos conversando bastante, com o Toloi, Douglas, o sistema defensivo inteiro. (O bom desempenho) Não se deve só aos zagueiros, mas aos volantes que também ajudam bastante a gente. É o mérito da equipe toda. O Rogério também conversa bastante com a defesa.

Ainda há muito chão a ser percorrido, mas Ney Franco parece ter, enfim, achado uma forma de jogar.

Defesa está ‘invicta’ na Sul-Americana

O São Paulo ainda não sabe o que é sofrer gols na Copa Sul-Americana.

Nos dois confrontos da primeira fase, a defesa tricolor passou em branco diante do Bahia, com duas vitórias por 2 a 0, em Pituaçu e no Morumbi, respectivamente. Incluindo ainda a sequência de três vitórias no Brasileirão, o Sampa levou apenas um gol nas últimas quatro apresentações.

Para o zagueiro Rhodolfo, a tendência é que a equipe seja cada vez menos vazada e credita a evolução da equipe a Ney Franco.

– Trabalhei com ele no Atlético-PR. Quando falaram o nome dele aqui, falei que íamos bem na competição. Ele mudou um pouco o estilo de marcação, conversa bastante sobre os erros e os adversários têm feito menos gols. O grupo está colocando em campo o que ele fala e isso é muito importante — disse o camisa 4, em entrevista coletiva, na última sexta-feira.

No Brasileiro deste ano, os comandados de Ney Franco tiveram, nas 20 rodadas, suas redes balançadas em 24 oportunidades.

Em toda a temporada, a zaga são-paulina foi vazada 57 vezes em 52 partidas – média de pouco mais de um gol por jogo.
Fonte: Lance

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